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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Dec
07
2009

Contagens – parte 1

Escritor: André Luiz Silva

contagens

Rabiscou o papel com todo o carinho, sem pressa tentando deixá-lo o mais perfeito possível, afinal ele merecia, pois era seu super-herói. Desenhou a família toda no papel de caderno. Mamãe de rosa, pois era menina, papai de azul até o chato do Bruno desenhou. Levantou o papel como um troféu e correu pela casa para mostrar o resultado.

Ficou olhando da porta da cozinha ele falando no celular, parecia nervoso com algo, o que não era novidade já que sempre estava nervoso. Aproximou-se devagar e contando os passos. O puxou pelo paletó, ele nem deu atenção, puxou mais forte e continuo sem merecer a atenção dele. Desistiu desse método e esticou os braços com o desenho nas mãos, entregou para ele e saiu.

Quando voltou encontrou o desenho em cima da pia molhado pela água que pingava da torneira. Calada voltou para o quarto com o desenho molhado nas mãos e as lágrimas no rosto.

Com o celular no ouvido rasgou a rua correndo. Pessoas apressadas para chegar ao trabalho e outras sem pressa atrapalhando as apressadas. Ele atravessou a primeira rua ainda olhando para o sinal, na segunda olhou rápido e atravessou. Na quinta já não olhava para o sinal, atravessava por impulso. Gritando no celular, chamando a atenção das pessoas à sua volta não escutou o barulho da buzina do ônibus. Sentiu somente uma mão o puxando para a calçada antes que a morte o encontrasse.

Procurou por seu salvador, que sumiu, os transeuntes disseram que foi um mendigo que o salvou da morte. Esperou o sinal ficar fechado para pegar o celular, ou o que restou dele, e irritado jogou os restos do seu “companheiro” no lixo. Pegou outro celular do bolso da calça e começou a falar.

Num canto escuro o tal mendigo observava o rapaz. Pensou que algumas pessoas não aprendem nunca, mas nesse caso ele iria aprender por bem ou por mal.

Chegou ao escritório com cinco minutos de atraso, mal olhou para a secretária e subiu para a sua sala. Abriu a porta e deu de cara com o chefe.

– Cinco minutos de atraso, Henrique – disse o calvo chefe apontando para o relógio.

– Eu tive um contratempo, quase fui atropelado – respondeu ele olhando para o chão.

– Olha para mim – ordenou

Ele levantou a cabeça e se assustou ao ver um número em vermelho em cima da cabeça do chefe.

7500:20:15:01

Ficou calado e não disse nada para ele. Sentou-se à mesa e pediu um café para empregada. A moça ao entrar também tinha números vermelhos em cima da cabeça.

25:01:25:35

Os últimos números passavam rápido, como segundos.

– Meu Deus… Eu devo estar ficando maluco. – disse para si mesmo.


Categorias: Contagens,Contos | Tags: ,

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