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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Dec
08
2009

Rex Virtualis – Interludium

Escritor: Gerson Machado de Avillez

rex-virtualis

O Vento é o ar em movimento, sabemos nós que este movimento se dá pelas variações térmicas, pois o quente tende a subir e o frio a descer, fazendo assim que essas camadas de variações de temperaturas manifestas no ar se movimentem provocando assim a renovação, o equilíbrio climático e atmosférico, vital para nosso mundo. O vento é a manifestação do mundo em busca do equilíbrio, e de renovação, tanto que onde há muito calor, é posterior que venha-se um temporal, que é justamente a justaposição desta variação.

O vento é tão poderoso que este até mesmo trás areia do Saara sobre a Amazônia, fazendo-a atravessar o oceano até aqui. Mas quem não gosta de uma boa brisa? Por a acaso a ausência de vento, não é prenuncio de temporal? O Vento forte é a ira de Deus, a busca do equilíbrio que o homem retira. Quem pode ver o vento, quem pode ver Deus? Assim é o espírito e o que pode nos traz sabedoria ou a ruína, o firmamento não se destrói com o vento.

O Vento é tão importante, que o chamado novo mundo não teria sido descoberto pelas caravelas, o Brasil simplesmente seria um lugar apenas habitado por povos indígenas, extremamente primitivos. Estas caravelas dependiam primordialmente das correntes de vento para navegarem, sair do lugar, suas velas eram içadas de acordo com a direção e intensidade dos ventos. Para se ter uma idéia, existiam alguns pontos do oceano que eram temidos pela sua ausência, “calmaria”, como o mar de sargaços em que muitas vezes embarcações passavam dias e dias presas sem sair do lugar por falta de vento, muitas vezes sendo fatais a seus tripulantes, que pereciam de doenças, sede e fome. Esses pontos do globo eram tão terríveis e conhecidos por serem repletos de algas e névoa graças a falta de renovo provocada pelo vento. Sem o vento o ar estagna, apodrece, a exemplo das descobertas subterrâneas onde muitas vezes o ar se torna venenoso. Por isso antes de cuspir contra o vento, lembre-se, isso pode se voltar contra você. Deus fala pelo vento, sobre o vento assim como seu sopro fora de vida ao homem. Os oceanos, a terra, seria um lugar morto sem o vento. A ausência de vento é mau pressagio.

O Vento e o tempo são ligados…Pois onde não há tempo, não a vento, o vento é necessário para a renovação, é ele quem trás boas novas, os bons ventos. O vento é invisível, de modo que provasse que não devemos julgar nada pelo rotulo, pois a essência é como o vento, é espiritual e incapturavel, ou você consegue prender o vento dentro de um recipiente? O vento se sente, e se respira, mas nem todos capturam sua essência.

A Escuridão dominava as ruas da antiguidade na velha Europa. Ruas compridas e frias se perdiam no horizonte cobertas por uma nevoa que tornava a visão turva e limitada, quando surgindo em meio a esta alguns homens corriam silenciosamente pela escuridão carregando diversos baús de madeira como quem fugissem de algo. Foi então que ao chegarem a um porto a nevoa se dissipava revelando outros homens e uma pequena quantidade de caravelas e de repente um ruído de grito sufocado rebuscava o som produzido pelas marés. Era um homem amarrado e amordaçado que desesperado agonizada tentando-se soltar, mas apenas seus olhos pareciam prestes a isso tamanho o horror que sentia. Então os homens que o carregavam para o navio foram perguntados e estes responderam que sua família havia conseguido fugir pedindo auxílio a família real daquele lugar. Eles, no entanto, tinham pressa e não demorou muito para sons de cavalos que sucederam luzes de lamparinas se aproximassem, eram soldados que os caçavam, porém tarde, eles já haviam saído mar a dentro. Quem seriam eles? Os Templários ou algum outro grupo de acusados de bruxaria pela igreja?

Meses se passaram e aqueles homens depois de uma escala num outro pais na Europa seguiram para um lugar inóspito e distante seguindo orientações aparentemente específicas e usando uma bússola estranha. As condições de vida caiam, a água se esgotava e pouco a pouco muitos morriam por doenças ou fome. O canibalismo dos corpos que iam falecendo se tornaram o prato do dia naquela pequena esquadra, mas aquele homem autrora amordaçado continuava vivo.

A Caravela tinha pleno domínio de seu apêndice desta então fantástica tecnologia pelos portugueses, fora criada provavelmente no século XV. Elas eram normalmente o dobro do tamanho das naus e tinham cerca de 30 metros de altura e largura. No entanto, a origem de seus vocábulo teria vindo do árabe carib, mesmo que no entanto, alguns creditem este nome ao carvalho madeira do qual eram feitos. Aqueles grandes barcos de madeira era absolutamente tudo que tinham por meses em que navegavam pelos oceanos do mundo a procura de novos continentes, para isso eles juntavam o máximo possível de provisões e seguiam audaciosamente. Porém aquelas embarcações não seguiam exatamente isto, estavam repletas de tesouros principalmente…

Como Deus assopra sobre as velas do inimigo? Enquanto caravelas se perdiam e suas tripulações pereciam a deriva no mar de sargaços por falta de vento, aqui o mesmo bom vento ajudava a arrastar uma doença pelo mundo.

O Primeiro sinal de terra firme no entanto, foram imensos blocos de brancos de gelo que boiavam pelo mar e era tudo que aparentemente havia naquele lugar gelado além de imensos ursos brancos. Lá, encontram um porto seguro distante de qualquer inconveniente, naquele lugar então completamente inexplorado. Escavando no gelo, utilizaram a própria madeira das embarcações para construir seu refúgio-depósito um lugar a prova de intrusos. Muito antes de pensarem em 1867 comprarem aquele território se chamando Alasca.

Aquele homem antes raptado vivia lá, sem ver a luz do dia depois que o lugar passou a ser frequentado por baleeiros da estação construída por aqueles homens como fonte de recursos. Seu nome era Joseph Avila.
Lá dentro, nos subterrâneos daquela estação um pequeno laboratório rudimentar onde se eram realizadas diversas experiências esquisitas e muitas vezes absurdas. No entanto, uma espécie de estranha armadura repleta de símbolos era cuidadosamente construída com auxílio daquele homem mantido cativo sob as mais diversas ameaças, até que ele resolvesse aproveitar uma brecha e fugir até a superfície…

Paris, França

Um grupo de aventureiros de fim de semana especializados em espeleologista urbana em antigas construções principalmente subterrâneas partia para mais uma aventura na madrugada de Paris, rumando a uma misteriosa porta enquanto uns vigiavam para verem se algum guarda se aproximava até os demais entraram numa das inúmeras entradas daquele lugar desconhecido a luz do dia. Os “Kataphiles”, como eram chamados, costumavam submergir neste imenso complexo de catacumbas, uma necropole chamada “Les Carrières de Paris”, seguindo seus imensos corredores frios e escuros entre cortados pelas luzes de suas lanternas, os corredores feitos em tijolos grafitados e repletos normalmente de ossos humanos, apesar de há muitos séculos atrás terem sido criados originalmente como túneis de pedreiras se tornaram em imensos ossuários como solução idealizada pelo General da Polícia Alexandre Lenoir para um problema de superlotação nos cemitérios no final do século XVIII, guardando cerca de aproximadamente ossadas de milhões de pessoas ao longo de todos estes anos.

Muitas das descobertas realizadas nestes complexos, não somente de pinturas rudimentares a grafite datados do século XVIII, mas entre outros artefatos eram creditadas aos “Kataphiles”. Mesmo que aquele lugar também mais atualmente fosse freqüentemente saqueado e destruído pelos mais diversos tipos de pessoas: de grupos políticos a religiosos, de usuários de drogas a outros que muitas vezes se perdiam em seus infindáveis corredores e sem encontrarem a saída muitas vezes eram encontrados já mortos. Ali já foram registrados de crimes como rituais macabros e ponto de esconderijo para peças roubadas e até mesmo um cinema clandestino. Em 1871 um grupo de comunistas chegaram a matar diversos monarquistas em seus corredores.

Aquele imenso lugar junto ao complexo subterrâneo romano, que continham mais de 40 catacumbas e o metrô de Londres que era o maior e um dos mais antigos, fundado em 1863, é um prato cheio para estes aventureiros. Por isso aquele lugar tão rico em histórias bizarras que serviram tão frequentemente de inspiração para Victor Hugo a Umberto Eco para seus livros, justamente por este histórico sombrio, mesmo apenas uma pequena parte era aberta ao grande público, pois ainda haviam pontos com perigos de desmoronamento.

Depois de longas horas naquele complexo, um dos homens do grupo enquanto fizera uma parada para olharem o mapa que tinha catalogado boa parte conhecida do complexo por temerem ter se perdido, pegou um crânio e brincando com ele na mão imitava uma cena de uma das peças de Shakerpare, quando percebeu que ao tira-lo dali desestabilizou o pequeno amontoado de ossos fazendo com que este desabasse revelando o nome da antiga empresa que cuidava de reparar as cavernas para que não provocasse danos a estrutura das construções na superfície. A “Service des carrières” era um órgão governamental criado em 4 de abril de 1777 para cuidar do deteriorado sistema de cavernas que ganhou a função posterior de zelar pelas agora tornadas catacumbas.

O Nome meio que apagado era sucedido por uma marcação de concreto colocada obviamente posterior a esta empresa. O concreto agora podre pela erosão, sucedia a revelar uma pequena entrada do qual só se era possível passar agachado. Assim apesar de o incidente ser sucedido por uma dura repreensão do líder do grupo estes pensavam em cumprimenta-la pela descoberta.

Usando um fêmur para cutucar a entrada que de tão podre cedeu com o osso se abriu fora logo em seguida iluminada pela lanterna deles revelando uma imensa galeria. Eles sabiam que haviam lendas acerca daquele lugar de que até mesmo guardaria corpos colocados em suas paredes e por isso a empolgação. No entanto, ao entrarem perceberam que a descoberta poderia ser mais que isso.

Dentro havia uma enorme suástica e em meio ao escuro cortado pelas luzes das lanternas em meio a poeira levantada se podia contemplar aquele achado. Eles sabiam que durante a Segunda Guerra Mundial aquele complexo fora usado tanto por membros da resistência francesa quando pelos alemães nazi, e apesar disso não ser uma novidade sem dúvida era um imenso achado.

Ao entrarem um a um, logo acharam um corpo de um membro da SS, caído no chão, aquele esqueleto estava perfeitamente uniformizado com aquele belo figurino típico como quem tivesse ali se sentado guardando (ou aguardando) algo até morrer. Logo viram uma pequena mesa, com muitos papeis com estranhos desenhos e textos como de algum projeto e algumas armas daquele período como uma lunger, e no fundo as luzes revelava a silhueta como a de um soldado de pé. Logo todos centraram suas lanternas aquele lugar, revelando algo no mínimo incomum, era a “armadura” construída a séculos atrás por homens estranhos no Alasca. No entanto, aquilo não era uma armadura, mas muito mais do que isso.


Categorias: Contos,Rex Virtualis | Tags: ,

5 Comments»

  • A volta do Gerson aqui para o ONE, welcome back!

    Depois volto aqui, estou mega atrasado hoje =)

  • Ledark says:

    Veja o que os bons ventos trouxeram ao ONE! rs
    adorei a introdução falando sobre o vento, e confesso que algumas coisas ali me fizeram refletir e pensar por algum momento (como por exemplo a distância em que o vento poderia levar algo de m lugar a outro, etc)

    Só que derepente você muda a narrativa de um modo tão abrupto que eu me senti levando um soco no estômago, sem saber para onde iria e porque fui apresentado a toda aquela ventania.

    Continue lendo esperando uma resposta à minha divagação, e para minha surpresa você conseguiu guiar o conto para um outro assunto sem parecer a quebra dos temas forçada demais. Parabéns! Em todo caso, gostei mais da primeira parte do texto, achei todo o início incrível!

  • Gerson Avillez says:

    O vento tem um papel importante nestes contos assim como outros, mas é necessário compreender a estrutura geral (ler tudo) para compreender neste sentido. No mais a idéia é ser um soco no estomago mesmo – no bom sentido, claro.

  • Gerson Avillez says:

    As narrativas mesmo que inicialmente pareçam ser contrarias elas se amarram ao fim, se justificando o porque do aperente side history…

  • Rainier Morilla says:

    Muito bom este conto.
    A questão do vento veio a calhar com todo o contexto apresentado a frente.
    As ruas cobertas por névoa, as caravelas, o ar preso que se torna venenoso. O contexto e cultura desses locais são indicados pelo que foi descrito sobre o vento antes. Esse é um conto primoroso.
    Parabéns Gerson.
    Lerei as continuações e já ficarei no aguardo de mais…

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