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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
11
2009

Catarina

Escritor: Vinicius Ferreira

catarina

Há momentos da vida da gente que nunca são esquecidos, como por exemplo, o primeiro amor. Ainda lembro perfeitamente de como foi o meu. Era 1972 quando eu, minha mãe e meus avós morávamos numa casinha muito humilde em Manacapuru, uma cidade ao lado do Rio Solimões, na região de Manaus. Era uma casa realmente muito pequena e mal mobiliada, afinal mudamos para lá repentinamente quando meu pai morreu. Ele deixou uma pequena herança que foi o suficiente pra viajarmos para lá e improvisarmos uma vida digna.

Era muito gostoso morar lá, a vizinhança era grande e repleta de crianças. Todas as tardes após o almoço saíamos e brincávamos na rua, cada dia de uma coisa: pega-pega, futebol, esconde-esconde e qualquer outra brincadeira. A cidade não tinha muitos automóveis, portanto, podíamos correr pelas ruas à vontade.
Até que um dia muda-se para Manacapuru uma família que vinha de Santana, uma cidade do Amapá. O pai, a mãe e três filhos: duas meninas e um menino mais novo. A filha mais velha parecia ter uns dezessete ou dezoito anos, mas a mais nova aparentava a minha idade.

Ela era linda. Um pouco mais alta que eu, olhos castanhos, uma pele dourada e cabelos pretos ondulados. Uma beleza antes por mim desconhecida. Seu nome era Catarina.

Não sei até hoje o que aconteceu comigo, mas quando a vi fui direto chamá-la para brincar conosco. No começo ela ficou toda tímida, porém aos poucos ela foi se soltando e aparentemente se divertiu.

Num dia muito quente, brincávamos na rua, quando uma forte chuva começou e todos correram para suas casas, a minha estava um pouco distante. Acredito que Catarina percebeu e me chamou para sua varanda, onde não chovia. Foi nesse dia que eu a conheci melhor.

Sentado lá, comecei a fazer perguntas sobre o motivo de ela ter se mudado para lá, como era sua família, como era o seu jeito, e ela, com toda a paciência, respondeu com sua voz angelical a todas elas, sem ao menos questionar.

Eles mudaram para lá porque o pai dela fora transferido a trabalho.

A chuva passara e nós continuamos conversando. Não tinha vontade de ir embora, queria continuar lá, mas era tarde e tive que ir para casa.

Depois daquele dia, minhas tardes mudaram, não passava mais o tempo todo brincando com as crianças da vizinhança, comecei a andar só com Catarina. Conversávamos sobre todos os assuntos. Rodávamos a cidade e adorávamos ir à praça.

E foi lá, na praça, onde aconteceu. Falávamos sobre a escola quando eu olhei nos seus olhos castanhos, aproximei meu rosto do dela e nossos lábios se tocaram.

Depois disso, não sabíamos como reagir. Por um certo tempo ficamos olhando o chão. Meu olhar desviou para a perfeição que seu rosto era, ela olhou para o meu e simultaneamente sorrimos e nos abraçamos.
Fomos embora de mãos dadas mas em silêncio. Eu não sabia o que dizer depois do que aconteceu. Minha alegria era visível e a dela também. Naquela noite demorei a dormir, ficava me lembrando daquele momento: meu primeiro beijo.

No dia seguinte, ela disse que queria me dizer uma coisa. Perguntei o que era e ela me levou para uma rua sem saída. Lá começou a chorar e disse que voltaria para Santana, porque as coisas no emprego de seu pai não foram como o planejado. Algumas lágrimas escorreram no meu rosto, eu gostava realmente dela e pelo que parecia esse sentimento era correspondido.

Na manhã seguinte, ela foi embora. Sentia saudade de andar pela cidade com Catarina, os momentos que passamos juntos ficaram presos na minha memória. Era uma dor muito forte. Superaria, eu?…

Casei-me oito anos depois com uma mulher do escritório. Voltei para São Paulo, a cidade que eu morara antes de partir para Manacapuru, e tive uma linda filha. Seu nome: Catarina.


Categorias: Contos | Tags: , ,

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