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– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

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Feb
09
2010

A sombra e a esperança – Parte 2

Escritor: Arjan Goes Tinoco

a-sombra-e-a-esperanca

Seishiro olhou para baixo, colocando a cabeça para fora da janela. Sempre escalou prédios em toda sua vida, mas mesmo assim nunca apreciara muito as alturas. Olhando para cima, avaliou com calma e percebeu que não seria necessário usar corda. Conseguiria escalar os três andares restantes utilizando apenas suas habilidades.

Decidira levar a missão adiante, mesmo colocando em risco a organização à qual fazia parte. De qualquer maneira, seria evidente que o “suicídio” de Arthur teria sido realizado por um grupo como o de Seishiro, mas não haveria evidência alguma de qual grupo realizara o assassinado. Afinal, um homem como ele não é do tipo que se suicida misteriosamente. Então, na realidade, não faria diferença se ele fosse morto eletrocutado, envenenado ou cortado ao meio. No fim das contas, era um mal a menos para o mundo, e a justiça estaria sendo feita, acreditava Seishiro.

Sabia que mais seguranças viriam em seu encalce. Fugiria pelo tubo de ventilação direto do quarto de Garcia, ou desceria por fora do edifício mesmo. Na pior das hipóteses, correria pelas escadas, matando quaisquer seguranças que aparecessem, e utilizando o cadáver de algum deles como escudo para os tiros dos sensores de cada andar. Afinal, ninguém tinha como saber quem ele era, pois estava de máscara e seu chip subcutâneo de identidade, que todo cidadão deveria usar atrás da orelha esquerda, para ser identificado pelos sensores de qualquer lugar, era falso. Seu chip verdadeiro fora removido quando entrou para a organização.

Assim que terminara de calcular a trajetória que faria escalando os três andares que o separavam de seu objetivo, ouviu um dos elevadores aproximar-se novamente, mas este parou um andar abaixo. “Provavelmente um hóspede.” Pensou Seishiro.

Exatamente quando começava a colocar seu corpo para fora da janela para iniciar sua escalada, a porta da escada se abriu, e um homem com terno branco surgiu. Ele carregava um par de espadas à cintura, no mesmo estilo dos antigos samurais. Seishiro sentiu a presença de espírito do estranho preencher o apertado corredor. Um sorriso emergiu emoldurado pelo cavanhaque extravagante.

– Alguém tão habilidoso como você! Faz o quê, invadindo este hotel? – Questionou Takeshi, com um olhar intrigado e ao mesmo tempo repleto de alegria.

– Você sabe o quê. – Respondeu Seishiro, extremamente calmo.

– Mas por que Arthur Garcia? Não me diga que alguém como você faz parte desses grupinhos idealistas, que acham que irão tornar o mundo melhor eliminando alguns líderes “do mal” ou fazendo ações terroristas? – Provocou Takeshi.

Seus instintos nunca mentiram, e Takeshi sabia que estava diante de um assassino experiente. Para penetrar através do sistema de segurança do Royal Shell e silenciar com tamanha rapidez os três seguranças de elite, que naquele momento encontravam-se empilhados num canto, só poderia ser um homem cujas habilidades se igualavam às suas.

Takeshi tentou esconder sua alegria. Há anos não encontrava um oponente que valesse à pena. Seu sangue começou a ferver, como em seus antigos anos de guerra. A alegria que sentia no combate, a excitação por uma batalha que Takeshi acreditara ter deixado para trás, agora retornavam e tomavam conta de seu ser. Sem dúvida estava prestes a enfrentar um oponente cujas habilidades estariam equivalentes às do único homem que o derrotara. Mas agora Takeshi era um mestre na espada, e estava certo de que adquirira habilidades superiores às daquele homem que enfrentara no passado.

“Por mais habilidoso que esse cara for em combate, ele não tem uma mente madura e serena como a minha. Para agir com um idealismo juvenil em uma missão homicida que resultará apenas em um homem morto é uma grande estupidez. Será que ele acredita mesmo que matando o nosso hóspede estará salvando o mundo?” Perguntou-se Takeshi mentalmente, finalmente entendendo o ponto fraco de seu oponente. A reação do assassino confirmou suas expectativas: tocara no seu idealismo.

Seishiro relutou para esconder sua ira. Sabia que não deveria subestimar as habilidades do velho à sua frente.

– As pessoas realmente são estúpidas. Matar um homem como Arthur Garcia não impedirá que a indústria de armas continue a financiar guerras. Também não salvará o mundo da fome, da miséria e nem da alienação. Não se pode controlar esses líderes do mal. Você mata um, e surge outro ainda pior. Mas é possível assustá-los. – Continuou Seishiro. – Pois o que eles mais temem é por suas vidinhas inúteis. Enquanto continuarem a produzir desgraças ao mundo, estarei lá para eliminá-los. E os próximos a assumirem seus lugares também serão eliminados, suas fábricas sabotadas, e acidentes misteriosos continuarão a ocorrer em suas emissoras de comunicação. Chegará o dia em que eles desistirão, e somente os justos administrarão o planeta. Mas isso só será alcançado graças a pessoas como eu, que realmente desejam mudar o rumo da história. – Seishiro sentia-se irritado. Não suportava a estupidez dos que não entendiam seu propósito.

– Quanta ingenuidade! – Disse Takeshi, provocativo. – Você realmente acha que pode mudar o mundo assim? Então é uma pena. – Assumindo uma expressão séria, desembainhou sua katana, com a rapidez e habilidade de um verdadeiro mestre. Assumiu então sua posição de combate. Os pés afastados, um à frente e o outro atrás. Os joelhos levemente flexionados, a katana empunhada com as duas mãos apontada para o peito do ninja, e uma expressão sinistra, quase demoníaca em seu rosto.

O tempo estava se esgotando para que os sensores do andar se reativassem. Seishiro começou a se acalmar. “Tenho de aprender a controlar melhor meus sentimentos.” Pensou. Apesar do controle do corpo, ainda não era um mestre no controle de sua mente.

Takeshi deu um passo à frente, um salto, na realidade. Investiu a ponta de sua lâmina contra o peito do ninja. Como uma sombra, Seishiro desviou-se pela direita de seu oponente, enquanto sacava sua espada por cima do ombro. A ninja-to traçou uma diagonal no ar, antes de ser aparada pela longa katana enquanto Takeshi voltou a ficar de frente ao ninja, mostrando que conseguia acompanhar sua velocidade.

Mais cinco golpes ocorreram em seqüência, desferidos pela ninja-to de Seishiro e aparados pela katana de Takeshi. A cada corte de espada, parecia que o ninja aumentava sua velocidade, a tal ponto que no quarto e quinto cortes, era como se seus braços simplesmente desaparecessem no ar, seguidos por uma sombra prateada que era a única coisa que indicava a Takeshi a direção do golpe. Este conseguiu aparar os cortes da ninja-to habilmente, mas não lhe restara tempo para contra-atacar.

Impressionado com tamanha velocidade, Takeshi resolveu também mostrar suas habilidades de mestre. Deu um passo para trás e avançou novamente, com um corte diagonal ascendente, o qual desviou o sexto golpe de Seishiro, que vinha em sua direção de maneira descendente e na mesma diagonal, errando o ombro do ninja por milímetros, uma vez que este também deslocava a posição de seu corpo no momento que golpeava. Da mesma maneira que a espada de Takeshi foi, ela voltou, na direção contrária e com a mesma velocidade. Era como se ela estivesse realizando o mesmo movimento inicial, como se ela ricocheteasse no ar e voltasse ainda mais rápida.

Sem muita surpresa, Seishiro aparou o corte de Takeshi e chutou-o na altura da virilha, na parte interna da coxa. Takeshi caiu, extremamente perturbado. A ninja-to encostada em seu pescoço parecia brilhar com vida. Uma forma de vida maligna, que ansiava por sangue. Mas uma arma não tem vida, Takeshi sabia, e sim quem a manipula. Este sim é a verdadeira arma, sendo a espada apenas uma extensão de seu corpo, assim como o pé que o acertara na virilha.

– Eu conheço suas técnicas, velho. Você não tem como me derrotar. – Disse Seishiro, mostrando toda sua força de espírito.

Ergueu sua ninja-to pronto para desferir o golpe fatal em Takeshi.

Este sorriu, conformado. – Você é a segunda pessoa que me derrota, sabia?

– Eu sei. – Respondeu Seishiro, com serenidade. – E por isso mesmo o deixarei viver. Viva, velho, e pense no que lhe falei. Alguém com suas habilidades pode fazer diferença nesse mundo cheio de injustiças.

Dito isso, Seishiro embainhou sua espada e caminhou em direção à janela. Deveriam faltar poucos segundos até que os sensores do andar voltassem a funcionar.

Takeshi ficou estarrecido. Imaginou que teria uma morte honrosa, causada pelas mãos de um guerreiro de fato superior. Mas este recusara-se a matá-lo, assim como o outro homem que uma vez o derrotara 20 anos atrás, diante de seus melhores soldados. Não, não deixaria que isso ocorresse novamente. Em um duelo como este, só poderia haver um vencedor, um sobrevivente. Era uma questão de honra. E parecia que o ninja ingênuo e idealista à frente de Takeshi não era capaz de entender esse conceito.
– Espere. – Disse Takeshi, antes que Seishiro saísse pela janela.

Irritado, o ninja virou-se para o velho que acabara de derrotar.

– Não acredito no seu idealismo estúpido. O que você quer é ridículo! Não se muda o mundo desse jeito, matando! Eu sei disso muito bem, rapaz, sou um veterano de guerra. Eu sei do que estou falando. – Em seguida Takeshi se esforçou para se levantar, o fêmur da perna direita provavelmente fraturado.
– Ora, seu velho alienado. – Irritou-se Seishiro.

Ambos colocaram-se novamente em posição de guarda, com as espadas devidamente sacadas. Takeshi concentrando-se em esquecer a dor na perna, e procurando apoiar-se na perna boa. “Vou decidir isso com um só golpe”, pensaram simultaneamente.

Em uma fração de segundos, o duelo chegou ao fim. Para um mestre, a noção de tempo é algo totalmente variável, assim como os cinco elementos que regem o universo. Quanto mais forte é o controle da mente, corpo, e espírito, melhor o guerreiro controla os elementos. O mesmo vale para a noção de tempo. Com suas mentes, corpos e espíritos agindo como um só, em alto grau de concentração, é como se o mundo ficasse em câmera lenta, e cada milésimo de segundo passasse como se fosse um segundo. Tendo atingido tal grau de concentração e raciocínio, Takeshi e Seishiro investiram um contra o outro. Com um passo, percorreram a distância de três metros que os separavam, suas espadas se encontraram no ar e geraram faíscas, que se dissipavam enquanto Seishiro deslizou a lâmina de sua ninja-to pela katana de Takeshi, empurrando-a para cima. Na mesma fração de segundo, levou sua espada para baixo, atingindo a lateral do abdômen de Takeshi, enquanto este se esforçava para trazer sua lâmina para baixo com o intuito de atingir o crânio do ninja verticalmente. Por mais que fosse um mestre da espada, o velho Takeshi nunca aprendera a dominar por completo seu corpo, sua velocidade e o uso dos elementos. Percebera tudo isso naquela pequena fração de segundo em que a espada do ninja cortou seu tronco quase que por inteiro, exatamente no centro.

Realizado o corte, o ninja ainda aproveitando o impulso inicial, girou em torno de seu próprio eixo e levou sua ninja-to por dentro do pescoço do velho, até o lado oposto, separando-o de sua cabeça.

Subitamente, uma luz vermelha acendeu no pequeno corredor. Os sensores de segurança se reativaram.
A cabeça de Takeshi girava lentamente no ar, assim como as enormes gotas de sangue que a acompanharam. Seishiro usou toda sua força e velocidade, desferindo um chute contra o chão, empurrando-o à direção contrária, em direção à janela. Era sua única saída. As vibrações do som oco vindo do chão, resultante do impacto, propagaram-se pelo corredor. Em seu alto grau de concentração, os segundos restantes ainda pareciam durar minutos, e aliando isso ao seu controle de corpo-mente-espírito, o ninja assumia uma velocidade sobrehumana.

Os sensores do andar vasculhavam em seu banco de dados para reconhecer as seis pessoas que se encontravam no andar. Estes conseguiam identificar qualquer pessoa lendo os chips subcutâneos de identidade, e, caso existisse a possibilidade de a pessoa não possuir um chip, o que era absurdo, pois todo cidadão deveria ter um, tentaria fazê-lo através do formato do corpo. Era uma tecnologia formidável, e não era à toa que Seishiro sempre tinha de trocar de chip antes de uma missão realizada com melhor preparação.

Os sensores detectaram que três pessoas eram seguranças do hotel. Outro foi reconhecido como sendo o chefe de segurança, o Sr. Takeshi. O quinto um homem vestido de preto sem identificação, e o último um homem sem cabeça, também não identificado. Quase que imediatamente, os sensores identificaram esses dois últimos como intrusos.

Seishiro desferiu um segundo chute, na parede, empurrando-o definitivamente à janela. A cabeça de Takeshi o encarou no ar, com a mesma expressão sinistra que apresentava durante o combate. Seus músculos faciais se moviam lentamente, como se fosse dizer algo. Seishiro não se importou com a imagem sinistra. Estava chegando à janela.

Os sensores dispararam dois tiros. O primeiro atingiu o homem sem cabeça, e o segundo saiu pela abertura da janela para o horizonte afora.

Seishiro conseguira se agarrar em uma das extremidades da janela, e agora estava pendurado pelo lado de fora. Inspirou profundamente. Usar tamanho grau de concentração era extremamente desgastante. O tempo voltara ao normal. Expirou e inspirou novamente, recuperando suas energias. O velho tinha sido um bom oponente.

Quatro horas antes.

Seishiro retornou a sua quitinete onde morava sozinho. Os vizinhos o reconheciam como um sujeito quieto, que passava boa parte do dia fora e que trabalhava de garçom à noite, em algum restaurante em outro bairro. Portanto, não incomodava, o que o tornava um ótimo vizinho.

Apesar de manter quase todo seu equipamento na organização, sua ninja-to era preciosa por demais e dessa forma ele permanecia com ela. A espada fora um presente de seu mestre, que se arrependera quando descobriu que Seishiro a usaria para propósitos tão ingênuos. De qualquer forma, seu mestre nunca a pedira de volta.

Alguém tocou a campainha. Seishiro já sabia quem era. Abriu a porta.

– Mestre! – Fingiu surpresa.

– Seishiro! Não vai deixar um velho amigo entrar? – Disse o mestre, com igual cinismo.

– Claro, entre, mestre, por favor. Sente-se, fique à vontade. Quer algo para beber?

O mestre sentou-se no antigo sofá, que acompanhava os escassos móveis antigos da pequena sala de Seishiro.

– Sei que seu tempo é curto, Seishiro. Também sei quem você irá matar hoje. – Observou a expressão surpresa de seu ex-aluno – Sim, eu tenho homens infiltrados em várias organizações. As coisas evoluíram desde que o expulsei. – Dizia isso enquanto encarava o ninja.

Sua aparência mudara muito pouco desde que Seishiro o vira pela primeira vez há 20 anos. Apesar de ter quase 60 anos, só agora estavam começando a aparecer alguns fios brancos no meio dos cabelos castanhos. O rosto mantinha a mesma expressão amigável, mas que, agora Seishiro sabia, servia para esconder o que ele realmente era. Vestia-se elegantemente, com uma roupa social. Era estranho vê-lo vestido com outra roupa que não o uniforme de treino, um kimono preto reforçado e adornado com detalhes dourados. Mas, na realidade, eram poucas pessoas que sabiam que ele era um verdadeiro mestre do Ninjitsu. Para muitos, esse tipo de coisa só exista em velhos filmes japoneses do século XX. Assim como para muitos era inconcebível a noção de que o aquecimento global estava prestes a destruir o planeta, de que estavam elegendo líderes incompetentes e que as guerras que se sucediam eram algo auto-destrutivo. Eles sempre riram dessa alienação da sociedade.

O problema surgiu quando Seishiro passou a utilizar as habilidades que estava aprendendo para propósitos diferentes dos que lhe foram ensinados. Ele sempre quisera melhorar o mundo, e seu mestre sempre se esforçara para esclarecê-lo a respeito disso. Não tinha mais graça rir da estupidez das pessoas, dissera Seishiro no passado. Algo deveria ser feito a respeito.

A decepção de seu mestre foi tamanha, que não lhe restou outra opção a não ser expulsá-lo da escola. Mas Seishiro já era um faixa preta de alto nível. Se não fosse por suas ideologias que o levaram a ser expulso, poderia facilmente chegar ao nível de mestre do Ninjitsu, e quem sabe até, suceder seu mestre. Em vez disso preferiu trabalhar para uma organização terrorista como várias outras que existiam naquele período e que acreditavam poder tornar o mundo um lugar melhor, matando ou sabotando.

Por várias vezes o mestre de Seishiro pensara em matá-lo, pois esperava que pelo menos em sua próxima vida, poderia amadurecer melhor, sem traumas na infância. Mas algo o impedira de fazê-lo. Talvez fosse algum tipo de afeto, pois o conhecia desde criança e era um de seus alunos mais talentosos, ou talvez fosse admiração por sua força de vontade, que apesar de usada para propósitos que considerava inadequados, ainda era fortíssima.

– Não faça isso. Não vá nessa missão.

– Mas… – Seshiro ficou confuso. Desde que o expulsara da escola, seu mestre nunca mais mostrara apreço por seu ex-aluno, e essa situação parecia muito esquisita.

– Não vou lhe impedir se você realmente quiser ir. Mas, apenas quero que saiba que não aprovo essa missão.

Seishiro hesitou. – Ok.

– Era só isso – Disse o mestre, com mais calma. Em seguida levantou-se e dirigiu-se a saída.

– Ah, e cuidado com o chefe da segurança deles. Acho que você não se lembra, pois era só uma criança, mas eu duelei com ele no dia em que nos conhecemos. Na época ele já tinha potencial, portanto, não o subestime.

2 Comments»

  • Asami says:

    Ler cada capítulo desse conto é como ler os capítulos de um mangá, porém com mais descrições, o que eu acho legal. Consegui ver nitidamente as imagens em preto e branco na minha frente. Estou adorando a cronologia do enredo assim como a estória em si e sua coerência 😀

  • It is fine for you to right now today find a location where our blogger knows genuinely well with regard to his specialty.

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