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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Jan
26
2010

Contagens – Final

Escritor: André Luiz Silva

contagens

Perdeu o sono e a calma ao ver que sua filha estava perto da morte. Nunca foi um pai exemplar, sempre se preocupou mais com o que ela ia comer e vestir do que como iria brincar com ela, alias, nunca brincou sempre a deixou de lado. E agora o remorso corroendo o coração e os números fazendo seus neurônios entrarem quase em curto de tantas sinapses nervosas, todas em busca de uma solução rápida.

Pegou a menina pelo braço e sem dizer palavra para a mãe perplexa para trás.

– Para onde vamos, pai? – perguntou a menina assustada e feliz pela reação de carinho, meio que estranha, do pai.

– No médico – respondeu Henrique.

– Por quê? – perguntou com a inocência de criança.

– Porque sim! – respondeu o pai.

Correu com o carro até o médico, particular porque trabalhava muito para ir a um hospital público, pediu uma consulta com o pediatra. O médico veio em 45 minutos e ele só olhando para a cabeça da filha, vendo os números diminuindo. Depois de horas de toda sorte de exames o diagnóstico: a menina está com saúde ótima.

– Não pode ser, refaça todos os exames! Eu pago quando você quiser! – ordenou Henrique

– Meu jovem, eu já fiz todo o possível sua filha está ótima, uma saúde incrível – disse o médico
calmamente – não há necessidade de refazer os exames, por mais dinheiro que você possa possuir. Não é necessário.

Tentou e sem conseguir o sucesso foi em outro pediatra, que fez os mesmos exames e atestou o mesmo resultado: saúde ótima. Refez os exames e o mesmo resultado. Desistiu e foi em um terceiro médico e para seu desespero os exames não localizaram nada. A menina por incrível que pareça tinha um sorriso no rosto, nunca ficou tanto tempo com o seu herói como hoje. O dia foi dormir e a noite chegou para o seu turno e nenhum exame resulta em algum problema. Resolveu ir para casa.

A mãe da menina reclamou, esperneou, xingou a atitude de Henrique. Ele pouco ligou e foi colocar a menina para dormir.

– Papai, esse foi o melhor dia da minha vida. – disse ela com os olhos cheios de lágrimas.

Dormiu em poucos minutos. E ele ali ficou olhando para sua cabeça.

00:14:00:02

Ficou acordado a noite toda, pelo menos tentou. Cochilou e acordou com o sol batendo na janela. Levantou e olhou para o relógio, fez as contas e viu que faltava pouco para a contagem zerar. Perguntou para a mulher onde a filha foi ao ver o quarto da menina vazio. Obteve a resposta e saiu correndo para buscá-la. Viu as crianças brincando na calçada da rua tranqüila. Viu os números no ar atrás de uma caixa. Deu graças a Deus pela primeira vez por ver esses números aparecerem dessa forma. Chamou pela filha do outro lado da rua e começou a se aproximar correndo.

00:00:01:00

– Rebeca! Vem para cá.

O carro surgiu no horizonte com uma viatura a tiracolo. Henrique jogou a menina para a calçada e depois viu o mundo girar e sentiu a dor dos ossos quebrando ao ser jogado para o alto e parar na calçada. A segunda viatura parou e chamou uma ambulância. A filha começou a chorar. E ele chorou também, porém de felicidade. Ao ver a contagem acima da cabeça da filha antes que a sua terminasse.

25550:25:24:60


Categorias: Contagens,Contos | Tags: ,

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