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Nov
20
2009

Visão Turva

Escritor: Patrick Martins

visao-turva

Seus olhos azuis se abriram, e com ela a consciência. Estava em meio a um cômodo frio, cego por uma forte luz sobre seu rosto, John Jail não sabia o que estava acontecendo, estava desnorteado e sua cabeça doía, tentou levar as mãos a cabeça, mas em vão, não sentia bem seus braços, apertou as vistas e percebeu que estava preso em uma cama. A sala branca não lhe dava uma dimensão espacial da sala, seu pescoço estava imóvel, preso há um cinto de couro que apertava-lhe a garganta, não conseguia ver bem, e acompanhava com os olhos até onde lhe permitia, de acordo que suas vistas iam se adaptando, observou novamente os braços que não sentia, mas um pano branco cobria-o, deixando apenas seu rosto descoberto, ouvia um bipe constantemente que estava lhe enlouquecendo.

Não sabia o que estava acontecendo ali, estaria morto? Lembrava-se de que a noite anterior havia feito como de costume, acordado, ido ao trabalho, ficado até tarde a pedido do seu chefe, onde não relutava por um segundo à anos, já que estava sempre disposto a obedecer, não gostava de contradizer as pessoas, foi assim desde sua infância, adorava obedecer, poupava-lhe confrontos, pensava agora consigo – “Porque comigo? Que tudo fiz para manter a ordem.”

Uma porta se abre, que Jail não havia notado pela cor absurdamente branca da sala, esforça-se para ver quem adentrara a sala, mas o visitante fica à alguns metros de distância de sua cama. Calado. Por um instante parece murmurar sozinho e a anotar coisas, Jail surpreso interroga-o “o que está acontecendo aqui? Vocês pegaram o cara errado, eu sou apenas um publicitário.” O visitante ignora suas questões e continua a murmurar coisas para si mesmo e a escrever em um bloco de papel. Jail torna a exigir respostas – “soltem-me, o que pretendem fazer? Eu não sinto meus braços, e estou sentindo terríveis dores por meu corpo. Vamos, diga algo!” O visitante aproxima-se e olha-o, Jail nota uma máscara branca com traços tribais em vermelho, não dá para saber se é homem ou mulher, está em um macacão branco e segurando o bloco de notas em uma das mãos. Há um furo nos olhos da máscara, por onde se vê apenas um escuro, vazio. – “olha, quero apenas que me solte, não irei denunciá-lo para a polícia se me soltar agora, não fiz nada de errado, eu sou um homem livre.” O visitante começa a girar em torno de sua cama e a olhá-lo como se analisasse-o e sentencia por fim uma voz masculina de dentro da máscara – “ liberdade? Você nunca soube o que é isso.” Essa situação era Laboriosa para Jail, já que não gostava de ser provocado, mas estava disposto a concordar com o homem para que pudesse sair e evitar contrariá-lo – “sim, homem, talvez seja isso, mas eu nunca fiz mal a ninguém, todos gostam de mim.” “Eu não gosto de você Jail” – diz o homem. – “Natural que não goste mim, afinal nos conhecemos a pouco, mas podemos ser amigos, certo?”, “Não, isso não tem valor algum para mim” – disse o visitante, ao tempo em que ia retirando o pano branco de cima de seus braços; O bipe ainda incomodava Jail, que esqueceu-o por um momento com a resposta seca do mascarado. Ao retirar Jail olhou para o lado e pôde observar uma grande quantidade de fios, em seguida o visitante retirou o cinto de couro que lhe prendia o pescoço, ao virar-se para o lado observou que seu braço havia sido trocado por um braço mecânico, podendo ver, notou que mais a frente no canto da sala havia uma vasilha cheia de ossos e sangue, que deduziu serem seus, uma angústia veio-lhe a alma, iria vomitar, mas apenas sentiu um gosto metálico na garganta, milhares de perguntas invadiu seu espírito, não sabia o que sentia, nunca teve contato com sentimentos, nas raras vezes em que ocorria tratava de esquecê-lo assistindo à TV ou ligando para um amigo. Pensou em gritar, xingar, fazia tanto tempo que não se sentia confuso, que não sabia como reagir, abriu a boca ainda tremendo e disse – “ o que fizeram comigo?” O mascarado retrucou: “O que você fez com você” e Jail calou-se.

O homem recolheu a vasilha com ossos e quando estava saindo, virou-se – “Não se preocupe, darei os ossos a alguém que tem poder de escolha… cães.”

Lágrimas rolavam do rosto de Jail; Estava aprisionado e sendo alvo de experiências e nem ao menos sabia o porquê, repetia para si “bons motivos, nunca são suficientes”, seu pai repetia isso para ele quando criança, sentia-se como uma agora, indefesa, com seus osso jogados aos cães, sem alguém para protegê-lo e dizer que tudo ficaria bem. Ao observar melhor notou que os cabos estavam ligados diretamente em seu peito, onde se ligava a um gerador que parecia o manter vivo. Sua vida inteira foi assim, estava conectado aos juízos de valor que os outros tinham dele, e para evitar conflitos, ignorava. E isso o mantinha vivo, um verdadeiro mártir de sua própria liberdade, não queria ser livre, ser livre é penoso de mais.

A luz forte em seu rosto foi apagada, porém a sala ainda era incrivelmente branca, notou no teto um espelho, onde mostrava a monstruosidade que haviam feito em seu rosto: Em sua cabeça haviam colocado uma engrenagem que partia seu crânio, deixando parte deste à amostra, e a cada volta completa que a engrenagem fazia, ouvia-se um bipe. Um dos seus olhos havia sido retirado, e espantou se por nem ao menos ter notado, sentia que estava cego há bastante tempo, muito antes disso tudo aqui. O sabor da verdade era doloroso, mas queria ser livre, não queria se tornar uma máquina sem ossos, que, no entanto sempre o fora.

O visitante entrou novamente, sua máscara branca tomara forma, agora que estava sem a luz forte em seu rosto.

– “Isso não tem razão, não faz sentido.” – disse Jail

– “A razão é a loucura do alienado, caro Jail.” Retrucou o visitante.

– “E o que seria a loucura, então?” contestou Jail

– “A loucura… é a vitória de uma mente livre” – Disse o visitante mascarado.

Por fim, o visitante tirou a máscara devagar, Jail viu por um instante um sorriso de canto de boca se abrir, e ele pronunciar – “vai te cão, você está livre para roer seus próprios ossos.”

Aquilo tudo se partiu como vidro.

Acordei

Olhei no relógio, eram quatro horas da manhã, olhei minhas mãos, e pus-me a fitar-me no espelho, estava aliviado, voltara a minha antiga máscara.

É melhor ligar a TV.

BIP


Categorias: Contos | Tags: , ,

10 Comments»

  • Muito bom o conto, me fez lembrar de jogos mortais. O final foi para desejar que realmente lhe acontecesse o fato O.o

  • Ah, adorei duas partes:
    “A razão é a loucura do alienado […]”
    “A loucura… é a vitória de uma mente livre”

  • Bruno Vox says:

    Tb gostei muito parabéns 🙂

  • Muito jogos mortais! =D

    Mas no fim acaba que era um sohno certo?

  • aaa sim, primeiro conto do Patrick aqui no ONE! =) Seja bem vindo

  • Patrick says:

    “Mas no fim acaba que era um sohno certo?”

    Em tese sim, mas o “bip” no final foi pra mostrar que ele continuava a ser mecanizado e robotizado para a sociedade.
    Ele sempre soube que era parte das “ovelhas”, só que fazia uma espécie de sublimação disso.

    valeu, que bom que gostaram! ^^

  • Patrick says:

    O nome “Jail” também foi proposital, do inglês “prisão” “cárcere” enfim, achei que ia ficar legal.

  • Vitor Vitali says:

    Um otimo conto. Adorei em especial o começo, adoro contos que começam com alguém acordando ou voltando a si. Anyway, gostei bastante 🙂

  • Andrey XImenez says:

    Curti bastante, principalmente, pq mesmo depois de toda a tortura fisica e mental, o suposto arrependimento de Jailparte com o fim do sono…


    =]

  • Asami says:

    Sem palavras para descrever esse conto. A estória é espetacular e se reflete em nossas próprias vidas, pois muitas vezes nós nos tornamos robôs, afinal, ser livre é penoso demais para alguns. Perfect!

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