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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Jan
14
2010

A Hospitalidade do Mago

Escritor: Vitor Vitali

a-hospitalidade-do-mago

1

Nas ermas terras ao pé da montanha em seu lado leste, dormia uma floresta densa de arvores altas e de casca escura. Muitos evitavam atravessa-la ou aproximar-se dela pois era contado nas rodas da ceia, quando o sol não mais iluminava os homens, que a floresta tocava a mente de quem tentasse atravessa-la e que ao sair a pessoa não mais era a mesma.

Talvez isto dito fosse apenas para que as crianças não se atrevessem a entrar e dessa forma acabassem por ficarem perdidas entre as sombras altas e densas da floresta, talvez não. No entanto, carregados de bagagem, dois homens vestidos em peles, couro e tecidos crus, caminhavam nas bordas da floresta contornando a montanha. Era noite e eles viram não muito distante de onde estavam, uma luz vinda do meio das arvores. Caminharam floresta adentro e após metade-de-uma-hora viram-se parados frente a uma casaredo de madeira.

O casaredo estava suspenso do chão por toras de madeira com cinco ou seis palmos. Eles subiram a escada de três degraus e viram-se então parados à porta da frente. A luz de seu interior, que varava através das brechas nas paredes de madeira, cessou de súbito como se um vento estranho houvesse passado por ali. A porta se abriu vagarosamente e rangendo, mas não era possível ver nada em seu interior. Os homens soltaram-se de suas bagagens e ajoelharam até que suas testas tocassem o chão e ali ficaram. Ouviam de longe, como se fosse apenas uma lembrança, uma respiração lenta e compassada. Então uma voz rouca vinda da escuridão no interior do casaredo falou: – Ssofrimento é o que oss atrevidoss cosstumam busscar ssem ssaber quando vissitam minha cassa. E eu, sabendo de ssuass intençõess, lhess proporciono, poiss ssou educado, e não gossto que me façam companhia. Mass o que disser doss doiss cordeiross que ajoelhadoss esstão no meu chão, como sse tal bela madeira apreciasse lhess ssentir o cheiro de sseuss narizóidess pruridoss e gargantass ssecas, lábioss rachadoss e facess deformadass em um consstante rossto de medo e de dúvida que pergunta a quem quer que olhe: O que ssou? O que quero? E para onde devo ir?

–Perdão. Sou Graim, filho de Altaim do descampado e este é meu filho Daraim, às ordens. Não entramos em suas terras por vontade e sim por força dos rumos do destino. Pedimos água para nossos cantis e um lugaredo para passar à noite. Não queremos abusar, mas apreciaríamos se nosso Senhor anfitrião nos proporcionasse pão para passarmos vivos à noite.

–Graim, ssou eu Dressdenai do ssétimo circulo. Bem-vindoss à minha casa é o que eu gosstaria de lhess disser, mass não aprecio a companhia de assassinoss, tão quanto não aprecio a pressença de quasse todoss oss ssenhoress do desscampado e ssuass línguass afiadass, tão quanto ssuass esspadass, como essta bela que carrega conssigo. Ssou velho, não tão maiss novo e forte como cosstumava sser, mass ssou Mago, e messmo depoiss de trêss centoss de anoss eu ainda vejo, ainda ouço, pensso e mato sse der-me vontade. Não pensse que poderá entrar em minha cassa e comer do meu pão e ainda matar-me enquanto durmo.

–Não, Senhor, perdão. Assassinos somos, sim, mas não de Magos. Não ousaríamos. E digo-te com sinceridade nossas intenções e história. Imagino que saiba do pedido do Kan de que capturemos os seres perigosos da região… por tanto subimos a montanha e matamos a medusa. O Mago respirou profundo na escuridão.

Levantando o rosto do chão, Graim viu que o cachimbo do mago estava aceso e sua face era iluminada sutilmente por ele, enquanto soltava anéis de fumaça.

–Deixe tuass armass aqui, bem com ssuass bagagenss e as de teu filho e entrem amboss.

Deixem também a essperança de que eu oss deixaria ir agora que oussaram tanto. Se tua história não me convencer, mato amboss e dou de comida ass galináceass, poiss oss carneiross não merecem comer de tua carne dessgosstossa. Podem entrar, Dressdenai lhess permite.

Quando os homens deixaram suas bagagens e armas no chão o fogo no interior do casaredo se acendeu e ambos entraram. Lá dentro viram um enorme salão retangular que sustentava o teto com várias colunas. No centro do salão havia um corte circular na madeira do chão com três palmos de profundidade e ali uma fogueira vistosa. Acima da fogueira, uma mesa de metal onde vegetais eram preparados; abaixo da mesa, espetos presos a buracos na madeira pendiam para cima da fogueira e assavam nacos de diversas carnes diferentes. Pai e filho entraram e sentaram-se em tocos de madeira que ficavam em volta da fogueira à distancia suficiente para esquentar-lhes o corpo, mas não queimar-lhes a pele. No fundo do salão, sentado em um trono simples, mas muito bem adornado com tecidos estava Dresdenai. Vestia-se em uma toga púrpura com lenços pretos e apoiava-se em um cajado de madeira tortuosa. Tinha aparência de oitenta ou noventa anos para um homem, mas possuía muito e muito mais. Mais até do que é esperado que um mago viva.

Os homens do descampado juntaram as mãos e agradeceram com seu tradicional cumprimento de levar a testa as mãos como sinal de respeito e submissão.

–Comessem e contem o que eu quero ouvir ou acharei mais esspaço nessa fogueira para vocês.

–Certamente, Senhor – respondeu Graim. – Tudo começou em janeiro…

2

Dresdenai pigarreou enquanto o homem procurava e arrumava as falas em sua mente.

–Não me tire a paciência que nunca tive – falou o mago.

–Oh! perdão. Digo-te, bem… O Kan disse aos homens que matassem os seres que pudessem ameaçar ao descampado. Muitas ovelhas haviam sido roubadas dele próprio por lobos-demônios e sua irritação era palpável. Então meu filho e eu fomo a ele e pedimos que nos desse as armas necessárias. Digo, somos apenas fazendeiros, não tínhamos dinheiro ou armas. O Kan nos deu então duas espadas e um arco, mais duas facas de corte de pele e um pederneira. Disse que são voltássemos com suas armas que ele faria nossas famílias pagarem pelo prejuízo. Aceitamos e voltamos para preparar a carroça.

–Não ouvi qualquer carroça passando aqui em muitos anoss – disse o Mago desconfiado.

–Certamente que não, Senhor. Fomos pelo lado Oeste da montanha para que a Medusa não pudesse nos ver de suas janelas voltadas para o leste, dois homens à se aproximar.

–E por que voltaram pelo Leste?

–Paciência, Senhor, contar-te-ei, mas a cede já nos maltrata a dois dias. Poderia dar-nos um copo de vinho ou cerveja? Tenho medo de que essa seja única forma de continuar a contar.

O Mago ofendeu-se claramente, mas por estranho interesse na morte da Medusa bateu com o cajado no chão e o barulho foi como se um trovão tivesse estourado dentro do casaredo. Os homens assustaram-se e o Mago sorriu ruidosamente. À frente dos homens do descampado agora haviam duas canecas de cerveja que eles apressaram-se a beberem.

– Prossiga, Messtre do desscampado, Graim – falou o mago pondo para trás seus ralos cabelos que dividiam espaço na cabeça com regiões completamente carecas.

–Ora, nossa empreitada não ocorreu como previsto. Ao chegarmos ao extremo Oeste da montanha, abandonamos nossa carroça e subimos a pé com nossas coisas. Subimos seis dias e seis noites até que vimos por fim a casa de pedra onde vivia a Medusa.

–Vivia? – indagou o mago interessado na história. – Ssabess, já encontrei um par de vezess com a Medussa e não acredito que ela tenha ssido morta por doiss frangotess humanoss como vocêss.

–Ah! é aí que esteve nossa diferença para a vitória. Mandei meu filhote frente à mim enquanto me escondi com o arco em um arbusto. O garoto esbravejou e gritou desafios à velha bruxa e ela apareceu a porta e partiu com ímpeto para cima do garoto e até lhe feriu a perna com uma de suas garras. Mas bem, atirei-lhe a flecha que varou o ar zunindo e acertou-lhe nas ancas.

O mago sorriu e Graim continuou.

–Ela então correu em minha direção e eu pulei para trás desviando-me de seu ataque. Meu filho recuperou-se e partiu para cima dela com a espada, cortando-lhe uma de suas cobras. Ela ficou dividida entre me atacar e ataca-lo. Puxei minha espada e ficamos ambos rodeando-a para confundi-la em sua audição. Nesse momento, ela abriu os olhos eu fechei os meus a medida em que pulei para frente rodopiando a espada e senti algo sendo cortado.

–E então, homem, o que cortou? – indagou o Mago.

–O rosto da medusa. Mas o arco do corte foi tão grande que acabei por cortar o braço de meu filho também. O garoto levantou a manga de sua roupa até o ombro e ali estava um corte profundo e infecionado nas bordas, atochado de ervas para que cicatriza-se. O mago riu ruidosamente e suas risadas encheram o salão por tempos.

–Fico feliz que tenha apreciado a história, meu Senhor – comentou Graim novamente cumprimentando em respeito o Mago. – Espero que nos aceite com sua hospitalidade por essa noite.

O Mago ponderou por alguns segundos e soltou um belo e formoso anel de fumaça, disse por fim: – Esstou inssatisfeito com a história. Infelizmente, não explicass-te por que veio pelo lado lesse até agora.

–Meu Senhor, as barrigas, minha e de meu filho, sofrem já a dias com a fome, não poderia nos servir uma ceia? Alimentados e satisfeitos poderíamos então continuar a história.

–Poiss bem, ssirvam-sse – disse o Mago e os homens do descampado caminharam até o fogo.

3

A ceia foi farta e saborosa como só os temperos e a hospitalidade de um Mago poderiam permitir. Havia cordeiro em nacos portentosos e costelas de porco temperadas com ervas e sal.

Haviam legumes frescos e fritos no queijo de cabra, além da cerveja mais deliciosa que aqueles homens já haviam provado.
–Satisfeito como nunca estivemos – falou Graim limpando a boca com a barba. – Obrigado pela refeição; sem pares em qualquer reino.

O Mago retribuiu o agradecimento com um aceno simples da cabeça.

–Bem, hora de continuar? Certamente. Bem, ora, meu filho foi ferido no braço por mim, mas por esse sacrifício a Medusa havia ficado cega. No entanto, para quem passa quase que toda a a vida de olhos fechados, seu olfato e audição haviam sido aprimorados. Tiramos por tanto apenas uma de suas armas, o olhar petrificantes, no entanto, sua defesa era ainda difícil de ultrapassar. Golpeei com a espada algumas vezes, em vão. A Medusa desviou bem de todas e investiu contra mim utilizando o impulso de seu rabo de cobra. Me joguei para o lado e cai sentado. Ela me enrolou e apertou e eu senti que meus ossos iriam se quebrar em alguns segundos. Mas meu filho golpeou o tronco dela e sangue jorrou. O aperto se soltou, mas não completamente. Ela se virou para atacar meu filho com suas garras e ele as defendeu bem com a espada. Partiu para cima e a estocou perfurando seu peito e a fazendo gritar. Ela me soltou e eu apanhei minha espada novamente. Medusa percebeu que sem seu maior trunfo, o olhar petrificador, não poderia nos atacar bem, apenas se defender. Mas a rainha das cobras não contava com nosso planejamento. Corremos de volta para nossas coisas enquanto ela nos seguia pronta para atacar a qualquer brecha, e retiramos de lá um vidro com um líquido amarelado. Desejo de cobras; abrimos e seu olfato aguçado não pode resistir, então encravamos lhe ambas as espadas em seu peito até que atravessasse e ela morresse.

–Como consseguiram um frassco de Dessejo de Cobrass ssendo apenass fazendeiross? – perguntou o mago intrigado.

–Nossa família trabalha em fazendas a muito tempo. Reunimos sempre que podemos as peles de cobra que encontramos para fazer seu chá e tirarmos de lá o Desejo de Cobra. Damos o chá aos idosos para que vivam mais, o problema de guardar tanto desejo, é a quantidade de cobras que são atraídas pelo seu cheiro, por isso sempre deixamos bem fechado.

–Essperto – comentou o Mago. – No entanto, sse foram lá atráss do dinheiro que a cobra rainha poderia lhess oferecer quando morta, o que esstão levando de volta ao sseu Kan para provar o sseu feito? Ou essperam que ele acredite apenass na palavra de fazendeiross?

–Levamos em nossa bagagem a cabeça da Cobra Rainha – respondeu Graim.

–Mosstre-me e prove ssua hisstória, forassteiro do desscampado – mandou o Mago.

Graim fez ao filho um sinal com a cabeça de que fosse lá em suas bagagens pegar o que o Mago pedira. O filho se levantou e voltou após um tempo trazendo consigo uma caixa de madeira.

O Mago saiu de seu trono e se aproximou dos homens. O garoto entregou-lhe a caixa e ele a abriu.

Tudo aconteceu muito rápido. Ao abrir a caixa uma clarão explodiu de dentro dela seguida por uma baforada de fumaça. O Mago, cego e desnorteado por alguns segundos não teve tempo de usar seu cajado antes que alguém o tirasse de sua mão e sua garganta fosse perfurada por um dos espetos usando na fogueira. Quando a visão lhe voltou, viu que Graim estava com seu cajado em mãos e que seu filho havia perfurado sua garganta por um espeto contendo ainda pedaços de carneiro. Não podia falar, não podia usar seu cajado. Não passava de um mero Mago sem poder naquele momento. Os homens sorriam.

–Conseguimos um Mago – disse Graim. – Quanto será que nos pagarão por isso, filho?

O Garoto não respondeu apenas riu triunfante.

Dresdenai sorriu também. Era velho, morreria mesmo em alguns anos. Parte dele havia deixado que aquela armadilha acontecesse. Havia sentindo cheiro de pólvora dentro da caixa, no entanto, mesmo velho, ainda era ardiloso como todo bom Mago. Se perguntou se a história que eles haviam lhe contado era real ou apenas uma tentativa de ganhar a confiança. Não importava, concluiu. Envenenar a comida de seus convidados era um costume entre os de sua raça e o desenvenenamento só ocorreria quando os convidados se fossem, se assim o mago desejasse.

Dresdenai poi-se de pé e caminhou a frente fazendo o espeto perfurar mais fundo em sua garganta até que saísse do outro lado. Aproximou-se do garoto até que ele pudesse sentir seu hálito e lhe sorriu com dentes negros e amarelos enquanto babava sangue, depois caiu sem vida.

Graim e Daraim morreram dois dias depois sangrando pelos olhos, nariz e boca, amaldiçoando a hospitalidade do Mago.

8 Comments»

  • Mais uma ótima história Vitor!!

    Sua criatividade é realmente sensacional. 🙂

    Aaaa.. os caçadores ali, me enganaram também. 😛

  • Explendido, explendido plaf plaf plaf… Quando fizeres seu livro, quero ser uma das primeiras a ler ^^

  • Rainier says:

    Pelo amor de Deus, o que foi isso?
    Realmente espetacular…
    Conseguiu fazer uma história que realmente prende nossa atenção e nos surpreende com seu final majestoso.
    Parabéns!

  • Vitor vitali says:

    Legal, gostei da imagem. E obrigado pelos elogios. Não estou comentando nos outros textos por que estou viajando, quando eu voltar comento em todos. Abraços ^^

  • Renan MacSan says:

    Legal Vitor, belo conto de fantasia!
    Mas queria que os caçadores tivessem vivido para que houvessem mais histórias.

  • Excelente conto, Vitor. Pela forma que escreveste este, parece que as idéias vinham aparecendo em alta velocidade na tua cabeça. Gostei muito.

  • Danilo Luiz says:

    Demorei alguns dias para ler devido ao tamanho do texto.
    Mas uma vez que comecei a ler essa estória, fui até o fim. Ela realmente nos prende a atenção.

    Meio que imaginei que essa submissão toda tinha algo estranho. Mesmo assim, não esperava que os caçadores fossem terminar de tal modo. Me surpreendeu.

    Parabéns pelo conto.

  • Geovane says:

    Cara parabéns!!! Gostei muito!

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