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Oct
08
2009
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Realidade Insensível

Escritor: Andrey Ximenez

realidade-insensivel

Eduardo tinha uma doença desconhecida. Aos vinte e cinco anos começou a perder os sentidos. Olfato e paladar foram os primeiros, em seguida o tato. Quando perdeu a audição soube que logo se desligaria do mundo. Como dinheiro não era problema para sua família, pediu para ser mantido vivo mesmo após a perda de seu ultimo sentido. Assim foi feito quando sua visão lhe deixou.

Na solidão criou histórias, como aquelas que acontecem na vida real, sua vida seguiu em frente como se nada tivesse acontecido.

Fez novos amigos e começou a trabalhar numa multinacional. Sofrera muito quando seus pais morreram em um acidente aéreo, mas um ano após esta tragédia veio a se casar com Lucia, sua grande paixão. Foram cinco ótimos anos de casamento até a chegada de sua primeira filha. Com os anos, mais dois filhos vieram, e ele já era diretor. Chegou a ter um infarto, mas se recuperou rapidamente para alegria de seus amigos e família.

Foram-se vinte e cinco anos.

Eduardo acordou e sentiu um calor tocar sua pele. Quando abriu os olhos ficou ofuscado com as luzes daquele pôr-do-sol que somente sua terra natal apresentava. A enfermeira, ao vê-lo abrir os olhos, sorriu com sincera felicidade, dizendo que iria telefonar para seu pai e irmã. Ele olhou durante vários minutos para a janela ao lado de sua cama. Morreu sem nenhuma dor, com cinquenta anos bem vividos.


Written by The Gunslinger in: Andrey Ximenez,Contos | Tags: , ,

39 Comments»

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    Cara, fenomenal o conto, sério. Bem curtinho, mas diz muita coisa. =)

    E .. tenha imaginação para viver tanto tempo na própria cabeça =)

    Praticamente uma Matrix hehehe…. você vivendo em uma realidade mental!

    Muito bom, muito bom… =)

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    Oh bem legal mesmo! Curtinho e super criativo ^^

  • Pandion says:

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    Gostei muito, parabens.

  • Felipe Ferraz says:

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    até assustei quando vi o tamanho… mas ficou bem legal mesmo. parabens!! :D

  • Thumb up 0 Thumb down 0

    Pois é né… olha o tamanho e pensa “Será que o Gunslinger colocou o conto pela metade?!” =)

  • Bruno Vox says:

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    Emocionante, profundo e genial.

  • Jones says:

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    PQP Cara muito bom, um conto profundo cara, pequenininho mas profundo. Tche se ta Deeemaiss!

  • Andrey Ximenez says:

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    =D
    poizeh… foi o primeiro conto q eu escrevi na facul
    -
    Foi inspirado num filme, com efeito as inversas…
    Quero ver qm mata essa…
    -
    ^.^

  • Alexandre Antolini says:

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    Muito bom Andrey. Como disseram, pequeno porém profundo.
    Tem muita gente que desconhece a capacidade que nós temos de viver dentro de nossas próprias cabeças, e os mundos maravilhosos que podemos encontrar dentro delas. As pessoas que conhecem e sabem espalhar toda essa maravilha, são as que escrevem contos, os contos de verdade.


    P.S: Não consegui descobrir qual o filme hehe.

  • E.U Atmard says:

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    Muito curto, mas diz tudo o que tem a dizer, realmente é um feito. Mas diga lá Andrey que filme é que o inspirou?

  • Insane in the mainframe says:

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    Muito bom :D

  • Jones says:

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    Cara só lembrei daquele do Tom Cruiz Credo. Ta ligado, que ele se esburracha de carro em uma parede e fica desfigurado, então entra em um projeto de sonhos que tudo que ele queria se torna real, putz não lembro o nome do filme, mas é mais baseado em realidade virtual.

  • Andrey Ximenez says:

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    Parabéns jones!
    -
    Troféu Joinha pra ti!
    -
    =D
    -
    Vanilla Sky, Tom Cruise e Penelope Cruz nos personas principais… o q me motivou nesse conto foi… E se ao invés de uma pessoa desejar voltar a realidade, ela a negasse?
    O q é realidade de verdade?
    -
    Valew pelos commntz pessoal
    o/

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    O filme do Jones ai é Vanilla Sky!

    Faz lembrar o enredo do conto mesmo.. será este o filmes?

  • vinicius machado says:

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    muito bom! parabéns ai andrey!

    o nome do filme é vanilla sky né?

  • vinicius machado says:

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    xD putz agora que eu li que já tinha posto o nome do filme xD

  • Jones says:

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    Oooooooooooba um troféu huahuahauhauhauhauhauha nunca ganhei nada disso huhuhuhuhuhuhuhu Brincadeirinha, faz lembrar mesmo, obrigado por me ajudarem a lembrar do nome do filme tambem he he he eheh eh Estou com crise de memória Swapp!!

  • Vitor Vitali says:

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    Adorei o conto. Fiquei aqui pensando, não acho que eu aguentaria viver assim.

  • Andrey Ximenez says:

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    É complicado… complicado msm… não sei o q eu faria
    -
    =D
    -
    Valeu por tds os comentários pessoal
    o/
    Abração tche!

  • Tabata Scorpioni says:

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    Realmente, imaginação parece muito mais aconchegável do que a realidade, na maioria dos casos.
    E pensei que isso era só uma parte do conto. Hahahaha
    Muito bom mesmo. Parabéns.

  • may says:

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    NOSSA…
    é curto ,porém muito…muito bom mesmo
    parabéns

    • Andrey Ximenez says:

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      Muito Obrigado pelo elogio May.
      -
      Muito bom e ver um conto antigo comentado por gente nova.
      -
      o/

  • Billy Walter says:

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    Cara, muito bom.

    E ele viveu muito feliz em coma né?!

    Ele não atropelou nenhum acontecemindo, cjegou ao ponto de matar os proprios pais para ter certeza que verdade de sua vida.

  • Gabriel Monteiro says:

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    Como que eu nunca tinha lido esse conto?!
    Andrey, cara, que conto mais fantástico! Pequeninho e íncrivel! Adorei o final, com ele negando a nossa realidade.
    .
    Nunca vi Vanilla Sky, mas no disco conceitual “Tommy” do The Who o moleque fica cego, surdo e mudo e ele também meio que tem uma realidade dele.

    • Andrey Ximenez says:

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      Não conheço quase nada do the who… vou atrás qnd puder!
      -
      Esse foi meu primeiro conto. A primeira pessoa que leu ele foi meu mestre Assis Brasil. Gosto mt desse conto. Agora resta vc ler o Diálogo com o Inferno… acho q dificilmente farei um conto tão bem trabalhado como esse.
      O.o

    • Billy Walter says:

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      Tem um filme chamado “indentidade” que é mais ou menos assim né?

      A diferença é que o cara era mais de uma pessoa ao mesmo tempo, e entre eles havia um assassino.

      é coisa do tipo. rsrs

      • Andrey Ximenez says:

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        Acho que já vi esse filme… não tenho certeza

      • Gabriel Monteiro says:

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        Não sei desse não, mas seria algo “O médico e o Monstro”?

        • Andrey Ximenez says:

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          Se for o filme que estou pensando não. Bom pessoal, vou nessa. Amanhã qnd chegar no trampo nos falamos mais o/

        • Billy Walter says:

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          Na verdade não.

          é tipo um cara que vive algumas “indentidades” dentro da propria mente, e este homem meio que assume a personalidade destas pessoas e agi na vidade real como a indentidade manifestada… e como eu disse, tem uma delas que é assassina… ai os psiquiatras tem que investigar para ver qual delas é a matadora e tentar fazer com que o proprio “doido” faça com as outras “indentidades” se livrarem do assissino…(confundiu né)… se que é basicamente isso…

          o rapaz um varias personalidades dentro da cabeça, e uma delas é do mal…e as outras estão sendo mortas por ela…e a unica personalidade sobrevivente for assissana…o doido vai ter um comportamento assassino…

          • Gabriel Monteiro says:

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            Agora entendi.
            .
            O The Who tem outro disco conceitual que tem uma idéia parecida, só que pelo que me lembro nenhuma das personalidades é assassina. O disco é o Quadrophenia.

          • Andrey Ximenez says:

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            Ha… acho que vi esse filme sim! Eu ia já falar qual é a personalidade assassina… Mas ai é da Spoiler!

  • Franz Lima says:

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    Um novo significado para a palavra “viver”. Simples o conto. Complexo o conteúdo. Parabéns.

    • Andrey Ximenez says:

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      Valeu franz, que bom que gostou. Reparou o trocadilho no titulo?

      • Franz Lima says:

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        O trauma da personagem, insensível a tudo e a todos já é por si só um drama de grande porte. Quando você faz alusão aos problemas por que passa, através do título, conseguiu dar um brilho a mais ao conto. Excelente…

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    muito muito foda!

  • Thainá Gomes says:

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    Eu não viveria nessa agonia do cara,eu falavaa pra desligarem qualquer coisa que me mantece viva.Mas é um texto bem boito uma estória de superação mesmo.

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