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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
05
2009

Calçadas Sujas

Escritor: Niltinho de Freitas

calcadas-sujas

O velho deixou claro que não ia dar-me lição de moral. Disse-me ter certeza de que alguém o fizera antes e sem proveito, já que ali estava eu ciceroneado em cidade estranha por um andarilho notívago. Perguntou-me se queria aprender algumas coisas sobre a vida, e em minha afirmativa emendou dizendo que se alguém quer aprender alguma coisa sobre a vida deve perguntar aos velhos, que é como ouvir histórias de quem volta de um caminho desconhecido. Nada que eu já não soubesse.

Ali ninguém tinha nome, e o velho, que para todos era só o velho conhecia o apelido de cada um. Já nem me lembro quantas mãos apertei naquele dia, quantos sorrisos recebi ou ameacei receber. Antes de chegarmos a um pequeno grupo, destacado da grande aglomeração, pediu que eu prestasse atenção nas meninas de cabelo colorido e roupa xadrez. Depois veio a explicação. Segundo o velho, a grande bobagem está em dizer que são alternativas, que querem ser diferentes de todos os outros, quando no fundo estão ali por serem iguais. Apenas meninas carentes de atenção, que se apaixonariam por qualquer carinha mais ou menos bonito que lhes recitasse Neruda ao ouvido.

O resto da noite foi mais do mesmo, o velho perdido na multidão de três dúzias e eu, também lá, já era quase da turma. Algumas gargalhadas numa roda, motivo óbvio, óbvio como quase tudo naquela noite fria. E antes que eu pudesse suspirar, esperando minha vez, pela pequena de franja em frente a mim, veio ao lado uma voz rouca, como que de outro mundo. Era só a voz do velho, desta terra, mas de outro tempo e um conselho: “Se apaixone por uma delas e terá um problema. Se apaixone por duas e terá solução.”


Categorias: Contos | Tags: , ,

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