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– que publicou 282 textos no ONE.

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Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

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Nov
24
2009

Edryon – Capítulo 8 – Purificado

Escritor: Luis Oselieri

edryon-capitulo-8-purificado

Sgnilliv, ao observar com atenção todos os tambores, cabanas de palha e um caldeirão com o símbolo de reconhecimento dos goblins, soube na mesma hora que sua tribo estava morando na Floresta dos Espíritos. E então se lembrou que não poderia contar a eles de que era um mago, pois não sabia como iriam reagir. Os doze anos em que passou na Ilha dos Gnomos fizeram com que ele aprendesse muitas magias de fogo com o mago Rasputin. Sgnilliv devia muito aos gnomos, e Rasputin continuava morando na ilha. O goblin ainda sentia vontade de um dia retornar e encontrar com seu mestre.

Depois de atravessar uma difícil trilha coberta de galhos e pedras, Sgnilliv observou alguns goblins ao redor de uma fogueira. Eles pareciam alegres, enquanto conversavam e contavam histórias. O goblin mago então percebeu que entre sua tribo estava também Shiiv, seu pai. Ele era muito considerado pelos goblins, pois suas habilidades de combate superavam até mesmo os guerreiros mais experientes. Sgnilliv então se aproximou e disse :

– Vocês agora estão morando aqui na floresta ?

Shiiv se virou, e quando percebeu que estava de frente para seu filho, o ignorou e continuou conversando com os outros goblins.

– Pai, sou eu ! Por que não olha para mim ?

Shiiv se levantou e finalmente caminhou para perto de seu filho, e o abraçou. O goblin mago sentiu um calor agradável ao ser abraçado por seu pai, e se lembrou do tempo em que ainda estava na tribo.

– Filho, sei que anda muito ocupado, mas quero lhe mostrar uma coisa.

Sgnilliv foi seguindo seu pai até chegarem perto de várias jaulas, ocupadas por muitos elfos.

– Pegamos eles perto do riacho, estavam agindo de forma estranha, como animais selvagens.

O goblin mago então percebeu que os elfos não pareciam ser de uma raça pura.

Shiiv, ao perceber três jaulas abertas e algumas árvores destruídas perto do acampamento dos goblins, rapidamente pegou sua espada e saiu caminhando em direção à um corpo de elfo irreconhecível, jogado no meio de um arbusto. Sgnilliv se aproximou de seu pai com cautela, depois de ter observado os elfos prisioneiros, e disse :

– Como conseguiram escapar com tamanha rapidez das jaulas ?

– Não sei, mas ainda irei descobrir quem causou este problema. As jaulas estavam trancadas, e suas barras também não parecem ter sido forçadas.

Depois de caminhar junto com seu pai por algumas horas, debaixo dos raios de sol que invadiam a floresta, Sgnilliv sentiu que os elfos capturados poderiam ser alguma nova espécie. Eles não tinham orelhas pontiagudas, e seus corpos eram mais deformados, como se tivessem sofrido uma grave mutação. Olhou com atenção para seu pai, Shiiv revirava com a ponta de sua espada pequenos pedaços de asas que encontrou na frente de uma caverna muito escura.

– São asas de fadas esqueleto. – disse Sgnilliv

– Sim, mas o que estas criaturas estariam fazendo aqui na floresta ?

– Vamos entrar na caverna. Talvez elas estejam fugindo para lugares mais protegidos.

Segurando uma tocha acesa enquanto olhava atento para as estalactites que balançavam no teto da caverna, Sgnilliv foi caminhando mais à frente. Seu pai, atento a qualquer barulho estranho que escutava, seguia atrás, empunhando sua espada de aço e conferindo o chão para ver se encontrava alguma pista ou sinal. Quando chegaram no fim da caverna, se espantaram ao perceber que dezenas de fadas esqueleto saíam de dentro dos corpos encontrados de elfos mutantes. Os estranhos elfos se contorciam, e um deles correu em direção à Shiiv, mas uma bola de fogo explodiu com violência contra o elfo.

Shiiv, ao observar as mãos flamejantes de seu filho, ficou algum tempo sem dizer qualquer palavra. Seus conselhos foram totalmente ignorados, ele nunca quis que Sgnilliv se tornasse um mago, pois pensava que poderia trazer má sorte e miséria para sua tribo. Um goblin deveria ser um guerreiro, como manda a tradição. Seu filho desrespeitou costumes antigos passados por todas as gerações, por isso sentiu que uma grande punição deveria ser aplicada.

– Filho, por que me desobedeceu ?

– Não entendo, pai. O que está dizendo ?

– Você é um mago. Não seguiu meus conselhos.

Com o corpo enfraquecido por causa do terrível combate contra os necromantes, Edryon sentou-se ao lado de um pequeno monte de brasas e colocou a mão no que ainda restou de sua orelha esquerda. Sentiu o sangue escorrer por entre seus dedos, e escutou a fada esqueleto dizendo :

– Desse jeito irá morrer. Não sabe nem mesmo estancar um sangramento.

– Fique quieta, demônio ! Ainda tem sorte de ainda estar viva. Preferia meus corvos, eles não me dão tanto trabalho.

– Me deixe sair daqui. Estou com fome.

Edryon sorriu, e entregou as pontas dos seus dedos para a fada, e quando ela tentou mordê-los, puxou de volta para fora da gaiola. Depois de perceber que os elementais já não estavam de frente à entrada da cidade, o elfo cinzento empurrou os portões de pedra, e conseguiu entrar no local. Deixou Snow amarrado perto de um lugar que parecia ser algum tipo de contrução, e preferiu caminhar e observar a cidade com atenção. Homens com peles escamosas e rígidas passavam por ele assustados, e alguns entravam dentro de suas casas primitivas. Edryon não entendeu porque aquelas pessoas escolheram morar em um lugar tão perigoso.

Mas quando observou com atenção, descobriu que os homens não eram habitantes comuns da cidade, pois caminhavam com dificuldade, e seus corpos estavam marcados por chicotadas e pancadas. Eram escravos, trabalhavam para seus mestres, e também havia algumas mulheres, mas elas eram quase sempre humilhadas das formas mais terríveis. Um lugar como este não poderia ser uma cidade, então Edryon concluiu que poderia ser uma espécie de fortaleza, protegida por elementais de fogo. Talvez os necromantes estivessem trazendo novos escravos para o local, e os elementais seriam apenas seus serviçais guerreiros, prontos para matar qualquer um que ousasse invadir o local.

Quando caminhou mais um pouco pela estrada coberta de pedras, Edryon recebeu um pontapé nas costas, se desequilibrou e caiu no chão. Virou-se para saber quem havia lhe batido, e um necromante sacou um grande machado de guerra, atacando em sua direção. O elfo jogou seu escudo de aço na frente, para tentar se proteger do ataque, a lâmina da arma acertou em cheio o escudo, explodindo faíscas pelo ar. Então Edryon descobriu que outro homem havia acorrentado Snow, e sua raiva aumentou ainda mais. Mas ele também foi agarrado pelos braços, e então o necromante lhe prendeu com correntes em suas pernas.

O elfo, após esperar que os dois homens ficassem um pouco distraídos com Snow, conseguiu roubar as chaves que destrancavam as correntes. Retirou com cuidado o cajado de magias que havia roubado, e sacudiu o artefato, na esperança de que um grande raio surgisse e explodisse sobre os dois homens. Uma grande nuvem negra apareceu sobre os homens, que receberam uma chuva de raios que fez com que se transformassem em cinzas. Edryon olhou espantado para o artefato, não sabia que um objeto de aparência simples poderia conter magias tão poderosas. Mas apesar de ter destruído os necromantes, sua vontade de acabar com todo o grupo maligno crescia a cada dia.

Se aproximou de Snow e retirou as correntes que o prendiam, o animal parecia inquieto, e balançou seu corpo até deixar a gaiola de ferro cair no chão. A fada esqueleto soltou um grito estridente :

– Não posso dormir em paz ?

– Pode, aqui neste inferno, junto com os elementais. Você não tem nenhuma utilidade. – disse Edryon, depois de limpar sua lança de prata com um pano velho marrom.

– Não se apresse, posso lhe incomodar bem menos se te ajudar. Me deixe ir com você.

– Sabe fazer algo que preste ?

– Posso ir em lugares que você nunca conseguiria chegar, e também não iria querer andar por aí sem uma companhia, não é ?

– Não sei, mas viu só como eles morreram ? Sou o melhor caçador de necromantes de Fynge !

– Sim, não duvido disso ! – disse a fada, com um sorriso amarelo no rosto

– Tem algum nome ? – disse o elfo, olhando desconfiado para a pequena criatura.

– Shasta.

– Isso não é nome de fada. – disse Edryon, enquanto resmungava.

– Edryon também não é nome de elfo. – Shasta olhou para o elfo com um ar zombeteiro.

Quando enfiou a chave na fechadura e girou a maçaneta de ferro da porta de seu quarto, Thelron se lembrou de que havia deixado duas velas vermelhas acesas em cima de sua escrivaninha. Rapidamente abriu a porta e olhou para seus livros mágicos, estavam intactos, as velas terminaram sem que nada de mais acontecesse. Sentou-se em sua cama de palha e chutou um rato que passou perto de seu pé esquerdo. Deitou-se, procurou esquecer a agitação dos últimos dias, se lembrou de Edryon, e de quando havia encostado a foice em seu pescoço.

Não tinha intenção em prejudicar seu irmão, apesar de não concordar com suas idéias. Sentiu que deveria ajudá-lo a encontrar um outro caminho, coçou a cabeça preocupado, percebeu que muitos fios grandes de cabelos brancos se soltaram com facilidade. Olhou para suas mãos enrugadas, correu para o espelho de seu armário, bastante assustado. Estava diante de um velho elfo, que não parecia em nada com o jovem necromante que sempre sonhou com o poder. Puxou suavemente a pele flácida de seu braço esquerdo, ainda procurava entender a situação. O ritual lhe trouxe um espantoso poder de regeneração, mas também estava envelhecendo rapidamente.

Soltou um grito forte enquanto derrubava seu armário com violência, e quebrou com as mãos os vidros das duas janelas. O sangue se espalhou por todo o tapete verde, e sobre as capas de seus grimórios. Ajoelhou-se, pegou um dos livros, rasgava cada página com uma fúria que não poderia ser medida. Pegou um dos ratos e arrancou com força sua cabeça com os dentes. Se aproximou perto de sua coleção de escudos com a boca ensanguentada, e foi arremessando cada um através da janela destruída, acertando em algumas pessoas que atravessavam a estrada.

Com os pulsos cobertos de sangue, deitou-se desesperado no tapete, se lembrou de Edryon. Uma profunda tristeza tomou conta de si, quando viu novamente em seus pensamentos seu irmão deitado, ferido e abandonado no meio da estrada. Poderia tê-lo ajudado e o levado até sua casa. Thelron sentiu que desta vez havia ido longe demais, havia ultrapassado seus próprios valores. Edryon nunca iria deixá-lo sozinho em qualquer situação. E nem mesmo iria abandoná-lo no meio de uma guerra. O necromante pegou sua foice de prata jogada perto de sua cama, pensou em tirar sua própria vida. Não merecia viver como um verme, como um parasita egoísta que só pensa em si próprio.

Com muita dificuldade, se levantou com a foice em sua mão, encostou a ponta da lâmina em seu peito. Dúvidas percorriam sua mente com uma grande velocidade, não sabia mais o que fazer. Seria inútil a morte, pois ainda queria mostrar ao mundo de que era capaz de ajudar os que precisavam de seus conselhos e suas habilidades de combate. Caminhou pela estrada com o corpo enfraquecido até chegar diante de um magnífico templo. A Ordem Sagrada dos Clérigos era considerada como uma organização importante para os que precisavam de orientações espirituais e curas.

Quando chegou ao fim dos degraus de mármore da escada da entrada principal do templo, Thelron desabou perto dos grandes portões de ferro. Sua visão embaçada não reconheceu a figura que se aproximava dele, mas escutou uma voz que lhe parecia familiar :

– Levante-se. Se teve forças para vir até aqui, deveria se envergonhar de ficar deitado como um paralítico.

O necromante rapidamente reconheceu Salur, seu amigo de infância. Após uma terrível invasão de trogloditas que incendiaram Shannen, deixando a cidade em chamas, Thelron e sua família foram obrigados a se mudar para Hanneris.

– Não sabia… que estava em Hanneris. – disse Thelron, com a voz bastante fraca.

– Levante-se. Já lhe disse, não sei quem é você.

– Sou Thelron, não se lembra ?

– Não. Levante-se daí agora ou irei mandar prendê-lo.

– Salur, me ajude, por favor. Sei que errei em muitas coisas, e peço que me perdoe.

O clérigo levantou sua maça em direção à cabeça do necromante e disse :

– Deveria se envergonhar de vir até aqui me pedir ajuda. Não sei quem é você, mas se diz mesmo que é Thelron, então envelheceu muito antes do tempo.

Se aproximando com um grande livro branco nas mãos, Salur o entregou para o necromante, dizendo :

– Fiquei sabendo de suas maldades, e de todas as mortes desnecessárias que causou à nossa cidade. A partir de hoje, quero que leia este livro e reflita, pense em um novo caminho que está diante de seu destino. Não quero que continue vivendo como alguém que nunca conheceu a vida, que nunca conheceu o verdadeiro caminho dos puros.

Thelron se levantou, suas pernas tremiam, sentou-se ao lado de uma das pilastras do templo, e começou a ler o livro sagrado em busca de iluminação.


Categorias: Contos | Tags: ,

7 Comments»

  • Olha, achei legal a história. Acredito que o Jones, escritor aqui do blog vai gostar também, é uma temática que ele também escreve.

    Eu queria achar uma imagem do necromante… mas não havia muitos detalhes dele. Ai como não encontrei outra imagem.. coloquei aquela la em cima que achei legal =)

    Esse ai é um pedaço de um livro que o Luis escreveu! =)

  • Jones says:

    Putz cara, estou devendo esta leitura ao Tavin, ele me passou o link e tal, mas ainda não consegui ler.

    Só deixando marcado, se não me engano o Tavin está na Suécia, ou Suiça, sei lá, um destes países frios he he he he e o ONE chegou a ele.

    Por que Tavin?? Bom é o nome que aparece aqui no meu MSN.

  • Mais leitores internacionais, fantástico! Eu desconfiei dele estar em outro país, pois o e-mail é .fr (França?)
    =)

    Cade o autor? 🙂

  • Luis says:

    Hehe, estou aqui.

    Não tenho net em casa, mas estou no Mc Donalds marcando presença 🙂

    Muito bom saber que gostaram ! Ei Guns, muito massa a imagem que voce colocou ! Estou na Suica, o frio estah cada dia mais forte, daqui uns dias chega o inverno !
    E, se vocês quiserem acompanhar o livro todo, e só clicar no link :
    http://www.bookess.com/read/1639
    Ps : também vou dar uma lida em alguns contos com mais calma, tem muitas estorias legais, e espero contribuir com o ONE futuramente, hehe

    Valeu !

  • Luis says:

    PS : Tavin eh apelido de Luis Otavio, lol

  • Alex Silva Dias says:

    Luís,
    parabéns!!! É tudo o que posso desejar a meu grande amigo!
    Conheci vc quando mal conseguia terminar uma ideia e veja onde vc chegou!!!
    Sucessos!

  • Jones says:

    Lido o capitlo 8, preciso ler o resto agora!

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