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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Oct
05
2009

Renascença

Escritor: Ramon Artur

renascenca

O velho esparramado pelo chão era um antigo grão mestre maçônico. Pelo menos é isso que aqueles que achavam que sabiam mais acreditavam. Para a policia era apenas um contador do centro da cidade, deixará esposa e duas filhas, uma legitima e outra adotada.

A policia fizera todo o isolamento da cena do crime e também já dispensara os investigadores. Alguns homens reuniam seus materiais de analises que enviariam a um laboratório qualquer.

Na sala dois homens observavam o corpo frio estirado sem marcas aparentes de violência. Louis Voutier um renomado empresário, dono de metade das casas de show e dos bordéis da cidade, acompanhado de Bruce Assunção experiente ajudante do grão mestre.

Bruce muito alvo fitava o corpo com uma expressão fria e altiva, as mãos pousadas dentro da calça social preta combinando com seu palito também negro e gravada vinho. Já Bruce usava uma camisa esporte azul clara e calça bege, seus cabelos bagunçados aumentavam a sensação de desmazelo.

Nenhum dos homens falou uma palavra sequer até o investigador vir pedir para que se retirassem em alguns minutos.

O primeiro a quebrar o silêncio foi Louis com sua voz melodiosa que mais parecia uma canção:

– Esse velho tinha de nos dar tanto trabalho até mesmo morto.

– Ele estava estranho, havia escondendo alguma coisa da casa.

– Já se foi o tempo em que a casa dos magos havia confiança.

– Vindo de um Vampiro isso não me ofende – rebateu Bruce – Acha que não sei como ascendeu ao poder?

– A vergonha não está em como se chega, mas em não assumir os atos.

– Chega de lorota, o fato é que alguém matou o velho.

– Você não tem idéia?

– Já disse que ele vinha estranho de uns tempos pra cá.

– Com certeza foi uma criatura muito poderosa, para ter matado um grão mestre assim tão fácil.

– Porque julgas que foi fácil?

– Não há o menor sinal de luta – arfou o ar gelado – e caso não fôssemos “entendidos” também acharíamos que não foi assassinato.

– Precisamos nos vingar, ao menos a minha casa precisa.

– Cada dia que passa acho mais certa a organização política da sua casa.

– Do que está falando?

– Nunca entendi porque os assistentes do grão mestre atual, eram excluídos da escolha do próximo grão mestre.

– De fato eu também nunca entendi.

– Então eu irei lhe contar – sorriu cruelmente – Quando as pessoas ficam perto do poder, elas começam a o desejar e muitas vezes traem seus princípios e seus protegidos para assim tomar seus lugares – passou a mão nos cabelos cumpridos – Já quando se corta completamente a chances do assistente se tornar principal, o coadjuvante se agarra com todas as forças ao ator principal para conseguir poder e respeito através do mestre.

– Faz algum sentido – concordou desanimado.

– Calma, ainda não acabou – disse – O outro motivo delicioso para não se deixar assistentes ascenderem de posto é o nível intelectual – respirou fundo antes de continuar sem olhar para Bruce – Seria desperdício ter outros candidatos a grão mestre exercendo funções abaixo de suas capacidades intelectuais, você é muito melhor para essas funções medíocres – pode ver a fúria no rosto de Bruce – Você é um ótimo comandado, mas como comandante é um ignorante por completo, aceite Bruce e ocupe seu lugar como eterno subalterno.

Antes que Bruce respondesse Louis virou-se e saiu andando a passos largos, sentindo aquele prazer na crueldade, peculiar dos vampiros. Na saída do prédio uma jovenzinha de cabelos escarlates o esperava.

Passou por ela sem lhe dirigir um olhar. Ela o seguiu de perto olhando para os lados com medo e agitação:

– Não gosto daqui, não gosto – disse a jovem – Esses magos nojentos estão por toda a parte, eu posso sentir.

– Acalme-se Susana – falou Louis entrando em uma limusine preta sob a noite nublada – O líder deles está mesmo morto, por hora não há com o que se preocupar.

– Morto!? O senhor…

– Mas é claro que não fui eu, você saberia sua idiota – respondeu ríspido – Mas temos que descobrir, quem ou o que matou ele é muito poderoso.

– O senhor acha que foram “eles”?

– A terceira casa não tem motivos para matá-lo – disse pensativo – Mas de qualquer forma é bom ficarmos ligados neles.

XXX

– A casa dos magos foi a segunda casa a ser fundada – dizia um homem de sobretudo preto – Mas com o passar dos anos cresceu de tal forma que foi considerada a mais forte dentre as três casas – disse – Durante a guerra que envolveu as outras casas foi considerada o ponto decisivo para a vitória de um dos lados.

– Me fale logo dos vampiros – o jovem que suplicava tinha cabelos castanhos e feições melindrosas no seu moletom azul escuro.

– Obviamente a casa dos vampiros foi a primeira a ser fundada, não há muitos dados sobre quando os morcegos começaram a se organizar – o homem pareceu confuso antes de prosseguir – Mas sabemos que por volta de 1500 a casa já era madura.

– Mais…

– Os vampiros são seres muito orgulhosos, que acabam batendo em muitas frentes de batalha de uma vez só, com isso acabam perdendo muito da sua real força – olhou o luar antes de prosseguir – creio que os magos teriam muito mais problemas se houvesse um líder de verdade entre os chupadores de sangue.

– E os Domenicos?

– Ah! A terceira casa – um sorriso de satisfação brotou nos lábios finos do homem de sobretudo – A mais cruel e bela casa, e também a menor.

O menino não entendia muita coisa sobre os Domenicos, só sabia que eram taxados de demônios por causa de seus chifres – Como são?

– São como eu e você, normais, ao menos aparentemente – explicou – a única coisa que difere os Domenicos fisicamente dos humanos é seus pequenos chifres no meio da cabeça, geralmente usam cabelos grandes e desgrenhados para disfarçar os pequenos chifres – acendeu um cigarro e tragou fundo antes de falar – Por causa dos chifres não são poucos que juram que os Domenicos são filhos de demônios.

– O que você acha Fredy?

– Eu não acho nada.

– São mais fortes que os vampiros?

– Fisicamente?

– Sim

– De todas as casas é a que reúne integrantes mais fortes fisicamente – falou – Suas “virtudes” são a força, rapidez, e sua infusão elementar.

– O que é isso?

– Absorvem elementos como água e fogo para tirar proveito de suas características, no futuro você verá com os próprios olhos.

– Eu tenho medo Fredy, você não pode me proteger?

– Mas é claro que posso, mas não devo e nem quero.

O garoto se contorceu no canto como se tivesse tomado uma bufetada.

– Então acho melhor eu me associar a alguma casa.

– Se é o que prefere…

– Acho que os Magos são os que mais se parecem comigo!

– Você não aprendeu nada seu retardado? – esbravejou – Aquele velho ti trancafiava e fazia experiências com você para você voltar para eles?

– Mas meus poderes parecem tanto com os deles, pode ser que me aceitem…

– Seus poderes não se parecem em nada com o deles – suspirou de cansaço e falta de paciência – Eles usam magia e o que você faz não tem um pingo de magia – continuou desanimado – Preste atenção, eles se concentram para liberar o poder e você se concentra para manter sob controle o poder.

– Mas… – tentou dizer o rapazola.

– Não tem mas garoto, você é anormal, aceite – gritou – quer queira quer não.

– Fredy não diga uma coisa dessas, você é meu amigo, você me ajudou a escapar.

– Você não sabe de nada rapaz, de nada!

– Então o que você é Fredy?

– Eu sou um eterno, a lenda é verdadeira.

– Você não morre nunca? Como os vampiros?

– Vampiros podem ter suas cabeças cortadas, magos seus feitiços quebrados, mas eu? Eu sou eterno, nada pode me matar.

– Porque me ajudou Fredy?

– Diversão.

– Não pode ser.

– Tanto pode como é – levantou-se – Agora adeus rapaz, e se quer me agradecer transforme tudo isso em uma guerra interessante.

– Não vá Fredy! Preciso da sua ajuda ainda.

– Não me siga rapaz, esqueci de dizer que os “Eternos” também são metamorfos.

– Existem muitos de vocês?

– Dois – virou no beco e antes de sumir na escuridão gritou – Adeus e péssima sorte.

O garoto começou a chorar copiosamente…


Categorias: Contos | Tags: , ,

3 Comments»

  • Gostei do conto, achei legal esse personagem “eterno”.

    Mas fiquei meio perdido com o tempo do conto. Tipo o título é renascença, ai tem polícia e investigadores, por fim aparece uma limousine. Fiquei meio sem noção da época que estava acontecendo a história!

    E este é o primeiro conto Ramon Artur aqui no ONE, seja bem vindo. =)

  • Andrey Ximenez says:

    Curti bastante… aguardo a sequencia!

    =D

  • Vitor Vitali says:

    Uh, adorei o conto. O estilo e o assunto me interessam muito, no entanto me perdi nos diálogos. Talvez fosse interessante deixar mais claro quem é quem neles.

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