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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Oct
05
2009

Renegado – Você já está morto?

Escritor: Pandion Haliaetus

– Quando matar um ser humano é correto? O que você é? Estúpido? Qualquer momento pode ser o momento para matar, mas existe um sinal… Existe um momento em que se matar não sofrei a responsabilidade pelo que aquele ser iria fazer em vida. – Ele para e me encara como seu eu fosse o mais completo idiota.

– Capitão Duboah, Um ser? – Eu completo.

– É seu idiota, um ser, não importa se é uma merda de um cachorro, um tigre ou psicopata. Se eles me derem o sinal eu não vou esitar. – Ele resmunga enquanto retoma a caminhada em meio a cidade em escombros.

Ainda meio frustrado, enquanto olha o meu relatório, ele fala pra sí mesmo.

– Porque colocaram um pirralho junto comigo, isso vai ser um saco, essa é a primeira incursão dele…

Eu paro em tendência e olho fixamente para ele, mesmo que ele esteja de costas, e falo.

– Determinação, essa é a palavra que cabe.

Ele para, e me olha de canto de olho, suas rugas são como um troféu, a despeito de quanto tempo já sobreviveu neste modo de vida.

– Hunf! Determinação… e pra que garoto?

Prontamente respondo.

– Pela paz senhor!

Com uma cara de quem ouviu uma piada, ele olha pra cima, acompanho seu olhar, e na noite de céu limpo, vemos um míssil cruzando os céus e explodindo no horizonte. Com os olhos marcados pelas rugas da experiência, ele me fala, e suas palavras ficam gravadas na minha mente.

– Se você quer paz… Então se prepare pra guerra.

Minha cabeça dói, como poucas vezes já doeu, aonde estou mesmo? Certo, eu havia invadido um cartel, e infelizmente um drogado ficou imune à bomba de gás mostarda, e agora eu estou jogado no meio de toda essa confusão, a fumaça ainda está no ambiente, e pelo suor na minha cara ainda estou com a minha máscara, mas ainda não sei porque desmaiei. Aos poucos meus sentidos vão voltando, posso ver o vidro da máscara ensopado de suor, fumaça amarela, ouço ao longe o barulho de tiros, os traficantes devem estar malucos atirando a esmo. Ouço passos com umas risadas de demência, fico imaginado o que esse viado usou. Tento me levantar, mas é como se enfiassem uma lança na minha coluna, que merda é essa. Tento de novo e a dor é insuportável, tateando encontro a causa do problema, um virote, o filho da puta me atirou um virote! Que tipo de traficante de merda anda com uma besta de mão, que filho da puta, não posso acreditar.

Ainda no chão tateio melhor o lugar e vejo que ele provavelmente atingiu meu baço, e apesar de ele não saber aonde estou, logo minha sorte vai acabar. Por sorte o virote me trespassou, justamente porque pegou na extremidade do meu abdomen, o problema é que se eu tirá-lo vou ter uma puta hemorragia, se deixar ele vai continuar revirando meus orgãos internos e pode me dar uma infecção, vai saber se esse viado guardava o virote no cú.

Pela espessura da cortina de fumaça, ela deve durar mais 15 minutos. Está decidido, quebro o virote e retiro uma parte pelas costas e outro pela barriga, a dor não é muita, o pior é ter que rastejar nesse chão imundo. Acabo encontrando uma deles mortos, com a boca espumando, afogado no próprio vômito, empurro o presunto pro lado e continuo, a gritaria e correria são impressionantes. Agora que minha conciência está voltando, identifico o lugar aonde estou, a cozinha industrial do prédio. Como eu havia decorado o mapa do lugar, sei que posso achar algo interessante na dispensa. Assim que chego lá, dois homens saem correndo em meio à fumaça, tão logo um esbarra em mim eu quebro o pescoço dele, o outro só empurro para longe.

Na dispensa, eu pego uma lata de aerossol e um isqueiro. Agora isso vai doer, já que não tenho como estancar o sangue de forma satisfatória, eu pego uma das partes do virote e a esquento até que fique vermelha. Sem hesitar eu a introduzo no ferimento. Sem controle algum, eu solto um urro de dor e agonia, caio no chão e jogo o virote longe. Filho da puta, essa foi foda.

Estou devendo uma para este traficante, e não gosto de ficar em dívida, mas no estado em que estou não posso fazer mais nada. Daqui a pouco, os poucos que escaparam vão voltar e estarei morto se não fugir. Aqui ao lado, na cozinha, existe um duto de fornecimento de gás. Eu me dirijo até a central de fornecimento de gás e abro todos os registros, depois de uns 5 minutos eu faço um furo em cada cano de abastecimento. Agora preciso voltar e usar a saída da antiga central de abastecimento, não mais usada por que era de alimentação pública, e esta denunciava o estabelecimento, mas como ela faz parte de uma rede que conecta a cidade inteira, vou escapar facilmente.

O lugar está um caldeirão, o cheiro de gás é insuportável mesmo com a máscara, a qualquer segundo esse lugar vai explodir, quando chego na antiga e enferrujada escotilha de ferro, escuto o assobio de um virote rasgando o ar, ele passa de raspão e arranca minha máscara, o gás mostarda está fraco se comparado ao gás industrial, fico enjoado, mas os efeitos já não mais tão severos. Escuto passos e uma risada demoníaca.

– Hahahahaha, eu sabia, eles me disseram, me disseram aonde te encontrar, eles nunca me enganam!

– Eles…? – Eu penso

Tento puxar o alçapão de novo, mas um outro virote é atirado em minha direção e dessa vez ele resvala na tampa de ferro, causando uma faísca, a faísca toma um clarão mas não explode. Puta que pariu, aonde está esse demente?

Caminhando ele aparece em meio à fumaça rala.

– Ahhhhahahaha, ai está! As vozes não mentem, nunca! Você vai pagar caro por ter entrado aqui seu escroto de merda!

Sem pensar eu puxo a tampa, um virote acerta minha coxa por trás, mas foda-se, agora é correr ou morrer. Abro a escotilha e me jogo lá dentro. Quebro o braço e algumas costelas com a queda, o cheiro de gás é insuportável, eu me levanto o mais rápido que posso e corro da melhor forma que consigo. Derrepente vejo um clarão, o calor toma conta do ambiente e o estampido é tão alto que fico surdo imediatamente. Aqui vamos nós de novo. Tenho certeza que desmaiei, só espero não ter morrido.

Deitado em uma vala no meio da cidade, eu vou recobrando meus sentidos, o vento gelado me faz perceber que ainda estou vivo. O som de duas botas pisam ao meu lado.

– Você já está morto?

Olho para cima e vejo o capitão Duboah.

– Não senhor, ainda não. Determinação, essa é a palavra que cabe…

A figura do capitão se curva e me estende a mão. Logo ela desaparece no ar, assim como o centro da cidade destruída. Vejo que não estou mais com 19 anos, e sim no esgoto de uma cidade, ainda vivo e pronto pra guerra.


Categorias: Contos,Renegado | Tags: ,

5 Comments»

  • Hummm eu gostei do conto, esta agressivo como os anteriores, masss o personagem, o renegado, não parece ser a mesma pessoa!? =o

    Bom, publiquei o conto um pouquinho mais cedo, ainda não estou em casa, daqui a pouco eu vou para casa, ai venho aqui crio os arquivos .pdf e dou um trato nas notícias do ONE! =)

    E quanto a continuação da sua outra série Pandion?! Não esquece dela, que quero ver o Darth Vader cantando Megadeth novamente. =)

  • Hehehe… Don’t Give Up!! 😀

  • Andrey Ximenez says:

    Gostei bastante, mas como em um outro conto q o pessoal comentou, me parece q o uso excessivo de palavrões faz com q as expressões percam impacto.

    Mas achei bem legal, é bem dinâmico!

    =D

  • Pandion says:

    Realmente, palavrões em excesso prejudicam a obra, porém, não vejo forma mais real de retratar a cituação.

    O personagem é o mesmo, o conto foi um misto de lembranças com a atualidade.

  • Gustavo Muraro says:

    Concordo com os 2 comentários anteriores, o uso em excesso de palavrões prejudicam o conto, mas o conto foi bem feito e realmente não há outra forma de se retratar estas situações em que o personagem passa.

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