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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
30
2009

Sonho e Ilusão

Escritor: Vitor Vitali

sonho-e-ilusao

Irvin chegou tarde a cobertura de um hotel abastardo do centro da cidade. No elevador conferiu se a cocaína, ou o doce-milagre-branco – como ele mesmo a chamava -, ainda estava no bolso de seu paletó preto. Não passava dos vinte anos, mas gostava da aparência que tinha ao usar um paletó aberto com os cabelos loiros arrepiados, como se dissesse “tenho classe, tenho dinheiro, mas ainda sou descolado.” Conferiu o visual no espelho e sorriu com sua face de traços escandinavos, os olhos negros lhe incomodavam, mas não deixavam de combinar com o resto de seu rosto. Acendeu um cigarro quando o visor do elevador anunciou, trigésimo-terceiro andar, e a porta se abriu.

A frente, uma pequena ante-sala com abajures e sofás; alguns passos depois, onde deveria haver as mesas do bar, pessoas dançavam ao ritmo da ultima música de sucesso que não demoraria mais de um mês para cair no esquecimento. Aos cantos, pessoas entrelaçavam seus braços, corpos e bocas em abraços carnais etílicos que não durariam mais de alguns minutos quando resolvessem descer para um quarto.

Caminhou entre as pessoas e cumprimentou as que reconheceu, em sua maioria filhos e filhas de políticos amigos de seu pai. Foi até o bar e pediu um Margarita Blue; bebida simples, barata e que deixaria o pai envergonhado se o visse tomando, no entanto para Irvin possuía a quantidade certa de álcool para iniciar uma grande noite; outra grande e longa noite. Enquanto a bebida não chegava, de costas para o balcão observou as pessoas com um olhar mais atento as garotas. Loiras, morenas, negras, asiáticas. Algumas não tinha mais que dezesseis anos, mas boa parte estava na casa dos dezenove, vinte, e era essas que lhe interessavam. Uma loira charmosa lhe chamou atenção, mas os olhos então recaíram para um homem alto que começou a beija-la, talvez o namorado, mas provavelmente não. Então por fim, seus olhos viram duas mulheres encostadas a parede conversando. Aparentemente sozinhas, o que era bom, muito bom.

A bebida chegou, ele bebeu toda de uma vez ignorando o sal e o limão. Caminhou entre os dançantes através do salão e chegou por fim as duas garotas. Não havia planejado como se apresentar a elas ou como manter uma conversa, confiava em si mesmo, aquilo não seria necessário.

–Olá, Senhoritas, espero que estejam apreciando a festa – começou ele. – Nosso Hotel fica feliz ao recebe-las em tão esplendida noite.

As garotas se viraram para olha-lo e então ele reparou em seus peculiares olhos e em suas magnificas belezas. Gêmeas idênticas, uma delas com olhos tão azuis quanto a cor da bebida que havia tomado; a outra com olhos vermelhos como sangue. Eram lindas, perfeitas. Os rostos eram obras de arte, talhados em cada minimo detalhe como se houvessem sido criados por um escultor divino. Vestiam vestido preto de festa sem mais enfeites que realçavam seus cabelos lisos e tão negros quanto. Os seios fartos apontavam-se pelo decote e poderiam fazer um homem se perder em olhares até que ficasse constrangido por tê-los encarados. Um corte na base do vestido revelava pernas bem torneadas e desejáveis que terminavam em sapatos pretos com um pequeno salto. Ele nunca as havia visto, mas sentia que as amava; sabia que as amava. Olhou para suas faces que eram ao mesmo tempo provocativas e inocentes e lhe pareceu ter perdido a noção de tempo.

–Adoramos a festa, faz parte da organização? – perguntou uma delas com um sorriso simpático. – É sem dúvida uma bela festa.

–Bem… não sou da organização, mas não achei maneira menos patética de começar uma conversa – disse Irvin sorrindo. – Espero que um dia possam me perdoar, Senhoritas.

As garotas riram e isso lhe encheu de confiança desejo.

–Mas digam, qual seriam os vossos nomes?

–Vamos apenas dizer que me chamo Sonho – disse uma delas.

–E eu Ilusão – disse a outra e ele imaginou que provavelmente estava sonhando de fato e tudo aquilo, elas – aquelas mulheres de belezas impossíveis e perfeitas – não passavam da mais doce e quente ilusão.

As garotas se aproximaram e abraçaram Irvin ao mesmo tempo deixando seus corpos tocarem o dele.

–Prazer em conhece-lo, Irvin – disseram juntas aos pés de suas orelhas.

–Sabem meu nome?

–Todos sabem seu nome. Sua família é famosa – disse uma delas com uma piscadinha do olho esquerdo.

A noite seguiu em frente enquanto conversavam à três, vez ou outra caminharam atrás de mais bebidas, sentaram-se à piscina para conversas mais particulares, cortejos e danças, e por fim decidiram ir juntas ao quarto de Irvin. No elevador, a de olhos vermelhos aproximou-se e retirou a gravata de Irvin estando tão próxima que ele pode sentir o calor do corpo daquela linda mulher em sua face e tronco, aquilo fez algo em suas calças se atentar. A de olhos azuis segurou sua mão e passou-a ao redor de sua própria cintura esbarrando de leve em seu próprio seio.

Adentraram o quarto e ambas correram para a cama como crianças, e aquilo só o fez ficar mais atraído e excitado. Ele caminhou até o frigobar e abriu três cervejas, quando virou-se viu que as irmãs estavam se beijando. A de olhos vermelhos passeava com as mãos pelo corpo da irmã enquanto a de olhos azuis acariciava seus cabelos. Irvin deixou as cervejas sobre o frigobar e apressou-se a chegar mais perto da cama. As irmãs levantaram-se e uma o abraçou pela frente enquanto a outra o abraçou por trás. A da frente desabotoou sua camisa enquanto a de trás beijava seu pescoço lentamente. Empurraram-no na cama apenas de calça e as duas arrastaram-se sobre a cama como duas felinas, cada uma por um lado e se aproximando dele. A de olhos vermelhos lhe sussurrou palavra ao ouvido enquanto a de olhos azuis lentamente abriu suas calças e a retirou. As irmãs então aproximara-se uma da outra e voltaram a se beijar enquanto Irvin passeava com suas mãos por aqueles inigualáveis e magníficos corpos. Então ambas gemeram em coral e tudo tornou-se escuridão.

O barulho da porta se abrindo de subito o retirou de seu sono etílico. Era manhã. O cheiro de seu quarto estava insuportável. Havia sangue em algumas partes da cama bem como fezes espalhadas por todo seu corpo, quarto e boca. O odor forte de enxofre e malte lhe invadia o nariz e lhe espancava a ressaca. Policiais surgiram pela porta apontando sua armas e dizendo para que ele ficasse quieto. Em seguida entraram repórteres tirando fotos e alguns membros da direção do hotel.

Nenhum sinal das garotas, nenhuma lembrança do que havia acontecido.

Seu pai teve que ir a cadeia para retira-lo de lá por porte de cocaína; as fotos vazaram na internet após forte represália por parte de seu advogado para que os repórteres não as publicassem e boa parte da carreira de seu pai bem com a de Irvin estava afundada na lama e na vergonha.

Quando saiu da prisão após seu pai pressionar um juiz, viu de relance pelo vidro do carro, em um canto, em uma esquina, duas garotas gêmeas, uma de olhos vermelhos, a outra de olhos azuis.

Sentia-se apaixonado por elas, mas algo em seu coração lhe dizia que elas eram más, mórbidas, quase assustadoras. Elas eram o mau, e o frio em sua espinha não lhe deixava pensar outra coisa.

Então como a fumaça de um cigarro se esvaia após a baforada, elas desapareceram e ele nunca mais as viu, mas sentiu beijos em ambas as bochechas, como se alguém se despedisse dele.


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