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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Oct
16
2009

Obsessão

Escritor: G.J. Pinheiro

obsessao

-Então que fazes? – Perguntou-me ele.

-Finalmente sei qual será o tema que me deixará marcado na história. – Respondi-lhe.

-E que tema é esse?

-Obsessão.

-Interessante… – Respondeu ele, num tom arrastado. – E já começaste?

-Não, não comecei.

-Porque não?

-Porque não sei o que escrever sobre obsessão. E tu não me paras de chatear com tantas perguntas. – Disse-lhe.

-Está bem, está bem. Vou-te deixar em paz para escreveres a tua “Obra-prima”.

Finalmente foi-se embora.

Estava sentado na minha secretária de madeira, onde escrevia os meus livros.

Olhei em minha volta. Incrível, em 15 anos nada mudou aqui. A casa continuava pequena como sempre. Apenas com duas divisões, a casa de banho e a maior de todas, que fazia de quarto e sala de estar ao mesmo tempo. Sim, é demasiado pequeno, mas também não posso pagar mais do que isto.

O telefone começou a tocar, de novo.
-Não vais atender? – Interrogou-me ele.

-Não, não vou atender.

-Mas é a Joana, e pelos vistos está preocupada contigo.

-Porque dizes isso?

-Porquê? Não reparaste que ela não te pára de ligar nos últimos dias? Não sais de casa há dias, por causa dessa obsessão sobre o livro.

-Cala-te, eu não estou obcecado.

-É claro que estás…Olha para ti! Estás a beber uma garrafa de Vodka por dia! Já só te resta uma no armário.

-Isso não pode ser…Ainda ontem comprei cinco! E só abri…Porra! Porcaria do telefone não pára!

-Vê se te acalmas…O telefone não está a tocar.

De facto era verdade. O que se passa comigo? Acho que ando a escrever livros de terror a mais. É verdade que o último foi um sucesso, mas ainda não foi bem o que eu queria.

-Não me pareces lá muito bem – disse-me enquanto se sentava no sofá creme.

-Como?

-Eu disse, que não me pareces estar bem.

-Não digas disparates. – Resmunguei.

-Ouve lá, quando é que a editora te pediu o novo trabalho?

Agora que penso nisso…Quando é que a editora me pediu o trabalho? Não me consigo lembrar. A única coisa que me lembro, dos últimos dias, foi a Joana estar a falar comigo sobre um assunto qualquer.

Meu Deus! Não me lembro mesmo de nada. O que se passa comigo? Porque não consigo me lembrar de nada dos últimos dias?

Vá lá, faz um esforço… Domingo? Domingo! É isso! Tenho de entregar isto no Domingo! Mas espera aí…
-Que dia da semana é hoje? – Perguntei-lhe.

-Deixa-me ver… – Disse, reflectindo sobre o assunto – Se não estou enganado, hoje é sábado.

Isso quer dizer…Oh não… Só tenho o dia de hoje para escrever esta porcaria!
-Deixa-me adivinhar… – Principiou – Tens de entregar isso amanhã.

-Como sabes?! – Perguntei surpreendido.

-Dá para ver na tua cara… – Disse – Andas obcecado com tudo isto.

-Outra vez…Já te disse, que está tudo bem comigo. – Respondi irritado.

-Pois claro…Ao menos já te olhaste ao espelho?

Fiquei uns instantes a mirar-lhe nos olhos. Levantei-me e caminhei em direcção à casa de banho. Pequena mas acolhedora. Decorada com azulejos num padrão de cor azul e branco, tal como eu gosto. Coloquei-me em frente ao espelho.

Não era possível! Se bem me lembro estou exactamente como estava da última vez que estive com a Joana. As mesmas roupas…E que aspecto horrível. Onde estive eu nos últimos dias?!

Regressei de imediato à sala e voltei-me a sentar na secretária de madeira.
-Agora parece-me que estás obcecado em saber o que te aconteceu nos últimos dias. – Argumentou ele, que continuava sentado no sofá creme.

-É normal, não? – Disse.

-Claro que é normal. Então o que já escreveste sobre a Obsessão?

-Ouve lá, tu andas-me só a importunar que estou obcecado com isto e aquilo, mas não me paras de perguntar sobre o livro…Não estarás obcecado? – Perguntei num tom azedado.

Ele sorriu-me maliciosamente.

Que raios?! Tenho estado a falar com ele este tempo todo e não tinha reparado no aspecto dele… Meu Deus! Tem as mesmas roupas que eu! Até a mesma cara! Mas que raio se passa aqui?!
-Qual é última coisa de que te lembras? – Perguntou-me.

-Penso que foi quando estava a falar com a Joana sobre um assunto médico…

Mas isso agora não importa, o que é mesmo crucial é eu criar este livro. Mas como? Não sei como começar…
-Tens a certeza que preferes virar toda a tua atenção para um livro, do que para a tua mente? – Perguntou-me ele.

-Sim! Agora cala-te!

Tenho a constante sensação que algo de mau acontecerá se não acabar isto. Mas, provavelmente, será só cansaço.

Levantei-me e fui em direcção à cama que ficava mesmo ao lado da secretária. Prestes a adormecer…Reparei que pendurado no tecto estava uma corda…E um homem estava nela?!

XXX

-Eu sabia que isto i-ia ac-contecer…

-Acalme-se menina Joana, e conte-me o que suspeitou, para que ele fizesse isto.

-Oh senhor agente…Discutimos assim que descobri-mos a doença, ele não aceitou, dizendo-me que tinha de escrever o novo livro para a editora…

-Ele era escritor?

-S-sim, o seu trabalho era feito com o mínimo dos pormenores, quase como que uma obsessão. Ele naquele dia fugiu de mim e deve ter vindo para aqui. Ficou fechado durante uma semana.

-E a menina não suspeitou? Não fez nada?

-Estive toda a semana a ligar-lhe, até que por fim desisti e vim para cá. Pensei que só precisa-se de uns dias a sós, para reflectir sobre as coisas…M-m-mas quando abri a porta da casa e o vi naquele tecto…

-Era de esperar…Moços novos com uma doença destas…É raro o que supera. Tome, isto estava por baixo dele…Tenho pena de não o ter começado.

Joana pegou na folha de papel, e nela estava escrito simplesmente o título, “Obsessão”.


Categorias: Contos | Tags: ,

16 Comments»

  • Primeiro conto do Pinheiro aqui no blog!

    Mais um lusitano por aqui =)

    E eu estou saindo correndo e volto mais tarde para comentar!! o/

  • Nossa… Gostei, sim! Muito interessante. Parabéns…

    Gunslinger, adorei a imagem. Dá uma boa referência à história…

  • Vitor Vitali says:

    Hum, conto legal de se ler, bem escrito e agradável. Gostei 🙂

  • Caio César says:

    Os diálogos com as suas perguntas e variados – todos breves – deixam um toque de naturalidade no ar. Isso é bom. Mas é preciso encher os olhos dos amados leitores, daí isso depende da sua imaginação, G. J. Pinheiro. É bom fazer aquele que lê a sua história aguardar por um final “de repente” – como foi o seu –, mas tome cuidado para não fatigá-lo com tantas falas, afinal, o leitor quer ver a história se movimentar. Garanto-lhe que um pouco mais de narrativa irá dar um toque de graciosidade na sua obra.
    Sucesso.

  • G. J. Pinheiro says:

    Muito obrigado a todos. 🙂 Estava um pouco hesitante quanto às criticas 😛 Mais uma vez, obrigado pela oportunidade The Gunslinger. Tentarei escrever mais.

  • E.U Atmard says:

    Bem vindo G.J. Pinheiro. Gostei do teu conto, mas tenho de concordar com o Caio, é um pouco cansativo enquanto contínua fala. Podias alternar um pouco. E fico feliz, muito feliz que outro lusitano se tenha juntado a nós aqui no Nerd Escritor. Agora só falta vir aí um espanhol…mas pensando melhor, como é que ele escreveria? Hehe.
    E traga mais textos, ficarei contente em poder lê-los.

  • Jones says:

    Bah Atmard, espanhol não!! Quem sabe um Angolano, acho que me Moçambique tambemse fala português que tal??? Unir este povo que fala português, seria ótimo.

    GJ Pinheiro, ainda não li o seu conto, volto em breve para comentar, mas assim cara, seja bem vindo e que traga muitos e muitos contos ao ONE.

  • Ops, olha eu aqui. Gostei do conto, mas eu sempre tenho um pé atras com contos que começam com dialogos, não que eu não goste… eu apenas gosto de uma introdução. =)

    Bom espero que o G.J Pinheiro continue por aqui!! =)

    E Atmard, se um espanhol aparecesse aqui e entendesse o portugues, lê-se o nossos contos, eu me esforçaria para entender ele. E digo o mesmo para qualquer outro idioma, inglês, italiano, frances etc etc… Só não mandarin ou qualquer variação de chinês.. mandarin não da. Japonês até é legal.. mas mandarin não consigo entender. =)

  • Jones says:

    Huahuahuahauhauhauhauhau Ta certo Guns, mas tipo acho que então vc vai ter de se esforçar até pra Mandarin he he he he sem excessões. E pensando nisso vou escrever um conto em internetes, você vai aceitar assim???? huahauhauhauhauahuah

  • Claro que aceito… se você aceitar os comentários depois =D

  • Jones says:

    Ah, comentarios vão e vem, aqueles que são construtivos a gente assimila e agradece, os que são destrutivos a gente ignora, os ofensivos a gente responde, tentando não ser grosseiro é claro, para os divertidos a gente dá risada, Agora os Non-sense, estes sim a gente da corda só pra ver o que acontece.

  • Awoke says:

    Bom, bela obra, bem obsessivo.

  • Fez lembrar uma peça de teatro =)

  • E.U Atmard says:

    Fez mesmo, tem um pouco mais de peça de teatro do que conto…

  • Báthory says:

    perfeito!! Parabéns!

  • Thainá Gomes says:

    Legal.Gostei muito o jeito que foi narrado.

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