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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
06
2009

O Fã – Parte 2

Escritor: Jones Viana Gonçalves

o-fa

Quatro horas depois o detetive retornava a delegacia sem ter conseguido nada de novo em suas visitas. Já Marlon por outro lado havia feito algum progresso tendo o nome da vítima e endereço.

– O cara era da Bom Sucesso mesmo. Um chefe do trafico da área.

– Qual o nome? – Perguntou Tiago interessado.

– David Schineider!

– O Alemão da Bom Sucesso? – Agora Tiago estava surpreso.

– Ele mesmo.

– Ou esse cara é muito doido e entrou dando porrada no pessoal do Alemão, ou o Alemão deu mole e foi pego cagando.

– Olha, eu mandei uma viatura até a casa conhecida do Alemão.

– E?

– Fazem dez minutos apenas Tiago, acho que ainda nem chegaram lá.

– Ok. Deixa eu examinar as provas do caso enquanto esperamos.

– Ta tudo sobre a mesa na sala 2B. Eu vou tomar um café pra ver se consigo agüentar mais umas horas de pé.

– Vai lá.

Tiago seguiu pelo corredor indo na direção da sala 2B. Lá encontrou todas as provas sobre a mesa. Primeiro folheou os relatórios de autopsia. Todos os outros quatro mortos haviam tido o mesmo destino do Alemão, todos esfolados e pendurados pelos garrões em algum lugar publico. O que mudavam eram as causas das mortes. A primeira estrangulada, o segundo degolado com dois cortes paralelos na carótida, o terceiro tinha oito pares de perfurações paralelas na altura das costelas dos dois lados do tórax. Sendo quatro pares de cada lado, o quarto tinha um projétil parecido a um dardo preso em seu crânio, a primeira arma apreendida.

– Bom, parece que teremos um longo trabalho pela próxima semana. – Disse Tiago para si enquanto largava os relatórios sobre a mesa.

Distraidamente examinou as outras provas. Cinco pegadas de gesso idênticas, os óculos de visão thermal e por fim a lança. Nesta ultima demorou uns minutos antes de tocar o dispositivo de abertura, e com um estrondo a lança se abriu. Nada de tecnologia, apenas molas ele pensou e riu-se distraído, mas logo algo chamou-lhe a atenção. Duas marcas bem conhecidas “LS” gravadas no corpo da arma.

– Te peguei Predador, desta vez você vacilou mesmo. – Tiago passava os dedos nas marcas.

– Ei, Tiago. Cara as coisas ficaram piores!

– Calma Marlon. O que aconteceu?

– Na casa do Alemão. Tem mais quatro corpos pendurados lá dentro.

– Putz, então o cara é doido mesmo!

XXX

Meia hora depois os dois homens entravam na casa do Alemão, os corpos jaziam pendurados e não haviam sido esfolados, apenas colocados ali para apodrecerem.

– Ele só esfolou a presa principal.

– Como é?

– Ele não tinha tempo Marlon, a presa principal era o Alemão. Então foi o único a ser esfolado. Vamos dar um giro pela casa.

Tiago marcou cinco pontos onde existiam sangue pelo chão, dentro e fora da casa. Assim como outros pontos onde haviam as tradicionais marcas de botas.

– O cara pegou um a um. Deve tê-los atraído ou pego eles de surpresa mesmo. Acho que o nosso amiguinho pode ter treino militar.

– Como pode ser?

– Marlon, os pontos onde tem maior quantidade de sangue são onde os corpos caíram, ou foram feridos primeiramente. Ali o sangue ainda não tinha coagulado e todos estão longe uns dos outros.

– O cara usou de muita estratégia pra tirar todo esse pessoal de dentro da casa.

– Ou não! Ele observou e agiu nos momentos certos. Vai lá, junta as provas e manda os corpos para autopsia.

– Ta, já sei! A rotina de sempre.

– Isso você está aprendendo.

– vai pra onde?

– Ver um conhecido.

Tiago voltou para o carro, precisava ir ao distrito industrial. Lá encontraria a Lootar Swords, uma fabrica de itens colecionáveis, talvez a única no Brasil que trabalhava com produtos sob encomenda. Sua especialidade eram espadas. Por algum tempo o detetive ficou retido na recepção até o dono da empresa poder atendê-lo. Dos lados do banco onde estava sentado duas armaduras replicas da usada por Sauron no filme do Senhor dos Anéis estavam dispostas segurando suas armas apoiadas no chão. Enquanto o policial analisava os itens Alexandre chegou.

– Essas deram algum trabalho!

– Só imagino.

– No fim o cliente desistiu da compra. Em que posso ajudá-lo detetive?

– Sua fabrica cresceu desde minha última visita.

– Lembro-me de sua aquisição detetive. Uma Katana com diversos detalhes e ideogramas.

– Sim, isso mesmo.

– Bom, a fabrica cresceu bastante. Estamos exportando nossos produtos e os pedidos não param.

– Isso é bom!

– Sim é, mas acho que não foi por isso que veio.

– Não, não foi. Vim por causa de um item em especial, uma arma de um filme.

– Irá me desculpar detetive, mas não fazemos mais nada sob encomenda.

– Não, não! Não é uma encomenda, é algo que vocês já fizeram.

– Certo o que seria?

– Armas de Predador!

– Faz muito tempo então.

– Como?

– Sim, eu as fiz quando tinha uma oficina de fundo de quintal nos anos noventa. Um dos meus primeiros itens.

– Nunca fez mais nada do tipo depois?

– Não. Fiz apenas um set completo de armas que incluíam garras retrateis, uma lança retrátil, um disparador de arpões e uma mascara metálica.

– Disparador de arpões?

– Por pressão, como aquelas espingardas sabe?

– Sim, lembra pra quem foi?

– Deve estar nos arquivos.

– Se importa em procurar pra mim?

– Poderia me dizer pra que quer?

– Digamos que a lança esta em uma sala de evidencias de um assassinato!

– Bom, me acompanhe detetive, por favor.

– Marlon? – A voz de Tiago saia do celular de seu parceiro.

– Sim Tiago, diz ai onde você está?

– Indo a um endereço. Faz um favor. Busca nos arquivos por um nome.

– Só um nome? Não tem mais dados?

– Se tivesse eu te diria!

– Certo, manda.

– Felipe da Silva Souza, um nome bem comum, mas o cara mora na RS 118, próximo ao viaduto da 79.

– Ta, nome e endereço. Beleza vou dar uma olhada, espera ai.

– Estou quase na frente da casa.

– Ei, calma ai cara. Espera pela informação e dependendo espera por mim.

– Depressa!

– Vou demorar o tempo que o computador precisar para cruzar os dados.

– Ok, vamos de uma vez!

– Ta, ta aqui. 32 anos, tem ficha por agressão e porte ilegal de armas brancas.

– Porte ilegal de armas brancas? Isso existe?

– Sim, se você não tiver porte para armas brancas não pode carregar este tipo de armas.

– Não me diga! Algo mais?

– Não.

– Preciso que fale com a juíza, pede pra expedir um mandado contra esse cara.

– Como assim?

– O nome dele aparece na LS como o de um comprador de armas iguais as dos filmes do Predador.

– Ta brincando?

– Não mesmo!

– Espera que vou entrar em contato com a promotoria.

– Não demora, quero por as mãos neste filho da puta!

– Certo.

XXX

Quatro horas depois Tiago, Marlon e outros policiais invadiram o local. Encontraram pele humana, os documentos das vitimas e as armas usadas nos assassinatos, mas não encontraram o suspeito.

– Filho da mãe, ele não ta aqui.

– Ei Tiago, você não viu ele sair e muito menos voltar!

– E nem dentro da casa. Agora com toda essa confusão o cara deve ter sido alertado.

– Bom tiramos todos os brinquedinhos dele e também vamos colocar o nome dele entre os procurados.

– Eu sei, mas eu queria pegar o cara.

– Mas desta vez não deu!

– Tudo bem, vai lá, leva tudo pro nosso local de provas.

– Certo.

XXX

Já era tarde da noite quando Marlon saia da delegacia e ia pra casa no centro de Gravataí. Parou o carro em frente ao portão e esperou alguns segundos enquanto o motor trabalhava para abri-lo. Queria entrar e tomar uma ducha, depois iria pular na cama, estava cansado. Ao sair do carro sentiu uma preção contra o pescoço e a dor da faca entrando entre suas costelas.

– Isso vai ficar de aviso pro teu colega. Ele me fez mudar de planos, vou ter de sair do país por algum tempo, mas quando voltar vou direto atrás dele.

Marlon viu o mundo escurecer, então só o silêncio reinou.


Categorias: Contos,O Fã | Tags: ,

6 Comments»

  • Jones says:

    E Finalmente o final!!! he he he he Brincadeirinha, bom esse foi o meu primeiro conto policial, eu sei, não foi lá essas coisas, mas prometo melhorar he he he he he ou não!

  • Caraca, ja comentou. Tento sempre ser o primeiro, mas hoje ta complicado. Tem mais um três contos para eu dar um parecer ainda. CYA!

  • Vitor Vitali says:

    Conto interessante, gostei :]

  • Jones says:

    Obrigado Vitor!
    @Guns, cara meio dia eu to sempre aqui he he he he, as vezes não da tempo de ler os contos dos outros, mas tipo ser o primeiro a comentar um conto meu fica fácil he he he he!

  • Muito bom, especialmente o final… Gostei, Jones! Ow, mas “pressão” é escrito com dois “S”…huahauahua…só pra pegar no teu pé…

  • Thainá Gomes says:

    Acabou?Eu fiquei com gostinho de quero mais…

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