O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

(2) Moby [agenda]
(3) Prova [agenda]
(13) Burqa [poesia]
(11) Ursos [poesia]
(14) 100 [conto]

Publicado por ONEbot

– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

>> Confira outros textos de ONEbot

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Feb
24
2010

A Caça de Baldur

Escritor: Felipe Soares

a-caca-de-baldur

Poucas pessoas já tiveram a oportunidade de puxar uma flecha pela corda de um arco, poucas pessoas puderam observar as coisas pela ponta da flecha enquanto o leve som da corda soa. Um número ainda menor de pessoas teve a oportunidade de terem um homem-lobo em frente á suas flechas.

Naquele bosque de arvores jovens, um homem de pelos grossos que lhe cobriam o corpo todo farejava a terra, que estava manchado por uma mancha escura e seca de sangue. Este homem era mais alto que qualquer pessoa naquelas terras, e sua imagem lembravam a de um lobo. Sua cabeça era á de um lobo, suas unhas tornaram-se garras pequenas, mas afiadas, suas pernas eram a de um lobo, mas sua mente era a de um homem.

Á alguns metros do homem lobo, escondido pelas plantas, estava Baldur, que observava o homem lobo com a ponta de sua flecha. Baldur mirava cuidadosamente. Se sua única munição falhasse, dificilmente Baldur sobreviveria aquele dia.

O homem lobo cheirou mais uma vez aquela mancha de sangue, que Baldur deixara ali como distração, em seguida se levantando com a espada em mãos. Ele havia notado um som estranho por perto, algo que parecia uma respiração.

Quando o homem lobo retirou sua espada, Baldur virou seu arco bruscamente e soltou sua flecha. Esta voou rapidamente do arco, passando por algumas folhas e cortando partes delas, e encontrou o homem lobo, mas ao invés de perfurar sua carne como Baldur esperava, a flecha se prendeu nas placas de ferro que o homem lobo mantinha sobre o corpo.

Durante aquele segundo de surpresa que atingiu Baldur, o homem lobo ergueu sua cabeça e realizou um uivo que ecoou por todo o local. Á centenas de metros dali, pessoas tiveram pesadelos com aquele som sinistro. O homem lobo avançou em direção á Baldur, junto com o som de outras criaturas se aproximando.

Baldur se levantou e correram com toda a velocidade que suas pernas agüentavam.

Naquela noite sem lua, um celeiro jazia vazio naquelas terras, seus donos escondidos em suas casas, acompanhados apenas pelo terror das bestas que assombravam suas terras. As portas do celeiro foram abertas por Baldur, cansado, mas ainda ativo o suficiente para trancar as portas com os cadeados que se encontravam ali. Os homens lobo se aproximaram tranqüilamente.

Baldur se apoiou em uma das paredes enquanto tentava recuperar o fôlego. Havia uns cinco homens lobo perseguindo ele, provavelmente todos os que atormentavam aquelas terras. Ele olhou em seus bolsos, procurando por alguma moeda de prata. Havia algumas prateadas, mas eram de ferro misturado com prata, apenas prata pura resolveria seus problemas, claramente ele não tinha tempo de derreter os metais e separa-los.

Baldur tentou se concentrar em tudo o que ele sabia sobre as bestas que o perseguiam, as bestas que ele deveria caçar. O caçador lembrava de sua conversa com Ethelwulf, há alguns dias atrás.

Ele havia descido pelas escadas daquela casa, que era pequena, mas possuía uma longa história sobre seus telhados, e entrado naquele quarto empoeirado e com dezenas de objetos pendurados naquelas paredes: chifres, peles, um gnomo de quatro braços empalhado, e centenas de armas penduradas.

“Olá Baldur” disse o homem sentado a uma mesa e afiando uma faca. Ethelwulf, o homem que parecia não saber o que era cortar os cabelos.

“Eu preciso saber sobre os homens lobos” falou Baldur em seguida, “Existe uma vila sendo atacada por eles”. A voz de Baldur era baixa, mas audível, que não chamava muita atenção. O próprio Baldur era uma pessoa alta e levemente magrela, que andava com suas costumeiras roupas marrons e seu chapéu negro de abas pequenas, Baldur vestia tanto este chapéu que algumas pessoas nunca viram seus curtíssimos fios de cabelo, Baldur vestia esta peça em honra á seu pai, que vestia semelhante.

“Aquelas criaturas…”, divagava o homem sentado, “homens que negociaram com bruxas por pedaços de pele de lobo. Parecem gente normal, até que vestem as peles e viram aquelas monstruosidades.” O homem parou um pouco para guardar a faca. “Nada pode ferir as peles deles, exceto por um pedaço de prata pura ou fogo”. “Se for possível, tente caça-los antes de vestirem suas peles”, foi a ultima coisa que Ethelwulf falara sobre as criaturas.

Baldur não conseguiu caça-los antes de se transformarem em homens lobos, e todas as suas flechas com ponta de prata roubada por crianças, exceto por uma que não foi eficaz.

Mas o caçador não tinha tempo para pensar sobre sua falta de sorte. Baldur pegou um lampião e óleo que o dono do local deixara ali, e começou a preparar sua escapada.

Os homens lobo cercavam o local, seis deles, armados com suas garras e espadas, seus rostos não podiam sorrir naquela forma, mas por dentro eles riam maliciosamente. Eles tentavam abrir as grandes portas do celeiro, partindo o com suas espadas e tentando quebrar as correntes que as prendiam. Com um golpe de sorte, a espada de um deles partiu o cadeado em pedaços.

O local estava completamente escuro, o que não impediu que os homens lobo entrassem rapidamente pela porta, com uma sede de sangue perturbadora. O ultimo deles ficou do lado de fora, contra sua vontade, para esperar e não deixar o caçador escapar pela janela.

Todos os seis eram aristocratas, que apreciavam caçar como esporte. Eles encontraram a bruxa em uma de suas caçadas, e pagaram uma boa quantia por aquelas peles, acreditando que deixariam a caçada mais emocionante. E estavam certos, mas com o tempo eles foram sido tomados por uma vontade crescente de perseguir uma outra presa: outras pessoas.

O homem lobo foi pego de surpresa quando um pedaço grande e amarrado de feno caíram próximo á ele. Ele ficou ainda mais surpreso quando um fogo se iniciou dentro do celeiro, as chamas se espalharam rapidamente pelo feno espalhado no chão do edifício. Ele olhou aterrorizado para dentro enquanto seus companheiros eram pegos despreparados em meio ao fogo, sequer reparando no som de um homem caindo em cima do pedaço de feno.

Baldur puxou a flecha pela corda de seu arco enquanto se levantava seu corpo doía consideravelmente com a queda, mas ele iria sobreviver. O caçador soltou à flecha, cuja ponta estava envolta em um pedaço incendiado das roupas de Baldur, A flecha voou pelo campo, iluminando o caminho em que passava, terminando seu caminho no homem lobo e perfurando sua pele antinatural.

Enquanto o defunto caia ao chão, a pele lupina se encolhendo e o homem voltando ao normal, Baldur prendia suas flechas no chão próximo. Outros homens lobo vinham de dentro do celeiro, com buracos abertos em sua pele, revelando a pele humana que existia por baixo. Alguns corriam desesperados do fogo, enquanto outros atacavam Baldur, independente de como corriam, todos foram atingidos pelas flechas de Baldur, que atravessavam as partes expostas de seus corpos.

No final, o caçador havia derrubado todos os cinco com suas flechas, que haviam acabado. Baldur fora recolher as peles, quando ele foi derrubado no chão pelo sexto homem lobo. Este havia pulado pela janela do celeiro enquanto todos os outros eram consumidos pelo incêndio que Baldur começara. Este homem lobo teve de deixar sua arma para trás para conseguir escapar, mas não importava, suas presas eram afiadas e sua sede de sangue era grande.

Baldur via, caído na grama, enquanto o homem lobo abria sua bocarra, que respingava saliva. Sua mão direita, como se fossem treinadas para essa ocasião, pegou a besta que o caçador levava em seu cinto, e atirou com precisão em seu algoz. A pequena munição voou pelo pequeno espaço entre Baldur e o seu atacante, passando por cima de suas garras, quase as atingindo, entrando por entre seus enormes dentes e atingindo, por fim, a coluna. O virote quase atravessou até fora do corpo, sendo presa pela pele.

Baldur apenas soltou a besta quando o corpo do homem lobo caiu ao chão, inerte.

Em uma pequena casa, que segurava uma longa em suas telhas, havia uma placa de madeira centenária na qual se podia ler “ordem dos cavaleiros de Walter”. As pessoas estranhavam estas palavras, era raro ouvir o nome de uma ordem que envolvia um Walter. Um homem alto e ligeiramente magro passou pela placa, entrando na casa. Em suas mãos haviam vários casacos feitos com a pele de lobos, a cabeça servindo como capuz. Os últimos donos dessas peles amaldiçoadas jaziam enterrados em tumbas improvisadas, próximas ao que restou de um celeiro.

Baldur deixou as peles em cima de uma mesa, repleta de papeis. Em troca a mulher próxima à mesa lhe deu um pequeno saco de moedas. Não era esse o motivo pelo qual Baldur servia á ordem, mas o dinheiro lhe era útil.

Ele pegou um dos papeis em cima da mesa, uma carta de outro povoado pedindo pelo serviço dos cavaleiros de Walter. Baldur iria para esse local o mais breve o possivel. Depois do almoço, claro.

16 Comments»

  • nikola tesla says:

    Santo garfield! É meu primeiro conto que é publicado na internet. Isso merece uma festa.

  • Rainier says:

    Muito bom cara… Principalmente por ser o primeiro.
    Consegui “entrar” e me sentir vendo ela de perto. Isso é fundamental para qualquer leitura, nos prender e nos fazer viver a história no decorrer dela.
    E vc conseguiu isso aqui…

  • nikola tesla says:

    Eu não esperava que outras pessoas fossem gostar desse conto, mas muito obrigado.

    Gostaria de adicionar um detalhe: em um dos ultimos paragrafos, era para estar escrito “que segurava uma longa história em suas telhas”.

    Espero que tambem gostem dos próximos contos.

  • Jones says:

    Gostei do conto, embora precise de uma revisão a cerca de palavras muito repetidas, como o nome de Baldur que aparece muito, Homem lobo é outra, como sugestão você pode trocar diversos Baldur por caçador, outros pode omitir transformando em sujeito oculto ou simplesmente substituir por ele dependendo da frase. Agora o Homem lobo pode seguir a mesma tática, e em certos locais atribuir um segundo nome para ele, como fera, besta ou qualquer coisa do genero que possa ser associado ao homem lobo. Fora estas repetições o texto está bem bom e a idéia é boa.

  • nikola tesla says:

    Muito obrigado pelas sugestões. Por estranho que pareça, e passei a usar “caçador” para se referir a Baldur, e tambem “cavaleiro de Walter” nos contos seguintes.

  • Não é porque eu sou seu amigo, mas o conto ficou muito bom!
    O desenvolvimento do cenário e ambiente ficaram ótimos. O ponto negativo foi apenas a repetição em certos nomes, mas está de parabéns.

  • É tens que tomar cuidado com a repetição de palavras e expressões. “Homemem Lobo” aparece por várias vezes em curtos pedaços de textos. Utilize de outros artfícios, tipo.. e a fera, e a criatura, ele, o monstro, aquilo.. algo assim. =)

    Quando eu li o título, achei que seria RPG estilo D&D, por causa do jogo Baldur’s Gate. 😀

  • Vitor Vitali says:

    Realmente, Baldur até passa, agora homem lobo linha sim linha não foi duro. Fora isso, também gostei ^^ E bem; “Quando eu li o título, achei que seria RPG estilo D&D, por causa do jogo Baldur’s Gate.” [2]

  • Carmilla says:

    Gostei do conto,bem inteligente.Acho até que poderia ter uma continuação.

  • nikola tesla says:

    Gostaria a agradecer a todos os que trabalharam no Nerd Escritor por me darem a oportunidade de ter meu material publicado em um local, onde o publico possa ver meu material.

    O pior é que realmente tem uma continuação. Procure na agenda por “cavaleiro de Walter”.

    • Atreus says:

      Coloca estilo lobishomem,lupus,hominidio canidae,au au peludo,lycan… 😉

      Mas ta maneiro!

  • Báthory says:

    tá bem legal. palavras repetidas, mas bom. presta atenção nessas repetições, pois duas vezes uma mesma palavra em uma frase ou mesmo parágrafo cansa! e tu repetiu material no teu agradecimento.

RSS feed for comments on this post.TrackBack URL


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério