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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Oct
13
2009

O Poço de Vaga-lumes – Capítulo Segundo

Escritor: Vitor Vitali

o-poco-de-vaga-lumes

Sen e Ilu adentraram pela porta e do outro lado viram um extenso corredor, tão longo que elas relutaram em atravessa-lo, mas o gato de pedras lhe disse: – É somente aparente, pois não é tão grande quanto parece ser, basta dar o primeiro passo, e logo após ele mais um e assim por diante.

As meninas concordaram com um sorriso simpático e seguiram pelo corredor que possuía quadros nas paredes que mostravam montanhas semeadas de belas florestas e comentaram sobre os homens e mulheres que haviam encontrado minutos atrás.

– Espero que agora estejam felizes – disse Sen. – Tem uns aos outros para abraçar agora.

– E devem estar – disse o gato. – Pois é o que devia acontecer. Isto me lembram uma história que me contaram tempos atrás.

– Quem te contou? – Perguntou Ilu.

– Um dos vaga-lumes – respondeu o gato. – Gostariam de ouvi-la?

As meninas responderam que sim, em coro e o gato pôs-se a contar.

– Bem, é uma história pequena e começa assim. Uma vez numa encruzilhada, um Poeta pobre encontrou um Estúpido rico, e conversaram. E tudo que diziam revelava apenas seu descontentamento. Então, um Anjo da Estrada passou por ali e pôs a mão no ombro dos dois homens. E um milagre se produziu: Os dois homens tinham agora trocado suas posses. E separaram-se e cada um seguiu seu caminho. Mas é estranho contar: o Poeta olhou e não encontrou em sua mãe nada senão areia movediça seca; e o Estupido fechou os olhos e não sentiu nada senão nuvens movendo-se em seu coração.

– Não entendo o que isso tudo significa – disse Ilu.

– Nem eu – respondeu o gato com um sorriso largo e prosseguiu. – Mas bem, chegamos e aqui estamos.

As meninas pararam de súbito pois haviam chegado ao final sem perceber, à frente delas estava outra porta e elas a abriram e entraram seguidas por Roda, o gato de pedra.

– Estranho – disse ele. – Pensei que essa sala viesse antes da anterior. Devo estar me confundindo.

As meninas olharam bem e essa sala era diferente da anterior. Era tão grande quanto, mais possuía pequenos corredores em seu interior e era mal iluminada. Haviam também homens e mulheres sujos e sujas, acorrentadas nas pernas e nos braços à bolas de ferro. Eram magras e pareciam cansadas.

– Que tristeza – disse Sen. – O que aconteceu com eles?

– Pelo que eu me lembro – disse o gato. – Nada.

– E porque estão acorrentados? – Perguntou Ilu.

Mas o gato ficou calado, e os três começaram a andar entre as pessoas. Havia teias de aranhas e poeira sobre tudo, inclusive sobre elas e as correntes que as prendiam às bolas e as meninas perceberam que elas não se mexiam a muito tempo.

– Porque ficam assim, pobres homens? – Perguntou Sen.

– Porque estamos presos – respondeu um deles.

– E quem prendeu vocês dessa forma à essas bolas de aço? – Perguntou Ilu.

– Não nos lembramos – falou outro deles. – Acho que nascemos assim.

– E não há como solta-los? – Perguntou Sen.

– Bem, há uma chave em algum lugar – disse uma mulher.

– E porque não há pegam e se soltam? Podem se mover, certo? – Perguntou Ilu.

– Até podemos, mas seria trabalho de mais, são bolas pesadas essas as quais estamos amarrados – respondeu outro deles.

– Bem, mas será necessário, não será? Ou preferem ficar dessa forma triste? – Perguntou Sen.

– Parece que sim – disse algum deles e se levantou bem lentamente. – Há uma chave ali – apontou ele e arrastando-se pesadamente chegou até ela.

A chave esta presa a parede, mas ele conseguiu abrir a corrente de sua mão esquerda. Depois olhou para as meninas e paro o gato e sorriu dizendo: – Nossa, me sinto tão mais leve agora e as teias de algumas partes de seu corpo se romperam assim como parte da poeira cai de sua pele e de seus cabelos. No chão haviam as marcas que as bolas de ferro haviam feito na poeira enquanto ele se movimentava.

– Pode parecer difícil, mas depois que se começa, pode parecer mais fácil – disse Ilu e olhou para o gato depois disse. – É somente aparente, pois não é tão difícil quanto parece ser, basta dar o primeiro passo, e logo após ele mais um e assim por diante.

O Gato sorriu.

Então o homem lembrou-se de ter visto muito tempo atrás outra chave do outro lado da sala. Então ele pôs a esforçar-se a caminhar para aquele lado, deixando no chão, a marca das bolas que se arrastavam. Chegando lá, passou a mão na parede para retirar a poeira e por trás dela havia uma chave, e esta também estava presa, mas ele conseguiu abrir as correntes de sua outra mão e assim sentiu-se mais leve. De suas juntas romperam-se teias e de sua pele caiu poeira. Ele então pôs se a mover novamente em direção a outra chave, parecendo mover-se mais rápido agora, talvez não por causa dos pesos que iam se desfazendo, mas do costume do movimento que recuperava.

– Uma professora já no disse, Senhor Roda, o gato de Pedra, que um corpo em movimento continua em movimento até que seja parado – disse Ilu.

– Não sei o que é uma professora – disse o Gato. – Mas ela parece saber alguma coisa – e as meninas sorriram.

O homem então chegou a outra chave e se libertou das correntes em uma das pernas e depois pôs-se a caminhar até outra chave, e então libertou-se da ultima corrente.

Por toda a sala estavam as marcas limpas por onde suas correntes e esferas de aço haviam se arrastado.

Então outros homens e mulheres tentaram fazer o mesmo. Algumas mais rápidos, outros mais vagarosos, e com o tempo, estavam todos se movimentando pela sala e soltando suas próprias amarras. As marcas das bolas no chão já haviam limpado tudo, e a sala estava limpa novamente, assim como todos eles.

Alguns, após se soltarem correram em círculos, outros começaram a andar sem destino, alguns pensaram em novas idéias, outros apenas fizeram música.

No entanto, um deles achou uma porta quando a poeira de toda a sala se dissipou e ao lado dela, pendurada em chaveiro, uma pequena chave.

– Talvez devêssemos seguir em frente – disse Roda. – Seu gato deve estar esperando.

E as meninas tomadas novamente de esperanças de encontrar seu animal pegaram a chave e abriram juntas a porta, sentindo forte cheiro de comida do outro lado.

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