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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
02
2009

Espectros I

Escritor: Vinicius Ferreira

espectros

Mais um dia de outono começava para mim. Estava frio. Pus minhas roupas, tomei meu café da manhã e fui para a escola.

Tudo estava igual. Professores iguais, aulas igualmente monótonas, os mesmo colegas. O tempo não passava. As aulas seguiam normalmente, mesmo quando eu me distraia com alguma coisa, o que acontecia constantemente.

Finalmente o sinal tocou. A sala logo se levantou e correu em direção à porta. Era aliviador quando o sinal tocava pela última vez, avisando que já era hora de ir para casa.

Abri a porta com tamanha voracidade que minha mãe assustou. Ela estava na cozinha, mas parou de fazer o almoço para vir me dar um beijo. Já tinha lhe dito que não gostava do tal beijinho, mas não adiantava, parecia que era para me atazanar.

Fui ao meu quarto apenas para jogar meu fichário sobre a minha cama e logo voltei para a cozinha.

Pedro já estava lá. Olhou-me com uma cara que eu já não agüentava mais ver. Uma cara que ele fazia sempre que eu chegava perto dele. Era como se ele me odiasse. E ele me odiava.

Almocei. Conversamos pouco dessa vez. Levei meu prato à cozinha e assim que voltei meu pai chegou. Estávamos acostumados, todo dia era igual. Então ficávamos sentados, esperando ele acabar para podermos nos retirar e nos trancar em nossos quartos.

Naquele dia, não grudei no computador como sempre. Estava cansado demais. Tomei um banho e dormi um pouco.

XXX

Era noite. A noite mais escura que eu já tinha visto. As estrelas cintilavam lá em cima, num contraste ostentoso. Não via nenhum movimento até surgir uma silhueta esbranquiçada perto do horizonte negro que se confundia com o solo mais negro ainda em que pisava. Parecia-me uma pessoa, caminhando em minha direção. Estava muito distante, o que a tornava ínfima como uma formiga. Em pouco mais que quatro segundos ela estava perante mim.

Era realmente uma pessoa. Mas uma pessoa visivelmente diferente. Não tinha expressão em seu rosto e seus olhos estavam brilhantes, mesmo naquela escuridão que nos cercava. Eles eram azuis. Muito azuis. Um azul tão claro que facilmente era confundido com o branco.

Ele me olhava fixamente nos olhos. Tentei desviar o olhar, mas seus olhos azuis eram tentadores. Deu-me uma súbita vontade de coçar meu olho direito. Ao fazer força com o braço, percebi que ele estava preso.
O desespero tomou conta de mim. Estava preso em algum lugar com uma pessoa me intimidando. Meu coração acelerou e comecei a suar. Suava por dois motivos: o nervosismo e um repentino calor que tomou conta do espaço.

Minha visão começou a embaçar e tudo foi esbranquiçando. Algo estava queimando, o que esbranquiçava minha vista era fumaça. O cheiro de carne queimada aumentou, a fumaça diminuiu. Quando se tornou possível enxergar, vi que ele já não estava mais lá.

Olhei para baixo. Logo me arrependi. Vi o motivo da fumaça, do cheiro, do calor. Eu pegava fogo, estava em chamas. Sob meus pés, uma luz acendia. Uma luz forte que em pouquíssimo tempo tomou conta de tudo.

XXX

Acordei com minha própria voz quando gritei. Ofegava muito e meu coração estava disparado. Estava tudo escuro, afinal, já era noite. Passei a mão em minha testa. Eu estava suando.

A maçaneta da porta começou a girar devagar. Engoli a seco. A porta foi se abrindo, uma pequenina quantidade de luz entrava aos poucos. Um rosto foi aparecendo, um rosto conhecido: minha mãe.

-O quê houve?
-Nada. –Respondi.
-Ouvi você gritar.
-Sonhos. Péssimos sonhos.

Ela concordou com a cabeça.

-Se quiser comer, está lá na cozinha. Tentei o acordar para o jantar. Vou voltar a dormir.
-Boa noite.

Ela não fechou a porta porque viu que eu estava me levantando. Enquanto dormia, devo ter me mexido muito, afinal, a acama estava toda bagunçada.

Fui à cozinha. Naquela noite não voltei a dormir, fiquei assistindo a um filme monótono na televisão. Às vezes me lembrava de meu sonho. De meu pesadelo.

XXX

Durante os dias seguintes aquele sonho foi freqüente. Todos os dias era a mesma coisa, acordava do mesmo jeito.

Minha mãe já nem vinha mais ver o que estava acontecendo. Foi se acostumando, assim como eu.

Quando acordava, já não ficava tão assustado, mas pensava. Pensava no significado daquilo. Por que eu sonhava tanto o mesmo sonho?

Os dias se passavam, já não agüentava ter o mesmo sonho. Sempre. Toda noite. O mais perturbador era que, às vezes, de repente, lembrava-me dele, algumas imagens angustiantes passavam por meus pensamentos. Mas eu sabia que uma hora iria parar. E realmente parou.


Categorias: Contos,Espectros | Tags: , ,

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