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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Dec
04
2009

Um Outro Conto de Fadas – Capitulo 2

Escritor: Renan Barcellos

um-outro-conto-de-fadas

As horas se passaram vagarosamente para a pobre Faye. Não podia dormir, não podia falar, se mexer, ou fazer qualquer coisa que lhe mantivesse acordada. Constantemente sentia que iria perder para o sono que cada vez mais clamava pela consciência da garota e, na situação tão desconfortável, quase desesperadora, apenas uma coisa lhe mantinha desperta, que era a certeza de que a espera terminaria.

Ela não soube dizer quando começou, ou quanto tempo havia se passado desde que começara a luta para se manter acordada, mas, em algum momento de sua longa espera, começou a ouvir – vindo de bem longe, quase de outro mundo – um som parecido com o rumor produzido pelo bater de asas. O coração da garota se incendiou de alegria, mas, ela se forçou a permanecer como estava, fingindo-se de adormecida. Afinal, temia que, se a fada soubesse o que se passava, esta fosse embora sem que sequer tivesse tempo de explicá-la a situação que passava. Portanto, usou suas ultimas reservas de força de vontade para conter-se diante dessa situação mágica e não estragar o seu “disfarce”.

Segundos – que mais pareciam minutos, para a garota – foram passando lentamente conforme aquele barulho tão parecido com asas a bater ia se intensificando e ficando mais próximo. As longas horas que tivera de esperar já haviam sido esquecidas, soterradas pela angustia que esses últimos momentos geravam na menina. Ela sentia que a fada se aproximava, sabia que ela viaja de um lugar distante, como outra dimensão, e aos poucos ia vencendo a barreira entre os mundos, para então finalmente chegar ao quarto onde repousava.

Uma sensação que nunca sentira antes se apoderou da jovem. Ela sentia-se tensa, com medo, mas a adrenalina corria em seu sangue de uma forma que ela não poderia deixar de desejar saber o que estava por vir. Sabia – de alguma forma sabia – talvez afetada pelo misticismo da situação – que aquele seria um dos momentos mais importantes de sua existência e então, por um momento – que não pôde dizer o quanto durou -, viu, não com olhos mundanos, mas com uma visão que não sabia possuir – vinda na forma de uma serie de flashs, emoções e sensações, como uma vida inteira passando numa velocidade alucinante, de uma forma que não conseguia compreender, ainda – que sua antiga vida não voltaria, que há partir dos próximos instantes ela seria imersa em uma historia que estava além das histórias mais fantasiosas e desempenharia um dos papeis principais.

Quando despertou do súbito e misterioso transe em que entrara, percebeu uma presença, perto dela, acabara de chegar ao seu quarto. Soube no mesmo instante que um ser mágico estava ali, logo ao seu lado! Uma corrente elétrica passou pelo corpo da garota, partindo do cerebelo até chegar aos pés, fazendo-a tremer. Era a excitação de saber que seria levada dali. Que a espera havia acabado. Prendeu a respiração diante do momento que julgou ser o melhor de sua vida, concentrou-se, queria que a imagem ficasse gravada em sua mente, como uma foto de alta resolução. Forçou-se a aguardar mais alguns segundos.

Asas batendo contra o vento, se aproximando…
Coração subindo à garganta, mal se contendo…
Um som abafado, pés alcançando o chão…
Um arrepiar eriçando os pequenos pelos do braço…
Passos, ecoando pelo quarto…
Músculos se contraindo, tensos pela expectativa…
Uma pequena mão, levemente levantando o travesseiro…

A espera acabara. Agora era o seu momento…

… Abriu os olhos.

A euforia de Faye não a deixara perceber o estranho cheiro de podridão que havia tomado conta do recinto, junto com a chegada do ser.

Owen estava deitado em um dos andares da escada de emergência, o imediatamente acima do quarto da garotinha. Barriga para cima, uma perna dobrada e a outra cruzada por cima dela. Brincava com a arma, girando-a no indicador e em seguida empunhando-a em posição de tiro já mirando em um alvo imaginário e fazendo, com a boca, um “Psschiu”, que parecia representar um tiro. Parou com o seu passatempo e levantou uma das sobrancelhas, reclamando silenciosamente sobre como a história parecia mostrar apenas seus piores momentos e pensando sobre se deveria explicar o porquê de sua despreocupação ou deixaria o trabalho para o narrador. Decidindo se vingar, resolveu que não gastaria saliva comentando sobre a situação.

Ele estava relaxado, pois sabia exatamente a hora que teria de agir. Não era que nem algumas pessoas, que sentiam a presença dos seres fantásticos e podiam dizer quando eles estavam cruzando as barreiras que separam o lugar onde vivem do mundo mortal. Mas ele sabia que todas essas criaturas, sejam boas ou más, tinha regras que nunca poderiam quebrar, algo que estava ligado diretamente com a força mágica que possuíam e nunca ousavam contrariar. Owen tinha o conhecimento de que o que viera a ser conhecido através das antigas lendas por “fada-dos-dentes”, só poderia fazer a Travessia durante o que ele chamava de “hora-mágica”, momento em que esse tipo de feito parecia – por algum motivo desconhecido por ele – ficar mais fácil. Owen era bom no que fazia, sabia exatamente quando agir.

O relógio digital que trazia amarrado no pulso começou a apitar. Estava na hora. Ele levantou-se com um sorriso nos lábios, estralando braços e pescoço, como que se aquecendo para o que viesse a seguir Mesmo com o alarme, não se preocupou. Havia marcado para despertar às 2:58AM. Tempo de sobra para que descesse alguns degraus e prepara-se o que chamava de “gloriosa emboscada”. Desceu lentamente alguns degraus da escada, enquanto ajeitava o chapéu. Checou a arma uma ultima vez e decidiu que ela estava e perfeitas condições. Decidiu que estava tudo pronto… ou melhor, que faltava apenas uma coisa. Tirou uma meleca da narina esquerda e, com petelecos, fez com que a mesma saísse do dedo.

“Agora sim” – pensou ele – “tuuuuudo tudo pronto… E não ligo a mínima para sua opinião sobre higiene pessoal”

Olhou para o relógio uma ultima vez. 3:00. Aprumou-se e sentiu os músculos endurecerem. Ficara tenso, isso sempre acontecia no ultima instante. Ele não podia sentir a presença da fada. Sabia que ela se aproximava, faltando pouco para aterrissar no quarto, mas sentia-se cego por não saber exatamente onde ela iria fazer A Travessia.

= Bem que eu poderia ter a maldita Visão, seria bem mais fácil e me pouparia de um monte de problema… Mas não… O escritor não me daria isso… Seria muita apelação.

Sorriu. Um sorriso matreiro, de canto de lábios. Por mais que reclamasse, por mais que se sentisse inseguro em não conseguir sentir aqueles seres, adorava a situação. Amava saber que estava em perigo e apenas sua própria capacidade lhe salvada dos problemas dos quais enfrentava. Seus olhos insanos se reviraram, demonstrando que se lembrava de situações passadas. Deu um risinho, que poderia se transformar em uma risada maníaca, mas ele teve que se controlar. Afinal, ali estava a fada.

Ela chegara sorrateira como sempre, sem fazer barulho e, mesmo que o fizesse ninguém ouviria, afinal, aquela criatura fazia isso, impedia que as pessoas as ouvissem enquanto “trabalhavam”. Apenas umas poucas pessoas tinham a capacidade de ouvi-las, e quase todas as crianças caíam no sono com a sua chegada.

Owen preparou a arma, esperando pelo momento em que a criatura estivesse mais vulnerável: quando ela estivesse colhendo o dente. Foi seguindo o ser com a sua pistola, movendo a mira vagarosamente, conforme a fada caminhava. Um suor frio desceu pela sua testa, sempre ficava nervosa nessas horas, mas não por medo do que fazia, mas sim por medo de falhar. Não era a primeira vez que seguia uma das fadas e nada dera errado em nenhuma das ocasiões, essa lembrança lhe trouxe confiança. Mas de qualquer jeito, sorriu ele ao pensar, ele era Owen “Grim” Hughes.

= E “i’m the best in what i do”.

Preparou-se para atirar, com a certeza que acertaria o alvo. Uma bala na nuca da criatura. Fim de sua existência amaldiçoada. Depois iria embora, à procura de outra caça, afinal, toda praga precisa de um exterminador e se alguém iria livrar o mundo dessas pragas mágicas, seria ele.

Começou a pressionar o gatilho, sincronizando com o momento imediato em que aquele ser estaria completamente vulnerável.
Era chegada a hora.
Foi então que a garota abriu os olhos, algo que não deveria fazer, pois todas as fadas impediam que as crianças acordassem, com um feitiço permanente que envolvia seus corpos mágicos. Algo estava muito errado.
Por reflexo e espanto por perceber que a menina mantinha-se desperta, acabou não disparando a arma, perdendo o único momento em que teria a chance de atingir a criatura sem que corresse o risco de acertar a criança que estava deitada…
Havia perdido sua melhor oportunidade….

… A garota corria risco, agora. Mas, pensava ele, esse acontecimento só poderia significar que o escritor finalmente queria levar a historia adiante. Por isso, o caçador teve toda a certeza do mundo, – como quando um não filosofo e não cientista olha para céu e sabe que este é azul – que o corvo estava de olhos abertos, prestando atenção em tudo o que ocorria.

Isso iria acontecer alguma hora… Owen sabia.

5 Comments»

  • Renan barcellos says:

    Não tenham medo em ofender na hora de criticar xDD
    Aguento criticas pesadas ^^

  • Dean says:

    Pô, não dá pra criticar aquilo que está bom! Sério, o jeito como você descreve a situação realmente incita nossa imaginação. Só achei que ficou faltando um pouco da ação do primeiro capítulo… digo… aquela trama mais movimentada, com maiores explicações… Mas vamos ver como vai ficar no final. Só não entendi a parte da podridão, cheguei a pensar que seria porque o cara havia atirado na tal fada…
    Muito boa a idéia!

    Abraços.
    Dean.

  • Eu to devendo comentários pra vocês aqui. Calma.. comming soon. Mega ocupado .. neste exato instante. E não apenas neste conto, mas em alguns outros… =/

  • Thainá Gomes says:

    Adorando isso!muito legal mesmo eu ri muito com os comentários a respeito do escritor,um dia vou fazer isso.Adorei essa tecnica.

  • Asami says:

    Boa Renan! Continua seguindo muito bem. Adoro a forma como é feita sua narrativa, sempre deixando um pouco de suspense e também o fato de Owen não só saber que é um personagem, mas também sentir vontade de confrontar o narrador, mesmo sabendo que não é capaz. Adorei mesmo 😀

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