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Dec
02
2009

Poço de Vagalumes – Original

Escritor: Vitor Vitali

o-poco-de-vaga-lumes

Antes do conto, eu gostaria de começar pedindo desculpas a quem leu os contos anteriores do Poço de Vagalumes. Tudo aquilo começou com um erro, quando por acaso troquei o nome dos arquivos e mandei o PDF de um conto antigo de mesmo nome, mas com idéia semelhantes para o Pistoleiro. No entanto, aquele conto não tinha futuro pois eu não sabia como termina-lo da maneira que gostaria então eu escrevi esse para ser enviado ao blog, e devido ao erro acabei dando prosseguimento ao conto anterior. No entanto ele continua sem final, não sei como termina-lo e eu peço desculpa a quem os leu pois não vai ter um final, já que o conto certo é esse aqui. Desculpe por faze-los ler algo que não leva a nada e acaba igualmente sem muito sentido. Fica aqui o conto original, que não passa de uma história simples que me agrada, para quem não deseja me matar por roubar o vosso precioso tempo ou maldade semelhante.
Abraços – Vitor

XXX

Foi um dia qualquer para mim e para minha irmã, Nina – pois assim vou chama-la já que não tenho intenção de revelar os nomes que nos foram dados quando nascemos. Brincávamos no quintal extenso de nossa casa – que era uma das maiores da região e hoje, após ser depenada e queimada, não se vê muito mais do que uma local onde a grama não cresce e onde pedaços de escombros ainda não foram levados e consumidos pelo tempo – e nossos pais haviam saído para as comuns reuniões que vinham se instalando na já intensa agenda de trabalhos de meu pai, um homem respeitado na comunidade.

Não sei ao certo se era setembro ou outubro, as minhas lembranças se recordam das folhas amarelas daquela época, enquanto meu coração se lembra da sensação de renovação que sempre se enaltece no outono.

E eram de fato as folhas que animavam nossas brincadeiras, animavam aquele dia nublado e faziam com que nosso jardineiro que não havia chegado a muito se irritasse com a confusão de folhas por todos os lados. Pobre homem, não teve direito a pelo menos um nome para morre sob – assassinado anos depois, pelo que me disseram -, assim como a governanta e nossas duas empregadas dos quais os nomes me fogem, pois na época eu e minha irmã não passávamos de duas rapazolas que ainda brincavam com bonecas de porcelana e com o balanço preso a uma das inúmeras árvores que se estendia do quintal a floresta atrás da casa, que ainda era nosso terreno.

Ora, naquele dia em questão as ruas estavam agitadas e carros e mais carros passavam acelerados até onde podiam. Nossos pais estavam fora, mas só uma mente calejada pela história como a de quem já viveu as dores que podem viver os homens saberia se preocupar com tal agitação, pois algo não estava certo lá fora, mas no entanto não dávamos atenção.

Lembro-me que ventava como costuma ventar no outono, e o vento que vinha do norte empurrava as folhas para o interior da floresta e acabamos, bem como crianças vão a todos os lugares, por segui-las sem perversão ou intenções.

Acabamos por encontrar mais ao fundo, não mais que dez ou quinze minutos andando floresta à dentro, um estranho e curioso poço de pedras.

Sem perder tempo olhamos para dentro e espero que minha memória esteja me enganando, mas vimos em seu interior brilhantes luzinhas que passeavam e dançavam seu ballet nas profundezas escuras do poço e aquilo nos fascinou por tempo imemorável. Quando nos demos por nós mesmas, não faltava mais do que duas horas para a noite, e em uma hora ou menos o céu começaria a ficar escuro. Corremos de volta para casa preocupadas com a bronca e prometemos em vão não contar a ninguém o que havíamos achado.

No interior de nossa casa, as duas empregadas estavam caídas no chão da cozinha e o jardineiro e a governanta, agitados, tentavam conversar com os três homens de farda que também estavam lá, algo que não entendiamos, pois mesmo que morássemos naquele país, ainda não havíamos aprendido por inteiro aquela língua que eles falavam. E era a língua que até hoje me causa calafrios; linda, rica e cheia de memórias.

Ao pisarmos os pés na cozinha, os homens de farda nos olharam e deixaram de lado a conversa com os
empregados e vieram em nossa direção. O jardineiro com os rosto marejado se entrepôs entre nós e os fardados e os segurou por tempo suficiente para que a governanta gritasse em plenos pulmões para que corrêssemos. Então corremos.

Os fardados se livraram do jardineiro, mas minha irmã na pressa de correr havia deixado cair sua boneca de porcelana que se espatifou, e os homens nos cacos escorregaram e se desequilibraram, dando a mim e ela não muito mais tempo para correr, mas ainda um pouco. Então corremos.

Rumamos em direção a floresta, pois lá poderíamos nos esconder; e os homens fardados vieram atrás. Entramos em pequenos arbustos esperando que eles recuassem. Ficamos em silencio, mas minha irmã chorava baixinho e um dos homens ouviu seu choro e veio em nossa direção. Vi em seu braço que carregava um emblema; uma cruz gamada muito semelhante a que meu povo um dia já usou, mas de objetivos deturpados.

Antes que ele conseguisse nos alcançar, pequenas como eramos conseguimos correr à frente e rumamos mais ainda para dentro da floresta com eles em nosso calcanhares atrapalhados pelos galhos altos e pela luminosidade que sumia aos poucos.

Vimos ao longe o poço de pedra se aproximar e corremos o mais rápido que pudemos, e já era noite. Tropeçamos e caímos em seu interior.

Estava escuro, mas a medida que caíamos as luzes ao fundo se tornavam mais nítidas e eram sem dúvida a coisa mais bonita que eu já havia visto.

Os belos vaga-lumes do poço dançavam a nossa volta e o fundo parecia nunca chegar. Começávamos a ver mais e mais, por todos os lados. Então os pontos luminosos foram se tornando mais nítidos e maiores, pelo menos alguns. E eu vi planetas e vi luas por toda parte. Vi muitos sóis e seus sistemas. Ao longe muitos outros vaga-lumes tornavam-se estrelas e planetas e tudo aquilo parecia se repetir em minha mente diversas e diversas vezes. Vi vaga-lumes tão pequenos que poderiam ser infinitamente menores do que eu e minha irmã; vi outros tão grandes que não pareciam caber na compreensão de qualquer pessoa. No entanto, depois de toda a eternidade que passamos ali contemplando aquele ballet universal eu vi ao longe um pequeno vaga-lume; este era azulado e foi crescendo a medida em que eu me aproximava até que em certo ponto estava tão grande e nítido que eu pude vê-lo em sua totalidade. Vi pedras, vi rios e vi animais. Vi muitas coisas, inclusive o coração dos homens. Então comecei a cair em sua direção. Então voei por cima do oceano, voei por vários continentes até que embaixo avistei uma bela floresta em um belo outono. Então cai em sua direção, cada vez mais e mais. Então vi árvores, e quando as atravessei, eu vi um poço e cai dentro dele.

Não sei quanto tempo passei ali, desmaiada. Mas acordei e ao meu lado estava minha irmã. Gritamos por ajuda até que por sorte ou destino fomos resgatas pelo jardineiro e seu rosto ensanguentado.

Os anos foram se passando e pensar no que havia acontecido aos nossos pais feria tão profundo que nada poderia curar. Não me lembro ao certo como saímos dali, daquele lugar. Talvez minha cabeça não queira lembrar. No entanto me recordo que a Berlim eu nunca mais voltei em viagem; apenas em pesadelos.

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