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– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

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Nov
27
2009

Gelo em Corda

Escritor: Alex Tzimisce

gelo-em-corda

Conto para meu cenário de RPG baseado num dos maiores fenômenos dos jogos eletrônicos.

Ir até a borda do vale era perigoso até para a guarda. Tão perigoso que a guarda ia com uma própria guarda. Mas dessa vez a coisa acontecia um pouco diferente.

Fazia 12 horas completas que a irmã da rainha que está em visita à majestade fora assaltada e ainda nocauteada pelo ladrão. Isso era inadmissível. Como a guarda deixou isso acontecer. Como isso foi ocorrer sob a forte vigilância que estava na torre secundária do castelo. Talvez pelo fato do ladrão ter entrado sem ser visto. Talvez o ladrão não fosse só um assaltante comum. Entretanto para pensar o pior era melhor continuar com a idéia que foi um erro feio dos guardas que estavam de vigia e como castigo receberam ordens para encontrar o fugitivo que saíra pela passagem sul da cidade, a única passagem para o vale, o único local inabitável para os viventes no reino.

Feron, Koly e Gregor eram os que ficavam respectivamente no corredor do quarto da irmã da majestade, na porta do quarto e abaixo da janela por onde o ladrão fugiu. O tempo deles estava se esgotando e o único jeito de não serem exilados da cidade onde prestam serviço era achando o ladrão e segundo Gregor a única forma de encontrarem o ladrão escondido no vale era com ajuda de alguém que morasse no vale ou que o conhecesse bem. Esse ser estava na frente deles, escorado na grande frutífera marcada por anos de treinos a fio.

— Boa noite… — falou Gregor com a voz trêmula e com as pernas não tão diferentes que a voz.

O ser que possuía um corpo magro, baixo e frágil continuou sob o capuz azulado, escondendo o rosto e mantendo a furtiva aparência com roupas largas que ocultavam tudo do corpo. Um manto escuro ia do pescoço até o chão. A magreza visível se dava por causa dos ombros pequenos sob as ombreiras da vestimenta. Nem parecia assim tão perigoso.

— Fale homem… — cochichou baixo irritantemente Feron no ouvido de Gregor, enquanto Koly estava mais atrás fazendo a guarda dos dois guardas, contudo só uma desculpa para o mais medroso de todos.

— Não sei seu nome — iniciou Gregor depois de um bom par de tossidas para limpar a garganta — Só me disseram para deixar uma maçã cravada aqui nessa árvore que você viria.

A figura levemente concordou com a cabeça. Quem consegue acompanhar os boatos na taverna e achar as pessoas certas leva vantagens sobre os demais, mas no atual momento os três não sabiam se era melhor ficar ali olhando para um fugitivo caçado há meses esperando ajuda em troca de pagamento ou esperar a condenação do chefe da guarda e dar adeus a suas famílias.

— Precisamos de sua ajuda — disse Feron antecipando-se e esperando que sua cabeça ainda estivesse no lugar quando acabasse de dizer a frase.

A figura tirou a mão pequena de dentro do manto e esticou com a palma para cima como um pedinte qualquer.

— Ah claro… — Gregor tirou um saco de estopa e com passos não tão sinceros andou até a figura, depositou o saco na mão envolta de uma luva grossa, sentiu que o couro estava gelado quando a ponta de seu indicador o tocou e voltou para seu lugar.

O ser usou a outra mão para abrir o barbante que amarrava o saco e mexeu nas moedas como se cutucasse comida fria. Não tinha mais que 20 peças de prata e 3 de ouro no interior.

Ele passou por trás da árvore e depositou o saquinho ao lado de uma mochila de viajantes que descansava ao lado de um cantil. Os dedos vestidos do couro grosso passaram pela mochila como se acariciasse uma criança dormindo.

— O que querem que eu faça?

A voz era limpa, mas gelada. Feminina, juvenil e tão séria e decidida que poucos homens conseguiriam tal postura num diálogo assim no meio da noite, nas bordas do vale. A figura deixou o capuz cair para trás quando levantou a cabeça e olhou com seus olhos vermelhos para os três guardas. As orelhas agudas, a pela lisa perfeita e os olhos amendoados formavam a estrutura sem erros dos elfos, mas essa elfa de pele escura não possuía a honra que seus possíveis primos mais distantes de pele clara dispunham.

— Falem, o que querem que eu faça — insistiu.

— A irmã da majestade foi roubada e precisamos capturar o ladrão — iniciou Gregor como nunca, a coragem tomou seu peito e ele aproveitou para descarregar tudo de uma vez — Ele está escondido no vale e sua ajuda será necessária para isso já que só alguém que conheça bem o vale saberia onde um assaltante se esconderia.

A elfa ponderou olhando para o chão. Olhou para as sombras dos três e só depois se pronunciou.

— Um ladrão passou pela guarda e conseguiu assaltar a alcova da irmã da majestade e ninguém viu?
Eles concordaram.

— Um ladrão saiu e vocês não sabem nem quem ele é? Só sabem que ele está aqui porque saiu pelo portão sul?

Gregor e Feron concordaram.

— Você estão me contratando para capturar um ladrão que se escondeu nesse vale — apontou para trás — Possivelmente um dos maiores ladrões que essa cidade já viu, com grandes chances dele estar mais longe ainda daqui enquanto conversamos?

Só Gregor concordou.

— Sem problemas — a elfa contornou por trás da árvore — Mas me digam só uma coisa: por que eu ajudaria a guarda?

Koly escorreu a mão para a besta presa na perna.

— Sinceramente homens, vocês me caçam enquanto estou apenas comendo numa das dezenas de hospedarias da cidade, já tive que me livrar de uns trinta… Uns quarenta de vocês só porque vieram próximo daqui — a elfa virou de costa para eles, apoiada na árvore, passando os dedos nos furos de flecha no caule — Não sei o que faz vocês acharem que ajudaria.

Gregor olhou para Feron que já tinha a mão na espada. Koly estava com o dedo no gatilho.

— Mas temos dinheiro e se conseguimos a cabeça dele, a recompensada será divida não em três partes, mas em quatro — disse Gregor não tentando persuadir a elfa e sim ganhar tempo enquanto escorria seus pés para trás levando o corpo protegido pela armadura.

— Até que é uma boa opção — debochou claramente a elfa olhando para a copa da árvore não se importando com Koly que já havia desabotoado a tira que segurava a besta na perna — Gostaria de pedir pelo menos um dia para procurá-lo, será que posso?

— Mas temos que voltar com ele amanhã de manhã — disse Gregor dando um passo ligeiro para trás, fazendo o escudo nas costas bater contra a armadura.

— Então nada feito.

Um disparo aconteceu. Tão rápido que pegou todos desprevenidos. A seta fincou nos tecidos do manto da elfa, prendendo-o na árvore, enquanto ela se movia para dentro do vale, desvencilhando-lhe da roupa larga presa.

— Desgraçada! — gritou Koly atirando outra seta com a besta de repetição.

Gregor não era um guarda qualquer, pegou a espada com uma mão e a outra apontou o anel que usava para a elfa disparando um tiro de luz amarela que acertou o calcanhar da fugitiva, fazendo-a cair mais a frente, protegida por um largo tronco no chão.

— Vamos pegá-la! — gritou Koly.

Gregor, Koly e Feron tinham a mesma idéia na cabeça, se conseguissem levar a cabeça da fugitiva, o líder da guarda mandaria outros atrás do ladrão e eles seriam condecorados. Essa elfa já enganara dois reinos antes de vir para o vale e trabalhar como mercenária. Valia muito.

Feron partiu com a espada em punho, Koly dava cobertura com a besta que podia disparar mais 3 vezes antes de ter que trocar a caixa de setas, já Gregor seguia Feron com a espada numa mão e o anel noutra. Feron pulou sobre o tronco e acertou em cheio, sem pena e com toda a força dos seus dois poderosos braços o solo úmido. Retirou a espada num instante do chão, mas não foi o suficiente para escapar de receber uma rasteira e cair sobre o tronco. A coluna estalou e ele gritou. Gregor atirou mais uma vez com o anel fazendo a elfa correr para o mato do vale. Koly apontou para onde a elfa se escondeu e atirou duas vezes seguidas.

Gregor ajudou Feron levantar-se e lhe devolveu a espada. Eles não viam ou ouviam mais a elfa. O silêncio no vale surgiu tão rápido quanto o primeiro disparo da besta de Koly. Eles se entreolharam sem piscar ou mexer um músculo qualquer. Gregor e Feron andaram de volta sem fazer barulho. Totalmente furtivos. Sem um único ruído. Sem som algum. Nem as placas de metal contra o escudo nas costas. Nem o ruído de todos os galhos quebrando sobre os pés deles. Nenhum barulho nem quando Koly recarregava a besta que sempre fazia os estalos característicos.

Gregor abriu os olhos e gritou uma ordem, mas nada. Nenhum som. Nada.

Eles correram sem fazer som, desesperadamente para fora dali, entretanto foi Feron que não saiu do lugar. Uma flecha certeira o acertou nas costas e logo depois outra na coxa. O guarda caiu de volta sobre o tronco, na mesma posição depois da rasteira da elfa.

Koly e Gregor partiram em disparada. Logo que começaram a correr seus pés voltaram a fazer ruídos, a armadura pesada de Gregor batendo, rangendo. Koly olhou para ver o que encontrava e viu a elfa passando por cima do tronco e do corpo de Feron. Suas vestes coladas no corpo e a capa elegante davam-na um ar fino, quase real. Koly parou por um instante e disparou uma vez, a seta passou na curva do ombro com o pescoço. Ele xingou. Disparou de novo e a seta furou a capa. Mais uma vez e o projétil cortou a ombreira, mas não chegou a marcar a pele.

— Maldição! — gritou o besteiro sem saber o que fazia essa elfa desviar dos disparos certeiros.

E no momento do pensamento, ela parou bruscamente e atirou sem mirar. Apenas atirou e a flecha zumbiu até o lado direito do pescoço. Koly teve a cabeça jogada para o lado com a força do disparo e o sangue jorrou farto manchando o chão.

Gregor corria e só sentiu duas flechas acertando seu escudo às costas, outra perfurara a parte da coxa da armadura, mas não chegou tão fundo.

A elfa olhou melhor e apontou para cima, na posição dos arqueiros do exército local. Parecia que queria acertar a lua e se concentrou por um segundo. A ponta da flecha petrificou-se. Não como rocha, mas como cristal azul. Ela disparou e o projétil acertou o solo na frente do guarda, por onde ele ia passar. Ele parou de repente e viu a flecha estourar sua ponta em vários fragmentos brilhantes. A elfa abaixo pouquíssimo o arco, quase nada e atirou uma. Duas. Três. Quatro. Seguidamente, sem respirar.

A armadura não foi capaz de suportar o dano da ponta congelada das flechas que furaram tanto a placa de metal quando a carne e acertando precisamente entre duas costelas e o osso da perna. O guarda caiu.

O frio tomou conta do seu corpo. A dor não se comparava com a sensação glacial. Os ossos ardiam e o sangue parecia ter congelado dentro das veias. Ele não conseguia gritar, apenas tremer. O próprio chão tinha uma camada de gelo, como se houvesse geado momentos atrás.

Ele olhou a elfa se aproximar e segurou o anel da frente do corpo. A elfa levantou o arco e tudo se silenciou. Ele deu a ordem, mas nada saiu do anel, ele não conseguia dizer a palavra de ativação do item. Nada acontecia. O frio aumentava e nenhum som era ouvido.

A figura magra arrancou o anel quebrando o dedo no processo. O homem gritou, mas novamente nada de ruído.

— Falei quarenta? — o som voltara de repente enquanto a respiração dela se condensava — Acho que foi mais e diga à rainha que a irmã dela tem bom gosto para jóias.

Ela se levantou e apontou para o portão da cidade que estava mais a frente, segurou a flecha o mais forte que conseguiu, ajeitou o arco no melhor ângulo e disparou um projétil brilhante, mais que os já disparados. Na noite escura seria confundido facilmente com uma estrela cadente próxima demais. A flecha ao bater no chão estourou em fagulhas.

— Se tiver sorte eles virão até aqui te buscar.

Virou-se e voltou para o vale.

Passou pelo saquinho e pela mochila, pegou os dois e olhou novamente para a copa da árvore.

— Desça daí — disse para o humanóide.

Num salto uma criatura vagamente humana desceu, sacudindo toda a árvore. Tinha a pele enrugada, mas cobria-se todo, com tecidos que só liberavam os olhos grandes.

— Nunca vi um de vocês ser caçado — disse a elfa jogando a mochila nas costas como se fosse uma trouxa de roupa suja. Objetos tilintaram dentro dela.

— Irônico não? — falou o humanóide rindo com uma voz alta demais.

— O que você anda caçando?

— Se eu disser pra onde vai minha reputação?

— Vai ganhar muito por essa cabeça?

— Mais que esses pertences da rainha.

— Eram da irmã dela — corrigiu a elfa.

— Tanto faz — disse o humanóide andando ao lado da elfa pra dentro do vale — O importante é que estamos dividindo os espólios de um lucrável roubo, uma pena esses homens terem perdido a vida assim.

— Faço o que tem que ser feito pra quem me paga mais — disse a elfa sacudindo propositalmente a bolsa cheia de peças de ouro e pertences de luxo dada pelo humanóide.

— Ótimo escutar isso — disse mais alto ainda — Então temos um trato?

— Não trabalho com Caçadores de Recompensa. Faço meu serviço sozinha. Ouviu bem — olhou bem nos olhos do humanóide, fitando com aqueles olhos vermelhos como rubi, dizendo com a voz fria que cruzou o ar infantil e parou num demoníaco rouco — Sozinha.


Categorias: Contos | Tags: , ,

8 Comments»

  • Beemm RPG mesmo esta história. O Alex o Jones são os que mais escrevem neste estilo aqui no ONE. E tem mais escritores.

    Ja anotei aqui para fazer uma página especial para contos de RPG, Vampiros, D.E.I.S., Zumbis … etc etc.. =)

  • Arjan says:

    Nada mal. Passei por aqui e acabei lendo, por acaso. Precisa de uma revisão, por causa de uns errinhos pequenos. Não sei de que universo RPG é isso (sou bem ignorante sob essas coisas) mas tem bem a linguagem desses temas. A leitura até que prende. Parabéns!

  • Alex Tzimisce says:

    Realmente, RPG… Gosto muito e ele que me inspirou a escrever. É um ótimo exercício de criatividade.
    Agora eu tenho que treinar outra coisa: a grande capacidade de escrever contos menores… ^^
    Valeu Guns e Arjan!

  • Jones says:

    Cara, e eu te digo esse exercicio de escrever contos menores é dificil! he he he he

    Agora quanto ao RPG te inspirar, compartilho desta premissa, fui inspirado pelo RPG, mas depois de parar de jogar, tipo quando fiquei quase um ano sem jogar. As idéias vinham e se iam sem ter pra onde fugir, acostumado a jogar sempre colocava elas no papel quando mestrava, então a fuga foi começar a escrever he he eh he.
    – RPG Rules!!!

  • Alex Tzimisce says:

    Boa fuga!
    HAHAHAHHHAAHAAHHHAHA
    Jogou o que Jones? Estou pensando em transformar em contos as aventuras de meu grupo de RPG, acontece cada coisa.
    Um amigo meu ainda disse que se roteristas de cinema jogassem RPG as idéias surgeriam maiores, melhores ou em quantidade maior, é um bom exercício mesmo.
    =D
    RPG Forever!

  • Jones says:

    Cara joguei muita coisa! Tipo comecei aos doze, ou seja sou da geração Xerox. Vamos a lista:
    D&D 1°, AD&D, GURPS Supers, Lobisomem Apocalipse, Vampiro a mascara, Mago, Paranóia, Toons, Defensores de tókio 1° edição, Trevas 1° edição, sistema Daemon, Tagmar, D&D 3°, Star Wars D20, Call of Cutullo(acho que errei o nome). Em D&D ainda joguei em diversos cenários: Dark Sun, Forgothen Realms, Tormenta, Reinos de Ferro, Eberron. E um cenário próprio que é esse no qual tenho ambientado meus contos de fantasia, e Kzak o senhor dos mortos é uma campanha de RPG que mestrei.

    RPG Forever!

  • Alex Tzimisce says:

    Caraca!
    Bastante coisa então… Nossa…
    Comecei a jogar em meados de 1999. Bons tempos, hoje só mestro quinzenalmente, uma pena.

  • lobaempeledeovelha says:

    Alex Tzimisce Perfect!!!!!!!!!!!!!!!
    Eu tb tive meus dias de jogadora xD

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