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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
10
2009

Espectros II

Escritor: Vinicius Ferreira

espectros

O céu estava multicolorido. As pessoas andavam de um lado para o outro em zigue-zague. Inconscientes. Sem expressão, olhos azuis. Era uma grande multidão me cercando. Eles esbarravam em mim constantemente. Não ligava, estava espantado demais para aquilo.

As pessoas andavam, andavam sem rumo, sem uma direção certa. Todas estavam ritmadas. Num complexo vai e vem. Mas ao longe, surge alguém conhecido. Alguém cujos olhos eram quase brancos e tentadores. Alguém que via diariamente.

Ele se aproximava. Encarava-me. Tudo começou a esfriar. As pessoas que por mim passavam já desapareceram. O céu escureceu, não estava preto, estava apenas escuro. Sem estrelas, sem fumaça.
Ele já estava à minha frente. Eu não estava preso. Dei-lhe um soco na face, mas minha mão simplesmente atravessou-a e ele foi se dissolvendo. O vento o levava, ele desaparecia aos poucos. Desaparecia por completo.

Tocam minhas costas. Era ele. Agora eu estava preso e novamente uma forte luz tomou conta de tudo.

XXX

Acordei vorazmente, ofegante. Pela primeira vez em dois meses eu tive um sonho diferente. Um sonho que ainda me dava medo. Um sonho com ele, com a pessoa sem expressão e de olhos azuis quase brancos.
Mudou o sonho. A maldição acabou. Finalmente. Mas ele ainda me perseguia. Aquele que eu não sabia o que era. Para mim era um sinal. Um sinal qualquer.

Olhei o relógio. 5:38. Não voltei a dormir. Em vinte e dois minutos o alarme soaria e eu teria que levantar. Aproveitei o tempo extra e fui tomar um banho. Estava suado de novo.

Meu dia na escola começou igual, normal. A mesma monotonia, a mesma rotina. Faltavam oito minutos para terminar a última aula. Olhei pela janela, o gramado, as árvores dançando com o suave vento que soprava. As pessoas que caminhavam na calçada e os carros deslizando na rua.

As árvores. Altas, semi-imóveis. Fixas. Nelas pássaros se hospedam. Suas sombras gloriosas nos dias mais quentes são vitais. Mas, por detrás de uma delas, surge um homem. Um homem já conhecido por mim. Conhecido principalmente pelos seus olhos azuis tão claros que se parecem com brancos e pelo seu rosto, sem expressão.

Pisquei. Ele já não estava mais lá. Respirei fundo. Entendia o motivo, estava cansado, dormira mal nas últimas semanas. Era fruto da minha imaginação.

Eu sabia que eu estava me enganado. Ele esteve lá, tão visível, tão… perfeito. Não podia ter sido um simples fruto da minha imaginação.

O sinal tocou.

XXX

Cheguei a casa, almocei ouvindo Pedro contar como foi seu dia, como ele foi para fora na segunda aula. Não o suportava. Sua voz me irritava, mas nada podia fazer, éramos irmãos, tínhamos que, ao menos, nos respeitar. Eu sabia que logo meu pai chegaria, almoçaríamos e nós correríamos para nossos quartos. Só nos veríamos no dia seguinte.

Mas, meu pai não chegou. Minha mãe explicou que ele teve uma reunião e não iria almoçar em casa. Fui para meu quarto.

Abri a porta. A janela estava aberta e meu quarto bagunçado. Estranhei. Quando vou para a escola deixo tudo arrumado. Cama, roupas e até meus papéis, que agora estavam esparramados por todo lado.
Pus-me a arrumá-lo. Um estrondoso trovão vociferou lá fora, numa questão de segundos o tempo se fechou, o sol que antes raiava se pôs por detrás de uma negra nuvem. Uma intensa tempestade começou a cair. Larguei o que segurava e fui fechar minha janela.

Tudo escureceu. O céu cinza já não iluminava o suficiente. Tentei continuar a arrumação sem acender as luzes, mas não deu certo. Caminhei ao interruptor, liguei a luz.

Nunca me assustei tanto quanto naquele dia. Ao me virar, lá estava ele. Sem expressão, olhos azuis que de tão claros se pareciam brancos, em pé, na minha frente. Eu não estava sonhando. Fiquei sem reação. Meu coração acelerou. Bateu tão forte que eu o sentia em minhas mãos.

O homem que me assombrara por dois meses agora estava ali, na minha frente, ao vivo. Senti uma grande dificuldade de respirar.

-Olá. – Ele disse

Ele falava, porém seus lábios não se mexiam. Não sabia como reagir, quando pensei em responder a saudação, ele continuou:

-Sou Ramon. Estive observando-o, você é um terráqueo estranho, mas o mais perfeito para minhas condições.

Eu apenas o ouvia. Não estava calmo o suficiente para responder. Gaguejaria e seria constrangedor.
-Q-Quem é v-você? – Não me contive, tive que perguntar.

-Sou um espectro. Uma força com sentimentos. Vim ajudar-lhe numa causa maior.

Centenas, não, milhares de perguntas pairavam sobre minha cabeça. Ainda estava assustado. Deixaria as perguntas para depois.

Ele me tocou. Um arrepio correu por minha coluna. Minhas pálpebras pesaram como nunca. Caí em minha cama, desmaiado. Quanto a ele, não sei o que fez enquanto eu estava inconsciente, esparramado sobre a cama como os meus papéis. Sei apenas o que aconteceu depois. Depois que acordei.

Continua…


Categorias: Contos,Espectros | Tags: , ,

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