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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
06
2009

O Menino e o Lago

Escritor: Adilson Pinheiro

o-menino-e-o-lago

Enquanto o vento corria por toda encosta, mexendo com as árvores, acariciando o campo, dando silhuetas bizarras aos diversos elementos que compunham aquela natureza… O menino estava lá. Sozinho. Ouvindo o canto pavoroso do vento forte. Na pequena ponte que cruzava o lago, sentado, os seus pés também pequeninos sob a água.

-“será mesmo que sou eu?”- Ele dizia baixinhooooo… A se ver naquele espelho azulado.

A cada pensamento ele balançava os pés, desfazendo sua imagem, por horas… Assim passou toda à tarde. O lago refletido nos olhos negros do menino. Os olhos negros, a consumir aquelas águas. O lago refletia o menino. E o mesmo refletia no lago, o porquê de tantos porquês… E um a um passou pela ponte, o que ele denominava de “sentimentos”. O pequenino os olhava, de cima a baixo. Cada detalhe cada nuance por menor que fosse. E sempre que passavam por ele, ele tornava a observa o lago…

O primeiro a se apresentar foi o amor… Chegou daquele jeito, como quem não quer nada, mas, há muito estava ali, sem ser percebido, assim como o menino, só observando as coisas. Entretanto, ele não tentava entende-las. Queria apenas senti-las. Em suas doses mais “cavaladas”. Uma overdose de extremos… Do choro soluçante ao riso frenético, da perfeição a ruína… As coisas para ele só faziam sentido assim. Saltitava, pulsava da mais pura alegria para há mais profunda fossa de tristeza, em menos de um minuto o mundo era destruído e ressurgia incontáveis vezes.

O menino olhou intrigado. Esperava mais de alguém como o amor. O que via na frente da ponte, prestes a dar o primeiro passo? Outro menino, assim como ele pequenino e fascinado com tudo que o cercava, mas, estava sujo, sujo, sujo… Imundo.Despenteado, usando trajes rasgados, que contradiziam com sua beleza quase divina. Alem disso carregava varias marcas, hematomas, feridas…

-“se soubessem que você é assim amor!”- Pensava o menino…

Mas, apesar de tudo isso, o amor não deixava de sorrir, um sorriso tão enorme que deixava o menino constrangido, fazendo-o voltar a observa seu reflexo no lago.

Alguns instantes, intermináveis, de coragem se passaram. E o amor deu seu primeiro passo na ponte. Alegre, confiante, entusiasmado… Olhou para o menino, e este permanecia na mesma posição que passou toda à tarde, havia apenas movido a cabeça de modo que pudesse vê-lo. Nenhuma expressão. Nada, nada… Ao perceber, o amor ficou triste. Deixou uma lágrima escorrer, lágrima esta que tocou o chão e respingou por todos os lados como uma chuva de verão. Em seguida ele novamente sorriu.
Quem pode entendê-lo?
E continuo a caminhar, desejando logo alcançar aquela linda criança ali sentada que passava horas e horas a balançar seus pezinhos no lago.

O menino simplesmente olhou fundo no lago, inerte, desejando não esta ali. E viu novamente seu reflexo borrado no espelho d’água, e dessa vez outra imagem se formava ao seu lado… O amor mesmo abatido, por ter sido ignorado continuava a se aproximar. Passou as mãos nos cabelos e pela milésima vez aquele dia, sorriu, a estender a mão para o menino.

– Vem, vamos brincar! – Antes que a imagem daquele transeunte se forma-se por completo no lago, o pequenino fechou os olhos.

– Não.

– Se você fosse como esta ponte, eu o acompanharia, mas, você leva a tantos caminhos diferentes…

As palavras saiam tão inocentes, que mal se notava a frieza contida nelas.

-Prefiro que vá embora… – Seus pés então criaram novas ondinhas no lago, que desmancharam por completo aquele que ainda estava se formando… Quando abriu os olhos, o menino via apenas a si, e seus pés molhados a chutar a água fria do lago, e ingenuamente sorria… Um sorriso puro. Um sorriso belo de criança.

O vento sibilava. Cantava, dançava entre as montanhas. O sol perdia sua força, e criava assim, um lindo entardecer, de céu alaranjado e calmo. Existia paz ali, mas, apenas superficialmente…

O belo lago, de tão límpido, copiava o belo céu de tom laranja. Encantando o menino, que chegava a passar minutos sem piscar, olhando o céu e o “céu do lago”, comparando-os, tentando descobrir qual era o mais fiel.

Tamanho era o encantamento que ele mal percebera o tempo passando e chegando ao seu lado. Quando deu conta que o céu que vislumbrava não era mais um céu de entardecer e sim o manto frio e estrelado vestido pela noite, muitas horas já tinham se passado, e agora o tempo sentava ao seu lado.

-Não se assuste. – Disse ele.

O menino apenas deu de ombros. Diferente do amor, o tempo, não era uma criança, mas, um senhor. Um senhor de longos cabelos brancos, barba transada, vestia um pesado manto cor de âmbar, cajado na mão e um olhar sereno que parecia ver o infinito.
O menino não achava graça no tempo, na verdade, nem se deu a delicadeza de olha-lo nos olhos. Mas, de alguma forma a sua voz macia trazia arrepios a pequena criança, que parecia cada vez menor ao lado daquele ancião. Tão pequenina, que agora seus pés não alcançavam mais as águas do seu grande amigo.

-Menino porque não vai para casa? Passas o dia todo aqui, sozinho, não tem amigos? Alguém para conversar? Eu sempre passo por aqui e você nunca me nota, sempre admirando algo no lago…

O mesmo se esforçava tentando a todo custo tocar o lago com os pés, porem, sem sucesso. Então vez um muxoxo.

– Você tem tantas perguntas… Falava ele franzindo a testa.

– Cuidado criança. Eu sempre vou passar por você nunca vou deixá-lo só, mas, você… Jamais poderá passar por mim.

O menino sentiu frio. Olhou o outro lado da ponte… E pensou o que o aguardaria ali… Daquele lado, por cima das montanhas, uma lua cheia crescia, parecia sugar as trevas para si.

Quase um grito. Silenciado por lágrimas. O menino tentou, porem o susto de sentir a água gelada, que tanto buscava nos pés o calou. Por pouco não o derrubou da ponte. Seus pés foram recolhidos, o lago agora parecia amedrontá-lo, parecia encará-lo. Parecia querê-lo…

-Tempo me dig…

Ele já não estava ali. Havia ido embora e a criança não tinha notado. No seu lugar ficou o medo. Medo de estar só. Medo daquilo que o cercava, medo de encarar aquele espelho límpido abaixo da ponte. Por um tempo ela chorou. Chorou sozinha e baixinho no meio da ponte, que cruzava um lago, no centro de um vale escuro… Ate ouvir o primeiro uivo… E depois de tantas horas sentado, finalmente se levantar.

Agora o lago parecia gigante, e ser tão pequeno naquela imensidão era apavorante. Em certos momentos a ponte parecia balançar, e o que poderia trazer mais tormento a isso tudo?

A certeza de esta sendo observado…


Categorias: Contos | Tags: , ,

8 Comments»

  • Olha, achei o conto bem legal, gosto muito da natureza e o conto me passou uma tranquilidade, só possível de ser sentida quando sentado na beira de um lago olhando o farfalhar das árvores.

    A descrição de cada sentimento achei legal também, mas a parte que mais me chamou a atenção foi o início, primeiro e segundo parágrafo… achei bem descritivo e acolhedor. =)

  • sola says:

    Vlw guns, escrever esse conto ta sendo uma terapia…

    rsrssrsr…

    Em breve mando mais, e os dados q vc pediu…

  • Lord Jessé says:

    Realmente é muito bom.
    A emoção sentida, em cada sentimento, o amor que como uma criança é meiogo e doce, mas que as vezes tal pode ser imprudente.

    Espero ver mais contos seus.

  • HIOTO says:

    Um amor não correspondido ou que ainda não foi alcançado. Foi isso que motivou esse texto, que é um misto de poesia, poema, conto e filosofia. Foi bem profundo e passa idéias escondidas na mente do autor.
    >
    Seria muito bom ver um texto seu de dez páginas, desse tipo.
    >
    Parabéns pela obra.

  • Angela NB Oiticica says:

    Bem reflexivo.

  • tim says:

    Gostei-uma operação mental que procede do simples para o complexo-Muito bom mesmo

  • Thamirys Lira says:

    Muito Bom. As Palavras Utilizadas,A maneira que se casaram uma com a outra … Ao ler,as Imagens Passavam em minha Mente! Bom texto,Parabéns!

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