O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

>> Confira outros textos de The Gunslinger

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Dec
14
2009

Wulfgaard ‘Bjorn’: A saga de um guerreiro – Parte 8

Escritor: Gabriel Cunha

a-saga-de-um-guerreiro

Capitulo 1 – Um Novo Começo – Continuação

A cidade já estava sendo iluminada com tochas e as fogueiras nos muros também estavam sendo acesas. Desci pela rua e encontrei a taverna. Não foi difícil. Um homem jazia caído no próprio vômito à porta. Precisei passar por cima dele para entrar. Ele apenas soltou um gemido quando pisei em suas costas.

Lá dentro havia bastante gente. Poucos saxões e muitos dinamarqueses. Me sentei em um canto e em pouco tempo uma ruiva, de ancas largas e seios fartos, me deu uma caneca com cerveja e um pedaço de pão. Comi e bebi enquanto ouvia uma canção de um Skald que animava a noite. Soltei um forte riso quando alguns homens derramaram cerveja em uma prostituta e começaram a lamber seu corpo nu, enquanto ela se torcia de cócegas e ria.

Passei algumas horas naquele lugar, mas saí antes que ficasse completamente bêbado. Tinha que levar o tal padre em segurança até a aldeia. Subi a rua indo para a casa onde passaria a noite quando, meu caminho foi bloqueado por três homens.

– Então você é o famoso homem que arrancou os dentes do Havard aqui. – Olhei e vi que o homem que eu havia socado estava ao seu lado.

– E arranco os que ainda sobraram, e o de vocês dois se não me deixarem passar. – respondi já segurando o punho de Sangue Fresco.

– Antes que retirasse a sua espada da bainha, já estaria morto no chão como um porco velho. – O homem que falava era novo, bem mais que eu. Na verdade era um garoto ainda, e falava bem calmamente. – Olhe para trás seu cão sarnento.

Olhei e vi que haviam dois arqueiros prontos para disparar ao sinal daquele garoto com cara de bobo.

– Meu nome é Ingvar Asgeisson. Sou filho de Asgeir, o Manco. – Ingvar deu dois passos na minha direção. – Não vim aqui matar ninguém, irmão. Pelo contrário. – Assim como o pai, era espontâneo e me deu um típico tapa no ombro. – Soube que estava na taverna e vim para bebermos juntos.

– Agradeço, mas amanhã partirei cedo com o padre.

– Isso não é problema – Ingvar sorriu. – pois amanhã partirei com vocês.

– Quem disse isso? – Perguntei já irritado. – Para mim, tomar conta de um padre velho já é o suficiente. Não levarei um garoto comigo.

– Então amanhã fale com meu pai sobre sua recusa. – Ingvar passou por mim e com ele os dois homens. – Os cavalos estarão selados ao amanhecer. – E dito isso, se foi.

Continuei meu caminho até a casa em que ficaria. O cômodo era apertado e deveria haver umas dez pessoas ali. Deitei-me no chão de junco e fiquei pensando em um bom motivo para levar Ingvar comigo. Pensava também em Ailith. Como queria estar com ela naquela noite, e em todas as outras também. Não sabia o que as Norns teriam para nosso futuro, por isso, queria passar cada noite com ela. Realmente eu não imaginava o que estava por vir.

– Senhor. – Senti algo tocando meu braço e desembainhei Sangue Fresco. – Calma senhor. Apenas o acordei por que um padre o chama lá fora. – Era um dos homens que habitava na casa e pelo jeito era aldeão.

– Dá próxima vez que me acordar assim, vai perder o braço.
O homem se afastou e saiu da casa. Uma mulher me trouxe uma vasilha com água para lavar o rosto, tirar o gosto ruim da boca e limpar o nariz. Depois que terminei, ela levou para outro homem. Mal saí da casa e só deu tempo de perceber que o céu estava em um azul sereno, sem nuvens e o sol brilhando com força, quando uma figura roliça e mais baixa que eu veio ao meu encontro ainda na porta da casa.

– Bom dia senhor Johan! – O homem era bem alegre e espontâneo. Não sei o motivo de tanta alegria assim. – É bom conhecer o homem que me levará em segurança até a aldeia de Withburga.

– Em primeiro lugar padre, eu não sou senhor de bosta alguma. E em segundo, eu levarei você, mas não garanto segurança. Até porque, se alguém quiser matar um padre, não vou me meter.

– Ah meu filho. Então apenas me leve até lá, pois minha segurança está em Jesus Cristo. – O padre abriu os braços e olhou para o céu.

– Espera segurança do deus que morreu preso na cruz? – Gargalhei diante disso.

– Se está rindo tanto, por que carrega uma cruz em seu peito? – o padre estava com um risinho no rosto.

– Acho que você deve fazer menos perguntas se quiser continuar vivo, padre.

– Acha que a morte me intimida, guerreiro? – O homem de meia idade agora possuía uma expressão séria enquanto falava. – Eu sei que quando morrer estarei face a face com o meu Deus. E você? Tem certeza de que irá falar com seus deuses?

– Não tenho certeza de nada padre. Meu futuro é tecido pelas Norns, não por mim.

– Interessante a crença de vocês pagãos. – o padre tinha voltado a ser alegre agora. – Pode me dizer guerreiro. Essa cruz foi dada por sua mulher. Certo? – Ele estava com um risinho no rosto.

– Sim padre, foi dada por minha mulher. Agora podemos ir? Estou com fome.

– Podemos filho. E pode me chamar de padre Baldwyn, ou apenas Baldwyn se preferir.

Chegamos à grande casa onde Asgeir, o Manco e seu filho Ingvar estavam. Quando entramos, os dois estavam sentados à mesa e fomos convidados a sentarmos com eles. Mais alguns homens estavam lá também. Foi servido pão, queijo e hidromel, e eu não via a hora de sair dali.

– Então Johan! – gritou o velho Asgeir. – Mostrou sua espada para muitas mulheres na taverna ontem?

– Infelizmente não encontrei sua mulher ontem para que tal coisa fosse feita. – Falei com a boca cheia de queijo.

– É porque ontem ela estava sentindo uma espada de verdade rasgando seu rabo. – Soltou uma gargalhada enquanto fazia um gesto com os braços e corpo, indicando que tinha fornicado com sua mulher.

Os homens da sala caíram em risos enquanto o padre Baldwyn baixava a cabeça e pedia perdão a Deus por estar no meio de uma conversa tão rude.

– Meu filho lhe disse ontem que vai seguir com vocês. – Asgeir estava com a barba suja de hidromel e pão. – Os três cavalos já estão prontos para serem selados no estábulo. Quando terminarem aqui já poderão partir.

– Não irei levar o garoto comigo. – Protestei. – Vim aqui apenas para levar o padre, e não para tomar conta de um garoto que pensa ser guerreiro.

– Como ousa falar assim do meu filho? – Asgeir se levantou e socou a mesa. – Retire o que disse ou vai morrer como um cão implorando pela vida!

– E quem vai me matar? – Levantei e puxei Sangue Fresco da bainha. – Esses homens? Seu filho? Sua mulher? Você?

– Tenham calma senhores. Ninguém vai matar ninguém aqui. – O padre Baldwyn era o único homem calmo naquele momento. – Senhor Asgeir, eu me responsabilizo por levar seu filho até a aldeia de Withburga.

– Pode levar, mas antes, eu vou matar esse filho de uma prostituta velha!

– Mas senhor Asgeir, se ele morrer, não teremos como chegar à aldeia. E assim o senhor também irá entrar em guerra com o senhor Wulfgaard. – Padre Baldwyn era o único que tentava resolver as coisas de forma pacífica.

– Se Wulfgaard entrar em guerra comigo, não valerá nada igual a este cão sarnento. – O velho Asgeir já estava empunhando sua espada. – Daqui ele só sai morto ou com um milagre.

Asgeir, Ingvar e os homens que estavam ali empunhavam suas espadas. O padre Baldwyn tentava amenizar as coisas, mas parecia não adiantar. Eu estava em grande desvantagem. No máximo conseguiria matar dois ou três antes de morrer. Eu só queria ver Ailith mais uma vez, mas para sair dali, apenas morto ou com um milagre. E a hora do meu milagre havia chegado.

– Papai! Deixe o homem ir. Ele precisa guiar o padre Baldwyn e Ingvar até a aldeia.

Eu fiquei estagnado. Quem era aquela? Era uma menina linda. Tinha o rosto fino, corpo esguio e longos cabelos loiros que faziam cachos. Um par de olhos verdes que faziam qualquer homem ficar embasbacado. Era mais nova que seu irmão, mas possuía uma personalidade forte.

– Não se meta aqui Frida. Isso é conversa para homem. E você, minha filha, é apenas uma garotinha.

– Não sou mais uma garotinha – A menina fitava cada homem no salão com seus grandes olhos verdes. Seu vestido possuía fios de ouro. Um cordão de prata pendia em seu pescoço, e ao fim do cordão, uma cruz de ouro. – e meu irmão é muito chato mesmo. Nunca participou de batalha alguma e pensa que é guerreiro. – Ela sorria. – Se forem apenas os dois, ele e padre Baldwyn, estarão desprotegidos.

– Seu irmão descende de uma nobre linhagem de guerreiros. Mesmo não tendo participado de batalhas, o sangue de vários guerreiros corre em suas veias.

– Sangue esse que estará derramado antes do sol se pôr caso eles forem sozinhos. – Disse uma voz vinda do lado de fora do salão.
Os homens olharam assustados para a porta buscando a voz que vinha através dela. Era uma voz medonha, parecia um grunhido, como um ogro. Padre Baldwyn estava sério e parecia se sentir desconfortável com aquela voz. Era como se estivesse ouvindo a voz do demônio. Frida sorria, dando a entender que conhecia a voz. Asgeir e Ingvar não ficaram surpresos, mas não gostaram da afronta. Eu faria o que fosse preciso para me manter vivo e voltar para casa. Enfrentaria qualquer homem, ogro ou demônio que entrasse por aquela porta. Porém, as três Norns fiavam algo diferente do que eu pensei.

– O que veio fazer aqui Naddod? – Asgeir estava mais irritado que antes.

– Soube que estava acontecendo uma pequena reunião aqui, então vim dar uma olhada. – O homem que entrou por aquela porta só poderia ser um ogro. Era tão alto que precisou se abaixar para entrar. – Além disso, também vim ver minha noiva.

Nesse momento, Frida abriu mais ainda o sorriso.

– Se você não estava aqui antes, é porque não foi convidado a estar aqui, seu idiota. – Falou Ingvar.

– Respeito muito o seu pai, mas se falar comigo assim de novo cagalhão, enfio minha espada na sua barriga e a tiro pelo se rabo. E enquanto você estiver no chão, sangrando, vai ver meus cães comendo suas tripas. – Retrucou Naddod exibindo um sorriso malévolo enquanto eu soltava um pequeno riso com suas palavras.
Ingvar até cutucou o pai, mas ele nada fez.

– Continuando… – Naddod andava pela grande sala indo em direção à pequena Frida. – Se o cagalhão aqui e esse gordo careca que usa vestido forem sozinhos, duvido que cheguem à aldeia. Com sorte, chegarão com uma lança enfiada no peito e o pé preso no estribo.

– O senhor Naddod está certo, senhor Asgeir. Se formos apenas nós, seremos mortos. – padre Baldwyn agora se juntava à voz de Naddod.

– Não vou deixar meu filho viajar com um verme comedor de merda. – Asgeir apontava a espada para mim.

– Se você permitir Asgeir, eu vou com o padre e seu filho. Mas para isso, tenho que levar o pequeno guerreiro ali. – Naddod queria algo com isso, eu só não sabia o quê.

– Para que precisa levar o bastardo?

– Eu não sei o caminho, e acho que nem o velho de saia, nem o cagalhãozinho saibam. – Naddod olhou para os dois, recebendo apenas um meneio de cabeça dizendo que não sabiam. – Além do mais, se eu chegar lá sem o pequeno guerreiro, quem volta pendurado no estribo, sou eu.

Asgeir mandou que todos saíssem do salão e só ficassem os homens livres do lugar. Ele estava fazendo uma Althing, que é uma reunião para saber a opinião de todos. O motivo dessa Althing era eu, e seu resultado seria meu destino.

Padre Baldwyn estava de joelhos com a cabeça baixa. Segurava forte a cruz de madeira que possuía, enquanto falava baixinho algo que eu não entendia.

– Rezando para o seu deus padre?

– Sim. – Ele abriu os olhos e levantou a cabeça. – E acho que você também deveria.

– Não conheço seu deus padre. Nem nunca vi o poder dele.

– Então reze para os seus. – Agora ele se levantava. – Minha cabeça não vale nada aqui. A sua pelo que vi, já vale alguma coisa.

– Você é daqui mesmo padre?

– Sim. Sou de Wessex. – Ele sorria

– Você fala dinamarquês muito bem, para quem é daqui.

– Obrigado meu filho. Resolvi aprender depois que vocês chegaram aqui em 851. Falando sua língua é mais fácil falar de Cristo.

– 851? E em que ano estamos agora segundo seu deus?

– 870 meu filho.

A porta do salão se abriu e todos saíram de lá. Asgeir parou na porta e tocou o punho de sua espada enquanto me fitava. E em meio ao barulho natural que a cidade produzia, Naddod veio até mim.

– Pegue seu cavalo pequeno guerreiro, e você também padre. Vamos viajar.

– Meu nome é Johan Skald. – Olhei bem fixo para ele. – E se me chamar de pequeno guerreiro novamente, eu arranco o seu couro e o ponho para cobrir meu escudo.

Naddod deu uma gargalhada e foi pegar seu cavalo. Eu e padre Baldwyn fizemos o mesmo. Ingvar também estava indo pegar seu cavalo e assim nós começamos nossa jornada.

No Comments»

RSS feed for comments on this post.TrackBack URL


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério