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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
30
2009

Pandemónio na casa de descanso II

Escritor: Elcio H. Pereira Jr.

pandemonio

O som meio abafado do miado do gato é ouvido pelas mulheres. Não se ouve, porém, o som de água a escorrer.

A directora suspira. Ela levanta a cabeça, estufa o peito e bate à porta. As outras percebem que ela tenta manter a calma, mas que isso é um esforço muito grande para aquela mulher, tão acostumada aos insólitos acontecimentos na casa de descanso.

Lá fora a chuva parece ter, finalmente estiado. Uma leve garoa ainda cai, insistente, hora sim, hora não, mas o tempo já apresentava melhora, depois de quase duas semanas ininterruptas de chuva e tédio, na pacata cidadezinha e na grande casa de longos corredores, cheios de diminutos apartamentos individuais, como num pequeno hotel.

A enfermeira-chefe olha, distraída, para a janela, através da qual vê uma fina nuvem de neblina cobrir os montes avistados não muito longe do lado leste da casa. Os sons das batidas da directora, à espessa porta de madeira maciça, vão se distanciando, como se ela já não fizesse parte daquele quadro bizarro. Ela se afasta do grupo e olha para fora, na direcção das montanhazinhas quase apagadas pelos tufos brancos de névoa, como se a formar uma delicada aquarela em branco e verde pálido, com uns leves toques de sépia, aqui e acolá.

De repente, com um leve click, mas sem pressa ou indelicadeza, a porta do quarto abre.

A directora ainda estava com a mão levantada, como se fosse bater novamente, parada em frente a um homem semi-calvo, com os ralos cabelos cuidadosamente penteados para trás, vestido com uma camisa branca de punhos abotoados, uma calça cinzenta e confortáveis sapatos, recentemente retocados de graxa preta, à moda antiga. Aparentava uns 70 anos, mas podia-se enganar facilmente pela cor dos cabelos, que ainda mantinham um pouco do castanho claro natural, com as têmporas rajadas de fios brancos. À mão do homem, a trela vermelha terminava em volta do peito e do pescoço do gato malhado de amarelo e ocre, com o peito e as patas em branco, como se calçasse meias três quartos brancas. O velho usava um par de óculos escuros, não condizentes com sua idade, mas parecia altivo e alheio ao tumulto do lado de fora do quarto.

As mulheres olhavam boquiabertas para a tranquilidade ostentada pelo homem e para o comportamento altivo do felino atrelado ao seu lado. O homem as olha sem interesse e dá um passo na direcção da porta de saída, corredor afora, com o gato perceptivelmente atento a cada movimento seu.

– Bom dia, senhoras. Finalmente um lindo dia para um passeio, não? Vamos, Ginger. Vamos passear no pátio.

O gato grunhe e segue o velho com o mesmo passo, o rabo levantado e o caminhar tranquilo e altivo de um felino acostumado ao humano ao seu lado. Parecia que eles faziam parte de uma estudada peça de teatro, da qual os outros também participavam como elenco, mas que haviam sido tomados de surpresa, pelo improviso da situação acontecendo ali à frente deles.

A directora franze o cenho e toma um ar responsável e austero, preparando-se para dizer umas boas verdades ao homem que a deixara exasperada minutos atrás.

– O senhor deve pensar que tem um privilégio maior que as outras pessoas aqui dentro, disse a mulher. Não se faça de desentendido e me dê atenção! A mulher começava a perder a paciência.

O homem não se virou, nem parou, apenas assobiou uma velha canção que conhecia e que havia estado em sua memória, o tempo todo em que esteve ao chuveiro, nos minutos que antecederam aquela situação de anti-clímax, que agora pairava no corredor cheio de pessoas – a maioria ainda sem entender direito o que acontecera – da casa de descanso. Não demorou muito para que a balbúrdia recomeçasse, às costas do velho, para desespero da directora, cuja voz já não se ouvia no meio do burburinho das outras.

A enfermeira-chefe, quase alheia àquela agitação toda, olha, agora, de volta para dentro do edifício e esconde um sorrisinho de alívio, mesmo sabendo que a directora não vai lhe dar trégua, assim que a confusão acabar.

A dois passos da janela, a porta entreaberta do quarto revela o jeito metódico do velho viver. A cama está arrumada, com as cobertas esticadas, mas não a ponto de parecer intocada. Mais adiante, as roupas sujas repousam dentro de um cesto de vime, à entrada do banheiro, onde está também a caixa de areia do gato, limpa dos vestígios dos três dias de clausura dos dois. Alguns papéis empilhados em cima de uma pequena escrivaninha, com alguns lápis e pincéis dentro de um velho frasco de café solúvel, revelam que o velho tem seu próprio mundo e hobby. Não há um cesto de dormir do gato, mas a colcha da cama esconde dois travesseiros, lado a lado. A enfermeira-chefe conclui que não há necessidade de uma cesta de gato naquele aposento. A um canto, perto do pequeno guarda-roupa, um par de chinelos de dedo e um de ténis esperam a sua vez de serem usados novamente. Do lado oposto da cama, uma tigela de comida semi-consumida e outra com água limpa.

A mulher entra, abre as janelas, sem escancará-las, para arejar um pouco o ambiente e sai, fechando a porta atrás de si. Ela avista o velho a sair pela porta que dá para o pátio, com o gato ao seu lado e um batalhão de “aves palradoras” atrás do homem, que parece alheio a tudo, excepto ao gato que o acompanha. Atrás do grupo, vai a directora, com seus passos firmes, no alto do toc-toc de seus saltos de cinco centímetros. Ela diminui os passos, como se lembrando de algo, pára e gira sobre os calcanhares, a olhar a enfermeira-chefe que vem vindo pelo corredor, atrás de si.

– É agora! – pensa a outra.


Categorias: Contos,Pandemónio | Tags: , ,

11 Comments»

  • Vitor Vitali says:

    Esperando o final 🙂

  • @ Vitor: meu primeiro personagem com nome aparece aqui… Heheheheh

  • Lembrando sempre, que o elcio ja escreveu um livro, então se vocês gostam dos contos dele, não deixem de conferir o livro A Efígie do Dragão (http://www.onerdescritor.com.br/2009/07/a-efigie-do-dragao/)

    Jabazinho 😀

  • Valeu, Guns. Sempre é bom um pouco de incentivo… Teve uma menina, a Juliana, que leu o livro e fez um comentário interessante no artigo acima.

  • Elcio, é o seu terceiro texto publicado aqui no ONE, ja pode enviar seus dados para mim, para entrar na página de Nerds Escritores. (preciso atualizar ela por sinal 😛 )

    Seja bem vindo a este grupo .. quase seleto =)

  • E.U Atmard says:

    Muito bom, gostei do conto, simples e preciso, uma óptima continuação! Aguardo a próxima parte!
    =D

  • Eric Pereira says:

    A enfermeira quase teve um ataque cardíaco ali… imagina se o véio morre e não descobre-se o nome do gato!? hahahah 😛
    Agora é esperar as outras partes. Não vejo a hora!

  • @ Guns:enviei os dados.
    @ Atmard: te prepara que ainda tem mais!
    @ Eric: foi boa, a observação… Heheheheh

  • Thainá Gomes says:

    Bom muito bom.

  • gilcar carvalho says:

    Olá. sinceramente, qual o sentido da cena? Um senhor q sai do quarto com o gato? Qual o propósito? O quê, na narrativa, cumpriu o papel de prender minha atenção para que eu volte a ler uma continuação? Faltou algo que desse uma pista se era um mistério, humor, cotidiano, suspense, enfim, acho q vc me entende…

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