O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

(2) Moby [agenda]
(3) Prova [agenda]
(13) Burqa [poesia]
(11) Ursos [poesia]
(14) 100 [conto]

Publicado por ONEbot

– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

>> Confira outros textos de ONEbot

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Feb
28
2010

Contagens – Epílogo – O fim das contagens…

Escritor: André Luiz Silva

contagens

– Bem, provavelmente é alguma reação pós-traumática – disse o médico – uma fuga para aliviar a dor de ver o pai morrer, ainda mais da forma que você contou.

– Ela, tadinha, viu o pai ser atropelado para salvar sua vida – falou a mãe – o que o senhor sugere?

– Que a deixa aqui, ela gosta das outras crianças e assim poderemos ajudar, com psiquiatras e psicólogos.

– Doutor ela não é maluca!

– Eu não disse que era…

– Mas pareceu, vou levá-la para outro médico. Quero outra opinião.

– Fique a vontade.

– Querida, vamos para casa.

– Aaaaaah mãe!

– Vou te levar para comer hambúrguer – falou torcendo para ver um sorriso aparecer no rosto da menina.

– Com chocolate? – perguntou esperançosa.

– Filha… Ok hambúrguer com um copo cheio de chocolate.

– Quente chocolate quente mãe – disse mimada – mão posso levar aquele menino com a gente?

– Por que?

– Os números dele estão diminuindo, igual ao do papai assim ó – mostrou o desenho com o que via

0000:12:00:00

Olhou para o desenho tentando entender, lembrou dos últimos momentos com o falecido marido e perguntou com receio da resposta.

– Querida conta para mamãe, onde está vendo esses desenhos?

– Ué mãe, em cima da cabeça dele, olha lá – apontou para cima da cabeça do citado garoto – ninguém vê, só eu – disse não escondendo o orgulho de ser a única a ver – quando todos virarem bolinhas ele vai para o céu, será se vai ver o papai?

Ignorou o fato, pegou Rebeca e foram comer hamburguês com chocolate quente. Percebeu a criança olhando para cima como se visse algo, começou a duvidar da sua própria sanidade.

– Mãe – a mãe teve seu momento interrompido – tá vendo aquela moça?

– Ali?

– Não, a de cabelo loiro, na cabeça dela…

– Desenha no guardanapo o que você tá vendo.

A menina desenhou:

0000:00:01:00

A tal loira se levantou assustada ao ver uma senhora cair com a bandeja de comida e foi ajudá-la e assim que a pôs de pé e se virou para voltar ao seu lugar, escorregou na poça de suco no chão. Em pouco tempo a ergueram desacordada e a levaram para o posto médico.

– Mãe – gritou a menina alarmada – ficou tudo igual, várias bolinhas na cabeça da moça – pegou a caneta e desenhou no guardanapo.

0000:00:00:00

– Ficou assim! Vai lá mãe e pedi pra ela pedir pro papai voltar!

– Meu Deus! – apressada voltou para a clínica, falou com o médico sobre sua suspeita, ele cético alegou que ela também estava usando um mecanismo de fuga.

– Você não entendeu…

– Eu entendi, você preferiu usar o mecanismo de fuga, acreditando na história que sua filha inventou.

– Porra – quebrou o protocolo da educação – a menina tá vendo quanto tempo falta para morte das pessoas! Pergunta pra ela, melhor pedi para ela desenhar.

– Desenha o que você está vendo na minha cabeça Rebeca – ela desenhou

7520:00:12:00

E depois pediu para desenhar o que via num paciente deitado:

0012:01:00:59

– Vamos fazer alguns exames neurológicos nela.

Os exames estavam mostraram o esperado, tudo normal.

– Tio – falou com os eletrodos na cabeça – o Lucas vai ver o papai, deixa eu falar com ele antes dele ir, para poder pedir para ele mandar o papai voltar.

– Me traz o Lucas enfermeira – falou sem acreditar que tava dando ouvidos a essa história.

O menino veio quieto e cabisbaixo, o médico começou os exames e descobriu algo que não tinha percebido antes, por descuido. Pediu para enfermeira preparar tudo para uma cirurgia. No fim deixou o jovem descansando e perguntou para a menina o que ela via agora.

– Não to vendo nada, sumiu tudo.

– Como sumiu tudo?

– Não sei, não estou vendo os números na cabeça de ninguém – disse chorosa por perder sua “habilidade”.
– Graças a Deus – disse a mãe aliviada.

Do quarto Lucas meio zonzo pela anestesia sem saber se estava dormindo ou acordado achou ser um sonho o que via em cima da enfermeira:

5000:24:52:37


Categorias: Contagens,Contos | Tags: ,

3 Comments»

  • Rainier says:

    Gostei da perspectiva que deu ao dom da menina e da velocidade com que o conto passa, sem perder nada no conteúdo.
    Muito bom!

  • Asami says:

    Gostei muito. Lembrou-me o clipe de uma banda da qual não lembro o nome, a estória é a mesma. A narrativa foi frenética e bem conduzida. Excelente conclusão para os outros contos que também ficaram ótimos +_+

  • Felipe Lopez says:

    Estava lembrando dessa “série” hoje de manhã, então decidi reler todos e comentar aqui nesse último.

    Fechou muito bem a história, mas dando aquele clima de “continua”. 😀
    Ótimo mesmo, André!

RSS feed for comments on this post.


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério