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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Oct
19
2009

O Mistério do Livro – Parte 2

Escritor: Renan MacSan

o-misterio-do-livro

Arthur marcou com inspetor para as 17 horas do dia seguinte. Esperava dormir para tirar a aparência cansada, mas não conseguiu muito. Aquele homem o intrigava de uma forma completamente nova. Mal esperava para fazer um artigo sobre o caso e publicar em uma revista médica de grande importância, isso se não fizessem antes.

Quando chegou lá, Paolo já o esperava impaciente e com a mesma expressão carrancuda. Mandou que ele fosse o mais objetivo possível para extrair algo do paciente. Antes de chegarem ao leito, o inspetor foi até as enfermeiras e falou que se qualquer uma delas interrompesse seria presa por agressão a autoridade.

Arthur abriu a cortina, o homem estava de olhos fechados. Rapidamente tirou da mochila um livro. Esperava influenciá-lo da forma mais clara possível, não só com o livro em questão, mas também forçá-lo a ser um personagem antes que ele tivesse tempo para pensar no assunto.

– Watson! Watson, acorde! Não temos o tempo todo homem!

O desconhecido despertou assustado, aos pés dele estava pousado um livro com o título: O Cão dos Baskervilles. Ficou um tempo olhando para a obra. E então respondeu:

– Hã? Onde estou?

Será que não dera certo? E se ele nunca leu nenhum Conan Doyle?

– Está no hospital, Watson, meu caro. Era de se esperar devido ao incidente na livraria, não?

– Sherlock?

– Quem mais seria? Olhe… preciso saber exatamente o que aconteceu na livraria para dar prosseguimento aos meus estudos.

– Livraria? Oh, sim. Acho que me lembro, mas não completamente.

– John, pense com calma e me diga tudo o que lembra desde o momento em que ouviu a confusão.

– Ah meu Deus! Acha que tem algo a ver com o caso Baskerville?

– Não, acredito que foram fatos isolados. Antes de tudo temos que saber quem fez isso com você.

– Não lembro muito – disse ele franzindo a testa – Acho que a porta estava entreaberta e entrei. Um homem e uma mulher discutiam alto, ele segurava uma pistola. E havia mais um funcionário.

Nesse momento Paolo que estava ouvindo tudo do lado de fora pôs a mão na cortina para observar melhor o internado. O desconhecido percebeu e ficou vidrado olhando a mão do homem. Quando o inspetor tirou a mão já era tarde demais. A expressão do doente mudou totalmente, agora parecia irado. Antes de conseguir falar algo tossiu. Mas aquela tosse tinha um som peculiar, Arthur bem sabia, parecia algo como “gollum, gollum”.

– Meu precioso! Eu quero meu precioso!

Arthur teve que conter o homem antes que ele tentasse pular para pegar a aliança da mão do inspetor. Teve que pensar em algo rapidamente antes que a loucura de Sméagol prejudicasse o estado de saúde daquele homem. Mas como fazer a transição para outro livro?

– Quatermain! – bravejou ele sacudindo o homem – Quatermain! Não dá para lamentar a morte de seu filho infinitamente.

O desconhecido, constantemente sacudido, olhou para Arthur, ainda tinha a expressão de fúria, mas aos poucos ela foi se desfazendo para uma de revolta.

– É fácil falar. Não foi você que perdeu o filho Henry.

Alívio. Conseguira mudar o livro e tranqüilizar o homem. Graças a Rider Haggard.

– Perdão Allan, mas agora não é hora para isso. Precisamos saber quem fez isso a você para que a polícia prenda o sujeito. Se não me engano você estava falando de uma discussão e um homem com uma arma – Agradeceu por ter pensado em uma história com armas, não poderia falar disso em um livro medieval.

– Sim – disse ele novamente franzindo o cenho – Eles não me viram de imediato, mas gritei quando o homem atirou no funcionário. Acho que ele se assustou comigo e atirou. Não lembro de mais nada.

Arthur pediu que esperasse e foi falar com o inspetor. Este mandou ele perguntar se não havia mais ninguém no recinto, que se certificasse. O desconhecido confirmou, só estavam lá os quatro. A história não batia. O que mais deveria perguntar?

Antes que pensasse no próximo passo o homem fechou os olhos e a freqüência cardíaca baixou, estava entrando em choque? Ele gritou pelas enfermeiras. Estas, atrapalhadas, empurravam a máquina de ressuscitação para o leito. Daria tempo? Quando ele ia começar a tentar a massagem cardíaca o desconhecido abriu os olhos e falou uma única frase, a última antes de morrer, e que Arthur jamais esqueceria.

Ao discutir o caso mais tarde com o inspetor percebeu que ele não sabia como agir, as três pessoas citadas pelo homem foram achadas mortas na cena, e nenhuma arma, o que descartava o homicídio seguido de suicídio. Mas então Arthur lembrou: não foram três tiros que escutaram? Como quatro foram atingidos?

Nessa hora a mente de Paolo se iluminou, eles tinham ignorado esse fato pois a multidão nunca conta exatamente os tiros que escutam, e mesmo que fosse três havia a hipótese de que um tiro à queima roupa acertara duas pessoas. Mas não nesse caso.

A conclusão foi que após o pedido de exumação não foi achado o corpo do homem com a arma, o dono do sebo. Parece que estava discutindo com a mulher a necessidade do golpe que estavam prestes a dar. Muito endividado, esperava sumir do mapa com a ajuda do sobrinho, legista, às custas de um falso roubo a mão armada. O sobrinho foi preso e o falso morto foi achado meses depois.

Mesmo após o desenrolar desses fatos Arthur nunca mais esqueceu o estranho caso. E a última frase do desconhecido ainda o assusta e ecoa em sua mente.

– Vá então. Há outros mundos além deste.


Categorias: Contos,O Mistério do Livro | Tags: ,

11 Comments»

  • Hehehe.. olha eu adorei as passagens de livros e trocas de personagens. Isso realmente rende uma história. Poderia até pensar em por o protagonista tendo este distúrbio, um investigador com múltiplas personalidades desta, saindo por ai investigando casos.. tipo o seriado Monk, que o investigador é todo cheio de excentricidades!

    Mas ai achei que a história acabou estranha… simplesmente acabou… faltou algo ali.

    Mas ta muito legal, gostei do enredo, pode ser bastante explorado!

  • Vitor Vitali says:

    Cara, muito foda. Estava esperando a continuação desse conto em especial e mesmo achando que podia ter sido maior, o que me agradaria, não pude deixar de me arrepiar no final. Foda, muito foda.

  • Aaa.. e eu também achei a frase do final .. ecoando muito foda! =)

  • Renan!! É seu terceiro conto aqui no ONE! Me envia seus dados, conforme a página Nerds Escritores, você esta indo para lá! =)

  • RenanMacSan says:

    O conto original é maior, por exemplo a parte final é mais bem explicada, só que eu quis adaptar pra caber em só 2 partes porque se não ia render muita divisão o que eu não gosto muito. É bom ler de uma vez só.
    Aí talvez tenha perdido um pouco do miolo na adaptação.
    Valeu pessoal

  • Andrey Ximenez says:

    Bah curti bastante tche… mesmo teoricamente tendo sido reduzido… Curti msm =D

  • Alexandre Antolini says:

    Renan, só um conselho, se você me permitir.
    NÃO CORTE, NÃO IMPORTA PORQUE.
    Eu sei que pareceu mais uma ordem do que um conselho, mas eu explico:
    Eu fiquei puto, porque estava gostando do texto e ele simplesmente encaminhou para um final, sem mais, nem menos.
    Quem esta lendo, com atenção, percebe que houve algo de estranho.
    Da próxima vez passe pelo mesmo sufoco que eu. Se tem que ser escrito, escreva. Quem esta gostando do que esta lendo vai ler e pronto.
    Espero não ter parecido arrogante, não foi essa a intenção.
    “Elementar, meu caro Watson.”

  • Andrey Ximenez says:

    Concordo com o Alexandre… se o pessoal curte o teu txt, não há pq cortar… se mate… mas não corte… pelo menos é o q eu acho..

  • Concordo com o Renan que cortando em várias partes acaba perdendo e esquecendo detalhes até ler o seguinte. Porém, o texto inteiro talvez seria mais fácil até para recordar melhor da história.
    Mesmo assim, muito bom =)

  • RenanMacSan says:

    Entendi a opinião de vocês, também acho que o texto integral seria bem melhor. Mas entendam que os cortes tiveram de ser feitos.
    Isso por uma série de coisas,
    1 primeiro porque por experiência do site percebi que os contos muito divididos acabam tendo menos “ibope” do que os isolados;
    2 segundo que quem tá entrando agora tem preguiça de ir ler as partes anteriores e acaba não lendo;
    3 terceiro que o conto foi escrito para passar uma emoção de uma tacada só, é uma mentalidade que vai sendo elaborada ao ler o texto, se você ler por partes em dias alternados acaba perdendo a mentalidade que foi passada anteriormente, assim como meus outros contos. O que não acontece com os que já são escritos para haver divisões assim como as novelas.
    4 quarto que se fosse deixar o texto inteiro a última parte seria só a explicação da solução do crime, o que não é o objetivo já que o personagem principal é o Desconhecido. É ele que queremos ver, não a explicação.

    Assim tive que fazer os cortes, talvez meu erro foi ter mal adaptado, poderia ter tido mais cuidado. Mas ainda assim ficou bom.

  • Bom, quanto ao 1 e o 2. Você esta certo, eu percebo a mesma coisa. =)

    Mas você poderia ter escrito muito mais em ambas as partes do seu conto, que iria caber. o/

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