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– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

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Nov
25
2009

O Caçador – Uma Montanha Dentro de Outra

Escritor: Jones Viana Gonçalves

o-cacador

– Então aquele tamuraniano estava mesmo certo afinal! – Exclamou Honus ao encontrar a entrada da caverna que tanto o homem havia lhe falado.

Aquele tamuraniano apareceu em Berck há cerca de três dias falando sobre um tesouro, uma montanha dentro de outra como ele mesmo teria dito, porém tal fortuna só poderia ser acessada por um ser pequeno como o halfling já que a única passagem conhecida era uma fenda nas rochas com cerca de cinqüenta centímetros de diâmetro pelo qual um homem ou elfo jamais passaria o que dizer então de um anão. Honus olhou para a fenda que tanto o bêbado havia falado e pensou que mesmo um halfling gorducho não passaria. A principio o pequeno não deu credito as historias do homem, afinal porque ele falaria daquilo com alguém, ou mesmo como o tamuraniano poderia saber que ali naquele buraco poderia existir um caminho para tamanho tesouro, porem a curiosidade característica de sua raça fora maior.

Por dois dias Honus resistiu a tentação, não pode mais resistir então aprontou seus equipamentos e alguns bons metros de corda, colocou-os sobre o pônei e ao meio dia ele saiu de Berck e no fim da tarde chegou as montanhas. Em meio a escalada da montanha o halfling encontrou as marcas que exaustivamente o bêbado descreverá, duas pedras esculpidas no formato de cabeças de lagartos, uma em meio a trilha com a fuça apontando para um arvoredo e a outra sobre a fenda no meio do arvoredo. Com um pouco de força ele removeu a pedra que era quase de seu tamanho, porém de uma leveza extraordinária. Da fenda o ar quente subiu, o halfling atirou uma pedra e a ouviu estalar e bater contra as paredes até o som se perder o que demonstrava se tratar de uma longa distancia a ser vencida.

Preparou uma de suas cordas com uma ponta amarrada a uma arvore e a outra em sua mochila a qual levemente desceu pela abertura com todo cuidado. Depois que sentiu a corda esticada pelo peso de seus equipamentos tratou de descer pela fenda sempre agarrado a corda. Com certa agilidade Honus chegou a outra ponta da corda e constatou o que temia, a corda não alcançou o fundo do poço e a mochila trancou o caminho do halfling, porém mais abaixo ele podia ver uma luz, do que se tratava ele não sabia. Pegou sua adaga e ressentindo-se do que precisava fazer cortou a corda e ouviu a mochila cair explodindo na no que poderia ser água. O pequeno então atou a ponta de uma segunda corda aquela que já estava presa para enfim retomar a descida.

Ao chegar no fim da fenda presenciou algo inusitado, a cinco metros mais ou menos abaixo da parede um lago subterrâneo tinha seu leito, a câmara dentro da montanha era muito ampla e a luz que vira provinha de grandes fogueiras no centro de uma vila nas margens do lago. Honus desceu até o lago e deixou-se soltar, parecia ser fundo, mas o halfling aprendera a nadar muitos anos antes. Olhou para os lados e enxergou a sua mochila boiando e usou-a para chegar até a margem do lago.

Ficou escondido por um tempo tentando descobrir que tipo de criatura fixara uma vila ali dentro daquela caverna. Não demorou muito e pôde ver um dos habitantes, melhor não um, mas pelo menos uma dezena que saia de uma abertura gigantesca do outro lado da câmara. O pequeno espantado com o que via segurou um grito de pavor, já que logo ali dez homens lagartos de escamas avermelhadas trocavam resmungos ininteligíveis, pelo menos para as raças civilizadas. Uma espécie desconhecida para o halfling, sabia que homens lagarto eram comuns em pântanos, mas não ali no interior de montanhas.

Por mais um tempo o pequeno observou já pensando em ir embora, deixar aquelas cavernas, mas então um novo habitante lhe fez parar. Um dos homens lagarto vindo de outra abertura trazia em suas mãos uma pedra do tamanho da cabeça do halfling, uma pedra preciosa. Rapidamente o lagarto adentrou no túnel maior e sumiu. Honus movido pela descrição do tesouro tanto descrito pelo tamuraniano e tanto mais fantasiado pelo pequeno passou a seguir de longe a besta, ficando sempre escondido e atento a qualquer movimento.

O túnel seguia descendo por muitos metros e o lagarto não parava ao contrário caminhava cada vez mais rápido e o calor só se fazia aumentar conforme o halfling descia seguindo a criatura as tochas ficavam cada vez mais espaçadas umas das outras. Quase um quilometro a frente uma nova câmara maior que a da vila a beira do lago e também muito mais iluminada por uma luz vermelha que vinha debaixo. O pequeno parou esperando nas sombras do corredor, já seu alvo seguiu pelo caminho o qual transformava-se em uma plataforma sobre um penhasco e lá na extremidade da formação rochosa uma espécie de altar tinha seu lugar.

Honus observou de longe o ser se aproximar de outros três de sua espécie, porém um daqueles novos indivíduos era maior que os outros e tinha tanto a cabeça quanto o corpo enfeitados por pequenos crânios de animais e espinhas de peixes. Parecia ser uma espécie de xamã. O recém chegado fez seu achado chegar as mãos do lagarto maior que levou a jóia para cima do altar junto a outras menores, as criaturas reverenciaram aqueles objetos e então os jogaram para dentro do penhasco. Por mais algum tempo o halfling esperou até que aquelas coisas finalmente saíssem daquele lugar e voltassem para a vila.

Com cuidado Honus caminhou pela plataforma natural, o calor intenso do local misturado ao estranho som do vento que mais parecia a respiração de uma besta colossal assaltaram seus sentidos. Então ele olhou para baixo e sobressaltado pela visão teve de se apoiar no chão para não cair. Lá muitos metros abaixo um outro lago se espalhava pelo fundo da câmara e este era também a origem da luz avermelhada, não um lago de água, não, tratava-se de um lago de magma. A visão de toda aquela lava poderia ter sido o motivo da tontura momentânea do halfling se não houvesse outra coisa ali que era ainda mais espantosa.

– Uma montanha dentro de outra! – Murmurou o pequeno lembrando-se do que o tamuraniano lhe dissera.

No centro do lago incandescente uma ilha se formara, o solo rochoso erguia-se pelo menos a dois metros sobre a lava bem abaixo da plataforma, uma extensão arredondada com aproximados dezesseis metros de diâmetro, sobre ela uma pilha de ouro, prata, jóias, pedras e outros artigos valiosos cuja base só não escorregava para dentro do lago por existir uma mureta de pedras e rochas. Dali a pilha se elevava em cone por dez metros de altura, nada que Honus jamais vira em todas as suas andanças se comparava com aquilo.

Levou alguns segundos para recuperar-se e logo que o conseguiu pôs a trabalhar. Não sabia se as coisas lagarto voltariam ou não, por isso precisava ser rápido. Retirou seu ultimo rolo de corda da mochila, o único que trazia dentro desta, e prendeu-o no altar também atando uma das pontas em sua cintura, fez vários nós na extensão da corda para poder segurar-se mais firmemente e então iniciou sua descida.

A cada metro o calor aumentava ainda mais fazendo com que suas mãos suassem e seu corpo também, junto ao calor os ruídos do vento pareciam se fortalecer também. Com os pés descalços o pequeno pode finalmente tocar o metal aquecido pelas altas temperaturas daquele local, não fosse os halflings terem a sola de seus pés fortalecidos como o solado de botas ele teria tido terríveis queimaduras. Abriu a mochila com avidez e começou a coletar jóias e ouro, seus olhos sempre atentos ao que acontecia na plataforma, mal sabia ele que o perigo viria debaixo de seus pés. A montanha de riquezas começou a tremer como se um terremoto tomasse conta dela, o vento ruidoso se intensificou e Honus desesperou-se, colocou a mochila em suas costas com o que conseguira coletar e escalou. Ágil e rápido como aqueles de sua raça o pequeno em pouco tempo mesmo com o peso de seu espólio conseguiu chegar ao topo, olhou para baixo e o tesouro ainda se mexia tomando a forma de um colosso reptiliano, uma criatura que nem mesmo em seus sonhos o halfling desejou ver.

********

De um ponto bastante afastado tanto de Berck quanto das montanhas o tamuraniano observava com satisfação a explosão nas encostas para onde teria enviado o pequeno halfling.

– A primeira parte do plano correu conforme o planejado. – Deixou escapar ele com ares de satisfação.

O primeiro vilarejo a ser atacado foi o mais próximo da montanha. A onda de guerreiros répteis montados em lagartos gigantes e guiados por seu mestre devastou a pequena vila de nome Toril, depois ainda no mesmo ímpeto chegaram à Sardof mais ao leste, ninguém sobreviveu. O terceiro e maior entre os povoados daquela região logo fora atacado. As pessoas de Berck estavam mais preparadas para resistir ao assalto que os outros dois já que quando seus visinhos foram atacados pode-se ver da cidadezinha o massacre ocorrendo ao longe, porém mesmo não tendo sido surpreendidos o povo fora dizimado. Muitos tentaram fugir antes e foram caçados por todo o vale. Para toda a regra deve-se existir a exceção e o tamuraniano precisava que pelo menos um sobrevivente escapasse. Divisou entre os refugiados um cavaleiro que se distanciava de todo aquele horror, mas era seguido por dois dos homens lagarto que em seus lagartos gigantes conseguiam alcançar altas velocidades. Tzuki forçou mais a sua visão e com um sorriso pode perceber se tratar de uma criança, cada vez mais seus planos eram favorecidos.

Com o rosto jovem de outrora sem marcas ou cicatrizes o shinob ficou parado no meio da trilha com suas duas Ninja-to preparadas. O cavaleiro vendo o tamuraniano não parou no primeiro instante, continuou seguindo em frente. Tzuki esperou que os dois lagartos se aproximassem em carga para saltar acrobaticamente atacando aquele que primeiro o atacou. O golpe preciso das espadas em conjunto contra a criatura a fez cair de sua montaria. O segundo oponente esperava atingir o tamuraniano no momento de seu pouso, mas em movimento fluido o Shinob voltou ao ar saindo do alcance da besta. Depois de voltar ao solo ele caminhou até o oponente caído e terminou o serviço enquanto o outro tentava fazer seu lagarto retornar.

No momento em que a criatura voltava o tamuraniano embainhou suas espadas e mexendo dentro de sua túnica retirou duas Shurikens vermelhas como sangue.

– Vamos ver o que estas belezinhas podem fazer. – Riu-se o assassino enquanto arremessava os projéteis.

Um dos Shurikens passou ao lado da cabeça do agressor, porém o outro atingiu-o no peito, como se nada houvesse acontecido o homem lagarto continuou montado e avançando até que quando estava frente a frente com o Shinob ele caiu. A montaria passou pelo tamuraniano e seguiu com seu cavaleiro imóvel sobre ela voltando para as montanhas. Tzuki então pôs-se na direção do refugiado de Berck, a criança montada. Caminhou algumas horas em direção a capital para então encontrar o cavalo parado com o garoto inconsciente em seu lombo. O assassino sabia o que teria de fazer para que seu plano fluísse, por isso tomou as rédeas do animal e conduziu-o para Valkaria.

9 Comments»

  • Demorei para achar uma imagem.. e acho que coloquei um ninja muito bombado para uma história que tem um halfling =) hehehe… mas eu gostei das katanas na imagem!

    Gostei da história, bem rpg … e é continuação do seu livro certo Jones?! Você comentou isto no e-mail. =)

  • Jones says:

    Isso ai Guns, esta é a primeira parte de uma continuação de Loucura Vermelha, o que aconteceu depois que Tzuki foi digamos assim recrutado por Igashera! Isso você lê aqui. Espero por mais comentários, vamos pessoal comentem e quem não leu Loucura Vermelha o link ta na resenha do conto he he he he merchan é sempre bom!

  • Hehehe, o Jones virou um commets addicted!! 😀

  • Jones says:

    Não é pra tanto, é que eu gosto de ver o que o pessoal que esta lendo acha do conto, se estão gostando, se não estão gostando, pra que serve disponibilizar aqui se ninguém te dá um feedback????

    Feedbacks incentivam a escrever mais.

  • Luis says:

    Ei Jones, acabei de ler, e cheguei na seguinte conclusão : o seu estilo de escrever eh bem parecido com o meu, hehe

    o texto flui bem, e tenho 2 criticas construtivas a fazer :

    apesar de estar bem escrito e facil de ler, percebi que faltou sentimento, emoção, nas frases.

    outra coisa : achei o ritmo dos acontecimentos muito lento, mas eh claro que tem muita gente que gosta da forma como foi feita a estoria, hehe

    Eh isso ! Continue escrevendo, e vou esperar mais contos aqui no ONE !!

    Flw !

  • Vitor Vitali says:

    Outro conto legal do Jones que me dá IMENSA vontade de jogar RPG. Acho que vou remontar meu grupo.

  • Lento? Eu quase fico sem fôlego, só na leitura! Se for mais rápido… tá loko! Jones, ainda bem que a Loucura Vermelha continua.

  • Eu deveria ter colocado a capa do Loucura Vermelha como imagem.. sabe pq não o fiz?! … pq sou burro, e só pensei nisso agora. 😛

  • Jones says:

    He he he he Sem problemas, essa ficou muito boa, mas tipo se quizer colocar nas próximas partes esta liberado he he he he

    Só mais três semana e volto a escrever!! Matemática é dóze!

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