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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Oct
06
2009

Peter e o Segredo da Guerra Arábica – Parte 2

Escritora: Laize Kasmirski

peter-e-o-segredo-da-guerra-arabica

– Peter! Por que está dormindo aqui fora? – Dora (mãe de Peter) chegara a casa e encontra o garoto sentado de pernas cruzadas que acabara por adormecer encostado na parede. – Oh filho, você está com uma cara horrível, o que aconteceu? – Nessa hora, ela se aproxima do menino, abraçando-o e lhe beijando a testa.

– Mãe! Pegaram o Black, mãe. Machucaram-no e o levaram embora, o que precisamos fazer para tê-lo de volta? Mãe, eu quero o Black. – Lágrimas tornam a cair de seu rosto e Dora abraça-o mais forte contra o peito. Enquanto acariciava-lhe o couro cabeludo, nota que há um grande galo na cabeça e acaba por vendo seus hematomas nos braços.

– Filho, o que lhe aconteceu? Por que está tão machucado? – O tom de sua voz passou para um timbre de imensa aflição. Percorrendo os olhos por todo o corpo do garoto, ela levanta-se e corre para abrir a porta da casa. – Vamos Peter, passe seu braço sobre meu ombro e vamos para dentro. – Ele fez uma careta e disse:

– Não mãe, comigo está tudo bem, eu consigo andar até lá. O problema é com Black. – Ele coloca a mão no chão e em um impulso fica de pé. Ela mesmo assim o segura pela cintura e caminharam em direção ao sofá que estava do outro lado da sala, de frente para a porta.

– Agora me conte tudo que ocorreu, filho. – Os dois sentaram no sofá, Dora fitando Peter e ele com um olhar fixo no chão.

– Estava trovejando muito, eu e Black ficamos no quarto, eu embaixo da cama e ele ao meu lado. Ouvimos batidas aqui nessa porta, eu não queria ver quem era, quando as batidas pararam, Black disparou para sala e eu fui até a escada para ver. Black latia diferente do que costumamos ouvir, era desesperador. Eu estava apreensivo, aí, quando a escada rangeu, eu levei um susto e cai. Eu devo ter ficado desmaiado por poucos minutos, mas foram esses minutos os suficientes para levá-lo embora. – O rosto dele estava mais pálido que o costumava ser. Suas mãos tremiam e seus olhos estavam vermelhos. – Mãe, eu encontrei esse envelope ali no vaso de cravo. Não faço a mínima idéia de quem tenha escrito isso, eu não conheço ninguém com esse nome e agora só quero poder conhecer para que possa nos vingar e pegar Black de volta.

Dora arregalou os olhos e pegou o envelope das mãos do garoto. Observou os detalhes em prata no envelope preto e ao ver a caligrafia escrita o nome de Peter, enrubesceu. Tirou a carta de dentro do envelope, desdobrou-a com cuidado e leu atentamente. Sem palavras, ela simplesmente levantou e foi para cozinha. Peter percebeu que havia alguma coisa muito estranha e seguiu-a.

– Mãe, você já sabe quem escreveu esta carta? – Seu olhar era de espanto e seu timbre agora era rouco. – Sabe, não é?

Dora pegou um copo de vidro, o pote com açúcar e uma colher. Colocou duas colheres de açúcar no copo, abriu a geladeira e despejou água até a borda, fechou a porta da geladeira e mexeu o líquido com a colher. Bebeu toda a água doce do copo em um só gole. Tornou a olhar para Peter, os olhares se cruzaram e agora quem chorava era ela. Ela correu até o menino e o abraçou fortemente e disse:

– Mantive um segredo de você durante todos esses anos. Eu sinto muito, mas sinceramente eu não poderia ter deixado que isso fosse acontecer. Não queria que você se envolvesse nisso tudo. Escondi a verdade de você para te proteger. Juro meu filho, que não tive outra opção. – As lágrimas rolavam sobre a face dela, duas a duas.

– O que é, mãe? O que você escondeu de mim? Por que Black foi raptado? Quem é esse cara?

– Peter sentiu seu sangue subir para seu rosto, estava tão enfurecido que a qualquer momento poderia quebrar alguma coisa.

– Peter se acalma, por favor! – Ela se aproximou dele, pegou em sua mão, mas ele imediatamente retirou. Ela encarou-o e começou a falar: – Seu pai não morreu em um acidente de carro, ele morreu durante a Guerra Arábica. Ele lutou contra os árabes, para que as mulheres tivessem mais direito e não sofressem mais os abusos que os árabes cometem. Ele achava injusto que as mulheres dos países árabes fossem tratadas como legítimos animais. Tom Hopkins foi o homem que lutou ao lado de seu pai, eles eram grandes amigos e foi por culpa dele que seu pai agora está morto. – O rosto de Dora agora estava inteiramente coberto por lágrimas, não conseguia mais continuar falando, seus soluços estavam a interrompendo a cada segundo.

Peter tentava raciocinar, ele jamais soubera que seu pai havia sido morto durante uma guerra e ainda por cima Guerra Arábica, nunca ouvira nada sobre isso. Não imaginava também que ele tinha um amigo e ainda vivo. O que tinha de tão horrendo nessa história que foi mantida em segredo todos esses anos? Por que Tom quer falar comigo há tanto tempo? Por que mamãe, ao que parece, evita-o e fala dele com um toma mais raivoso?

– Mãe, por que você tem um ressentimento do Tom se ele era amigo do papai? Por que você nunca deixou que eu conversasse com ele? – Novamente os olhares se cruzaram e Dora voltou a falar:

– Tom foi responsável pela morte de seu pai, você não entende? Foi por culpa dele que seu pai morreu. Quando a luta terminou, Tom foi levado ao hospital para tratar seus ferimentos. Eu não tive notícias de seu pai durante três dias. Todos os soldados sobreviventes já estavam com suas famílias ou na ala hospitalar, mas ninguém Peter, ninguém se quer deu informações de meu marido. Fiquei tão abalada quando soube da morte de seu pai que entrei em depressão profunda. Você tinha apenas dois anos e nessa época teve que ficar com sua avó para que fosse bem cuidado.

Peter encarou a mãe por segundos, ficou indignado ao saber que ela não havia contado nada antes. Estava com pena dela, ao mesmo tempo, ela deve ter sofrido muito durante todo esse tempo. Porém agora, que já estava dito, Peter precisava encontrar o Tom, pegar o seu cachorro e vir embora. Agora não sentia mais a raiva que pulsava em suas veias anteriormente. Estava até mesmo curioso para saber como foi que realmente tudo se passou, sabia que o amigo de seu pai, com certeza tinha muito que contar.

– Mãe, eu estou indo buscar o Black, já são 15h. – Ao falar isso, ele parou por um instante e pensou: “Se ele era amigo do meu pai, quer falar comigo há muito tempo e tem sangue na calçada… Bem, em todos os casos vou levar um estilete”. A mãe de Peter ficou observando por minutos sem contestar nada, parecia até meio fora de órbita. Caminhou até Peter, segurou sua mão e disse:

– Não vou te impedir meu filho, eu já deveria ter te contado há muito tempo. Não era para ser dessa forma, eu não queria que fosse nunca ver Tom, agora não há saída. Por favor, tome cuidado, pegue o seu celular, quando possível me ligue. – Nem Dora estava acreditando no que estava dizendo. Como poderia deixar seu filho apenas ir? Ela estava agindo assim, pois, até ela já havia percebido que não deveria ter agido tão bruscamente daquela forma. Precisava dar uma chance para Tom desabafar todos os momentos que restaram na memória.

Peter correu subiu as escadas correndo, foi até seu quarto, pegou o celular, um moletom preto com estampa do coringa “Let´s put a smile in your face” e um estilete, que estava dentro do penal. Jogou seus cadernos da mochila em cima da cama e utilizou-a para levar seus pertences. Correu até a porta, olhou para trás pensando se havia esquecido algo, voltou correndo, pegou a carteira e desceu novamente as escadas correndo. Foi até sua mãe, deu-lhe um beijo no rosto e saiu berrando tchau. Foi até a garagem, pegou a bicicleta e disparou em direção a rua.

Seus cabelos voavam contra o vento, sua camisa preta estava colada na barriga e a parte de trás parecia que iria alçar voo. Devia estar pedalando uns 30 km/h. Seu all star preto estava ficando sujo com a lama que vinha dos pneus, mas isso não importava mais. Olhou para o relógio, faltavam ainda 10 minutos para 15h30min. Passava pela Rua Dom Quixote, estava já bem perto da estação, precisava chegar até a esquina, cruzar a rua e virar a esquerda. Quando faltavam 5 minutos ainda, deixou sua bicicleta entre o orelhão e o poste de luz e foi andando em direção aos bancos, olhando tudo atentamente. Ao passar pelo caixa, viu a diante um cachorro preto sentado no chão ao lado de um senhor, sem dúvida era o Black.

13 Comments»

  • Bom… não vou comentar o conto ainda, por que estou saindo para dar uma volta com a pessoa que o escreveu! =)

    Depois volto para fazer os arquivos pdf atrasados!!

  • Vitor Vitali says:

    Fração com dois S é f$#!@#! Vou dormir …

  • Vitor Vitali says:

    Legal… Comentei no lugar errado. Meu deus…

  • Hehehe… a cerveja de BH ta deixando o Vitor desorientado. =)

  • Andrey Ximenez says:

    =D
    Impressionante. Não sei dizer, mas kd vez mais me lembra Harry Potter. Isso é um elogio, adoro Harry Potter. Mas agora eu não sei se é pelo personagem ou pela maneira de escrita… Só sei q ta legal
    ^.^

  • Hehehe… a Laize esta lendo Harry Potter… você pode estar bem próximo da verdade. =)

  • Ah, não tentei ser igual a Harry Potter, mas tentei narrar melhor a história… =P

  • Andrey Ximenez says:

    =D… como disse da outra vez moça, ser influenciada por um estilo é mais q natural. =D, isso não quer dizer q seja uma cópia ou coisa q o valha, vai por mim. É normal. ^.^ … sempre nos baseamos em uma maneira de escrever q nos agrade no momento, qnd lemos algo, naturalmente isso se reflete na escrita, da mesma maneira como absorvemos girias dos nossos amigos. =D , to gostando do conto, espero continuação o/

  • Puxa, nem tinha percebido que ainda não tinha terminado… ficou grande esse então=P

  • RenanMacSan says:

    Não me lembrou Harry Potter, mas outra obra, Se tivesse trocado “Arábicas” por “Clônicas” explodiria a cabeça, hehe.
    E só pra dar uma informação água com açúcar é o maior placebo ever, não serve pra acalmar nada, só que o povo acredita, o açúcar leva no mínimo mais de uma hora para ser digerido.

  • Olha só.. cultura médica aqui no ONE! =)

    Mas se você enganar seu cérebro também funciona. Como o sistema nervoso esta abalado, se você falar pro seu cérebro que você esta dando algo para ele, que vai fazer ele relaxar, ele acredita. =)

  • Vitor Vitali says:

    Que legal, acabei de perder um remédio maneiro. Maldito Renam… Anyways, conto cada vez mais estranho, adorei^^

  • Para falar a verdade eu tbm nunca tomo água com açúcar, porém muitas coisas que sentimos somente são psicologicas, então tanto faz hehe. Obrigada por acompanharem. Abraços!

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