Diário do Rei – A Emboscada
Escritor: Bruno Vox

Voltando para casa, logo após a sangrenta batalha, acabei por cair em uma armadilha forjada pelos meus inimigos. Inesperadamente, na velha estrada principal que leva ao meu reino, um lugar que considerava ainda seguro, veio em minha direção um guerreiro e antes que ele concluísse seu golpe contra mim, feri seu peito com o meu machado e ele pôs a agonizar no chão de terra vermelha.
Depois disso surgiram mais três guerreiros, que estavam atrás de árvores ao lado da velha estrada. Eles vieram enfurecidos, pois viram o que eu fizera com seu amigo. Eram três bons guerreiros contra um. Todos bem armados e descansados, ao contrário de mim, pois estava voltando de uma grande batalha ao sul, onde meu exército saiu vitorioso, no entanto, todos nós saímos fadigados e tivemos um grande número de baixas.
Desci do meu cavalo, pois não me pareceu bom ficar em cima dele enquanto três guerreiros cercavam a mim e a meu cavalo e eu não iria fugir a galopes, prefiro morrer lutando a viver se escondendo. O primeiro dos três a me atacar destruiu meu escudo (que já estava em mau estado por causa da última batalha) com uma maça, senti o golpe e recuei. O segundo usou sua espada, mas consegui me defender do golpe interceptando sua espada com o meu machado. Ali eu usei minha última força. Já esperava a morte pelas mãos do terceiro guerreiro, quando ao fundo ouvimos passos de uma cavalaria que avançava em nossa direção.
Assustados os meus inimigos recuaram ao ver erguido o estandarte do exército de um dos meus aliados, era Russell, voltando do campo de batalha, uma boa notícia. Os meus três quase algozes preferiram recuar por imediato para não enfrentar os guerreiros, subiram em seus cavalos que estavam bem escondidos atrás de grandes árvores e logo partiram em direção a oeste. Típico desse povo, aonde a covardia e o egoísmo é maior que a sua honra e o seu nome.
Eu estava voltando ao meu reino, talvez em meu íntimo soubesse que aconteceria algum tipo de atentado longe dos campos de batalha, afinal, a honra passa longe do caráter do oponente e eu sou o rei e a minha morte pode significar a vitória de meus inimigos. Estava bem à frente do meu exército, cavalguei apressadamente, pois ouvi rumores que os opositores de meu povo estavam marchando em direção ao meu reino.
Causou-me certa estranheza perceber que os que armaram essa emboscada sabiam que eu saí da batalha ao sul sozinho e tinham o conhecimento do caminho que eu escolhi, poucos detinham essa informação. Mas, não comentei isso a ninguém preferi guardar essa indagação nos meus pensamentos, cedo ou mais tarde descobrirei o traidor do reino.
Russell com seus cavaleiros perseguiram os três e os mataram antes que eles chegassem ao seu destino. Depois disso marchamos por três dias e três noites até nos separarmos, o exército aliado voltou ao seu reino. Mesmo assim, foram cinco dos guerreiros comigo, passou mais dois dias e uma noite até chegarmos a meu reino, Oceanus, onde me convinha ser o rei. Era noite quando entramos pela porta sul, a porta das luzes, porque ali se guarda a luz que ilumina todo reino.
As nossas sentinelas haviam avistado cerca de 5 mil inimigos próximos a entrada norte de Oceanus, considerando isso, eram poucos soldados para uma invasão efetiva. Mas, de maneira alguma nós subestimaremos a quem nos quer ver mortos e por isso reforçamos a guarda interna e fortificamos lugares estratégicos fora de nosso reino para não sermos surpreendidos.
Espero em breve que toda essa loucura acabe e que meus opositores sejam subjugados debaixo dos meus pés e que a nossa terra volte a respirar o ar da paz e da prosperidade.
Diário do rei Azaghâl, Ano XV
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Interessante. Acho que faltou, só pra dar uma cara de diário mesmo, colocar no começo algo como uma data e tal. A narrativa direta, por ser um diário, é bem interessante mesmo.
Esperando mais
Esperando mais[2]
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@Fabio Ciccone
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Como é um conto em formação eu não datei mais especificamente, mas prometo que vou fazer isso.