Descoberta ao acaso
Escritora: Laize Kasmirski
Ficamos presos durante anos em um prédio fechado, ninguém entrava e ninguém saia. Vivíamos ali em umas 15 pessoas, não tínhamos nada para comer, nem para beber e eu sempre me dispunha a ajudar os outros quando fosse necessário.
O clima ali dentro estava ficando cada vez mais tenso, não tínhamos idéia porque estávamos trancados ali, não fazíamos idéia do tempo em que ali ficamos, pois o tempo para nós não existia.
Houve um dia, em que uma pessoa abriu a porta e entrou no prédio, foi diretamente para o quarto em que nos encontrávamos. Após tanto tempo não tendo contato com mais ninguém, a primeira reação nossa foi de medo. Ele parecia ser mal, não parecia ser igual a nós. Ele vestia roupas pretas, tinha uma pele clara, olhos e cabelos castanhos. A cor a nosso ver, era muito mais nítida que o normal. Sentimos uma sensação estranha, por mais que encaramos ele, todos ali presente, ele não olhou para ninguém nem sequer uma vez.
O medo me fez agir, não pensei em mais nada senão fugir dali. Peguei um pedaço de tábua quebrada que estava jogada no chão e corri em direção a janela. Bati com toda minha força e consegui quebrá-la. Os outros me observavam assustados, o homem naquele momento virou instantaneamente a cabeça para ver a janela que havia sido quebrada. Meu temor aumentou, olhei para baixo, devíamos estar no sexto andar. Todos eles me encaram com um ar de desaprovação, não poderia pular, não sobreviveria. Mas eu não pensei no que aconteceria, apenas pulei.
Durante a queda, eu não senti medo, eu somente caia, sem pensamentos, sem emoção e sem reação. Quando bati no chão, não pude ouvir nada. Não houvera um baque, eu cai no chão deitada. Olhei ao redor, ninguém viera me ver ou me acudir. Foi então que percebi, já estávamos mortos há tempos.
6 Comments»
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Loucura Vermelha

Esse conto foi baseado em um sonho que minha mãe teve, achei a forma como ela narrou fantastica e tentei transpassar ao “papel”.
meio creepy, mas muito legal!!!
Eu acho que o estilo de linguagem ficou meio estranha O.o
Acho que captei a forma da fala de minha mãe hehe.
Obrigada pelo comentário Báthory! =D
Eita, muito bom. Gostei muito
Ah, muito interessante!!! ^^
Ficou realmente bom; todo o sucinto mistério acerca do motivo do homem estar diante daquelas pessoas sem vê-las, e também o porquê dela não ter sentido nada ao cair.
Pena que era tão curtinho!
E, sabe, eu também já tive um sonho parecido; mas para mim, era como se eu estivesse dentro de uma caverna, e em determinado momento, caísse num burraco que não parecia ter fim. Eu ficava caindo com uma lentidão… E sabe aquela sensação de quando colocamos a cabeça para fora de um veículo em movimento e o vento forte bate no rosto, fazendo com que a gente fique com a sensação de falta de ar? Mesmo que fosse um sonho, me lembro claramente de ter sentido isso.
Bem… Enfim, parabéns!!!
Abraços,
Lady Darwin.
amei!super interesante eu odeio ler coisas chatas,mas o seu texto estava muito legal