O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

(2) Moby [agenda]
(3) Prova [agenda]
(13) Burqa [poesia]
(11) Ursos [poesia]
(14) 100 [conto]

Publicado por ONEbot

– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

>> Confira outros textos de ONEbot

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Dec
02
2009

Exilado

Escritor: Andrey Ximenez

exilado

Corria.

Já estava se aproximando do sexto andar do prédio. Josué sentia suas pernas como chumbo enquanto atravessava o carpete de luxo do escritório. Na semi-escuridão, podia sentir cada vez mais a presença aproximando-se no seu encalço – Eu não sou culpado, não sou – gritava entre a respiração acelerada. Sabia que ficar correndo pela multinacional não surtiria efeito, uma hora seria encurralado.
Não importava muito afinal. Josué era um mago, isso já era considerado o suficiente pra ser observado bem de perto pela ordem celestial. Porém, além de mago, Josué conseguira atrair a atenção para si de uma maneira ainda mais grave.

Josué era mago, e havia invocado um demônio da carnificina.

***

A pestilência espalhava-se pelo ar.
Anniah farejava o ar em duvida, seria sua primeira missão efetiva. Agachou-se perto do círculo desenhado com giz no centro da sala. Não era uma perita, mas sabia que o círculo de proteção do mago havia sido rompido à força – Isso é um caso raro – sussurrou, erguendo os olhos em direção à Ebec, o companheiro de tez negra, que trajava somente um saiote de palha, e ostentava grandes asas plumosas. Ele somente a observava. Não dizia nada.
– Ebec…– exitou um momento – … acho que deveríamos seguir, o rastro está esfriando…

Como resposta seu companheiro dera um passo a frente, fitando o corredor à frente. Abaixou-se tocando o chão. Durante algum tempo manteve os olhos fechados, em concentração, como fazia séculos antes na antiga África, ao caçar leões.
Sem dizer nada, disparou corredor a fora.

***

A visão rubra era péssima…

Seus olhos ardiam e pouca coisa destacava-se na vermelhidão. A não ser outro vermelho, aquele que ele pintava as paredes, e que tinha um aroma tão doce… mas não o que procurava.

***

Josué corria pelo sexto andar. Não acreditava que conseguiria vencer os demais andares. A sua frente inúmeras mesas tombadas, com corpos dos funcionários dedicados ao lado. Nem reparava a tinta que predominava no local. Pela primeira vez em sua vida rezava, pois sabia, seu mestre havia sido traído, o ritual estava errado, e agora quem iria pagar seria ele.

***

No terraço do prédio um homem de negro conferia as horas. Checando o pulso constatava – Mais três minutos – Conferiu a vestimenta: sobretudo alinhado, botas apertadas, armas na cintura, faca preparada na canela, pentagrama exposto.
– Perfeito – concluiu, com um sorriso nos lábios. Mal podendo conter a excitação.

***

Ebec rastreou mais alguns metros pelo oitavo andar, quando ouviu a porta de incêndio, um andar acima, estourar sob a força de um potente golpe. Olhou para trás em direção à sua colega e gesticulou para a janela investindo naquela direção. Um baque e o vidro reforçado estilhaçou-se, fazendo com que uma chuva brilhante de vidros se misturasse ao aguaceiro que descia do lado de fora. Anniah seguiu em seu encalço tendo que utilizar grande força para manter seu vôo estável no turbilhão da tempestade. Com os olhos semicerrados olhava para cima e via Ebec já alcançar o terraço. Asas projetadas pra trás, o seu semblante agora era de caçador afirmado pela força divina. Uma mão voltada para os céus, pedindo força, na outra uma lança em chamas.

***

Josué ao ganhar o terraço trancara a porta
Sua situação era complicadíssima. Analisara qual seria a melhor decisão. Dois segundos depois, com uma expressão grave, conjurou uma rápida magia de proteção sobre a porta. Precisava de tempo. Correu até o parapeito e se ajoelhou. A água empoçava no terraço e os ventos faziam seu manto estalar pelos ares. Reunindo toda sua concentração, tateou seus bolsos e em seguida começou a unir seus fetiches na mão. Um a um. Penas, cristal e sangue foram misturando-se em suas mãos. Seus olhos começavam a virar. Ao lado o homem de negro sorria.

Aos poucos o homem reparava, seu corpo ia tornando-se mais e mais material. Josué recitava cânticos, que respondiam ( ou eram respondidos ) à força dos ventos. Abriu os olhos, neles a própria tempestade refletida e gritou:

– Lucibel Angelus! – estendendo as mãos no ar. Em resposta um relâmpago desceu sobre o homem de negro, fazendo com que seu sobretudo se abrisse libertando sua negras asas em meio a tempestade. Nesse instante a porta se rompeu.

Ricardo gargalhava agora. Obtivera sua liberdade, conseguira um novo recruta e ainda teria um pouco de ação. No vão da porta avistava o demônio. Um ser bípede, com patas de bode, duas garras pinçadas no lugar dos braços, em um tom verde doentio, um tronco que parecia uma paródia ao modelo feminino e uma cabeça dominada por um único olho vermelho em sua fronte, com inúmeros chifres curvos no topo de sua cabeça.

O urro fora verdadeiramente infernal. Fazia jus ao título, pensou Ricardo.

Avançava rapidamente na direção do anjo caído, tendo como resposta duas balas de prata cravadas em sua testa. Parou, tendo sua visão rubra tornada momentaneamente verde pelo sangue que brotava pela sua fronte. Um pouco a frente avistava em meio à neblina o anjo pálido apontando duas armas na sua direção, e um sorriso cravado de deboche. Com um urro investiu novamente, dessa vez concentrando sua fúria nas patas, ganhando a distância em um piscar de olhos.
Josué escondia-se atrás de uma caixa elétrica de concreto quando o demônio arremeteu contra seu guardião. Derrubara o anjo caído, debruçando-se sobre ele, tentando mastigar com sua boca, o rosto de Ricardo, que resistia e repelia como podia a criatura. Foi quando soltou uma exclamação, sem saber se de felicidade ou se de terror, ao ver os dois enviados divinos ganharem os ares do terraço.

***

Ebec analisou a cena. Realmente, estava surpreso.

Nunca imaginaria encontrar uma cria de Lúcifer ali, muito menos encontrar Hikahah como um deles.
Ficou momentaneamente imóvel, tempo que permitiu que Anniah toma-se seu lado, também com uma expressão de confusão.

Em sua instância, Ricardo levantara sua perna até encostar seu pé no peito áspero da criatura, exclamando entre palavrões repetidamente – Larga! Larga da banda totó, larga! – E com um movimento rápido sacou sua adaga, cravando-a no pescoço da criatura. Um jato verde espalhou-se pelo ar.
Reunindo sua convicção e fortalecendo a perna, arremessou a criatura pra longe, aproveitando a brecha para se erguer. Tomou um leve susto quando dos céus uma seta em chamas desceu de encontro à perna direita da criatura, pregando-a no chão. Um ganido ensurdecedor partiu da criatura, calando por um segundo os trovões da abóboda celeste.

Ricardo sorriu com escárnio ao avistar Ebec, erguendo os abraços numa saudação alegre. Em resposta, o Anjo de Ébano permitiu-se lançar um olhar de reprovação e nojo.
O Anjo caído caminhou lentamente até o Demônio da Carnificina. Descarregou calmamente as duas Desert Eagles pelo corpo da criatura, apreciando com prazer cada ganido.
Entrementes Anniah observava aquela cena com um misto de pavor e incredulidade. Nunca em seus pensamentos mais delirantes imaginaria um antigo ser da luz torturando até a morte um demônio.

Ao disparar a última bala Ricardo voltou-se para Ebec, que já pousara. Josué saíra de seu esconderijo, posicionando-se atrás do anjo caído.

– Obrigado, Ebec, senão fosse sua ajuda teria sérios problemas com aquela criatura – deu um sorriso simpático, de dentes alinhados e brancos, enquanto estendia a mão.

O anjo das alvas asas ficou fitando a mão do ex-companheiro durante alguns segundos, e ignorando-a começou, olhando para Josué:

–Josué Alvez Maria, você é acusado pelas leis divinas de profanação, invocação de seres malignos, desrespeito as ordens naturais impostas por Deus e, ainda, pela morte de quarenta e cinco pessoas aqui presentes no momento do ritual. Você será levado até o reino Dele, lá será julgado e terá sua pena definida…

– Acho que não, Ebec – cortou Ricardo, dando um passo a frente – Ao me invocar ele entregou sua alma ao “Táta”, agora ele nos pertence.

–Táta? – Perguntou Anniah, erguendo uma de suas sobrancelhas.

Desviando sua atenção o anjo caído respondeu – É, o tio Lu…”paizinho” para elas… “Táta” para os íntimos… – dando uma leve piscadela.

O enviado divino demonstrou uma tremenda raiva com a blasfêmia proferida – Chega Hikahah! – gritou, levantando o punho – Ele vem conosco e, aliás, você também, não pense que vou deixar passar em branco sua aparição por aqui.
Anniah reparou quando, silenciosamente, Josué aproximou-se de Ricardo, agarrando-lhe a ponta da asa – Ei Ebec… – ela começou. Porém o anjo caído em resposta à intimação do anjo de quase dois metros dignou-se somente a fazer um gesto de “banana” com os braços, apontar-lhe a língua e depois apertar seu pentagrama.
Foi com um urro de fúria que Ebec viu os dois seres impuros ali presentes desfazerem-se como fumaça em meio a chuva.

***

Ajoelhado, Josué apoiava fracamente as mãos no solo frio e liso do mármore. Sentia ânsias subirem-lhe pelo esôfago. Erguendo um pouco o rosto esquadrinhou o interior de uma bela catedral, num estilo gótico. Encontrava-se entre as duas fileiras de bancos entalhados e envernizados com perfeição. Os vitrais do templo ilustravam uma batalha entre iguais. Suas cores tingiam o interior com um misto de azul e laranja estonteante.
Ao lado de cada um dos bancos viu um ser encapuzado, portando espadas incrivelmente brilhantes, postadas em frente os rostos. Reconheceu um deles como o guardião que invocara.
Seus olhos foram ganhando aos poucos a distância até onde deveria estar o altar. Ali encontraram um incrível trono, feito de prata e esmeraldas. Nele um ser trajado de negro, com asas que lhe brotavam das costas, estava sentado com majestade indescritível.

Foi com espanto que, então, reparou: Todo o teto da catedral eram suas asas.

Em resposta ao olhar, o ser divino erguera uma das mãos, com a palma aberta voltada na direção de Josué.

Nesse dia, Josué deixara de correr. Nesse dia, Josué ganhou os ares.


Categorias: Contos | Tags: ,

13 Comments»

  • Vinicius Machado says:

    Muito bom! Bem escrito e dinâmico!

  • Pedro Torres says:

    ainda não li tudo,mas o inicio me lembrou muito umconto meu, O Prédio,tem até aqui.
    =)

  • Andrey Ximenez says:

    Fui em busca vitor… tem mais ou menos 4 cap neh?
    Em breve lerei eles e postarei commntz por la.
    Abraz

  • Pedro Torres says:

    vitor?
    hã?

  • Andrey Ximenez says:

    Viajei amigo malz ae… tinha acabado de passar o olho no conto do vitor tb… minha cabeça anda meio doida com tanta prova… malz msm… =/

  • Pedro Torres says:

    relaxa…epoca de prov é assim mesmo…
    todo mundo fica emaconhado.
    xD

  • Alex Tzimisce says:

    Andrey!
    Gostei demais!
    Dinâmico, com ritmo e com descrições na medida certa.
    Me enrolei um pouco na parte que todo mundo se encontra, mas bem provável que seja porque estava lendo rápido pra saber o que ia acontecer.
    🙂
    Sucesso! Muito bom!

  • E.U Atmard says:

    não sou grande fã do estilo RPG, mas o conto está bom, gostei da história, e do conto em geral. Parabéns Alex!

  • Andrey Ximenez says:

    Viu pedro? Fui chamado de Alex… não sou só eu q anda meio malz

    xD

    Brinks Atmard…

    Valew pelos commtz pessoal

    o/

  • RenanMacSan says:

    Também gostei Andrey, essa ritmicidade ficou legal.
    Só acho que perdeu um pouco na identificação dos personagens, tem hora que fica meio confuso, me enrolei para saber quem era quem.
    Mas só isso, podia fazer uma continuação…

  • Andrey Ximenez says:

    A idéia é essa Renan!

    Isso dai é pra ser um romance, só q bem mais pro futuro…

    =D

    Valew pelos commntz até aki o/

  • Perfeito. Me lembrou muito o cenário de RPG Trevas, de Marcelo de Debbio. É quase um roteiro, pude visualizar a cena toda na mente. Parabéns

  • sofia says:

    muito bom o conto ta bacana parabens……..

RSS feed for comments on this post.TrackBack URL


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério