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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
06
2009

A fera de Los Padres – Parte 3

Escritor: Renan Barcellos

a-fera-de-los-padres

Ouvindo a história fica parecendo que muito tempo se passou entre a garrafada e a fala clichêzassa de Paul. Mas, na verdade, nem mesmo cinco minutos se passaram naquela cena toda, contudo o tempo é, como dizem,  relativo, e para Ulric, vidas haviam passado desde que ele havia sido ferido, Rowena espancada e Denzel assassinado. Esses três eventos traumáticos acabaram por gerar uma raiva indescritível, que crescia a cada segundo deixado para trás.

Aquela fúria crescente era algo totalmente alienígena para um carinha pacato. Ele sentia que algo deveria ser feito, sabia que não poderia ficar sem se mover. Não podia deixar o seu inimigo, e sim, para ele Paul ERA um inimigo, sair daquele lugar sem ter nenhum tipo de punição. O coração dele ardia, sentia uma força que nunca soubera existir dentro dele. Já não ligava mais para o corte, tampouco lembrava de seu rosto estar coberto pelo próprio sangue. Levantou-se, da mesma maneira que um rei faria ao sair de seu trono, e se preparou, não como um lorde, pois desta vez mais parecia um animal, para então, da maneira que pudesse, matar Paul.

E sim, mesmo nunca tendo estado em uma briga, Ulric iria fazer de tudo para matá-lo, nem que o enforcasse até a morte, o rapaz certamente o faria, caso nada de espetacular acontecesse para desviar toda aquela cena lúcida para algo sobrenatural. Acho que não preciso dizer que foi exatamente isso o que aconteceu.

Mas, antes da continuação, peço duas coisas: A primeira, perdoe-me, mas mudarei um pouco o meu jeito de contar esse conto, afinal, nos encaminhamos para o derradeiro clímax.

E segundo: perca um pouco de seu tempo refletindo como estava aquele cenário. Pause tudo em sua mente, e veja o panorama, o magnífico mar de possibilidades que estava naquele exato local.

Ulric pronto para pular em cima do companheiro e derrubá-lo.

Paul ainda apontando a pistola para o grupo.

Rowena caída no chão, sangrando, aparentemente desmaiada.

Denzel morto, fim de sua participação nessa história.

Os outros três em pânico, cada um pensando na melhor ação para não ser atingido.

Seria bem interessante ver o desfecho da cena. Onde em cinco míseros segundos de agressividade e estupidez tudo estaria decidido: Quem viveria e quem morreria. Inúmeros desfechos poderiam surgir deste simples causo entre milhares de outros que poderiam estar acontecendo.

Porém, uma unidade infinitamente pequena de tempo antes de toda a seqüência de ações que levariam ao fim simples, à conclusão possível de ser explicada por ignorantes mentes mortais… A canção começou.

A cantiga era como um pêndulo, ia e vinha sem parar. Por horas quase desaparecendo, por outras, insistente como aquela muriçoca avara que atormenta o sono de qualquer um. É claro que ninguém do grupinho entendeu o que se passava. Mas, pelo menos, a hostilidade eminente se dissipou. Paul baixara e a atenção dos três que estavam sob ameaça foi desviada da pistola para o estranho som.

A mudança maior ocorreu em Ulric. Com a vinda da novidade, toda aquela ira desmedida que havia surgido e o fazia ter desejos assassinos desapareceu. Foi como um calmante e daqueles bem fortes. De volta a si, o garoto imitou seus colegas, pôs-se a olhar ao redor, procurando a fonte daquela curiosa musicalidade.

Após o instante em que os cinco adolescentes, aqueles que ainda estavam de pé, começaram a procurar, com os olhos, uma explicação para aquele mistério, não demorou muito para que ele fosse revelado, ao menos em parte.

A canção agora estava acompanhada por passos e, diferente de antes, não era mais onipresente, vinha de uma direção facilmente discernida, que era algum lugar logo a esquerda de Paul. Todos se viraram para o local, tremendo de medo e excitação, sem saber ao certo o que se mostraria. Aos poucos uma silhueta difusa foi mostrando-se através da escuridão que cercava aquele ambiente.

Tudo seria mais fácil de se ver se alguém tivesse o bom senso de apontar uma lanterna, mas a adrenalina se tornou novamente presente nos corpos dos integrantes do grupo e, assim como antes da música começar, voltaram a não pensar claramente.

Dentre todos os segundos que se passaram aquela noite, estes foram certamente os mais demorados. Pouco menos de um minuto deve ter se passado entre a aparição do vulto e sua imagem se tornar nítida. Mas, para os cinco que o observavam, muito mais que isso se passou. Eles ficaram ali, atentos, sem respirar, apenas olhando o ser que se aproximava e escutando o torturante ruído que cada passo que o desconhecido produzia, estalando gravetos e deslocando folhas. Até que, uma hora, a pessoa se mostrou.

Era uma mulher. Uma jovem, não muito mais velha que eles. Possuía pele morena e cabelos negros. Suas roupas não estavam em um estado muito apresentável, parecia ter passado dias naquela mata. E sim, era ela que cantava.

Foi se aproximando do grupo, com um andar firme e determinado, sem parar sua cantoria, que, bem observada, chegava a ser bela. Ninguém entendia as palavras que eram proferidas, não tinham nem a certeza de que havia letras naquele cântico. Começaram a ficar acuados. Com medo da desconhecida misteriosa, que até agora, não havia parado de cantar.

Paul, sentindo o peso da arma em suas mãos, agiu antes de todos. Apontou o instrumento para a aparição e gritou:

– Fica “parabinha” ai, “uta”, “abosto” que “cê” não vai “queber” levar uma bala nos peito enquanto fica ai “ando” uma de Madonna.

Como de praxe em toda história de terror, a garota não parou sua marcha e tampouco sua música. Continuou avançando, aumentando exponencialmente o nervosismo de todos. Afinal, nem mesmo a presença de uma arma foi suficiente para intimidá-la.

Sarah pensou em correr. Sair do lugar e ir para o mais longe que suas pernas a levassem, mas não conseguia. Os seus membros inferiores não faziam outra coisa além de tremer. Desviou momentaneamente o olhar da recém chegada e viu seu antigo namorado caído ao chão. Morto. Assassinado por Paul. O choque da situação finalmente a atingiu, havia compreendido que nunca mais veria, falaria ou tocaria seu namorado. Então seus olhos voltaram-se com fúria para o assassino de seu companheiro, este enrijecia os músculos do ombro, preparando-se para o recuo do tiro…

– Eu te falei! – vociferou o bêbado milésimos de segundos antes de apertar o gatilho.

CLICK!

2 Comments»

  • Humm , preciso ler todas as partes novamente com calma…

    Renan, essa ja é a terceira parte do seu conto, com isso são três textos. Você ja pode me enviar seus dados para entrar na página de nerds escritores. =)

    E tem mais uma parte do conto! Parte Final. =)

  • E.U Atmard says:

    Onde está a parte final?!Agora fiquei em suspense, afinal o que aconteceu? Quem é ela? Ela morreu? Muito bem Renan, gostei do tema, e bem vindo aos Nerds Escritores!

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