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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Dec
09
2009

Fotografia de Eros – Parte 01

Escritor: Patrick Martins

fotografia-de-eros

Como uma foto, pensei.

Era uma tarde de verão. Estava quente. A casa estava escura. E tudo o que acontecera aqui, ficaria apenas entre nós duas: minha câmera e eu.

Das cortinas, entrava um pequeno feixe de luz, onde criava vida naquele vestido branco. Era uma bela visão, admito, poderia passar a eternidade observando-a, sentindo sua pureza morta, seus cabelos dourados marcando a pele branca.

O sangue escorrendo aos poucos, onde percorria um filete de sangue pelo chão tocando o pé da cadeira onde me encontrava, sujando meus sapatos daquele sangue ainda quente, sentia-me extasiado. Meu sangue borbulhava com cada nova fotografia que tirava, mal me lembrava de onde deixara a arma do crime. Naquele momento queria apenas preservar a sua imagem quente, para contemplá-la mais tarde em meu apartamento frio, os pequenos detalhes, lembrar-me de cada cena. De seus olhos vazios. Das gotas de sangue espalhadas uniformemente por toda a sala, e até mesmo do ardor das feridas que ela provocara em meus braços, ela deveria saber que era inevitável. Quem ela pensa que é? Joana D’ arc? – A propósito, sempre me imaginei fotografando Joana D’ arc. Que vigor, que hombridade, seu sangue deveria ser o mais vermelho dentre as mulheres. Sou um bom fotógrafo, só há um problema: costumo ter mais apreço pelas coisas mortas do que vivas. Também gostaria de fotografar Jesus. Se eu fosse um Romano, teria me certificado de que não levantaria no terceiro dia. Só assim dou valor a um retrato: morto. Bela imagem, mas para a infelicidade da obra: levantou-se.

A Propósito, não sou cético, acredito em Deus e em seus guardiões celestes. Mas uma coisa é inegável, ele tem um profundo mau gosto para a arte. Sempre tive atração pelo o que é belo e pelo o que é morto, por isso me tornei fotógrafo e assassino. Minhas mãos estão sujas de sangue hoje, mas é por pura estética que faço, tenho profunda compaixão pela humanidade. Por isso deixarei minha obra retratada, o meu circulo de horrores particular. Para a maioria das pessoas sou um simples fotógrafo fracassado com baixa autoestima, mas para as minhas bailarinas de sangue – sou o pintor de suas vidas. O único problema é que às vezes o custo de seus retratos podem lhes ser altos demais. Apesar do aparente baixo valor da mercadoria, trato todas com igual respeito, peço até desculpas antes de tirá-las as clavículas. Entende? Preciso de talheres, aliás, as clavículas dão ótimos talheres, para o bem de nós, artistas, que tivemos a glória das mulheres, essas Vênus triunfantes, traçadas em pinceladas de ar, pelo mais perfeccionista escultor.

Torno a tirar fotos. Está um sol escaldante lá fora, e Sophie já não tem mais o que sangrar, os primeiros minutos são como o céu, aqueles olhos vivos a te encarar, sem poder dizer nada, engasgando-se com o próprio sangue, imóvel, porém viva, mas incapaz de dizer uma palavra sequer. E mesmo assim, conversamos, com apenas troca de olhares silenciosos. É excitante pensar que ela naquele exato momento sentiria enorme prazer em estar na minha pele. Talvez seja por isso que tanto me sinto a vontade com minha arte, meu ego se infla ao pensar assim, as pessoas mais belas desejariam por um momento não estar naquele lugar, de estar na posição de assassino, de ser eu… Mas não podem. Meus olhos se enchem de lágrimas ao contemplar as fotos que tirei, oh, quanta vaidade tem esse inseguro fotógrafo. Este é o poder de marcar sua existência nas pessoas que estão à beira da morte, faz-me feliz saber que fui a última pessoa em que a vitima viu em vida. Me faz sentir importante, mesmo que partam com ódio, mas será eu que serei alvo de ódio. Sem isso, sou apenas um fotógrafo fracassado com baixa autoestima.

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