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Nov
18
2009

A Árvore Invisível

Escritor: Carlos Geovanni Chrestani

a-arvore-invisivel

Num bairro de uma grande cidade havia uma árvore plantada no quadrado de terra em meio às pedras lisas e escorregadias que formavam a calçada.

Ela não era a única árvore do bairro, tampouco a única plantada em quadrados de terra no meio das calçadas.

Seu nome? Bem… mesmo que tivesse, ela não se importava. Árvores não ligam para nomes. Nós ligamos… ligamos tanto que colocamos nome em tudo!

[Me desculpe. Às vezes eu me empolgo. Vamos voltar ao assunto.]

Sempre empoeirada, a árvore era deixada de lado por todo mundo.

De vez em quando o vento a acariciava, remexendo para lá e para cá os seus frágeis galhos com suas pequenas folhinhas.

[Era uma árvore bonitinha.]

A árvore parecia sorrir quando chovia, pois à água levava embora toda poeira grudada.

Outro dia, dona Margot, uma senhora que teimava em esconder com maquiagem colorida sua coleção de rugas no rosto, parou em frente a árvore para que seu cãozinho poodle Fófis, esvaziasse o reservatório de xixi.

[Para mim, Fófis é muito enjoado para um cão, igualzinho a dona.]

Como de costume, depois de cheirar a árvore com o grande focinho úmido e negro, ele levantou a patinha e fez o serviço.

Dona Margot e Fófis nem mesmo lançaram um olhar de gratidão para a pobre árvore. Os dois empinaram os narizes com desprezo e continuaram o passeio egoísta.

Passado algum tempo, as gêmeas Fernanda e Amanda [Eu!], que moravam pertinho do prédio, desceram para brincar de pular corda.

Fernanda foi até um dos galhos e amarrou a corda com toda sua força, não se importando se o pobre vegetal estava sentido alguma dor ou incômodo, e berrou:
“EU PRIMEIRO”. [Ela sempre faz isso.].

O berro foi tão alto que se alguém estivesse por perto, ficaria com os ouvidos latejando por duas semanas. Por sorte ou esperteza, Amanda havia sentado longe para amarrar o cadarço do tênis [Eu faço isso porque sei que ela sempre faz aquilo]. O único ser visível ali era a árvore, que não pôde fazer nada.

A brincadeira começou.

“Com que… você… pretende se casar… loiro, moreno…”.

CRAQUE!

“Ah, não! Que porcaria de árvore. Quebrar o galho justo agora!”, disse Fernanda. [A mamãe já disse para ela parar de ser mau educada.]

Amanda, com o plano de fazer sua irmã errar o pulo [Hahaha], puxou a corda com muita força, o que acabou quebrando um dos poucos galhos que ainda restavam na árvore. [Me arrependo muito, até hoje.]

“Chega, não quero mais brincar”, disse Amanda, furiosa. [É sério, não sei o que me deu.]

“Nem eu”, concordou Fernanda.

Seu Ernesto, o dono do açougue do outro lado da rua, sempre ia até a árvore para falar no telefone celular.
Às vendas dos últimos meses foram tão boas, que ele contratou mais alguns ajudantes para auxiliarem no balcão, e dizia repetidamente: “Agora virei um grande empresário”.

Ao falar no telefone, jogava as cinzas do charuto na base da árvore. [Apesar de naquela época não dar muita bola para a árvore, eu achava aquilo o cúmulo.] Escolhia um galho para se apoiar, e quando gargalhava, dava puxões severos que quase desfolhavam completamente a pobre coitada. Graças a isso, poucos ninhos conseguiram sobreviver às gargalhadas de Seu Ernesto. [Eu me lembro do ninho de Sabiá, antes do açougue do Seu Ernesto.]

Ninguém nunca conversou ou cuidou da árvore.

Às vezes Valdinho, o andarilho, pensando que a árvore era sua esposa, iniciava o longo choramingo, pedindo perdão por suas falcatruas.

Fora Valdinho, ninguém mais se dirigia a árvore.

O tempo foi passando e ela foi enfraquecendo. Deixou a cor marrom e verde e passou para a cor cinza e laranja.

Em um dia cinzento de inverno, o pessoal da prefeitura veio e arrancou a árvore pela raiz, jogando-a na caçamba de um caminhão com os dizeres: LIXÃO. [Eu não vi, nem ninguém lá em casa. Ficamos sabendo por dona Francisca, do apartamento de baixo.]

Um triste fim para uma vida que nunca foi valorizada, somente maltratada [demorei para rimar] por pessoas que sequer lhe deram atenção.

No dia seguinte, quando Fófis e dona Margot passaram por onde a árvore estivera plantada, perceberam que algo havia mudado, mas não sabiam o quê.

O poodle começou a chorar, pois estava apertado para fazer xixi, e só conseguiria fazer numa árvore. Procurou outra árvore por perto e não encontrou. Saiu correndo, arrastando sua dona, que gritava:
“Fófis, querido. Pára! A mamãe não consegue correr.”

Amanda e Fernanda, como em todos os dias sem chuva [Minha irmã adora chuva, mas eu odeio.], desceram rapidamente as escadas, ansiosas para brincar de pular corda.

“A árvore!”, exclamou Amanda.

“Cadê ela?”, perguntou Fernanda, aflita.

As duas se olharam e choraram [Não consegui segurar.] por não ter mais a árvore para segurar a corda. Como nos velórios, as duas permaneceram em silêncio, pensado em como agiram todo esse tempo. [Isso é verdade, eu juro!]

Seu Ernesto, sem perceber, levou a mão a procura do galho para se apoiar e acabou caindo de barriga no chão, atirando o telefone celular longe.

Levantou devagar, sentido muita dor. Olhou para o quadrado onde a árvore ficava e disse para si mesmo:
“Nossa… aquela árvore era tão boa.”

Procurou o telefone, que por milagre estava funcionando, e apertou alguns botões.

“Vou ligar na prefeitura. Eles precisam dar um jeito.”

O mais engraçado [Eu achei triste, mas todo mundo achou engraçado.] foi Valdinho, o andarilho, que ao ver o pedacinho de terra sem sua esposa, caiu de joelhos chorando e se perguntou:
“Por quê? Por quê, meu Deus? Por quê?”

Lembrou de suas falcatruas, das vezes em que deixou sua esposa no relento, nas noites frias ou nos dias de calor infernal que trocou sua esposa por bebida.

Algo mudou nele. Ele não queria mais àquela vida.

Levantou e saiu correndo, deixando o saco com suas bugigangas ali.

No dia seguinte, Fófis, Dona Margot, Amanda e Fernanda e Seu Ernesto se surpreenderam ao ver uma mudinha plantada no pequeno espaço na calçada.

A plantinha era da mesma espécie que a outra árvore. [Eu achei isso muito legal!]

Todos que não trataram bem a árvore estavam arrependidos, e não queriam cometer o mesmo erro.

Dona Margot e Fófis, pela manhã, traziam água em uma garrafa e despejavam sobre a plantinha.

O grande problema foi que Amanda e Fernanda fizeram o mesmo depois do almoço, e Seu Ernesto no fim de tarde.

Se continuassem nesse ritmo, a árvore morreria afogada com tanta água.

Então Fernanda [Eu fiquei surpresa com a atitude dela.], que foi a única a perceber o que estava acontecendo, marcou uma reunião com todos os que cuidavam da pequena árvore.

Resolveram dividir os deveres. Amanda e Fernanda ficaram encarregadas de regar. Dona Margot e Fófis [Claro que Fófis não vai fazer nada além de cheirar.] de colocar adubo natural. Já seu Ernesto, de no final do inverno e início da primavera, podar. [Meu avô diz que devemos podar as árvores na lua minguante, mas ele não sabe o porquê.]

Um ano depois, Amanda estava na entrada do prédio onde morava quando viu Valdinho, o andarilho, que há muito tempo não via.

Ela percebeu que ele estava bem vestido, limpo, com um carrinho cheio de materiais que seriam reciclados.
Lentamente ele se aproximou da árvore, encostou sua mão carinhosamente no tronco e disse alto o suficiente para Amanda ouvir:
“Puxa. Em pensar que te achei jogada na frente da floricultura… Oh muié, como ocê cresceu!!!”


Categorias: Contos | Tags: ,

11 Comments»

  • Muito bom o conto. Faz a gente pensar, pensar nas coisas simples do dia-a-dia que não damos valor.

    A narração da garota, com seus “pensamentos” sendo colocados estrategicamente em alguns pontos. Muito bom! =)

  • Vinicius Machado says:

    hahahaha! muito legal! Emocionante mesmo, adorei!

  • Seu terceiro conto Carlos! Pode me enviar seus dados para colocar na página Nerds Escritores?! =)

  • Alex Tzimisce says:

    Que legal?
    Realmente nos faz pensar em o que deixamos de lado nessa nossa vida corrida.
    Parabéns! Boa narração, clara e gostosa de ler.

  • Vitor Vitali says:

    Legal, gostei. :3

  • C. G. Chrestani says:

    Muito obrigado, pessoal. Claro The Gunslinger, posso enviar meus dados, como faço? Por e-mail?

  • C. G. Chrestani says:

    Eu gosto de escrever para crianças, tentando resgatar um pouco do sentimento de inocência. Em breve, mais contos. Muito obrigado pelos elogios.

  • @C.G. Isso mesmo, pode enviar por e-mail! =)

  • E sim, o conto passa isso mesmo “inocência”. Não chega nem a ser um conto infantil, ou chamar a atenção por isso. Ele realmente passa inocência! =)

  • Andrey XImenez says:

    Curti bastante, mostrou simplicidade e ótima extruturação.

    =D

    Ta de parabéns!
    o/

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