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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Oct
19
2009

Peter e o Segredo da Guerra Arábica – Parte 3

Escritora: Laize Kasmirski

peter-e-o-segredo-da-guerra-arabica

Apurou os passos e pode ver nitidamente o amigo de seu pai. Ele usava uma calça social cinza, uma camisa branca, um casaco grafite aberto e um sapato preto. Seus olhos eram castanhos, seus poucos cabelos eram de cor preta e sua pele era bem enrugada. Não devia ter mais de 40 anos, mas sua aparência era de 60. Possuía olheiras fundas, um nariz de gancho e orelhas que pareciam ser de borracha.

Estava fumando um cigarro e ao notar que Peter se aproximava, sorriu. Seus dentes eram amarelos, porém bem aparelhados. Parecia ser bom homem, inspirava confiança, não pudera ser menos, seu pai era seu amigo. Ainda com o sorriso nos lábios, Tom disse:

– Boa tarde tão estimado Peter, é um prazer em conhecê-lo finalmente. – Sua mão se estendeu para cumprimentar Peter. Black ao lado abanava o rabo de alegria, não havia sinais de maus tratos.

– Boa tarde Sr.Hopkins. Foi a primeira vez que soube que queria conversar comigo. – O menino levantou a mão para cumprimentar e em seguida foi ao lado do cão.

– Ele está bem, não precisa se preocupar. Nunca iria machucá-lo. – Ao pronunciar as palavras, Tom parecia estar com seu olhar longe, pensando em alguma coisa que estava relacionado ao cachorro.

– Mas por que tinha sangue na calçada em frente de casa? – Peter lançará um olhar desconfiado para Tom.

– O cachorro foi que me mordeu na hora que fui pegá-lo. – Levantou a manga do casaco e foi possível ver uma faixa com esparadrapo, visivelmente encharcadas de sangue. – Abaixou a manga novamente e comentou: – Eu estava junto com seu pai no dia em que ele comprou cachorro. Era o cão mais bonito da veterinária e aparentava ser o mais esperto também. Seu pai sem dúvida escolheu-o e disse que se alguma coisa lhe acontecesse, esperava que Black fosse seu anjo. – Pos a mão sobre o ombro de Peter e falou: – Seu pai foi um grande homem, não tenha dúvida disso.

– Não, não tenho dúvida sobre isso. – Confirmou Peter claramente. – Como foi que você e meu pai participaram da guerra? Minha mãe me falou somente hoje, ela sempre havia dito que papai morreu em um acidente de carro. – Peter, saiu do lado de Black e sentou-se ao lado de Tom.

Tom observou calmamente a expressão do rosto de Peter, analisando se Peter já fora induzido a acreditar que era o culpado pela morte de seu pai. Olhou nos olhos do garoto e disse:

– Não sei o que sua mãe lhe contou sobre a Guerra Arábica, Peter. Eu nunca consegui falar com ela sobre esse assunto, ela sempre me evitou e escondeu você para que também não entrasse em contato comigo. – Seu olhar passou a fitar o céu, em seguida encarou Peter e questionou: – O que você sabe sobre isso, menino?

Peter colocou suas mãos sob suas coxas e começou a balançar as pernas. Pensando no que poderia responder, para que não causasse a impressão de ser tão ingênuo no assunto. Virou a cabeça, olhou para Black e disse sinceramente:

– Eu realmente não sei muita coisa. A única coisa que soube foi que meu pai havia sido morto na Guerra Arábica, porém minha mãe não me disse nada sobre como ocorreu a guerra. E somente hoje fiquei sabendo que meu pai tinha um amigo, e minha mãe acabou dizendo que o senhor é responsável pela morte dele. – Peter disse isso com uma voz baixa, que aparentemente estava com vergonha ao dizer isso ao Tom.

– Não fique encabulado – disse Tom – a sua mãe sofreu muito ao receber a notícia e nunca conseguiu superar completamente a dor. Não podemos culpá-la por isso. – Tom cruzou as pernas e continuou a falar – Seu pai e eu éramos amigos desde a infância. Sempre estávamos juntos para brincar e estudar, fomos nomeados de ‘dupla infalível’. Éramos muito bons em praticamente tudo que fazíamos, bem, por isso que raramente fazíamos alguma coisa que não fossemos bons. Na adolescência, costumávamos a ir a shows de hard rock e caçar namoradas, as namoradas acabavam por ficar em sonhos mesmo. Foi um dia em que seu pai conheceu Dora, mas não foi em show, foi em uma exposição de livros. Seu pai sempre foi metido a escritor, adorava escrever histórias e eu de lê-las. Sua criatividade era fantástica, estava prestes a escrever um livro para finalmente publicar, porém, acabamos sendo chamados para lutar na guerra. Não queríamos, mas fomos obrigados. Pelo menos a luta era por uma boa causa. – Tom parou de falar, agora somente recordava da época. Peter pausou suas lembranças ao perguntar:

-Como foi que surgiu essa guerra? Perguntou Peter em um tom angustiante.

– A guerra começou, por causa da religião. Cada religião acha que a sua maneira é a certa e quer impor isso sobre a população em que se encontra. Como você pode perceber, tem religiões que predominam em determinados Estados e que de certa forma, prejudicam o meio. A religião nos países árabes é assim, prevalece sobre todos os pontos. As pessoas que não a cumprem são perseguidas, maioria delas, torturadas e mortas. Não há democracia, e sim, teocracia. O regime monárquico absolutista exerce seu poder desde 1932. É realmente muito triste que isso seja desta forma. – Tom deu uma inspirada profunda e continuou a dizer: – A guerra começou porque algumas mulheres que conseguiram fugir para outros países, como os Estados Unidos, Canadá, Holanda entre outros países, foram ameaçadas à morte. Com isso, gerou uma polêmica nos muçulmanos que acabaram por apedrejar e torturar ainda mais as mulheres islâmicas. Acreditavam que elas estavam conspirando contra a religião. Alguns países acabaram se rebelando diante a situação, a ONU tentou fazer um pacto para que houvesse paz. Diante disso, o papa Bento XVI, exigiu que houvesse liberdade religiosa, para que cada ser humano possa ter o direito de escolher sua religião.

– Mas Tom, porque as mulheres fugiam? – Peter estava demonstrando muito interesse, seus olhos nem piscavam ao ouvir a história.

– Peter, as mulheres são as mais injustiçadas, elas são decapitadas em praça pública por atos que nem cometeram. Exemplo disso são as mulheres que são estupradas (fato que acontece freqüente lá), essas mulheres são abusadas sexualmente e ainda por cima eles acusam-nas por serem as culpadas, e é assim que acabam recebendo em média 200 chicotadas e meses de prisão. Não há direitos para mulheres, são os seres que mais sofrem e tudo por causa da alienação da religião. Acredita que uma pessoa pode virar terrorista de um dia para outro? Mas e aí o que é feito? Nada, estava escrito no Alcorão. – Um silêncio se estabeleceu por dois minutos entre eles e Tom continuou: – A luta se iniciou no início de 2011, quando os muçulmanos passaram a raptar as mulheres que haviam fugido e torturá-las até a morte. Foi a coisa mais terrível que marcou esses últimos anos, além dessas mulheres, milhares de mulheres inocentes que respeitavam a religião fielmente também foram mortas. A chacina perdurou durante quatro meses, estima-se que dez mil mulheres foram sacrificadas por injusta causa. Foi então que os Estados Unidos atacou a Arábia Saudita em busca da liberdade de expressão, pluralismo político e cultural, fim das discriminações contra mulheres. Mas é lógico que, por trás disso tudo, os Estados Unidos estavam focalizados no Petróleo. Países europeus lutaram visando a democracia, que em 2005 quase foi possível alcançá-la com a reforma que houve depois da morte do rei Fahd. – Os olhos do Peter fixados em cada gesto que Tom fazia, cada palavra entrava em seus ouvidos e era gravada minuciosamente em seu cérebro. Houve mais alguns minutos de silêncio e Peter pergunta novamente:

– Como foi que meu pai morreu? – Peter nesse momento tenta não encarar Tom, sabe que será um momento difícil tanto de falar quanto para ouvir.

– Seu pai morreu me salvando Peter, foi por isso que sua mãe me considera o culpado pela morte. Ele saltou na minha frente quando um árabe mirou minha cabeça. Eu estava caído no chão, já havia sido baleado no tórax, seu pai mantinha a guarda, achava que logo acabaria. Quando ele foi à frente a bala atingiu-o direto no crânio, foi fatal. Nisso, outro soldado rapidamente atira no árabe matando-o. A maldita guerra perdurou por mais um dia, totalmente inútil, pois ainda continua tudo da mesma forma. Seu pai ao falecer foi retirado do campo, mas ninguém sabia ao certo aonde seria levado. Quando cheguei ao hospital no dia seguinte, queria falar com Dora para avisá-la, porém deram-me um sedativo para dormir. Acordei somente dois dias depois e quando recebi alta, fui direto falar com sua mãe, a qual já estava depressiva e não queria mais falar com ninguém. Ela soube a notícia um pouco antes de eu tentar entrar em contato, estava em um estado de choque. Até hoje não consegui me comunicar com ela. Por isso estou aqui hoje, fui obrigado a tomar uma atitude para que soubessem da verdadeira história. Estou próximo de minha morte, o médico disse que meu pulmão não passará de uma semana. Sinto muito que foi desta forma. – Tom estava com os olhos cheios de lágrimas, seu lenço não vencia em secá-las.

Peter esperou uns minutos até que Tom pudesse se acalmar e disse:

– Tom, eu acredito em você, sei que não foi sua culpa meu pai ter sido morto. Se eu estivesse em uma batalha e meu amigo estivesse prestes a morrer, eu também iria querer salva-lo. – Peter ao dizer isso o abraçou. O abraço durou alguns instantes até que foi interrompido pelo Tom dizendo:

– Hey, tenho uma coisa para te dar. – Suas sobrancelhas se levantaram e Peter olhou curioso.

– Esse era o caderno que seu pai estava utilizando como diário, não tenho motivos para guarda-lo. – Estendeu a mão com um caderno de capa dura marrom. – Assim, poderá conhecer um pouco dos pensamentos que seu pai tinha.

Peter pegou o caderno em suas mãos e novamente abraçou Tom fortemente, realmente gostaria de ter sabido de toda história mais cedo. Percebeu que estava diante de um homem que poderia ter sido seu amigo, assim como foi de seu pai. Continuaram a conversar por mais algum tempo e Peter disse ao Tom que iria visitá-lo todos os dias dali em diante.

6 Comments»

  • Se não fosse a vez deste conto da Laize entrar no blog hoje, acho que não iria conseguir colocar algo ao meio dia! =)

    Mas esta ai, dou aquela lida a noite e comento. Leio toda a trilogia dai Laize!! =P

  • E.U Atmard says:

    já li o conto, gostei especialmente do final calmo. Aprecio um final que não acaba de rompante. Vou ler os outros da triologia, para ver se entendo melhor a história. Mas mesmo assim, muito bom Laize!

  • Andrey XImenez says:

    Não sei extamente o q dizer laize… ãhhh.. acho q não terminou causando o q eu esperava.. não sei ao certo…
    mas a história está mt bem estruturada. Mt bom..

  • RenanMacSan says:

    Legal, a primeira parte dava a impressão de que o conto tomaria um rumo completamente diferente. Mas aí chegamos na terceira parte e não é nada disso.
    Também curto finais calmos como o Atmard.

  • E eu tenho que ler ainda, senão a Laize me bate =P

    A noite!

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