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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Oct
07
2009

O Poço de Vaga-lumes – Capítulo Primeiro

Escritor: Vitor Vitali

o-poco-de-vaga-lumes

Em um onde não muito distante e em um quando muito próximo, haviam duas camas em quarto, nelas estavam deitadas em baixo dos cobertores um menino e uma menina. Entre elas havia uma cadeira aonde estava sentada um mulher e em seu colo havia um livro fechado, de bordas desgastadas.

– Não queremos mais as mesmas histórias – disseram as crianças para a mãe naquela noite. E a mãe prontamente perguntou: – O que querem então, lindos filhos?

– Queremos alguma de suas histórias – responderam elas em coro e mãe então sorriu e concordou.

– Tudo bem, mas essa será uma das que aconteceu comigo de verdade, certo? –

Perguntou a mãe e os filhos concordaram, então ela começou:

Haviam em uma pequena casa de campo, duas crianças – Sen e Ilu -, sua mãe – Senhora Ea – e seu gato preto – Senhor Arranhador. Viviam como gostavam de viver, e as irmãs saiam sempre que podiam para brincar com seu gato entre as árvores belas da colina ou no pequeno riacho no fundo do vale.

Ora, certo dia, no entanto, em uma perseguição a um pássaro, Senhor Arranhador desequilibrou-se próximo ao riacho em uma parte mais funda e acabou por tombar nele. As garotas, preocupadas, correram atrás de Arranhador, mas nunca conseguiram encontra-lo, pois ele foi arrastado pela correnteza, e ele nunca mais voltou para casa como costumava fazer sempre que se afastava de mais.

Tristes, as meninas enterraram uma caixa de sapatos cheia de pedras, pelos e brinquedos de Arranhador, próxima a árvore preferida na colina em homenagem ao seu amado gato.

Anos se passaram dali em diante e elas nunca quiseram obter outro animal de estimação pois gostavam muito de seu antigo, e não queriam que ele se sentisse ofendido, onde quer que estivesse.

Ora, na noite mais iluminada de estrelas de um inverno elas fizeram um pedido para a lua como sempre costumavam fazer e a estranha mãe-da-noite não respondeu de volta, como sempre acontecia. Mas algo naquele dia em especial, como um vento que não toca o corpo, a sensação de que algo bom havia acontecido chegou a elas, assim como sua mãe as chamando para voltar para dentro da casa.

No dia seguinte, Sen e Ilu saíram para brincar, e na colina que usavam de palco para suas brincadeiras e teatros de fantasia, próximo a preferida árvore, estava um poço que nunca estivera ali. Ora, não era um poço comum, era bem maior que qualquer poço que já haviam visto e das paredes deles surgiam blocos de pedra, um seguido do outro sempre estando mais baixo, formando uma escada em espiral para o fundo.

– O que seria isso, Ilu? – Perguntou Sen.

– Não sei, mas não parece um poço qualquer – respondeu Ilu.

As meninas ficaram ali observando o poço por alguns segundos e então se aproximaram com medo de que algo saltasse de lá e as agarra-se, mas nada aconteceu. Viram que estava tudo escuro, mas repararam que lá no fundo, bem fundo de toda aquela escuridão estavam pequenos pontos de luz rodopiando e se embaralhando como em um estranho ballet.

Ilu então subiu na borda do poço e pôs o pé em um dos blocos de pedra, que mais parecia um degrau assim como os outros, decidida a descer. Sua irmã parecia relutante, mas a acompanhou e elas adentraram aquela escuridão degrau após degrau. Não sabem por quantos minutos desceram, mas para Ilu pareceram apenas 2, enquanto para Sen pareceu uma vida. No entanto, ao chegar ao fundo, não havia água ou as luzes que haviam vistos, apenas chão e uma porta. Uma olhou para a outra e depois Ilu tentou abri-la, mas não pode. Então Sen a ajudou e a porta se abriu finalmente.

Do outro lado da porta havia um grande corredor. Nas paredes do corredor haviam muitos e muitos quadros, a maioria deles com desenhos montanhas e precipícios e no final, uma outra porta que elas se apressaram a chegar.

Ora, ao lado da porta estava algo tão inesperado quanto aquele poço. Havia a caixa que usaram para enterras a pedras em homenagem ao seu gato, mas parecia velha e corroída. Ilu foi abri-la, mas antes que a tocasse, a caixa tornou-se uma labareda de fogo e quando as chamas sumiram, por trás delas estava um estranho gato. Seu corpo era formado por pedras e algumas delas tinham pelos; seus olhos eram duas pequenas bolas de lã branca e sua linga parecia ser feita do papelão vermelho que anteriormente havia sido a caixa.

– Olá – disse ele com um voz simpática e um sorriso.

As meninas se olharam , mas não sentiram medo pois o gato era de fato extremamente simpático e seu sorriso cativante. De forma alguma um animal como aquele poderia fazer algum mau, então Ilu resolveu responder:

– Olá, Senhor Gato. Qual é o seu nome?

– Me chamo Rodanarrá, mas podem me chamar de Roda, se assim preferirem – respondeu de volta o gato.

– Muito bem. Roda, o que faz por aqui? – Perguntou Sen.

– Bem, eu moro aqui – disse Roda. – E vocês, o que fazem aqui?

– Procuramos nosso gato – disseram as duas em coro, depois riram da coincidência.

– Qual é o nome dele, posso saber, Jovens Senhoras? – Perguntou Roda.

– Arranhador, Senhor Arranhador. E me chamo Ilu, a propósito – disse a menina.

– Me chamo Sen – disse a irmã.

– Prazer em conhece-las. Mas devo dizer, seu gato passou sim por aqui. Em fato, ele está no final do poço – disse o Gato.

– Bem, é melhor nos apressarmos então – disse Ilu.

– Certamente – respondeu Roda.

As meninas então abriram juntas a porta e do outro lado dela viram uma cena estranha. Pareciam estar dentro de uma caverna, pois turo era feito de pedra e haviam homens e mulheres sentados por todos os lados vestindo apenas trapos e abraçados a algo que elas não puderam ver o que.

– Pobres pessoas – disse Roda. – São todas cegas e desconfiadas.

Elas então olharam melhor para as pessoas sentadas, e viram que todas tinha moedas por cima dos olhos.

– Isso é tão triste – disse Sen. – Mas porque elas estão abraçadas com nada?

– Bem, estão abraçadas a chaves. Olhem bem – disse Roda e elas olharam e viram que de fato todos ali estavam abraçadas com pequenas chaves.

– Porque fazem isso? – Perguntou Ilu.

– Porque eles tem medo de que o outros roubem sua chave e assim eles fiquem sem saber quem roubou, pois não poderiam ver.

– E para que servem as tais chaves? – Perguntou Ilu.

– Não sei – disse Roda. – Mas talvez sirva para fazer o que toda chave faz, abrir portas.

Então as meninas andaram entre os cegos e suas chaves e repararam que na testa de cada um deles havia um buraco para fechadura, e acharam aquilo muito estranho.

– Será que não são chaves de si mesmos? – Perguntou Sen.

– Não sei, vamos perguntar – disse Ilu.

E então elas perguntaram a um deles se aquela chave que ele estava abraçando era a chave da fechadura em sua testa e ele disse que não sabia, pois nunca havia soltado aquela chave. E então as meninas sugeriram que ele tentasse, mas ele as acusou de ladras e recuou. E então todos os outros ficaram com medo de que elas fossem ladras e estivessem ali para roubar-lhes a única coisa que tinham.

– Não vamos roubar vocês, prometemos – disse Sen.

– Você não pode prometer o que não pode cumprir – disse um deles.

– Mas vamos cumprir – disse Ilu.

– Você pode me provar isso?

– Não posso, terá que confiar em nós – disse Sen.

– Confiar? O que é isso? – Perguntaram todos eles.

– Bem, é quando você para de se preocupar. É quando você se liberta e dá aos outros o que eles talvez não queiram dar para você.

– E se eu der, e ele não ? – Perguntou um deles.

– Então você será mais feliz que ele.

O homem pareceu estranho a tudo aquilo, mas para a surpresa das meninas, depois de algum tempo ele se desabraçou de sua chave e a segurou firme não mão. Depois de mais um tempo estendeu tremendo a chave para o homem ao seu lado e lhe disse para pegar. O homem ao seu lado não quis se desabraçar para pegar a chave, pois dessa forma teria que soltar sua própria.

– Vamos, todos tem que fazer sua parte – disse Ilu.

Então ele se desabraçou e estendeu sua própria chave ao homem que estava ao seu lado enquanto pegava a chave que havia sido oferecida a ele.

Ora, um após o outro, todos começaram a se desabraçar de suas chaves e estende-las para o próximo. Quando todos fizeram isso, pegaram as chaves que haviam sido oferecidas e tentaram as colocar nas fechaduras de sua testa. Então as rodaram, e para a surpresa de todos as moedas sobre os olhos se soltaram e caíram sobre o chão. Então eles abriram os olhos e pela primeira vez perceberam uns aos outros sem as moedas, sem as chaves para abraçar, e então, sem que nada fosse lhes ditos começaram a abraçar uns aos outros e sorriram e cantaram felicidades.

Então os trapos que os homens e mulheres daquele salão de pedra vestiam transformaram-se em limpas e belíssimas túnicas brancas, e ora, entre eles as duas irmãs e o gato Roda viram uma chave diferente das outras, essa era feita de um estranho cobre alaranjado, e então elas a pegaram.

Despediram-se daqueles homens e caminharam em direção a porta no fundo do salão e as irmãs colocaram juntas a chave na fechadura, abriram a porta, e com o gato de pedra em seus calcanhares, entraram na sala seguinte.

11 Comments»

  • Uma ótima fantasia Vitor o/

    Adoro histórias neste tema. =)

    Vou alterar a agenda para que seu próximo conto seja a continuação!

  • Vitor Vitali says:

    Você já tem a continuação? Não me lembro de enviar. E o interessante é que tenho um conto pequeno com o mesmo título, de plot semelhante mais com um tema nazista. Não sabia ao certo qual enviar xD

  • Mandou sim, estava junto deste, no mesmo pdf. =)

  • Ahhh, amanhã tenho que ler os contos atrasados (inclusive este).

  • Andrey Ximenez says:

    Curti a fantasia tche. Não sou mt fã de histórias onde os personagens principais são crianças. Mas a descrição é envolvente. Só um detalhe tche, vc começa mts frases usando ” Ora ” , acho q fika veio viciado isso no texto. o/

  • É verdade.. o “Ora” foi bastante repetido.

    Sobre personagens crianças. Stephen King escreveu ótimas histórias com os personagens principais sendo crianças. Exemplo O Iluminado e O Talismã. =)

  • E.U Atmard says:

    Realmente fantástico, estou de acordo com o Andrey, mas neste conto a utilização da criança como personagem principal foi muito boa. Está de parabéns, fico à espera da continuação.

  • Andrey Ximenez says:

    To Sabendo Guns… =D
    Mesmo assim não curto… vai saber…
    ^.^

  • Ahhhh me surpreendeu mais uma vez, está ficando tão bom quanto o baralho do gato!! Fez lembrar Alice e o suspense de descer o poço me lembrou a parte do primeiro cap. da 2ª temporada de lost. Vou aguardar a continuação ^^

  • RenanMacSan says:

    Legal, essa parte da chave foi uma boa alusão à realidade.
    E… ora, use “ora” à vontade. Tolkien era o mestre dos “Ora,”

  • lobaempeledeovelha says:

    Quero escrever assim tb xD

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