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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Dec
09
2009

Olive Siga a Borboleta – parte 4

Escritora: Wanessa Maciel

olive-siga-a-borboleta

O céu cinzento estava tornando-se escuros novamente. Eram as sombras vindo mais uma vez. Olive olhou para todos os lados e não soube o que fazer. Ficou muito confusa. Se não fossem as vozes das borboletas ecoando e chamando por seu nome, teria ficado ali sendo vítima da escuridão.

Seguiu as borboletas.

Correu até a direção da árvore de antes, que ficava próximo ao mar. Quando passou por ela, olhou para trás e a fitou. A árvore não tinha mais rosto algum.

Quando as três borboletas sobrevoaram as águas escurecidas, Olive se apavorou e parou num instante, amedrontada ao lembrar das moças ruivas e de caldas que a esperavam lá em baixo, nas profundezas, com desejo de afundá-la.

— Mas eu não posso voar como vocês! — Olive gritou para as borboletas lá na frente, desesperada — Eu não posso andar sobre a água!

Olhou para trás e viu que a nuvem de sombra não parava de segui-la. Já estava próxima demais, e Olive não queria acabar como a menina loirinha. Estava sem escolhas. E só por isso arriscou-se nas águas novamente. Deu um passo a frente, outro, e mais outro. E não acreditou quando se viu andando sobre as águas.

— Nossa! Como pode?!

Aquilo em que ela pisava não era verdadeiramente a água. Era algo movendo-se sob a água. A velocidade desse desconhecido se movendo sob seus pés aumentou e quase a derrubou. Um bico emergiu a sua frente, logo depois. Junto com o longo pescoço, o corpo, e todo o resto. Olive estava tentando equilibrar-se sobre um cisne gigante.

Suas penas eram brancas demais, limpas, e sua beleza era sem igual. Seu tamanho só lhe dava muito mais brilho e beleza. Era como um animal da realeza. E Olive sentou e agarrou em suas penas para não cair, silenciando-se ao sentir respeito para com o animal.

No meio do mar escurecido avistaram uma longa torre que continha apenas uma janela em seu topo. Foi lá que o cisne gigante deixou Olive. Seu longo pescoço serviu como uma escada para a menina miúda, e logo já estava dentro da torre misteriosa, junto com as borboletas. É verdade que não queria afastar-se do magnânimo animal, mas sabendo o que era certo, despediu-se com uma curta reverência, baixando sua cabeça. O cisne pareceu fazer o mesmo antes de imergir e sumir novamente nas águas. Esta era a única criatura que fazia Olive sentir tamanho respeito.

Dentro da torre, Olive sentiu-se como dentro de um quarto. Havia cômoda, espelho, cama e armário. Mas tudo era muito velho e empoeirado, sem contar com os fios que cruzavam as paredes e os móveis. Fios que muito lembravam teias de aranha gigantes, mas que ao toque podia ser reconhecido: eram todos fios de cabelo.

A única porta levava à única escada do lugar. Esta descia em círculos. Também não havia corrimão para se segurar. Olive tinha medo e não conseguia seguir as borboletas velozes. Descia lentamente, segurando na parede. Lá em baixo, outro cômodo. Mas a menina não sabia o que ele era. Tinha mesas, ferramentas, caixas, e mais fios de cabelo espalhados, presos das paredes ao chão. No teto, pendurados, haviam diversos bonecos de madeira. Uns lembravam mais a feição humana que outros.

A cada passo da menina, um movimento dos olhos dos bonecos. Eles observavam cada movimento seu, já que não podiam se mover. E dentre duas portas, Olive teve de escolher uma apenas. E quando tocou na maçaneta da direita, um dos bonecos exclamou.

— Não é por aí! — berrou — É ali. Siga a borboleta.

O coração de Olive pulou, suas mãos tremeram e seu corpo virou-se para a direção do boneco que falou. Mas ele não pronunciou mais nada. Olhou para a outra porta e viu que a sua frente as borboletas a esperavam. Olive agarrou firme a maçaneta, a girou e abriu a porta, deixando que as borboletas passassem.

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