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Dec
23
2009

A sombra e a esperança – Parte 1

Escritor: Arjan Goes Tinoco

a-sombra-e-a-esperanca

“Estão todos mortos” Pensou a criança assustada enquanto corria.
– Ei, moleque, volta aqui! – Gritou um dos soldados que começou a persegui-lo.
“Não pude fazer nada!” – Lágrimas começaram a turvar sua visão.

A pequena cidade interiorana fora um terrível campo de batalha. O exército invasor a ocupara rapidamente, e houvera uma resistência da população, que em sua maioria preferia lutar até a morte a se render. A maior parte dela já havia sido exterminada ou se rendido.
Um dos tanques, em patrulha, detectou através de seus sensores que em uma das casas quatro pessoas, que não houveram desistido ainda, estavam escondidas. Seis soldados foram até a casa, e surpreenderam-se ao serem atacados pela família, pois, apesar de os sensores do tanque terem informado quantas pessoas existiam na casa e onde se localizavam dentro desta no momento que foram detectadas, não captara que uma delas estava armada.
Era um casal jovem, com dois filhos. Desesperado, o pai atirou com uma pistola laser que mantinha guardada e que esperava nunca ter de usar. Matou um dos soldados. Os outros cinco fuzilaram a família, exceto pelo filho mais novo, que correu para um dos quartos e fugiu pela janela, em uma velocidade anormal.

Ainda correndo, a criança usou as costas da mão direita para enxugar as lágrimas e tropeçou no meio da rua. Os cinco soldados conseguiram alcançá-lo.
– Como esse pirralho corre! – Disse um deles enquanto recuperava o fôlego.
– Venha, vamos te levar para os sobreviventes. – Disse outro, mais velho.
– Que porcaria! Vamos logo matar ele pra não ter que carregá-lo! Só vai atrasar a gente. – Esbravejou um terceiro, apontando seu rifle laser para a criança.
Os cinco homens paralisaram. Em seguida caíram simultaneamente, separados de suas cabeças, que rolaram pela rua, formando um córrego de sangue. Estavam mortos.
O garoto ficou ainda mais chocado. Foi apavorante ver as cinco cabeças e seus respectivos corpos caírem, como se algo invisível os houvesse cortado. Mas para ele também foi estranho perceber o quanto começou a sentir-se tranqüilizado.
Uma voz surgiu às suas costas, fazendo-o estremecer de susto.
– Você corre rápido mesmo.
Era um homem aparentando algo entre 30 e 40 anos, de cabelos castanhos lisos em um comprimento maior que o usual para um soldado. Usava um uniforme camuflado do exército invasor, mas sua pele era mais clara que a deles. Estava parado olhando a criança com uma expressão amigável. Não aparentava carregar uma lâmina ou nada que indicasse que tinha sido ele o assassino dos cinco soldados, mas o garoto teve certeza que fora ele quem o salvara.
– Qual é o seu nome? – Perguntou o homem estranho.
– S-se-seishiro. – Respondeu a criança, enquanto soluçava esforçando-se para não chorar tanto de gratidão quanto pelo terror que presenciara.
– Você tem talento, Seishiro. Eu vi você correndo. Não quer ir embora daqui pra um lugar seguro?
– S-sim. – Estava confuso, mas não tinha ninguém para ajudá-lo. As únicas pessoas que ele amava estavam mortas e ele não sabia o que fazer, a não ser confiar nesse estranho que aparentemente o salvara dos soldados.
– Ok. Então espere naquela casa um minutinho enquanto eu vou ali conversar com aquele homem. Está vendo? – O homem que ele apontou estava bem longe, no final da rua, e de costas. Provavelmente era alguém de alta patente, pois havia outros soldados ouvindo o que ele dizia energicamente. Eles estavam tão imersos no diálogo que não viram o que ocorreu com cinco soldados bem mais adiante na rua. Além disso, ele carregava consigo duas espadas à cintura.
Seishiro não prestou atenção naquele homem, e sim no que falava com ele.
– Espere naquela casa! – Repetiu o homem misterioso, indicando uma casa ao lado, e em seguida desapareceu no ar.
Seishiro sempre fora mais maduro, ágil e inteligente que os outros garotos de sua idade. Apesar disso, nunca fora popular. Não que se importasse. O que ele sempre ansiou era por ser capaz de fazer a diferença na sociedade. Ao ver aquele homem, seu coração encheu-se de esperanças. Se conseguisse tornar-se como ele, poderia fazer do mundo um lugar melhor. Se não tivesse medo de lutar pelos próprios sonhos, nada seria impossível.
Uma sombra seguiu rapidamente pela rua em direção ao homem das espadas. Seishiro escondeu-se na casa e perdeu a vontade de chorar.

Vinte anos se passaram. Agora Seishiro era a sombra. Uma sombra que se deslocava vagarosamente para não produzir ruídos enquanto subia a edificação. Vestia-se de preto da cabeça aos pés, um uniforme para infiltração noturna. Era uma roupa extremamente reforçada, designada para resistir altos impactos sem rasgar. Mas apesar da grossura do tecido, este praticamente não fazia ruído, nem em relação ao atrito com o corpo de Seishiro, nem contra as paredes do apertado espaço pelo qual ele passava. Calçava uma tabi, que também fazia parte da roupa de infiltração, um calçado com sola finíssima, porém resistente. Seu desenho acompanhava o contorno do dedão do pé, e em seguida um outro contorno sobre os demais dedos. Assim, o calçado possuía duas extremidades paralelas, ao invés de só uma. A tabi era justa, e acompanhava o desenho de seus pés até a parte inferior dos joelhos, por cima da calça do uniforme, a qual era ligeiramente folgada. Uma faixa, também preta, amarrada à sua cintura, prendia a jaqueta do uniforme ao corpo. Seu rosto era coberto por um capuz, deixando apenas os olhos expostos. Traçando uma diagonal à suas costas, havia uma ninja-to, uma espada com lâmina levemente curvada, de 65 centímetros, envolta por uma bainha de couro. A espada possuía uma tsuba quadrada, e seu cabo saía por cima do ombro direito de Seishiro.
Seishiro era um Ninja, ou um shinobi-no-mono, como seu mestre preferia chamá-lo. Um praticante do Ninjitsu, especialista na arte da invisibilidade, infiltração e combate com ou sem armas.
Essa missão, como a maioria das que realizara até então, era de assassinato. Não deveria deixar pistas de sua presença, e o alvo da missão necessitava aparentar uma morte “comum”: um tropeço com o pescoço quebrado, uma comida estragada, ou, em casos extremos, um suicídio.
Seishiro interrompeu sua escalada. Após quase uma hora de subida vertical pelo tubo de ventilação central, algo chamou sua atenção, na verdade, um pensamento. Nunca lhe ocorrera isso antes, pois jamais fora descoberto durante as missões, mas um receio ocupou sua mente. O temor de ter sido descoberto.
Seishiro estava no 67º andar do hotel Royal Shell, o mais caro da capital, e também o mais estrategicamente seguro. Nele, hospedavam-se pessoas poderosas que temiam a violência da cidade ou tentativas de assassinato. Os seguranças do hotel eram conhecidos por receberem treinamento equivalente ao das tropas de elite do exército. Para muitas pessoas isso seria um exagero, mas para as que se hospedavam naquele hotel, um diferencial pelo qual valia à pena pagar.
Lentamente, sem produzir ruídos, Seishiro removeu os parafusos da grade que ligava o tubo de ventilação ao andar. Saiu para o corredor escuro, e aparafusou a grade de volta, ainda na penumbra. Até aquele momento a missão ocorrera sem problemas. Ele conseguiu infiltrar-se na edificação, ludibriar o sistema de segurança e tivera de escalar o tubo interno de circulação de ar até aquele andar. Se tivesse planejado a missão com antecedência, teria simplesmente se hospedado em um dos quartos usando uma de suas identidades falsas, tendo antes de colocar mais um chip subcutâneo diferente. Entretanto, o alvo da missão só ficaria hospedado ali por uma noite, e Seishiro recebera ordens para cumprir a missão em cima da hora.
O alvo da missão era Arthur Garcia, dono da maior fabricante de armas do país, empresa que ele controlava há dez anos e que muito prosperara com as pequenas guerras que ocorriam constantemente. Ele estava no 70º e último andar do hotel. A missão de Seishiro resumia-se no “suicídio” de Arthur com uma de suas próprias armas.
“Maldição” pensou o ninja. Assim que terminara de aparafusar a grade, ouviu o som do elevador se aproximando, e não havia lugar para se esconder.
A porta se abriu, e lá estavam três seguranças. Assim que o primeiro colocou um pé para fora do elevador, uma sombra se deslocou por entre os três. Não tiveram tempo de reação alguma, apenas esboçaram uma expressão de terror antes de desmaiarem.
“Não era pra ser assim.” raciocinou Seishiro. Os três homens caídos confirmavam seus temores. Ele realmente fora descoberto. Deveria abortar a missão.

Dez horas antes.
– O senhor me chamou? – Indagou Seishiro, extremamente sério. Não gostava de ser convocado para missões de última hora, mas seu idealismo em tornar o mundo um lugar mais justo o impedia de reclamar. Afinal, ele ansiava pelo desafio que as missões representavam e também pela idéia de poder livrar o planeta de mais uma criatura maléfica. Ansiava em poder matar mais um destes que tinham como objetivo corromper profundamente a sociedade atrasando consequentemente a evolução da humanidade. Era essa vontade de fazer justiça que o deu forças para tornar-se um ninja, e também um propósito de vida.
– Sim, Seishiro. Surgiu uma missão de última hora. Descobrimos que Arthur Garcia está na cidade, e passará esta a noite no Royal Shell. – Disse seu superior.
Um largo sorriso surgiu no rosto de Seishiro.
– Este é um homem que eu sempre quis matar.
– Eu sei. – Replicou seu superior, também com um sorriso de satisfação.
– Mas não há muito tempo. Tentamos hackear o sistema de segurança deles, mas como o tempo é curto, apenas detectamos uma pequena falha na configuração dos dispositivos de segurança do andar número 67. Você deverá usar este programa para ativar a falha. Isso irá fazer com que as câmeras e os demais dispositivos de detecção deixem de funcionar por uma hora e meia, sem que eles percebam – Disse o superior, enquanto entregava a Seishiro um pequeno disco.
– É tempo suficiente pra você subir até lá, sair pela janela e escalar até o terraço, onde Arthur está hospedado.
– É melhor que escalar o prédio inteiro, entendi. Vai ser tranqüilo. Já entrei em lugares mais complicados que esse. – Respondeu o ninja.
– Mas lembre-se do que eu sempre digo: a organização vem em primeiro lugar. Não importa o quão boa seja esta oportunidade de justiça, a missão deverá ser abortada caso você seja descoberto.
– Sim senhor.

Sem saber o que fazer com os três homens desmaiados, Seishiro os deixou encostados em um canto. Faltava pouco tempo para o sistema de segurança daquele andar voltar a funcionar. Quando isso ocorresse, os sensores automaticamente tentariam reconhece-lo como hóspede e obviamente o identificaram como intruso. Em seguida disparariam um tiro que o atordoaria, ativando o alarme discreto que por sua vez alertaria todos os seguranças do hotel. Isso jamais ocorrera, pois, todas as tentativas de roubo ao hotel ou de assassinato a hóspedes sempre foram frustradas com antecedência.

Takeshi era um veterano de guerra. Seus instintos, habilidades de combate e capacidade de liderança o elevaram rapidamente a altas patentes militares durante as sucessivas guerras que ocorreram. Aposentara-se por opção. Cansado de ver tantas mortes e batalhas covardes aos 74 anos, trabalhava como segurança-chefe do Royal Shell. Ganhava um bom dinheiro e era uma atividade tranqüila.
Seu título de 10º Dan em uma das últimas escolas de espada ainda existentes, bem como as duas espadas que carregava à cintura – uma katana e uma wakizashi,– rendiam-lhe o apelido de Samurai.
Mantinha sua aparência impecável. Terno branco e gravata vermelha, cores padrão dos funcionários do hotel, bem como seu cavanhaque impecável estavam sempre arrumados. Takeshi inspirava poder e disciplina, mesmo quando relaxado.
Mas algo perturbou a meditação de Takeshi em sua vigília costumeira na entrada do hotel. Dirigiu-se rapidamente para sala de segurança. Todos os monitores que recebiam as imagens das câmeras funcionavam perfeitamente, exceto o do 67º andar, assim como o segurança que deveria estar observando as imagens.
– Seu imbecil! – Takeshi acordou o segurança com um tapa na nuca.
– Senhor! Eu não sei o que aconteceu, não sei como eu peguei no sono assim!
– Agora não importa, apenas chame mais outros dois e dirijam-se até o andar 67, agora! – Disse Takeshi apressado. Retirou o pequeno disco inserido no computador central da segurança que ativara a falha nos sensores do andar. Já era tarde demais.
Alguns segundos depois, ainda extremamente perturbado, Takeshi apanhou outro elevador.

4 Comments»

  • Achei bem anime o conto 😀

    Parece roteiro de manga japonês =)

  • Arjan says:

    Agora que fui ver a publicação!

    De fato ele é totalmente inspirado em mangá e na minha experiência com artes marciais.

    Escrevi em jan/2007, e tem todo um significado pessoal. Na verdade, ele tem as suas falhas, mas não quis mudar em função da questão pessoal. Os meus próximos contos serão melhores, eu garanto!

    Ei, na parte 2 tem como colocar um espaçamento maior entre os parágrafos?

  • Sir Nunes 2° says:

    Adorei o conto…
    (maisnadaadizer)

  • Asami says:

    Lembra mesmo mangás… muito legal a forma como o conto é escrito, o jeito como o autor “despeja” os fatos para os leitores encontrarem neles a sincronia que dá sequência à estória. Bem, vamos à continuação…

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