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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Jan
19
2010

Olive Siga a Borboleta – parte 5

Escritora: Wanessa Maciel

olive-siga-a-borboleta

Quando saiu da torre, não imaginava ver algo que a deixaria tão contente: o caminho de tijolos velhos e amarelados. Se foi dali que ela veio, dali com certeza iria embora. E correu junto às borboletas seguindo cada curva que os tijolinhos faziam.

Depois de correr uma boa distância da torre a qual saiu, parou imediatamente ao localizar uma linda e suculenta maçã sobre o capim, fora da estrada amarelada, bem ao lado dela. Maçãs Olive adorava, e via na fruta largada no chão apenas a inocência de alguém que perdeu seu alimento.

“Não, Olive! Não!”

Mas dessa vez, nem as vozes ecoantes das borboletas puderam impedir Olive de sair da estrada amarela e toar na fruta.

Os fios de cabelo que Olive viu por toda torre apareceram novamente. Vieram velozes como serpentes vivas e amarraram todo o corpo da menina, levantando-a no ar. Os cabelos vivos pertenciam a uma mulher baixa, que vinha lentamente na direção de Olive. Arrastava seu vestido real no chão, mas nada o manchava. Tudo era perfeito naquela roupa, até mesmo os desenhos e símbolos de um baralho de cartas.

— Você não pode sair e levar o que é meu! — a mulher exclamou, a encarando no olhos.

E achando que tratava-se da maçã, Olive estendeu as duas mãos e ergueu a fruta, deixando-a cair logo depois, com a dor da pressão dos cabelos em si. O coelho branco ressurgiu, cheirou a maçã caída e a agarrou, correndo pata trás do longo vestido da mulher de cabelos vivos.

— Você ainda está com o que é meu! — ela voltou a exclamar.

— Não! Eu já entreguei! Já entreguei! — Olive respondeu entre lágrimas; não entendia de onde vinha a fúria da mulher de longo vestido.

As borboletas que acompanhavam Olive soltaram um som agudo estranho parecido com o som do peixe dourado gigante. Elas avançaram na mulher, mas eram pequenas demais para salvar Oliver através da força bruta. Os cabelos vivos da mulher as prenderam facilmente, e o desespero dos pequenos insetos os fez tentar escapar até com suas patinhas finas que, diferentemente das borboletas comuns, podiam crescer até o tamanho de uma pata aracnídea. Esse esforço também foi em vão. Os insetos foram esmagados.

Revoltada, a mulher esticou um de seus braços e o atravessou pelo peito de Olive, como se fosse mágica, e como se Olive fosse um corpo invisível. Por mais que não houvesse sangue, nem ferimentos ou arranhões, Olive sentiu uma dor tremenda, e mal soube como gritar ou chamar por ajuda, já que sua voz parou de sair, mesmo com a boca totalmente aberta.

Na mão da mulher, atravessada em Olive, surgiu uma maçã vermelha a qual foi retirada da menina. Era aquilo que a mulher estava procurando, e por isso ela sorriu, satisfeita. Olive não podia ver a maçã atrás de si. Mal tinha energias para se mover. Tentou virar-se, mas não adiantou. E só quando voltou-se para a mulher com ar real foi que enxergou, em seu lugar, a figura que vira antes de vermelho. Seu rosto magnífico transformou-se em aterrorizante e disforme quando falou com Olive.

— Te encontrei.

E o grito da menina não pode mais ser ouvido.

Na varanda de sua casa, Anna terminava de ler seu conto favorito. Quando fechou o livro de capa dura, olhou para o lado e vislumbrou sua irmã mais nova Olive, adormecida, com sua maçã mordida esquecida bem ao lado. Depois de soltar um sorriso um tanto irônico, Anna levantou e cochichou algo depois de limpar seu vestido de verão.

— Fim.

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