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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
05
2009

Última Glória – Parte 1

Escritor: Adilson Pinheiro

ultima-gloria

O inicio de um triste fim…

“Esses foram meus últimos dias de vida. E esta é a forma que eles devem ser contados.”
Leiden Enofh

Minha cabeça doía. Parecia que todo o mundo havia caído em minhas costas. Chovia, mas, a essa altura água não me incomodava. Estava encharcado de sangue. Meu incomodo era notar que a maior parte deste sangue era meu. Não recordava de forma alguma como fui parar ali. Aliais, naquele dia… Só uma pessoa, só um rosto era familiar. E mesmo assim ele teimava em fugir da minha mente. Quando o mundo se mostrou mais instável arrisquei galgá-lo.

Apenas a dor em seu estado mais bruto preenchia aquele lugar… Eu não lembrava porem, de alguma forma olhando aqueles corpos em meio às ruínas do forte, eu sabia, podia sentir que havia fracassado em minha missão. Não importava qual fosse. Um grande remorso tratou de destruir o que ainda estava firme em mim. Andei pelos campos e pouco a pouco, as imagens iam voltando… Guerreiros vestidos em toda sua gloria, cavaleiros portando estandartes de batalha, arqueiros, lanceiros… Crianças, mulheres, velhos… Todos correndo. Tentando a todo custo escapar da morte que perscrutava… Que os seguia. A dor não era só saber que havia fracassado, era saber que todos que jaziam ali, tinham morrido por minha culpa. Confiaram em mim, e eu…

Todos morreram, todos. E a princesa Hannah, deixada aos meus cuidados, tinha desaparecido.

Lembro que fiquei ate o anoitecer, remoendo sentimentos. Mas, na verdade eu tinha medo. Quando dei por mim, a lua já tinha estendido o seu manto negro e gélido sobre o sol. Eu repousava em uma enorme rocha na saída norte do forte. Os corpos ali caídos me faziam imaginar como foram as batalhas deste lado dos portões. Fiquei ali por varias horas, sem saber o que fazer a que deus orar. Lembro que em certo momento, deixei de contemplar o resultado daquela hecatombe, para olhar as estrelas. Olhei, olhei… Tentando encontrar sinais significativos no céu, como fazem as bruxas de Fiera. Mas, aquela noite não vislumbrei nada, as respostas não vieram, ou não esperei o suficiente para elas chegarem.

Só meu corpo permanecia no mesmo estado, os ferimentos doíam, a cada hora sem curativos se agravavam. Minha cabeça girava… Livrei-me da armadura, ou melhor, do que ainda restava dela. Rasguei os trapos que vestia, tentando deixá-los com uma aparência menos repugnante. Procurei minha espada, mas não encontrei. Naquele momento o medo foi embora, em seu lugar o ódio começava a florescer. A arma de um guerreiro é sua vida. E a minha não estava em minha Posse. A essa altura outro a empunhava, serva muda obedecendo a outro senhor da guerra. E isso era um insulto intolerável. Por alguns instantes esqueci que esse era o menor dos meus problemas, e voltei ao centro das ruínas.

Agora as observava com a experiência de anos de batalhas, e não como um homem que acabara de voltar do mundo dos mortos. Eu não fazia idéia de quanto tempo permaneci desacordado, então precisava correr. O rei deveria ser avisado, sobre a queda do forte Ponta negra, e do sumiço de sua filha. Procurei entre os escombros à primeira lâmina que ainda tivesse um bom fio. E, para minha surpresa, encontrei uma bela bastarda. Cor de âmbar, ainda carregada de sangue e prestes a beber mais…

A espada me fez lembrar os meus homens. Meus irmãos. O caminho da guerra cria laços de uma maneira impressionante. Tentei encontrá-los, porem os corpos já estavam deformados demais para serem reconhecidos. Naquele momento dei conta, que, algum deus, seja ela qual for, estava olhando para mim. Por toda parti havia rastro de carniçais, seu cheiro podre conseguia feder mais que as tavernas de Elunh. Foi difícil sair dali, mas, não podia perder tempo… O rastro do exercito de Haludiz ainda estava fresco. Eram quase trezentos homens, com cavalos e armaduras pesadas, mesmo que quisessem seria impossível não deixar marcas pelo caminho. Quem disse que se importavam? Eu pensei. E tinha razão, afinal todos no forte foram mortos, e mortos não seguem trilhas… Eu só não entendia o porquê daquele caminho, antes de decidir fiquei pensando… Aquela estrada levaria a colina dos mortos, se eles pretendiam invadir Ardaim deveriam seguir para o norte.

Como fui tolo. A idéia de traição nunca tinha passado pela minha cabeça. Os homens são tolos, confiam uns nos outros… Quando eu acordar, não importa em que domínio eu esteja, juro, jamais confiar em ninguém alem da minha espada. Eu caminhei por horas, só, nem um búfalo, pássaro, nada. Nenhum resquício de vida. Mesmo assim sentia que algo me seguia. Ate hoje, desde que acordei daquele massacre no forte, tenho essa sensação. É como se o senhor dos mortos, Elioth, estivesse furioso por eu ter trapaceado os seus planos. Agora mesmo, vendo essa multidão em minha frente eu sei que ele esta aqui, tenho certeza, em algum lugar no meio desse povo. Eu não o vejo, mas ele sabe que sinto sua presença. Depois de um tempo vagando, decidir não seguir os rastros do exercito, se tivesse sorte, e meus ferimentos parassem de doer alcançaria North em três no Maximo quatro dias, e teria as respostas e a ajuda que necessitava.

Enquanto seguia descobri que os meus algozes haviam vindo dessa direção, e não do mar dos deuses como eu imaginei no dia do ataque. Não tinha certeza, pois as dores aumentavam e a fome começava a se alastra dentro de mim, mas… Era um palpite. Naquela direção ou vinham do forte de Narkon, o que significava que eram muito mais de trezentos, pois só assim passariam por ele, ou aqueles homens seguiam uma trilha dos pântanos élficos desconhecida pelo mais velho ardariano, e por tanto também por mim, o que era impossível. Mesmo que tal trilha existisse, como um exército armado como aquele passaria pelos pântanos? O calor de Alfar já começava a despontar. Os rastros que seguia também iam começando a sumir. Passei aquela noite em meio à estrada, cacei coelhos, a única coisa viva além de mim, e tentei improvisar uma pequena fogueira. Comi os coelhos crus. Parecia que estava em uma jaula. A sensação de esta sendo vigiado aumentava minuto após minuto. Cada segundo que se passava eu olhava para todos os lugares possíveis, e não via nada, nada existia naquele lugar, ao menos aos meus olhos, ao menos aquela noite. Somente o som do mar, que vinha do leste distante. Enquanto adormecia tentava mais uma fez entender o que estava acontecendo… O forte Ponta Negra, dado aos meus cuidados pelo Rei, era entre suas fortalezas, a de mais difícil acesso. De modo que, só valeria a pena atacá-lo, se um grande tesouro estivesse guardado ali, esperando para ser saqueado… Hannah?! Não, ninguém sabia sobre a princesa alem de mim e seu pai. Ao menos era o que eu pensava. Eu confiava demais em minhas habilidades esse foi o problema. E nunca imaginei que um exército daquele tamanho passaria por Narkon, sem com que eu fosse avisado. Eu era tolo.

Tive sorte de não acorda nos domínios de Elioth, alem das minhas feridas que continuavam sem curativos, aquelas estradas não costumam ser muito seguras. Mas com certeza o exército de Haludiz devastou tudo quando passou por aqui, mesmo o vento, parecia amedrontado…

Aquele dia quando acordei, decidir seguir o mais rápido que conseguisse, sendo assim, antes que minha mente se enchesse de duvidas, eu caminhei o quando pude. Caminhei, caminhei. Infelizmente era inevitável, as imagens daquela noite não paravam de voltar. A fúria daqueles homens… À vontade com que matavam. Se lutarem da mesma forma que lutaram no meu forte, não haveria em Ardaim quem os impedisse de concluir seu objetivo, seja ele qual for, e isso atormentava minha cabeça. Eu imaginava se a princesa estaria com eles… Em que condição estaria… Pobre Hannah. Precisava resgatá-la. Lembrei te ter visto o estandarte do Imperador-Rei. Mas achava impossível, afinal com que finalidade ele atacaria Ardaim? Naquela época eu não fazia idéia do que estava acontecendo em Tardia. Enfim, quanto mais tentava esquecer mais lembrava. Ao menos uma dor fazia com que eu esquecesse a outra. Dessa forma eu revezava as dores do meu corpo com o meu remorso…

Mas uma noite se passou, e eu acordei em meio a uma tempestade. Toda região estava escura, o vento uivava em minha direção, e pelos meus cálculos deveria ser de manhã. A chuva caia pesadamente, não havia abrigo. Mas, uma vez não havia nada, alem de mim e da vastidão da estrada. Sentia mais e mais dores. Mais ódio. Mais remorso. Mais medo. Desmaiei.

7 Comments»

  • Tem uma região bem grande descrita nesta história. Bem legal! Tudo da sua cabeça ou tomou o mapa de exemplo de algum lugar? =)

    E as divindades e nomes?

    Gostei bastante, bem narrado! É o inicio de uma saga =)

  • sola says:

    Vlw mam…

    Td cenario faz parte de um mundo q criei…

    As divindades tb…

    Mais tarde eu explico um pouko delas…
    ( to no trabalho ¬¬)

    rsrs

  • É.. tb to no trabalho… ¬¬

  • É o terceiro conto seu Adilson, pode ir para a página de nerds escritores!! Me envia seus dados!

  • Pow… Mais companheiros de espada! huuhauhahhua… Só dá vampiro aki pow.

    A história tá maneira, ja to esperando o resto.

    Forte Ponta Negra me lembra a praia aki do RJ… hehehe

    Held i kamp!

  • Jones says:

    ha ha ha ha Vampirada medonha, os contos medievais estão invadindo a area do ONE, isso que é maneiro, tipo ter diversos estilos, temas e coisas assim para ler!

  • Atreus says:

    Gostei mesmo. Bem descrito.Vc quase entra no texto.

    Porem,por minha parte eu cheguei ao meio e cansei um pouco.Ele se alastrou por demais em alguns devaneios. Ao meu ver.

    Mas parabens. Descreve super bem. Gostei da bastarda cor de ambar! =D.

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