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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
13
2009

Os Terríveis Mortos-Vivos

Escritor: Eryk Cruz

os-terriveis-mortos-vivos

Levantei da poltrona e desliguei a TV. Mais um noticiário preocupante. Deitei na cama, pegando meu laptop na cabeceira. As noticias estavam cada vez piores. No meu laptop, tinha mais de dez filmes de zumbis, e comecei a assisti-los. Desconfiava de um ataque deles, cada vez mais gente morria, vitima de mordidas, ou desapareciam, deixando sangue e escombros. Zumbis. A única causa possível. Comecei a desconfiar três meses atrás, ao fazer um trabalho para escola. Devia fazer uma grande redação, 5.000 palavras mínimas, sobre uma parte vital do corpo. Escolhi o cérebro.

Depois de muita pesquisa, descobri coisas fragmentadas, pouco a pouco. Uma galinha, quando sabe que seu fim está próximo, começa a correr. Se a deceparmos, ela continuara a correr por um tempo. Seu cérebro a mandou correr, e seu corpo correu, mesmo sem o cérebro. Isso mostra que elas não usam o cérebro para muita coisa. Perguntei-me se esse fenômeno, de executar uma ação depois de morto, não ocorreria também em seres humanos. Sim, ocorre, porém muito raramente. Um milésimo antes de morrer, o cérebro deve comandar uma ultima ação. Coisas pequenas, como levantar o braço, ou apertar um gatilho, não sair correndo, ou matando.

Vendo jornais impressos antigos, de vinte anos atrás, descobri o surgimento de uma nova doença, que se originou da explosão de uma usina nuclear nos EUA. A doença provocava um alongamento do tempo de movimento pós-morto. Aumentava muito o tempo, um mês ou dois a mais. A doença havia sido aparentemente contida. Porém, uma semana antes de descobrir tudo isso, outra usina explodiu, novamente nos EUA. Dês de então, as mortes aumentaram, o canibalismo aumentara, e algo estava errado.

Ouvi a porta da entrada batendo. Meu pai chegara do trabalho, e trouxera pizza. John Malibu, ex-policial nos EUA, e atual vendedor de armas de fogo. Alias, acho que não me apresentei. Sou Thomas Malibu, estudante. Meu pai sempre acreditara em mortos-vivos, e me contava historias de seus tempos de policial. Ele acreditava que mamãe tinha sido morta por zumbis.

Mas a real história, começa cinco meses depois do que acabei de narrar. O surgimento de mortos-vivos finalmente foi revelado quatro meses depois de fazer a pesquisa para escola. Houve uma guerra, que durou dois meses. Três meses depois da narrativa anterior, o crescimento da nova raça meio-humana estourou em nível mundial. Por sorte, assim que a guerra começou, eu, minha namorada, meu pai e meu melhor amigo, fomos para o interior do nosso estado. Pegamos toda munição e todas armas da loja do meu pai, todo dinheiro que tínhamos, muita comida e roupas, e fomos para a casa de Frederic, o avô falecido de Will. Seus pais estavam nos esperando lá, já os de Jenny preferiram permanecer na capital. Dois meses depois disso tudo, nenhum de nós tinha morrido, mas os zumbis eram em quantidade maior que pessoas normais. Toda Oceania, Ásia e Europa haviam sido tomadas pelos mortos-vivos, e eles se aproximavam. Já tínhamos matado alguns, a maioria meu pai, que sempre acertava a cabeça dos infelizes. Diferente de galinhas, se o cérebro de um zumbi para de funcionar, é seu fim.

Se quer saber, nunca matei nenhum zumbi. Sou horrível com armas de fogo. Porém, quero narrar aqui o dia em que matei meu primeiro morto-vivo, hoje em dia apenas morto. Sempre gostei de arcos, e flechas. Fazem menos barulho, mais fáceis de conseguir e produzir, e devo dizer que as acho um tanto mais simpáticas que armas de fogo. Por sorte, o avô de Will era um grande amante do arco e flecha, e eu vinha praticando. Minha mira estava boa, conseguiria acertar uma cabeça. O problema real era a força. Não sabia se perfuraria um crânio fundo o bastante, e não tinha com quem testar.

Certo dia porém, fui ao porão da pequena casa, pegar comida, e munição para meu pai, e vi num canto um grande baú. Para minha surpresa, ali estava uma besta, uma grande besta. Era leve, e ao seu lado estava uma aljava com dardos para a arma. Os pais de Will consentiram com a minha idéia de treinar com a besta ao invés do arco. Em poucos dias, me tornei um atirador exemplar. Sinto que já enrolei demais, vamos a verdadeira historia.

O dia era nublado, com uma garoa fina de quando em quando. Eu estava encostado em uma árvore, montando guarda. Se não disse ainda, a casa ficava em uma floresta, um pouco ao sul da cidade propriamente dita. Estava sentado com a besta ao lado e os dardos na aljava em minhas costas a uma ou duas horas, perdia constantemente a noção do tempo naquela floresta. Foi quando ouviu o barulho de passos. Não passos de gente, passos desengonçados, acompanhados por um murmúrio ou lamento vez ou outra.

Então, eu vi ao longe um zumbi colossal se aproximando. Era imenso, musculoso, mas parecia não me ver. Peguei um dardo e preparei na besta rápida e silenciosamente. Pegara pratica com o tempo. Ainda sentado, levantei a arma na altura dos olhos e mirei concentrado. Molhei os lábios com saliva. Apertei o gatilho. A flecha voou veloz, mas não acertou o alvo. Não, justamente naquele momento fatal eu errei a merda da cabeça do monstro, e acertei o pescoço, que esguichou sangue negro e velho, fedorento.

Então a aberração olhou diretamente para mim, e seus olhos sem vida adquiriram um tom avermelhado. Sua raiva era imensa, e era certo que ele me mataria, se eu não o matasse primeiro. Preparei rapidamente outro dardo, e atirei.

O zumbi estava correndo na minha direção, rapidamente me alcançaria, quando meu dardo acertou o meio de sua testa. Ele soltou um urro de dor, e em um ultimo sacrifício, pulou sobre mim, caindo morto poucos centímetros a minha frente.

Suspirei aliviado e contente, pois havia livrado o mundo de um morto-vivo horrível. Porém, meu suspiro tornou-se murmúrio, e então eu comecei a gritar pedindo ajuda.

Cinco zumbis enormes corriam na minha direção. Atirei e por sorte acertei um deles na cabeça. Os outros quatro viraram-se e encararam o companheiro morto por alguns segundos, mas logo voltaram a correr na minha direção. Levantei-me e estou correndo agora, o mais rápido que posso, porem eles vão me alcançar, mais cedo ou mais tarde, ele vão me alcançar. Temo que esta historia não tenha um final feliz…


Categorias: Contos | Tags: , ,

23 Comments»

  • Pedro Torres says:

    muito legal!
    adoro historias de zumbis…
    =D

  • Vitor Vitali says:

    Hmm, eu achei a história meio certinha de mais. O pai tinha uma loja de armas, o avô arco e flecha… Só faltava ter uma mãe experiente em machado de duas mãos. Não sei, prefiro histórias de pessoas normais nessa situação, acho mais estimulante, mas o conto está legal e eu também adoro Zumbis. Escreva mais sobre isso 🙂

  • @Vitor Mas cara, apenas alguem com um pai que tem uma loja de armas, um avo fera no arco e flecha .. etc .. etc.. poderia sobreviver a uma invasão de zumbis e contar a história!

    Se fosse alguem normal.. morreu cara!

  • Depende… Eu não tenho pai com armas nem nd e sobreviveria… huauhahua

    Os primeiros a morrer, serão aqueles que não acreditam!

    Vou ler agora e depois digo o que achei aqui… hehe

    Held i kamp!

  • Vitor Vitali says:

    Não precisa sobreviver ninguém para contar a história. E vai morrer todo mundo mesmo, o que rolar até lá é lucro.

  • Realmente, depois de ler acho que fica muito simples e facil de adivinhar o que vai acontecer quando o pai é dono da loja de armas, o avô tem arco e flecha.

    E eu não sei se sou lerdo demais (sei que sou), mas a linha temporal dá uma volta que até agora eu não me situei…hehe.

    Zumbi é um tema muito legal, mas já é bem utilizado. Não seja simples ao escrever, desafie a si mesmo e faça coisas dificeis e novas. Sei que esse conto pode ficar muito melhor se vc introduzir coisas novas, e talvez mudar um pouco esses personagens.

    Vlw. Held i kamp!

  • Patrick says:

    Deixou a desejar em alguns pontos. Entretanto, a idéia é legal, poderia ter deixado o texto ainda mais rico.

  • Cristiano says:

    Concordo com o Gabriel sobre o lance da linha do tempo. Acabou ficando um pouco confuso o lance de meses atraz, meses depois, etc…
    Mas o Text foi criativo, bem escrito e bastante original.
    Daqueles que dávontade de continuar lendo, e essa é uma das principais caracteristicas de um texto legal.
    Como conheço o escritor, sei da onde tirou os arcos e armas… e para alguem de 12 anos, não sei como pode escrever tão bem!
    Fico orgulhoso pacas com o jovem escritor. PARABENS!!!!!!!

  • É isso, a idade da pessoa conta muito para avaliar a criatividade! o Eryck ta de parabéns! =)

  • ErykCruz says:

    obs: o cristiano é meu pai

  • Cybercruz says:

    Em primeiro lugar gostaria de parabenizar o escritor por um texto rico e criativo. O topico e’ sempre bem vindo a excitar nossa imaginacao: Mortos vivos!!!! Confeco que tambem me perdi um pouco na linha de tempo mas como um todo, um texto excelente.
    “Congratulations to the author!”

    Ps. Agora vou atraz de outros contos do Mr. Cruz

  • Putz que legal! Seu pai apareceu ai para dar um apoio! Show de bola! =)

  • ErykCruz says:

    Só agora me toquei que meu conto saiu sexta-feira 13

  • Andrey Ximenez says:

    Achei o conto bem escrito Eryk.
    Só concordo com o pessoal, a linha temporal ficou meio confusa e o final deixou um pocuo a desejar na minha opinião. Acho q é o tipo de fim q pede uma continuação.

  • ErykCruz says:

    se eu fosse fazer uma continuação ia matar todo mundo

  • Andrey XImenez says:

    Poizeh, imagino q sim… por isso q digo q não curti mt o final, pq pede continução mas uma ja prevista

  • Hehehe… ja é prevista.. pois o unico futuro da humanidade em uma invasão de zumbi é isso ai mesmo 🙂

  • ErykCruz says:

    pior q eh verdade
    por isso planejo contribuir com a humanidade do jeito que posso e enquanto posso

  • Roberta says:

    Original, criativo e divertido! Uma combinacao perfeita!

  • ErykCruz says:

    NOSSAAAA meu conto esta nos mais acessados da ultima semana!
    Agradeço a TODOS aqueles que leram, agradeço as criticas e os elogios.

  • Spook says:

    Eryk, como posso entrar em contato com você? Tenho algumas ideias, poderíamos criar uma história juntos. ‘-‘

  • Evandro Furtado says:

    Zumbis são facinantes, mas e fico pensando: como diabos alguém consegue correr de zumbis e escrever uma história ao mesmo tempo?

  • Richard Pollari says:

    Por um momento quando ele diz “Em poucos dias, me tornei um atirador exemplar”, fiquei com um grande medo de termos na historia um atirador maluco que mata zumbis aos montes com flechas do CJ do jogo GTA, mas do mais foi bem divertido. Não gostei muito da forma de escrever, mas nem saberia dizer o porquê, porém a historia das galinhas comparadas a humanos me deixou tão intrigado que acabei devorando o texto. como todos nós escritores queremos ser lidos, deixo aqui o meu texto ou parte dele:
    http://www.onerdescritor.com.br/2014/02/alquimista/

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