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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
04
2009

O Paladino

Escritor: Eryk Cruz

o-paladino

O dia estava bom, o sol brilhava alto no céu azul, uma brisa fresca vinha do norte e a chuva rala da manhã de primavera deixara todas as folhas e plantas com um orvalho fresco e cheiroso.

O cavalo relinchou baixo, e seu cavaleiro acariciou-o no pescoço, sentindo sua longa crina por entre os dedos. O cavalo relinchou novamente, mais alto desta vez. O paladino então esporeiou levemente o animal em seu lombo, e o cavalo obediente, trotou para fora da estrada, esgueirando-se por entre alguns arbustos, para ficar fora de visão.

Depois de alguns minutos, o som do trotar de vários cavalos era nítido, e a conversa entre seus montadores era intensa e alegre.

– A inda não entendo qual o objetivo desta perseguição. Saímos de MontyGlass já faz três dias, e somos vinte, perseguindo apenas um homem – um dos soldados que estava a frente exclamou em tom zombeteiro.

– E, além disso, não descansamos há horas – um jovem soldado comentou – devíamos descansar.

A decisão foi aceita por todos, aliviados. Rirk Aian, o paladino, ainda estava escondido, mas já desmontara de seu cavalo e agora observava os soldados de perto.

Fazia três anos dês de que sua mulher morrera, e ele atribuía sua morte a Deus. Até o dia em que cinco homens invadiram sua casa enquanto ele caçava, até aquele dia, ele servira fielmente ao deus que ele julgava existir. Porém, ao chegar a casa, encontrou sua mulher com uma adaga enfiada em seu crânio. Ele perseguiu os assassinos loucamente, e vingou-se.

– Somos servos de Deus! – comandante gritou antes de morrer, e um ultimo soldado berrou: Estávamos em uma missão divina!

Que deus faria aquilo com uma mulher, com sua mulher? Ela, que sempre o cultuava, que orava e que amava deus, ela foi morta por servos de deus. Deus não existe.

Ele pensava isso, e procurava por um Deus justo no mundo, um deus que ele pensava não existir. Levantou-se, e com um suspiro nostálgico, montou no cavalo. Teria de sair da estrada por uns tempos. Por sorte conhecia uma trilha ali perto, meio decadente, mas não teria muitas dificuldades para atravessá-la.

Passou uma semana em MontyGlass, mas sua fama de assassino corria rapidamente. Depois de vingar-se da morte de sua mulher, foi perseguido por muitos outros templários. Alguns morreram, outros não. Mas ele teve que matar novamente algumas vezes. Um homem aqui, outro ali, tornou-se um assassino conhecido. Não que ele gostasse de matar.

Em seus anos de busca, deparou-se com muitas vilas e cidades, conheceu templos e pessoas. Falaram-lhe da Deusa Lua e suas filhas, de Slair o jovem deus negro, de Deus, de Grifth um deus com cabeça de coruja, de Gull o deus da floresta, e mais alguns, ou muitos, deuses e deusas.

Seguiu a trilha por cinco dias, e então esta se juntou à estrada. Já saíra dos territórios de MontyGlass a dois dias, os soldados não o seguiriam. Duzentos metros adiante enxergou uma pequena cerca de estacas de madeira, com uma portinhola torta, e “CUIDADO” escrito com vermelho sangue. Os limites do pântano. Um longo pântano, escuro e nojento, com milhares de árvores tortas e contorcidas, muito musgo e mofo. Assim que se aproximou cem metros da cerca, começou a sentir o cheiro horrível e putrefato do pântano. Quando abriu a portinhola e adentrou o pântano, o cheiro era insuportável. Posso afirmar que a travessia do pântano foi muito difícil. Os mosquitos, milhares, queriam devorá-lo vivo. Havia uma trilha insegura que atravessava o pântano. Porém, a trilha estava sem uso há tempos, e não era totalmente visível, dificultando muito a travessia. O chão era escorregadio, e o cheiro piorava a medida que entrava mais para o centro do pântano. Foi uma semana difícil, mas ele venceu o pântano, e pode ver o sol novamente, depois de muito tempo sem claridade e calor. Seu cavalo desatou a cavalgar para longe dos pântanos, e depois de um quilometro, parou para comer, coisa que não fazia a algumas horas. Suas provisões estavam acabando, mas ele chegaria em algumas horas na próxima cidadezinha. A estrada a sua frente era plana por uns trezentos metros, e então subia uma colina distante.

O paladino viu então a silhueta de um cavaleiro no alto da colina. O cavaleiro desconhecido tocou sua trompa, desafiando Rirk para uma batalha. Guardando tudo rapidamente, Rirk montou seu cavalo, e preparou sua lança.

Os dois começaram a cavalgar loucamente, um na direção do outro, com suas lanças em riste. Depois de alguns segundos, os dois se encontraram. O choque foi imenso, e as duas lanças quebraram. Continuaram então seu duelo usando espadas. Rirk tinha uma pequena vantagem no ataque, mas o desconhecido usufruía de uma defesa absoluta, sem brechas, continuas e firmes.

Depois de um longo e cansativo combate, os dois desmontaram de seus cavalos, e sua luta continuou. Rirk usou toda sua força para um golpe nas costelas do cavaleiro, que não usava armadura, somente perneiras e cotas de malha. Seu capacete era simples, redondo e prateado. O cavaleiro defendeu o golpe, contra atacou, e o paladino teve de tentar se esquivar.

O sangue brotou de seu novo ferimento. O inimigo acertara uma brecha em sua armadura, e agora a camisa começava a empapar, ensopada com sangue rubro. Aos poucos, Rirk sentiu dormência no braço direito, e suas pernas fraquejaram.

De joelhos, ele viu o desconhecido aproximar-se dele, e as palavras saíram fortes e claras:

– Reze para Deus o receber – ele disse, e ergueu a espada.

– Deus não existe – o sussurro saiu fraco e triste.

– Existe, e você o verá pessoalmente agora – erguendo a espada, o cavaleiro falou.

– Deus Não Existe! – Rirk gritou, e jogou-se contra o cavaleiro.

Com seu braço esquerdo, ainda bom, empurrou o inimigo com seu escudo, e erguendo-se, desferiu o golpe final. Enterrou a espada no pescoço do cavaleiro desconhecido. Ele foi arrastando-se até seu cavalo, e em poucos minutos fez o que achou ser um bom curativo, com pano e ervas.

-Aqui está o dinheiro- Rirk disse, largando algumas moedas sobre o balcão. Acabara de comprar provisões, e ganhara muito dinheiro vendendo o cavalo do cavaleiro que matara dois dias atrás.

Depois da batalha, o paladino foi até a cidade próxima, levando o cavalo do adversário morto. Somente depois da luta, o paladino percebeu que seu inimigo era um templário, com vestes negras e cruz branca, um pouco diferente do normal.

Vendeu o cavalo por uma boa quantia de moedas de prata, e hospedara-se em uma estalagem.
Sua busca continuaria, e agora ele se dirigia para as terras frias do norte.


Categorias: Contos | Tags: , ,

22 Comments»

  • Humm.. também volto aqui a noite para comentar. Ja tem 3 contos na fila para ler e comentar. Mas o dia hoje foi meio corrido até agora. =P

  • Vitor Vitali says:

    Não gosto muito do gênero, então não sei se está bom ou ruim, só que não me agradou muito.

  • G. J. Pinheiro says:

    Eu também não gostei muito. Não pela história (que até tem algum potêncial), mas pela estrutura. E notam-se alguns erros graves.

  • ErykCruz says:

    Vejo que não gostaram muito do meu conto 🙁
    Vou tentar melhorar na escrita, e tentar mudar o gênero. Mas considerando que só tenho onze anos, acho que esta rázoavel

  • Vitor Vitali says:

    Se você só tem 11 anos eu retiro tudo que eu disse e fico espantado.

  • ErykCruz says:

    na verdade fiz doze em setembro
    XP

  • Thabata Scorpioni says:

    Onze ou doze, não deixa de ser impressionante. Pasmei.

  • Hehehe… e eu só tenho 10 anos (idade mental) … e criei o blog. Também ganho pontos por causa disso?! =D

    #sindromedepeterpan o/

  • ErykCruz says:

    Of Course!
    Alias, o blog está ótimo, já tá até na minha home page

  • ErykCruz says:

    Corse ou Course?

  • G. J. Pinheiro says:

    Eu continuo a dizer…a história tem potencial, basta melhorar os erros e fica boa 😉

  • E.U Atmard says:

    11 anos?! Meu deus, eu ainda ia dizer qualquer coisa, mas depois de ler os comentários já não tenho nada a dizer…muitos parabéns pelo conto, e be, vindo ao blog!

  • Jones says:

    Considerando a idade, o conto ta bem bom, agora é só amadurecer a sua escrita Eryk. Parabéns guri.

  • ErykCruz says:

    hey Jones
    Dale Coloradoooooooo!

  • Jones says:

    Opa, dalhe, dalhe!

  • Eita futebol… .. .. não gosto =P

  • Renan Barcellos says:

    Eu queria escrever assim quando eu tinha 11 anos. Parabens, cara, esta indo pelo caminho certo ^^

  • Jones says:

    Bah Guns, tambem não assisto muito não, só sou colorado mesmo he he he Do tipo que sabe todas as musicas de torcida, não escuta e não olha jogos, e nem vai a o estádio e só fia sabendo do resultado no dia seguinte! he he he he

  • Hehehe.. torcedor roxo vc! =D

  • Shado Mador says:

    wow cara , quando eu tinha 11 anos as coisas que eu escrevia eram simplesmente escremento de cavalo.Eu gostei.

    Sabe a escrita émuito simples e objetiva , mas foi realmente isso que eu gostei muito.Sabem porque? é possível observar até aqui no blog.Estamos cada vez mais lendo historas aperfeiçoadas , com vocabulario rebuscado e busca incessante por perolas linguisticas , jogos de linguagem refinados e aquela frase que e uma grande sacada , que faz a pessoa dizer MEU DEUS VC E UM GENIO.
    E de vez enquando lemos um texto , numa acordada , como esse aqui.Que nos lembra da simplicidade , do prazer de uma simples historia tipica daquele genero que gostamos , que não força entrada na nossa cabeçela simplesmente flui .Nos lembra das origens , quando não tentavamos ser melhor do que ninguem , era pura diversão.

    —-Adorei , obrigado por me fazer acordar.

  • Leo Debacco says:

    Muito bom, e pela idade desconto todos os erros, é só mudar a estrutura e já era, muito bom.

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