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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
11
2009

História do Mundo

Escritor: Vitor Vitali

historia-do-mundo

Me sentei naquela poltrona verde desbotada como sempre fazia e tentei ficar confortável. O papel de parede amarelado e desbotado rodeava aquela sala acompanhado por quadros de grandes nomes como Jesus – O Cristo; Karl Marx; Thor e Adolf Hitler. Engraçado terem trocado os quadros da semana passada, pois esses muito mais me agradavam. Haviam Stalin; Freud; William Wallace; Neil Gaiman e um sujeito de face quadrada que não me recordo o nome, além de alguns outros. Mas claro, nunca cheguei a conhecer de fato nenhum deles, só o que me contam sobre.

Como sempre, estava sozinho e as luzes da sala estavam apagadas. A única fonte de luz vinha de uma pequena abertura na parede atrás de mim, perto de uma grande mancha de umidade na parede, aonde estava o projetor barulhento.

Dessa vez, além da usual poltrona verde com cheiro de mofo, havia outro móvel na sala. Ao meu lado esquerdo estava uma pequena mesa de madeira com as pernas meio tortas pelo tempo, e em cima dela estava um porta retrato aonde se via uma família com um homem, uma mulher e uma criança. Não tenho idéia de quem sejam e não sinto empatia por eles, além disso, me pergunto porque eles colocariam aquela foto ali. Porque?

De súbito a luz asmática atravessa por cima de minha cabeça vindo do buraco do projetor e se projeta na parede a minha frente. Lá, vejo os mesmo números de sempre em sua contagem.

1… 2… 3… 4… 5… e o Bip. Então aparece o título meio torto e alguém o acerta na sala de projeção. Na imagem projetada pode-se ler: “História do Mundo – Capítulo Dezesseis – História das Armas”

Então surge o usual boneco de desenho animado, agora vestido de homem-das-cavernas, tão preto e branco quanto o filme, e inicia sua explicação enquanto várias imagens relacionado ao que está sendo falado vão surgindo na tela e são entrecortadas por desenhos infantis mais didáticos em certas partes:

“Olá amiguinhos, e bem vindos a outra excitante aventura pela conhecimento! Saibam que a aventura de hoje é de extrema importância se quisermos compreender o fim de tudo! Como bem vimos em aulas anteriores, ao descermos da árvores a medida em que o clima esquentava, começamos nossa vida nômade pelo Planeta Terra! Caminhávamos daqui para lá, de lá para cá sem nunca ficarmos muito tempo em um lugar. No entanto, gostávamos em especial de usar cavernas nas rochas para nos abrigar da chuvas e do inverno. Nesse tempo costumávamos desenhar em suas paredes esperando que aquilo que pintávamos virasse a realidade…”

O filme avançou e congelou em uma cena onde o apresentador animado estava em meio a uma fala e sua expressão congelada em uma careta era mais cômica que o usual. No entanto depois de um barulho vindo da sala de projeção, o filme retornou a passar mesmo estando um tanto mais torto para o lado direito.

“…então afiando pedras que podíamos encontrar em nossas viagens criamos ferramentas que usávamos para cortar peles, para nos esquentar, abrir frutas, talhar e muito mais. Sim amiguinhos, inclusive para matar os animais. Afinal, as calorias proporcionadas por frutas e sementes não seriam suficientes para manter vivo o bravo homem-da-caverna. Haha, então usando machadinhas e lanças espetávamos e cortávamos ursinhos e coelhinhos para alimentação e vestimenta.

Usávamos também os ossos, após afiados, como novas e tecnológicas armas de guerra, seja contra a natureza ou contra viajantes hostis. Então continuamos andando de lá para cá, atravessando rios congelados em certas épocas, indo para todas as terras do mundo, nos espalhando. Começamos a nos fixar, e com isso descobrimos várias coisas novas como o todo poderoso ferro! Muitos de vocês não devem saber, mas nós, os seus antepassados, não eramos grandes mineradores, mas acredite ou não, nossa maior fonte de ferro era de meteoritos, calcule então quanto valiam as primeiras armas e peças de ferro! De qualquer maneira, amiguinhos, quando nos tornamos bons mineradores, criamos armas com mais frequência, vencemos mais inimigos, ganhamos mais terras e prosperamos. Veio então uma nova era e a lâmina foi parcialmente deixada para trás e começamos a matar uns aos outros com ponteiras de chumbo arremessadas em alta velocidade pela combustão de enxofre e salitre, conhecida como pólvora. Ah, que maravilha era a pólvora, já chegou mudando o rumo de diversas guerras. Não havia mais espaço para a lâmina, e o arco foi substituído pelo seu sucessor endemoniado que cuspia fogo nos campos de batalha e derrubava inimigo após inimigo. No entanto, precisávamos achar novas formas de matar uns ao outros, sem perder muitos dos nossos. Criamos então bombas e mais bombas que podiam arrasar quarteirões ou países inteiros. Foi a era de ouro da fissão nuclear! Então tivemos depois a fusão nuclear e logo após a anti-matéria! Eram fogos de artifício para ninguém botar defeito certo, amiguinho? Não, muitos passaram a não gostar, pois além de matarmos o inimigo, perdíamos o território que podíamos conquistar. Criamos então bombas sônicas e armas biológicas controladas. No entanto, uma das bombas biológicas fugiu do controle quando o vírus sofreu mutação e passou a infectar todas as formas de vida. Ai ai ai ai ai, em amiguinho? Grandes problemas! Então, esse foi o fim da nossa raça, como já foi citado anteriormente. Espero que tenha gostado da aventura de hoje através da história e espero você no capitulo que vem! Tchauuuuuu!”

O filme travou por alguns segundos e parou com o barulho mecânico de sempre, seguido por uma baforada de vapor vinda do buraco do projetor. Então ele se apagou, e fiquei em silêncio, sozinho naquela sala escura com cheiro de mofo e umidade. Em breve alguém viria me buscar para me levar de volta para meu quarto.

Respirei fundo. Tudo aquilo começava a me irritar. Porque me trazer de volta? O que eles queriam passando aqueles inúmeros filmes idiotas para mim depois de passar anos me ensinando coisas em uma sala de aula? Queriam saber qual seria minha reação? Descobrir como nós, humanos, agimos no passado? E porque tudo aquilo tão antigo? Projetores, poltronas, porta-retratos; qual o sentido de tudo isso?

Uma musiquinha de quermesse começou a tocar pelos tuberculosos alto-falantes da sala e parou após alguns segundos, então a porta se abriu e uma luz branca invadiu a sala até que meus olhos se acostumassem com a luminosidade. Parado na porta, me esperando, estava um ser alto, magro e esbranquiçado, com a pele semelhante a de um sapo. Eles não falavam comigo, mas eu os sentia olhando minha mente. Olhando meus pensamentos, dessa forma eles sempre sabiam o que eu queria falar.

Como eu poderia esconder deles que eu quero fugir desse lugar? Fugir de tudo isso?

Sua face sem olhos, mudou. Talvez estivesse sorrindo da minha idéia, não sei dizer. Odeio ser um clone.


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