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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Nov
16
2009

Ursinho de pelúcia

Escritor: Marcelo Vinicius

ursinho-de-pelucia

No aeroporto de Salvador, uma garotinha, bastante inteligente, que escondia seu rosto na barriga do papai, segurava com força o seu ursinho de pelúcia. Estava assustada com um senhor de barba branca e comprida, o qual segurava uma bengala. Apesar de ser apenas um senhor que esperava por seu voo e nem notara a presença da menininha, esta evitava olhá-lo, pois sua aparência lhe causava medo.

Seu pai sorriu e disse que não precisava ficar receosa, afinal, era só um velhinho. Óbvio que a garotinha não deu atenção àquela explicação. Seu medo era muito maior do que qualquer justificativa.

Ela se agarrou ainda mais ao ursinho de pelúcia, como se ele a protegesse do perigo. Acreditava que ele não a deixaria sozinha. Para o papai, que a observava naquela situação, era só um brinquedo, entretanto, para ela, era um amiguinho que sempre estava ao seu lado, como na escuridão da noite, sozinha na cama.

Então disse a menina:

— Papai, tenho medo do velho!

— Não se preocupe minha querida, ele não faz mal a ninguém. É um só um velhinho — disse o pai, sorrindo.

Mas nada parecia aliviar sua aflição e a garotinha prosseguia inquieta, se mexendo no colo do pai. Ele, o pai, era um homem muito religioso e para tentar acalmá-la, pediu que segurasse um terço do rosário, que sempre carregava consigo nas viagens.

A menininha o apanhou e perguntou:

— O que é isso, papai?

— Isso é um terço. Serve para falarmos com Deus sempre que estivermos com medo — disse o pai, sabendo que não poderia aprofundar-se em sua explicação.

— Então isso me protege do velho, papai?

— Protege sim. Deus nos ajuda e tira nossa insegurança e nosso medo.

— E cadê ele?

— Deus?

— Sim!

— Ele fica no céu, nos olhando e nos protegendo.

— E como é ele, papai? — perguntou a garotinha curiosa, como toda criança.

— Ele… Dizem que ele é um velhinho de barba branca e longa, que segura um cajado e fica sentado num belo trono observando-nos — explicou o pai, fantasiando o comentário de forma que a criança compreendesse.

A menininha, então, olhou para o seu pai, assombrada com aquela explicação! Ora, qual era a diferença do velho que lhe causava medo com o Deus que seu pai descrevera? Assim, a garotinha largou o terço, que caiu na cadeira do aeroporto e começou a se agitar, balançando as perninhas e abraçando o seu ursinho contra o peito.

Como já estava perdendo a paciência, seu pai falou com veemência, mandando-a se aquietar. Ela obedeceu. Ficou com uma expressão de choro e fez “bico”. Porém, não foi tanto por causa da bronca que tomara de seu pai, mas porque o velhinho já tinha partido para o seu voo.

No meio daquela “desordem”, o destino do embarque, o qual correspondia ao voo deles, foi mencionado no alto-falante do saguão. O pai e a filha levantaram-se apressados. Ele a levou em um dos braços e no outro carregou a mala. Entregaram as passagens e entraram no avião.

Quando já estavam acomodados em suas poltronas, o pai percebeu que sua filhinha não estava mais com o terço que ele emprestara, o que o deixou tenso. Perguntou:

— Cadê o terço que lhe dei, minha filha?

— Não sei papai — respondeu a garotinha, com os olhos graúdos de susto.

Ele começou a ficar nervoso, com ares de preocupação, e, deste modo, despertou a curiosidade da menina:

— O que foi papai?

— Nada meu bem, papai só está rezando.

— Por quê?

— Porque papai não gosta muito de viajar de avião.

— O senhor está com medo?

— Só um pouquinho, querida, mas vai passar.

Vendo a aflição de seu pai e querendo de alguma forma redimir-se por ter deixado o terço no aeroporto, exclamou:

— Então segura o meu ursinho, papai!


Categorias: Contos | Tags: , ,

21 Comments»

  • É um história .. infantil. Mas não infantil do estilo que gosto, pois gosto de infatil/fantasia.

    E bem.. não discuto religião. Por isso passo a explicação divina. =)

  • Vitor Vitali says:

    Um puta de um conto legal. Adorei, parabéns 🙂

  • É por isso que eu queria outra opiniões, é que eu achei estranho… É bom ter mais pessoas dizendo o que acharam mesmo! =)

  • Vitor Vitali says:

    Gosto da temática religiosa em especial por ser ateu. Mas acredito esse conto vai além disso; parece ter uma pegada mais psicológica, o que me agrada mais do que religião e mitologia, enfim, um conto maneiro ^^

  • Patrick says:

    A frase do final se descontextualizada não teria efeito nenhum, mas o conto esconde um perfeccionismo muito bem camuflado em cada fala, para dar ênfase no final. Legal o conto.

  • Caramba.. eu vou ler o conto pela quarta vez… =/

  • Bom conto. Acho que o que importa é a inocência e ingenuidade da criança.

  • ErykCruz says:

    “Dizem que ele é um velhinho de barba branca e longa, que segura um cajado e fica sentado num belo trono observando-nos” – boa descrição, acho que vou falar isto para minh irmã mais nova.

    Mas, também não gosto deste tipo de conto infantil, prefiro como o guns uma fantasia.

  • Um ponto para o Eryk. 🙂

  • Andrey Ximenez says:

    Não faz mt meu gosto, prefiro fantasia tb, embora o texto tenha sido mt bem escrito e q nem diria um sábio na cultura brasileira: Bem bolado.

  • Vinicius Machado says:

    Po! muito bom adorei! muito legal!

  • E.U Atmard says:

    Muito bom, gostei do estilo. É uma forma de mostrar que de facto as crianças e os adultos não são assim tão diferentes, apenas mudam

  • O que eu adorei… e adoro… é a diversidade. Isso sim é magnifico =)

  • Ahhh gostei, muito legal a conexão que fez com o velhinho e Deus. O final foi muito bonitinho, até me emocionei… Show!

  • C. G. Chrestani says:

    Achei interessante. No entanto, me desculpe o contista, não entendi o velhinho… Penso que se fosse uma analogia com Deus, ela não deveria ficar com medo, mas sim, extasiada de algo inexplicável, como se Ele fosse um gigante eletroíman, e ela, um simples cisco de ferro, ou como se estivesse de frente a sua célula-mater, a sua matrix geradora. Espero ter contribuído para germinar novas idéias! Parabéns.

  • Contribuiu sim… por falar em contribuição para novas idéias. Uma das novas areas da próxima versão do ONE, será especialmente para dicas de escritore. Uma lista de How To Write. =)

  • Vinicius Machado says:

    Po demais! eu iria aproveitar muito esta lista xD

  • Flávia says:

    Muito bom esse conto, me fez refletir sobre um monte de coisa! Ela passa uma mensagem legal nas entre-linhas!

  • Samila says:

    ah, eu achei fofinho.
    Não pelo lado religioso, acho que faltou um pouco explorar a relação dos ‘velinhos’… mas pelo lado infantil mesmo…
    muito bonitinho

    • Andrey Ximenez says:

      Também acredito que o lado infantil que empresta charme ao texto. As demais discussões de Deus e o velinho não me parecem ser o foco do conto.

  • Ana Bourg says:

    O charme do texto realmente está em ser contado por um ponto de vista infantil e inocente.
    mas que, pelo menos na minha leitura, as alfinetadas na religião foram muito boas (e de sutileza incrível), isso foram.
    Parabéns pelo excelente conto! :3

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