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Feb
11
2010

E se gatos falassem?

Escritora: Laize Kasmirski

e-se-gatos-falassem

Naquela casa, todas as pessoas já tinham ido dormir, exceto duas crianças, Graciele e Amanda. Elas haviam combinado que iriam fingir que dormiam para que ninguém lhe perturbassem e assim que todos já estivessem roncando,  iriam levantar e se encontrariam na varanda para conversar.

Quando eram 22h30min, Graciele se levantou calmamente e caminhou em direção a cozinha, o local onde haviam combinado Amanda já deveria estar esperando, porem não estava.  Ela continuou a caminhar ate a tomada, acendeu a luz e sentou em uma cadeira se escorando sobre a mesa. Após alguns minutos, cansada de esperar, levantou-se, foi ate a pia e pegou um copo de água para beber. Em apenas uma inspirada tomou alguns goles de água em seguidas. Sentou-se novamente na cadeira e suspirou, pensou consigo mesma: “Se ela não vier até as 22h45min eu irei dormir”. Quando faltaram dois minutos para se levantar e desistir de tudo, Amanda aparece com uma cara de azeda sussurrando:

– Me desculpe, mas lá no quarto tinha uma barata, mesmo depois que papai a matou, mamãe demorou a pegar no sono… e eu fiquei ali, sentindo aquele fedor de barata morta no chão perto de mim. – Amanda revirou os olhos com uma cara de indignada e continuou falando: – Acho melhor irmos antes que alguém apareça…

Graciele se levantou da cadeira, empurrou-a para debaixo da mesa e seguiu em direção a porta que abria para a garagem. Amanda que estava um pouco adiante, destrancou a porta fazendo o mínimo de barulho possível e saíram silenciosamente. Na garagem não havia carro estacionado, pois estava sendo utilizada para as festas durante o dia. Uma única luz clareava  parte da garagem e o canto da varanda. Ao chegarem à varanda, sentaram-se no chão apoiando as costas na parede. Sentadas, uma olhou para o rosto da outra e Amanda disse:

–  Sobre o que vamos conversar hoje?

–  Eu não sei – respondeu Graciele – Mas estive pensando depois de ver o filme Gato de Botas. Você realmente acha que gatos podem falar?

– Hum, eu acho que sim, mas eles não nos deixam saber…

– Por que não? Seria tão legal, poderíamos passar horas e horas conversando com eles. – Graciele ficou imaginando por instantes como seria se o Mandoring, seu gato, falasse.

– Acredito – respondeu Amanda – que eles não falam com as pessoas por um único fato: não querem ser escravizados. Você já percebeu como esses bichanos são inteligentes? – Indagou Amanda observando a cerca que dividia o jardim com a estrada.

– Ah inteligentes, eles são realmente espertos. Até poderia dizer que são uns charlatões, conseguem tudo o que querem fazendo manha e não passam de uns vadios. – Respondeu Graciele.

– Hahahaha como você é. – Amanda achou graça da forma cínica em que Graciele entoou o tom de voz. – Eles são gatos oras, quando querem um afago eles pedem por isso e quando querem comida, bem, eles sabem usar suas táticas.

– Mas por que você disse que eles seriam escravizados? – Questionou Graciele passando a mão sobre o rosto, estava uma noite muito quente.

– Disse isso porque os adultos vivem para trabalhar, já notou? Tudo que fazem é em torno do trabalho, minto, dinheiro. Agora, imagina a situação de um gato falante nessa historia? O gato, um ser vagabundo nato, iria ficar amolando os donos para não perderem tanto tempo trabalhando. Os gatos falariam que o melhor da vida é ficar deitado descansando e sempre fazer o que quer na hora que bem entender. – Amanda parou por um instante, pensou e continuou dizendo – Os donos dos gatos não iriam gostar muito dessa ideia, desta forma, colocariam os gatos para trabalharem, eles não são tão espertos assim? Da tamanha esperteza e comunicação, poderiam trabalhar até como recepcionista de empresas, já imaginou?? – Amanda soltou uma gargalhada nessa hora, até ela estava se divertindo de suas hipóteses malucas.

– Hehehe, verdade. Eles atenderiam ao telefone dizendo: Alooow, com quem gostaria de falar? Miau gronc gronc. – Graciele também ria de suas besteiras, após segundos continuou dizendo como seria o gato em um escritório. – Aposto que o gato seria o funcionário mais vadio da empresa, apesar de que seu único salário seria a própria comida, ate desmarcar seus banhos no veterinário ele poderia hehehe.

– Mas se os gatos falassem, ate poderiam perder a chance de ter um lar decente. Os donos poderiam mandá-los para trabalhar não para ganhar comida, mas o dinheiro. O dinheiro que recebessem seria para pagar aos donos, que estes iriam lhes exigir cada dia mais. Chegaria o momento em que os gatos trabalhariam até mais horas do que o ser humano. Talvez um dia mudasse quando houvessem os direitos do trabalhados para gatos. – Amanda percebeu que a história ainda iria longe, se gatos realmente falassem, muitas coisas seriam afetadas, tudo mudaria.

– É talvez os gatos devessem mesmo ficar com a boca calada, para o bem deles. Mas mesmo assim, quando eu voltar para casa, vou pegar o Mandoring e mante-lo trancado comigo no quarto por um bom tempo, vamos ver se ele pede para sair. – Graciele sorriu para Amanda.

– Hum, acho que isso não fará nem perto de fazê-lo sair, o máximo que ele fará é deitar na cama e dormir hahahaha. – Amanda refletiu sobre o assunto e disse:

– Bem, talvez tenha alguma coisa de comida que destrave a língua do gato né?

– Hahaha – riu Graciele – Está achando que gatos são como papagaio agora?

– Ahhh vai saber!! Pois bem, conversaremos mais amanhã, agora estou com sono e já é tarde, vamos entrar.

Amanda colocou suas mãos no chão e com um impulso ficou de pé. Estendeu a mão para Graciele e  juntas seguiram o caminho em direção a garagem, cozinha e enfim, seus quartos.


Categorias: Contos | Tags: ,

26 Comments»

  • Vitor Vitali says:

    Ben, gostei da simplicidade dos diálogos; deixa o conto com um ar divertido. No entanto, acho que faltou um algo mais. Talvez uma trama por trás de tudo? Bem, sei lá. 🙂

  • O Vitor e seu “faltou algo mais” hehe. Mas realmente senti isso a ultima vez que li de inicio ao fim, pensei que fosse ali nos ultimos dialogos, para encerrar mesmo, parece que fica meio no vacuo, porem no dia nao tinha tido ideia para encerrar melhor e preferi deixa-lo assim. Talvez algum dia surja uma ideia e eu o altere =)

  • Rainier says:

    Verdade… Até entendo o “algo mais” que está faltando. Mas como com duas crianças tão meigas falariam algo mais? A não ser que a conversa se estendesse por horas?

  • Humm verdade Rainier… mas as crianças não podem dormir muito tarde também né? =P

  • ana beatriz says:

    qeria qi ús gatus falassen..
    vofazê assim:
    vo pegá minha gatinha e botá dentro do quartinho de bagunça da minha csa qi nem cama tein..ai ela não vai ter onde deitar e vai ficá lá sentada olhando pra mim por longas horas até ela fala alguma coisa..ou se não,vo fazÊ a msma coisa só qi vo ficá flando assim prá ela:
    -fala alguma coisa.fala alguma coisa.fala alguma coisa.fala alguma coisa.fala alguma coisa.fala alguma coisa.
    ai ela num vai aguentá e vai ter qi flar alguma coisa!
    x3
    vo lá fazê isso com ela!
    perai..depois conto o qê aconteceu!

  • Hehehehehheehe, Vou querer saber se a gatinha falou hein Ana =P

  • Junior says:

    Elas estavam bebadas neh? Mo papo de Bebado ehehehe

  • Ahhh, nem estavam não =P Crianças são peraltas =)

  • Você usou muito “hehehe” e “hahaha” na narrativa do texto. Isso não é conversa de msn. Narre as risadas.. fica melhor. =)

  • Ohhh o e ainda colocou a foto do “Godão” como imagem hehehe =P

  • Ah, Laize, pode ter faltado um “algo mais”, como estão dizendo, mas para mim foi um prato cheio. Tem coisa mais gostosa de se ler do que diálogos de crianças, sempre tão cheios de coisas impossíveis e mágicas?
    Simplesmente amei.

  • Ahhh muito obrigada Isaque ^^

  • Pandion says:

    Parabens Laize, parece que você tá numa fase bem inspirada para escrever né, isso é bem legal :).
    Se os gatos falassem, eu acho que eles seriam muito chatos hehe.

    Alguém ativa a transliteração para o comentário da Ana Beatriz por favor.

  • Andrey Ximenez says:

    Gostei bastante. Ultimamente tenho me interessado mais sobre leituras mais leves. Acaba meio sem motivo, mas ainda assim um ótimo texto.

    Ja apareceram pessoas de paraquedas aki, mas é a primeira vez que vejo algo parecido com o que a Ana Beatriz escreveu…
    u.ú

  • Pandion says:

    A é Andrey? Visita o conto “O Teste do Vampiro” então.

  • Andrey Ximenez says:

    To sabendo… mas akilo no “O Teste do Vampiro” já é esperado… por causa da onda do crepusculo… mas isso aqui? Não tem explicação!

  • Pandion says:

    Já é esperado? Eu pelo menos espero e contribuo para que as gerações futuras a minha sejam mais espertas e mais cultas, e não que elas se degenerem que nem um velho com Alzheimer e Lepra. Imagina o que essa nação de semi-analfabetos e decerebrados vai passar pra os filhos deles. To achando que o filme “O Planeta dos Macacos” é profético… Ufa, que desabafo! Mals ai Andrey, mas ver normalidade na bizarrice, isso me tira do sério.

  • Andrey Ximenez says:

    ^.^

    É esperado, por mais que pessoas com um determinado de cultura “culta” lute, sempre haverá pessoas que não se importam com isso, é um fato Pandion. Filmes como crepusculo motivam pessoas simples de linhas de pensamentos limitados a falar sobre coisas q elas no fundo nem quiseram pensar a respeito. É um fato, triste mas é. Dai a pessoinha vai la, escreve no google “vampiro” e bem, vem parar por aqui. Não tem mistério.

    Mas já o que vimos aqui, bom, tem q se dar risada, afinal, como chegou nesse conto?

  • Pandion says:

    Ela devia estar procurando algo na net como “Hello Kit gato falante eu acredito, por favor Papai Noel”.

  • Hehehehe “Hello Kit gato falante eu acredito, por favor Papai Noel” isso foi engraçado =P
    Boa discussão, cada louco com sua loucura =)

  • Báthory says:

    a ana é um bom exemplo para as campanhas de “drogas destroem seu cérebro!”

  • Como assim “e se gatos falassem”??? O meu fala, com certeza!!! (Não cheirei nada forte, não!!!)

  • Hehehehe você é um cara de sorte então!! =)

  • Danilo Luiz says:

    Gostei do conto, a estória tem início, meio e fim e se fecha. Os pontos são amarrados. O suspense em torno da barata parecia que iria render algo, assim como entrar na garagem em silêncio.

    Detesto gatos. Gosto de cachorros, tanto que tenho duas cadelinhas aqui em casa. Eis a explicação sobre a diferença entre cães e gatos por parte do meu amigo William.
    O cachorro pensa assim: me alimentam, cuidam de mim, tenho um lar, os humanos devem ser deuses.
    O gato pensa assim: me alimentam, cuidam de mim, tenho um lar, eu devo ser um deus.

  • Atreus says:

    O elefante é fã de Parmalat
    O porco cor de rosa e o macaco também são
    O panda e a vaquinha só querem Parmalat
    Assim como a foquinha o ursinho e o leão
    O GATO MIA
    O cachorrinho late
    O rinoceronte só quer leite Parmalat
    Mantenha o seu filhote forte “vamo” lá
    Trate seus bichinhos com amor e Parmalat

    Nao resisti…Sorry! =P

  • É um texto bem leve, com coisa de criança mesmo. Eu também acho que se tivesse narrado as risadas o texto ficaria melhor.
    🙂

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