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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
04
2009

O Livro das Metamorfoses – Silêncio

Escritor: E.U Atmard

o-livro-das-metamorfoses-silencio

Quando Mr.A acordou certa manhã, ele apercebeu-se que tanto a sua boca como os seus ouvidos tinham desaparecido, e apercebeu-se dos estranhos eventos que estariam para acontecer.

Primeiro pensou que tudo se tratasse de um sonho. Passou as mãos por onde antes tinham estado os seus lábios, e apenas encontrou a pele lisa e sedosa, como a de um bebé. Se era um sonho era um incrivelmente real. Não conseguia ouvir nada, nem sequer os seus próprios pensamentos. Estava tudo estagnado. Tudo parado. Tudo silencioso.

Tomou banho, vestiu-se, e dirigiu-se para o trabalho. Pelo caminho encontrou uma sua vizinha, a jovem ruiva, que o cumprimentou e insistiu que ele tomasse o pequeno almoço com ela. Por alguma razão, talvez não fosse tão notável assim, ela não havia notado nas deformidades de Mr.A. Ele entrou, pendurou o seu pesado casacão, e sentou-se. Pegou no bloco de notas que tinha no bolso e explicou que estava muito rouco e que a simples tentativa de falar o prejudicava imenso. Ela sorriu, e disse-lhe alguma coisa. Ele mal percebeu, mas, de alguma forma, sorriu, e respondeu-lhe que não se preocupasse, que estava tudo bem. Mr.A era uma pessoa muito calorosa.

Ela tinha preparado um pequeno-almoço que, faltando-lhe a diversidade era compensado com qualidade. A jovem ruiva, cujo nome era Dacia, era de facto um tipo raro de pessoa, que vivia ainda entre os tempos antigos, em que as pessoas ainda obtinham a comida por meios próprios, e os tempos modernos, em que as pessoas apenas a compravam. Ela mantinha o seu gado numa quinta longínqua, apenas para consumo próprio, e comprava os condimentos, pois comia quase unicamente pão. E ao olhar para aquela refeição, Mr.A não conseguia deixar de pensar quão rica ela era, quão saborosa e suculenta, apesar de limitada, e ao mesmo tempo quão cruel estava a ser para pobres animais que nada tinham a ver com o seu problema. Deleitou-se com as tostas e o pão caseiro, e com o leite fresco e aromatizado, bebeu um licorzinho para acompanhar tudo aquilo, um péssimo hábito que tinha, e depois deitou-se no sofá de Dacia, a recuperar da investida contra o alimento. Apenas sabia que raras haviam sido as vezes em que tinha ficado tão feliz com a comida.

De repente sentiu um frio a vir da porta. Tentou acordar do seu transe e por fim viu um homem na sua sala de estar. Um frio percorreu toda a sua espinha enquanto via Dacia estendida no chão, deitada abaixo pelo impiedoso homem. A simples menção do seu nome causava já a mais negra e mais profundamente amedrontada das respostas, por isso digamos apenas que ele já era conhecido desde o tempo do Sacro Império Romano-Germânico.

Ele entrou na sala com toda a sua omnipotência, derrubou a jovem ruiva Dacia, e dirigiu-se para Mr.A. Olhou com desprezo para o quarto e até cuspiu para o chão. Depois agarrou no amedrontado Mr.A e atirou-o contra a parede. Ele tremia de alto a baixo, e foi com muita dificuldade que A. conseguiu pegar no papel e escrever que não conseguia ouvir, que por favor escrevesse no papel. O bruto homem agarrou nele, e simplesmente o levou a ele, e a Dacia com ele, ao ombro.

A. entendia agora as desvantagens de não ouvir o que os outros tinham para dizer, mas também as vantagens belas de se ter uma desculpa para não se ouvir. E num último momento de raiva, A. como que abriu dolorosamente a sua boca, e com um grito soltou todas as barreiras, e era de novo hábil para falar, como para ouvir. Ainda persistia a dúvida, se aquilo era um sonho apenas dele, pois ninguém reparava na falta dos seus lábios, ou das suas orelhas. E como tinha ele comido. Não sabia. Apenas soube cuspir o sangue que se mantinha na sua boca de a ter aberto, e com a dor imensa, desmaiou.

11 Comments»

  • História bem no estilo do Atmard, é bem legal, mas confusa… =D

    Ela vai indo normal, casa sem boca e tal, ai sai para comer com mulher bonita… aiii começa a loucura. hehehe no bom sentido. Que foi que aconteceu com o Mr. A ?!

    Tem continuação certo?

  • Luiz says:

    Esse conto me lembra da cena em Matrix onde Neo perde a boca. Foi estranho, mas muito legal! XD

  • Yolanda says:

    É a primeira vez que visito o site, e confesso que estou adorando! Diferentes textos, diferentes autores… Muito bacana!

    Conto muito original, surreal!

  • A originalidade é um marco visto na grande maioria dos contos aqui do ONE! =) Volte sempre Yolanda. =)

  • E.U Atmard says:

    Eu inspirei-me no “A Metamorfose” do Kafka, e como o seu Josef K. agia normalmente mesmo estando transformado numa barata descomunal. A história continua em estilo crossover com outras histórias…em breve envio a continuação!

  • Sei que é pecado, mas nun li Kafa. Tenho um amigo que gosta muito e ja me pediu para ler ester livro A Metamorfose. Claro que lembrei de Kafka, quando li o título, mas foi puramente por causa da palavra metamorfose, ja o texto não saberia dizer. =)

  • Jones says:

    Bah Guns compartilho da tua vergonha, Num li Kafka ainda. Mas esta na minha lista, como sempre Atmard, muito bom o conto, com todas as loucuras costumeiras de nosso amigo portuga he he he he

  • Vitor Vitali says:

    Eu comecei a ler e parei. Achei chatinho ^^

  • Vitor Vitali says:

    Sobre o conto, eu gostei achei interessante mas parece que faltou algo. Não sei bem o que.

  • Realmente faz lembrar de Kafka, igual ao Vitor, eu não cheguei na metade =P (por causa dele, não tive coragem de ler o Processo).

  • Abraão says:

    O conto é interessante, mas incoerente.
    O personagem, com limitação na sensibilidade, percebe o ambiente e não precisa se adaptar às novas propriedades que devem lhe servir de guia. Ainda compreende a história da moça e a consumação do alimento ocorre. Sendo que até a própria percepção do alimento deveria ser diferente – como o olfato – pela limitação da sensibilidade gustativa.
    Posso estar me precipitando e haver continuação para compreender melhor os pontos que citei. Mas sugiro rever, como foi feito ao final, em que o personagem principal volta a ter uma limitação. Mas o grito deveria fazer com que o sujeito utilizasse algo para abrir uma brecha em sua boca, já que ela não existia no sentido que compreendemos costumeiramente.
    E não, não lembra Kafka. A ideia principal de Metamorfose é a divagação a partir dos pensamentos do personagem. Aqui isto não existe. Apenas uma breve aplicação da limitação e tentativa de rotina. Em A Metamorfose ainda o sujeito não consegue seguir com seu dia a dia.
    Sugiro rever estes pontos. O conto é diferente e sua revisão / continuação pode revelar uma boa história.

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