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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Oct
26
2009

O Poço de Vagalumes – Capitulo Terceiro

Escritor: Vitor Vitali

o-poco-de-vaga-lumes

Na nova sala, havia apenas duas pessoas. Uma muito magra e sorridente sentada em um canto com um tabuleiro de Xadrez, e outra extremamente gorda e grande, de pele avermelhada, com quatro ou cinco vezes o tamanho das meninas, rodeado pelas mais diversas coisas. Desde montes de comida, até moedas de ouro, joias e muitas outras coisas difíceis de identificar no meio de toda aquela bagunça.

– Nossa, que confusão – falou Sen.

Então eles se aproximara do homem mais magro.

– Bom-Dia… Ou bem, Boa-Noite, Senhor – disse Ilu.
– Olá – respondeu ele simpático. – Me acompanha em um jogo jovenzinha?
– Desculpe, estamos atrás de nosso gato – respondeu Sen vendo que não havia peças no tabuleiro.
– Entendo. Boa sorte com seu gato – sorriu ele.

Então elas olharam para o homem gordo do outro lado da sala. Parecia dormir.

– Porque não chama ele para jogar? – Pergunta Ilu para o homem magro.
– Bem, ele não gosta muito de mim, mesmo eu tendo dado todas as minhas coisas para ele. No entanto, ela ainda deseja meu tabuleiro.

O homem gordo acorda lentamente e ronrona como um animal, então olha para as meninas e o gato de pedra.

– Quem são vocês? – Pergunta ele com uma voz lenta e enfadonha.
– Sou Sen.
– Sou Ilu.
– Sou legal – diz o gato rindo abafado da própria piada.

O gordo lhes olha com desconfiança. E com seus dedos gordinhos puxa para mais perto de si, todas as pilhas de coisas acumuladas que possuía, como quem teme ser roubado. Vendo que parecia tudo seguro, retoma sua árdua tarefa de comer. Enfia punhados de comida na boca vez por vez, e junto com a comida puxa muitas outras coisas como moedas de ouro, um abajur, papéis e outras quinquilharias.

– Isso não parece muito saudável – comenta Sen e a irmã concorda.
– Porque vive dessa forma? – Pergunta Ilu dirigindo-se ao homem gordo.

Com a boca cheia de joias e pedaços de frango ele boquiaberto olha para as
meninas.

– Bem – começa ele babando objetos enquanto fala. – Eu sei, mas não quero dizer.
– Porque não? – Perguntam as irmãs em coro.
– Porque vocês não precisam sabe… Mas bem… – Aqui ele tosse uma moeda. – Que belo gato vocês tem com vocês.

Então de súbito o gordo agarra o gato e o segura sobre sua boca aberta, pronto para
se alimentar.

– Não! – Gritam as irmãs. – Solte ele!
– Ele é meu agora – responde.
– Não, não é! – Gritam elas.
– Porque? – Engasga ele.
– Bem… – começa Ilu tentando ganhar tempo. – O que fará depois de come-lo?
– Comerei todo o resto.
– E quando o resto acabar? – Pergunta Sen.
– Ora… Minhas mãos parecem saborosas… – responde ele pensativo.

O Gato se sacode tentando fugir da mão pesada, mas não consegue, então entra na
conversa.

– Talvez devesse jogar Xadrez com seu amigo para passar o tempo – fala o gato de cabeça para baixo.
– Isso não vai ser possível – responde o gordo parecendo com sono.
– Porque? – Pergunta Ilu.
– Porque ele só tem o tabuleiro, as peças estão comigo – com a mão vazia ele apalpa a barriga.
– Bem, devolva então – diz o gato.

O Gordo fica pensativo e sua mão vazia tateia sua pilha de coisas. Todos ficam calados, observando-o até que ele dorme.

– Bem… Acho que ele dormiu – diz o gato tentando se soltar, mas sem sucesso.

Então ele acorda subitamente.

– Tudo bem – entrega o gato para as meninas. – Vamos jogar.

O gordo então se levanta vagarosamente, quase como se não fosse conseguir.

Quando de pé, apalpa a barriga e aos poucos um jorro de objetos saem de sua boca e voam para todos os cantos da sala. Tapetes, baús, armários, quadros, camas e em especial uma pequena mesa e duas cadeiras. Atravessando o jorro de coisas, o homem magro se levanta e põe sobre a mesa seu tabuleiro, então da boca do gordo saem voando as peças que caem sobre o tabuleiro na ordem em que deveriam, uma a uma.

Enquanto tudo acontece, as meninas reparam que o gordo começa a diminuir até ficar do tamanho do homem magro. Então elas percebem que eram irmãos gêmeos.

Quando o jorro para, os dois homens sentam-se a mesa, sorridentes e dizem ao mesmo tempo para as irmãs.

– Obrigado – e elas sorriem e retribuem o agradecimento com acenos da cabeça.
– Olhem! – Diz o gato e todos olham.

Onde antes estava sentado o gordo, agora havia uma porta caída. As meninas correram para a porta e viram que ao seu lado havia uma chave; colocaram-na no buraco da fechadura e giraram até a porta se abrir e revelar do outro lado um corredor.

– Bem, precisamos ir… – disse Sen.
– …Achar o nosso gato – fala Ilu.
– Certamente – dizem os homens ao mesmo tempo. – Adeus, garotinhas.

Todos se despedem, mas antes de descer pela porta elas observam os dois irmãos.

O que antes era gordo, arrota um relógio sobre a mesa e o outro aperta o botão para contar o tempo de sua jogada.

Elas então descem e o gato as segue para a sala seguinte.

6 Comments»

  • Esta seguindo seu estilo de escrita Vitor, que esta muito bom! Ja esta pensando em escrever uma obra um pouco maior, mais completa?!

    E… tem continuação este conto, não sei se você ja me enviou!

  • Vitor Vitali says:

    Eu estou escrevendo três livros, dois deles eu nunca vou publicar e o último é o que tem mais chance de virar algo, mas não é nada parecido com o que eu publico aqui, é um romance Steampunk. Ou quase. E a continuação eu ainda não escrevi, crise de criatividade.

  • Por que dois deles você nunca irá publicar?!

  • Vitor Vitali says:

    Por que são ruins 🙂

  • Hehehe… mas faz eles ficarem bons! =)

  • To gostando ^^, comecei a rir com essa parte:
    “- Quem são vocês? – Pergunta ele com uma voz lenta e enfadonha.
    – Sou Sen.
    – Sou Ilu.
    – Sou legal – diz o gato rindo abafado da própria piada.”

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