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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
16
2009

A fera de Los Padres – Parte 4

Escritor: Renan Barcellos

a-fera-de-los-padres

A arma falhara.

Toda a confiança do matador se esvaiu perante a trava do objeto que, naquele instante, o fazia ver a si mesmo como homem. Ele arregalou os olhos diante do fato de ter sido impotente, de não cumprir sua promessa e principalmente por ser um covarde que se sente seguro apenas com uma arma de fogo nas mãos. Cerrou os dentes e fez uma careta de raiva. Iria matar a mulher. Não iria sair daquele lugar como o idiota.  Fez sua mira e se preparou para um novo tiro.

Achou tudo o que aconteceu até agora confuso?

Pois bem, não sabe ainda o que está por vir.

Assim que Paul pensou em disparar novamente com seu troféu, sua Glock 18, algo passou velozmente logo ao seu lado, fazendo os diminutos pêlos de sua nuca se eriçarem, acometidos por um medo sobrenatural. Seu olhar foi dragado para a esquerda no mesmo instante, sua visão periférica havia captado uma mudança. Algo que não deveria estar logo ali, ao seu lado, estava.

O bêbado não conseguiu distinguir o que via, captou apenas certo movimento na escuridão. Assim que começou a entender o que via sua tez esmaeceu e um frio se apossou de seu corpo. Voltou-se novamente para a mulher desconhecida, que com sua eterna canção ainda se aproximava do grupo e, com os olhos esbugalhados e os lábios distendidos em um riso insano, olhou novamente para a gigantesca fera composta de pêlos e presas que estava logo ao seu lado, mordiscando um antebraço que ainda segurava sua pistola. Neste momento Paul perdeu os sentidos.

Roger não mais olhava para a mulher misteriosa. Havia visto tudo o que acontecera com Paul. Desde o instante em que aquela criatura infernal havia vindo de algum lugar atrás do grupo até a parte em que o amigo mutilado havia desmaiado, talvez de medo, talvez pelo choque devido a torrente de sangue que se esvaia pelo seu membro. O temor de ser atingido por um balaço foi substituído pelo de ser triturado por dentes e garras mais parecidos com facas. Entretanto, pensou que pelo menos desta ameaça pudesse fugir, o animal se deleitava com os restos do braço de Paul, e isso poderia significar uma chance de fuga. Virou-se para trás, preparado para correr. Ainda ouvia o estranho cântico que a mulher entoava, mas então, quando deu o primeiro passo, ouviu um sonoro “CRECK” que se sobrepôs a qualquer som do ambiente. Soube imediatamente que o mostro pisara no pescoço de Paul… Depois não soube mais nada.

Depois da morte de Roger, não demorou muito para que Sarah e Margaret caíssem. Ambas estavam em estado catatônico, agachadas, esperando que o gesto as fizesse passar despercebidas. Mas não, aquele caçador nunca deixaria uma presa escapar e logo, assim como Roger e Paul antes delas, estavam mortas, dilaceradas por garras.

O último homem do grupo, Ulric, não acreditava no que acontecia. Todos haviam morrido ao seu redor. Restava apenas ele. Em meio a carnificina e morte lembrou-se de que Rowena ainda vivia, que estava apenas desmaiada. O pensamento de que pelo menos ela se salvaria o alegrou. Sabia que ele mesmo iria morrer, mas, pelo menos alguém, e alguém que ele gostava, iria sobreviver àquele terror. Ainda mantinha em sorriso bobo no rosto quando a dura realidade resolveu golpear-lhe a porta no instante em que a garota, que apenas fingia um desmaio, tentou se aproveitar de uma suposta distração do selvagem e foi morta depois de realizar apenas dois passos, caindo no solo, com metade do rosto arrancado e varias convulsões antes de sua inexorável morte. Uma pena, como eu disse antes, talvez ela não merecesse morrer.

Tempo algum foi necessário para que a criatura decidisse que era a vez de Ulric encarar o seu destino. Ela foi andando, de mansinho, sem aquela bestialidade que usara outrora. O rapaz ficou imóvel, sequer movia um músculo. Olhava para sua frente, para a enorme besta que se aproximava e ouvia a insistente cantiga que a garota desconhecida ainda declamava.

A criatura foi chegando cada vez mais perto, quase tocando Ulric com seu corpo volumoso. Tudo parou naquele momento significativo. Até mesmo a infindável música chegou ao seu derradeiro término. Ulric olhava apavorado para a besta e esta o olhava de volta. Ficaram o que pareceu ser anos naquela mesma posição e então, a criatura evanesceu, desaparecendo em milhares de pontos, como poeira levada pelo vento, como uma ilusão chegando ao fim. Contudo, antes que o jovem pudesse se sentir a salvo, ouviu um sussurro ao seu ouvido. Era a estranha garota, que finalmente havia se aproximado. Ela proferiu uma única e simples palavra.

– Durma…

E foi o que aconteceu.

É assim que termina esta pequena história de terror, 6 mortos e um perdido. Acreditar ou não é uma opção inteiramente sua. Mas espero que esteja avisado, existem mais coisas que a razão e lógica humana podem definir…

Quanto a Ulric… Assim como sua consciência deixou o seu corpo, ele próprio deixou este conto, e foi para lugares além do meu conhecimento.

XXX

Ulric despertou em uma cama que não era a sua. Na verdade, nem podia dizer que aquele amontoado de palha era de fato uma cama. Levantou-se a chacoalhou a cabeça, tentando recordar dos últimos momentos. Percebeu então que aquela cantiga era cantada. A mesma que havia iniciado todos os desastres daquele dia que ele não sabia definir.

Olhou ao redor, tentando descobrir onde se encontrava, e percebeu que a garota, a dona da voz, o observava atentamente com seus olhos cor de jade. Ao ver a estranha pessoa a olhar atentamente para ele, imediatamente recuou, como um animal acuado. Pelo menos dois minutos se passaram onde ninguém fez nada. Com o término deste prazo, Ulric baixou suas defesas precárias e perguntou em tom de súplica:

– Por que… Por que VOCÊ matou todos ele e me deixou vivo!?

A moça suspirou, procurando palavras para responder ao rapaz.

– Eu não matei ninguém.

– Ma… Mas e aquela canção? – entrou em desespero – E aquele monstro?!

A mulher olhou para baixo… Demorou-se olhando para os próprios pés. Parecia arrependida. Porém, quando voltou-se para Ulric seu olhar era feroz.

– A canção era para acalmá-lo. Eu apenas tentava evitar toda aquela chacina!

Ulric não compreendeu o que ouvia. Era ridículo. Estava claro que ela controlava aquela fera, e matara a todos.

– Não minta para mim! Então o que você fazia ali, puta?!

A mulher se levantou, diante do insulto que recebera. Manteve o olhar nos olhos do rapaz e então gritou:

– A culpa foi toda sua! Você ficou nervoso, você perdeu as estribeiras. Eu estava de passagem, e não consegui pará-lo! Mesmo com a música-ritual, você no fundo DESEJAVA SANGUE. – respirou com os dentes cerrados e o olhar ainda pregado em Ulric – Eu sou uma Peeira, uma companheira dos lobos. Filha de Pindorama, a voz do norte. E você, filhote, é filho de Fenris, o destruidor.

Ela sorriu sadicamente, olhando para o terror e desentendimento que estavam estampados no rosto do garoto.

– Você é um Hamrammr, um lobisomem…

FIM

2 Comments»

  • Muito bom, no final era Ulric o culpado por tudo. Achei legal a parte mitológica. Não sei da onde você tirou Pindorama… mas pesquisas rápida me explicaram que é a porção de terra em que o Brasil se encontra. =)

  • Renan barcellos says:

    Brigadão pelo comentario, guns ^^

    Sim, sim, pindorama é isso mesmo, no entanto eu queria um nome indígena norte-americano que abrangesse a américa toda, este é provisório.

    Eu tinha escrito uma parte da história dos lobisomens, mas acabou que meu antigo HD foi pro inferno x_x

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