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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Jan
13
2010

Neve e Sangue

Escritor: Anderson Fortes

neve-e-sangue

O vento gélido bate em seu rosto conforme aumenta a velocidade. Não sente frio, a mistura de adrenalina mais seus pelos o protegem dessa sensação, porém outra o abate de forma devastadora. Cada vez que pensa no que fez, arrepia-se por todo corpo lupino. Roubar era algo que nunca havia passado pela sua cabeça, imagine roubar algo tão valioso para muitas pessoas, fora as mortes que teve que cometer para alcançar seu objetivo. Mas os vampiros prometeram poder e dinheiro na cidade, algo que ele sempre sonhou, mas que nunca teria oportunidade de possuir na sociedade que estava. Então já estava feito, não tinha mais como voltar atrás.

O ar noturno começa a pesar nos pulmões. Aparentemente a fuga deu certo, ele não consegue mais sentir o cheiro de seu perseguidor. Resolve mudar para sua forma humana e seguir a trilha para sua cabana, que não fica muito longe dali, para pegar suas coisas e partir o mais rápido possível. Pega a trilha e começa a segui-la cautelosamente, agora sim, sentindo a neve castigando seu corpo desprotegido. Apesar da escuridão, seus olhos já acostumados com esse tipo de situação, vislumbram a cabana. Nesse momento, pela primeira vez desde que aceitou esse serviço, o sentimento de remorso emana de seu coração. A cabana significava muita coisa para a sua família, mas ele sempre a odiou. Lembrou-se da infância, onde seus irmãos brincavam ao redor da cabana, e ele ficava sentado olhando com desprezo a cena, na mesma posição em que se encontra neste momento. Voltando ao presente, ele percebe que há algo de diferente na imagem que vê agora, um vulto gigantesco se encontra ao lado da cabana. Percebendo de cara o que era aquilo, chega a conclusão que definitivamente não existe mais escapatória, a luta ocorrerá, quer ele queira, quer não.

Antes que pudesse ter qualquer reação, o vulto dá alguns passos em sua direção, saindo das sombras. Sua pelugem prateada começa a brilhar como se a mais brilhante lua cheia estivesse no céu embora a nevasca não tenha diminuído.
– Chegou à hora da verdade, traidor. Que Gaia leve seu corpo para o mais profundo abismo, e seu espírito sofra por todos os semelhantes que você matou – disse o lobisomem com os pelos prateados, conhecido como Garra-pela-Paz.

Totalmente intimidado pela imagem de fúria que passava Garra-pela-Paz, o traidor resolve fazer a única coisa possível naquele instante, mas que vai torná-lo o mais vil inimigo dos lobisomens, caso consiga sobreviver. Ele usa o que o tornou traidor, um grande artefato vampírico, que era protegido pelos melhores guerreiros lobisomens. O artefato foi criado por um dos filhos de Caim, e tinha a função de aumentar, por um determinado período o poder de todos os vampiros existentes ao mesmo nível dos metamorfos, assim deflagrando a guerra final entre vampiros e lobisomens, onde somente uma raça sairia vencedora.

No momento que tira o artefato da jaqueta, um barulho de tiro ecoa pela floresta, e o artefato voa de suas mãos, caindo alguns metros de onde estava. Ao longe, no morro atrás da cabana, uma linda mulher ruiva assopra a fumaça que sai do cano da pistola, com um leve sorriso no rosto. Ao mesmo tempo, Garra-pela-Paz salta para cima dele, projetando suas garras diretamente ao seu peito. O traidor consegue saltar parcialmente para a direita, sendo arranhado superficialmente no braço esquerdo. Ele se levanta rapidamente e muda para a forma de batalha, ignorando o pequeno filete de sangue que começa a escorrer pelo arranhão. Sua forma de batalha é bem menos imponente que a de Garra, tendo somente o corpo coberto por pelos negros, com algumas falhas onde se encontram cicatrizes. O traidor tenta atacar dando uma estocada com suas garras na altura do rosto, mas Garra, com uma velocidade bem maior, esquiva-se e segura seu braço com as duas mãos. Agora que seu oponente está parcialmente imobilizado, Garra resolve morder com o máximo de força o pescoço dele, tentando dar um fim rápido na batalha. O traidor sente os dentes de Garra perfurando grosseiramente seu pescoço, o sangue ainda quente escorrendo pelo seu peito e a dor tão forte que é impossível até mesmo gritar. Ele ainda está consciente quando sua cabeça se desprende do corpo. O ultimo som que escuta é o uivo de triunfo de Garra, mostrando-lhe que trair sua raça é a ultima coisa que um lobisomem deve fazer.

E a guerra final entra as raças mais inimigas existentes na Terra novamente é adiada, sobre a neve e o sangue de um traidor.


Categorias: Contos | Tags: ,

12 Comments»

  • Mais um conto para a batalha de vampiros e lobisomens. =)

    Batalha a gente trava com o pessoal maluco por vampiros que aparece por aqui. hehehe

    Seja bem vindo Anderson! =)

  • passado pela sua CABAÇA???!!! omg!

  • Danilo Luiz says:

    Muito bem escrito. Só não entendi onde os vampiros entram na estória hehehe.

    Gostei da descrição, todavia acredito que faltou um pouco mais sobre o traidor e sobre a floresta.

    Parabéns.

  • Obrigado pelos elogios!!! =)

    Pois é rolou um errinho ali. É cabeça e não cabaça. =P

    Os vampiros entraram como corruptores, fazendo com que o “traidor”, que é um lobisomem, aceitasse roubar o artefato!

    Mais dúvidas é só perguntar.

  • Renan says:

    Gostei bastante do texto. Vai haver continuação?

    Você se baseou no mundo das trevas, né?

    ps: pouxa ONE, escritora anderson foi foda xDD

  • Não uma continuação direta, mas terá mais contos com o ambiente e personagens apresentados.
    Como sou fascinado por Lobisomem: O apocalipse, sim é quase tudo baseado no mundo das trevas! =)

  • Andrey Ximenez says:

    Realmente, não há como negar a ligação com Lobisomem: O Apocalipse.

    Embora não tenha jogado muito, é um tipo de jogo q me atrai, por isso gostei bastante do texto. Só acho q era o tipo de coisa q pedia uma continuação.

  • paloma says:

    pq eu nunca acho conto de lobi mulheres
    so os homens podem ter esta maldiçao?

  • Báthory says:

    Escreve um então paloma! eu leria!

    gostei anderson, prendeu minha atenção!

  • Paloma, estou criando dois contos sobre lobisomem e um é exatamente sobre uma personagem feminina. Assim que acabar mandarei para o Guns.

  • paloma says:

    EU ESCROVO CONTOS SIM ESTOL FASENDO UM DE LOBI QUANDO ACABAR NÃO SEI CE IREI PUBLICAR

  • Thaina Gomes says:

    É poderia ter uam continuação. Ficou interessante e ainda faltam algumas coisas.

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